Vermelho Intenso
Cadê a inspiração... riscada em cansado traço simétrico, ausente de emoção, energia, intensidade.
Vida, tenho vida que transborda para dentro de mim, que asfixia minha impulsividade, calor quente inconseqüente.
A vida de erros me enquadrou num canvas sem tinta, craquelado, estéril, sem luz.
A força das minhas mãos sob o pincel rompeu as cerdas da criação, espremeu a tinta seca da emoção deformando a realidade.
A vontade esta fechada no estojo de lápis e carvão, o papel já amarelado empena no folder esquecido atrás do sofá.
Estou quente e fria
Mutilaram meus dedos, arrancaram minhas asas, costuraram meus olhos.
O silêncio me reserva como covarde, abortando a espontaneidade.
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Quero saltar da garupa de Jorge e matar o dragão
VIVA! Covardes belos, inteiros, incólumes.
O Preço da coragem são as cicratizes na minha face. Não desenhei a saga, nem pintei a maldição deixada pelo dragão.
Fogo que consome dentro de mim
Fogo que ninguém apaga
Fogo que ninguém compartilha
Fogo que destrói onde piso.
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Minhas telas estão queimadas.
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