MySpace


Diana de Avelar

Diana Pires


Last Updated: 6/7/2009

Send Message
Instant Message
Email to a Friend
Subscribe

Gender: Female
Status: Single
Age: 21
Sign: Sagittarius

Country: PT

Blog Archive
[Older      Newer]
 /  / 
May 24, 2008 - Saturday 

Foto de Dominic Carrilho em Olhares.com

Sinto a tua alma percorrer a minha
Com dedos de luz,
Pele de nada.
É a tua alma que me observa
No meu sono,
Que me devora
Enquanto me alimenta.
Dois pedaços, farrapos
De alma…
Que se tocam
Como véus cintilantes
Estrelas na noite
Despedaçadas…

Surge um terramoto baixinho
Uma luz que cega num segundo
Um zumbido agudo

Eis que os dedos teus
Se convertem em carne
A tua pele já me cobre
Quente.
Volto a mim.
E as nossas almas voltam a separar-se
Somos corpos de novo
Enrolados na noite.
Que respiram, e transpiram
E onde batem corações!
Reais.

O sonho é longe
Fugidio.
É aquele momento em que adormeço
Sem dar por mim
E me perco.
Onde as nossas almas se unem
Quando dormes junto a mim.


Diana Pires
9/03/2008
May 24, 2008 - Saturday 

 

Sempre que alguém me pedir uma flor
Eu irei à campa do meu amor
Recolher a saudade e a lágrima
O coração da minha mágoa.

Não é justa a minha oferta,
Não é justo o que me pedem…

As flores que possuo
Tenho de as plantar devagarinho.
Entretanto, na tua campa
Jaz a loucura e a pujança
Que alimento…
Voraz!

Isto tem de acabar!
Tu, que me pedes o que não quero dar
Arrebata-me, obriga-me
Faz-me curvar à tua vontade!
Pede-me as flores que não há
Planta-as comigo,
Faz-me acordar.

Diana Pires
19/12/2007




December 14, 2007 - Friday 

Category: Life

Foto



Tormentos!
São os lamentos que oiço debaixo de mim,
De cada paço vacilante
Cá dentro…
São os gritos lancinantes,
Derrotados
E sem vida.
Sem princípio nem fim.
São tormentos…
Dos que por cá passam,
Sem sequer viver!
Dos que passam,
Sem memória,
Sem a hipótese
De um querer!

Diana Pires
15/11/2007





Pobreza
As profundas desigualdades na distribuição da riqueza no mundo atingiram actualmente proporções verdadeiramente chocantes.
O número de pobres não pára de crescer e já chega a 307 milhões de pessoas no mundo.
O dado mais preocupante é a tendência de que esse número aumente até 2015, quando os países menos desenvolvidos poderão passar a ter 420 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza.

Fome
Calcula-se que 815 milhões, em todo o mundo sejam vítimas crónica ou grave subnutrição, a maior parte das quais são mulheres e crianças dos países em vias de desenvolvimento.
A subnutrição crónica, quando não conduz apenas à morte física, mas implica frequentemente uma mutilação grave, nomeadamente a falta de desenvolvimento das células cerebrais nos bebés, e cegueira por falta de vitamina A. Todos os anos, dezenas de milhões de mães gravemente subnutridas dão à luz dezenas de milhões de bebés igualmente ameaçados. (Junho de 2002).

África
Devastada por secas e cheias, mas sobretudo por guerras civis (entre 30 e 40 no final do século XX), todo o continente africano parece ter mergulhado no abismo. Terminados os conflitos o terror não termina nas zonas rurais, onde a presença de minas e de munições não explodidas constitui uma ameaça permanente à reconstrução das comunidades rurais.

América Latina
54 milhões de pessoas passam fome na América Latina e Caraíbas.
Na América do Sul registou-se uma redução do número de pessoas subnutridas, que passou de 42 milhões para 33 milhões, mas na América Central houve um aumento de 17 a 19% e nas Caraíbas de 26 a 28%.
As crises económicas na Argentina e Brasil fizeram regredir vastas regiões, alastrando a fome.
As perspectivas futuras continuam a ser pouco risonhas para toda a América Latina. Os efeitos da globalização far-se-ão sentir por muito tempo, nomeadamente através de continuas crises económicas. As suas frágeis economias estão hoje à mercê das empresas dos países mais ricos.

Ásia
A situação é particularmente dramática no Afeganistão, onde cinco a dez milhões de pessoas estão ameaçadas de fome, mas também muito grave na Coreia do Norte, Mongólia, Arménia, Geórgia e Tajiquistão, etc.(Dados de 2002).

Médio Oriente
No Médio Oriente as projecções do Banco Mundial são também pouco animadoras para esta região, a situação é dramática na Palestina e no Iraque.O número de pobres irá disparar, estimulando o crescimento de conflitos sociais (Banco Mundial, Abril de 2003).
A intervenção dos EUA no Iraque (Abril de 2003), para além das vítimas que já produziu, agravou ainda mais esta tragédia.

Utopias
Oficialmente as utopias estão mortas, mas a realidade que as alimentou e justificou durante séculos continua bem viva. As desigualdades em todo o mundo, desde o "triunfo" do liberalismo nos anos oitenta, são cada vez maiores. O esbanjamento de recursos nos países mais ricos está a conduzir a humanidade para a sua própria extinção. Como refere Peter Singer, bastava que nestes países, se deixassem de alimentar os animais domésticos à base de cereais e de soja, e estes alimentos fossem distribuídos pelos necessitados, para se pôr fim à fome no mundo.

Solidariedade
Centenas de milhões de pobres e famintos em todo o mundo apelam à solidariedade de todos aqueles que se afogam no consumismo e no desperdício.


O que pdemos realmente fazer???
Só quero alertar para esta realidade...
November 25, 2007 - Sunday 

Category: Music

...As coisas vulgares que há na vida não deixam saudades....

...Há gente que fica na história da história da gente...

...E acabei por perder...

...Há dias que marcam a alma...

...O rosto, gelado e cansado...

...A chuva ouviu e calou meu segredo à cidade...

...Saudade...

Adoro o fado, adoro ser portuguesa por estes pequenos milagres que nos vão surpreendendo na vida. Adoro o fado da vida, a vida, viver. E acima de tudo, sentir. SENTIR, com a violência das marés, deixar que me levem no fascínio de amar na paixão louca. Sou como um vulcão adormecido, que do nada explode! É a felicidade de estar viva, são estes os momentos que marcam a vida de uma pessoa...e que eu quero, de novo.

...São emoções que dão vida à saudade que trago...

November 22, 2007 - Thursday 

Category: Writing and Poetry

Foto


Recordas as noites?
Aquelas lá longe,
Em que nada mais havia
Que a inocência de um jovem amor.
O principio de uma primavera

Eu já não…
Mal recordo os gestos,
O sabor.
Tão nítido há tempos
Tão incrustado
Tão "dolor"

Recordas?

O princípio de uma primavera,
Que se revela
Chuvosa,
demasiado
Saudosa.

Recordo agora
Com a certeza de um fim
A primavera que passou!

Diana Pires
7/10/2007
November 22, 2007 - Thursday 

Category: Writing and Poetry

Foto


A tua ausência na cidade
Torna-se cinza
Que cai dolorosamente…
Cobre tudo.
Cada pedaço
Da minha alma suspirante.
Cada corpo
Onde me deito.

A cidade eras tu
O teu sorriso.
E agora?
Caem cinzas
Dolorosas.
Tornando-te longe e sem mim!
O fogo, o vulcão
Está extinto!
Caem cinzas no jardim.

Diana Pires
25/09/2007
November 9, 2007 - Friday 

Em cada gesto teu
Há uma saudade,
Uma lágrima que chora
Vinda do mais longe de mim.
Minhas entranhas sangrentas,
Que choram por ti
Por cada gesto que foi teu
E depositado em mim.
Lá longe…

Diana Pires
19/09/2007

Mais em S_Purpurea

October 28, 2007 - Sunday 

Category: Writing and Poetry
 

Foto

Meu corpo
Cada curva
Cada volta
Cada gruta
Cada cova
Cada linha
Cada pêlo
Foi feito para amar!
E tanto que ele já amou…
Meu corpo
Cada suavidade
Cada humidade
Cada textura
Cada sabor
Já amou!

Meus lábios
Já beijaram os teus
Minha língua
Já provou o teu sabor
Meus braços
Já te estreitaram contra mim
Minhas mãos
Já acariciaram cada local de ti
E o meu corpo
Já amou!

Meu corpo
Fabricado, cresceu
Foi feito só para amar
Só para te abrigar a ti
No meu calor
Minha humidade
Tua dureza
Teu prazer
Nossa felicidade!

Meu corpo
Tal como o teu
Suave
Forte
Firme
Jovem
Belo
Cada textura da tua pele
Do teu olhar
Já percorreu meu corpo
Já o deixou a arfar

Teu corpo
Tal como o meu
Foi feito só para amar!

Teu corpo
Tua pele
Cada músculo
Cada tensão
Cada vibração
Tua força
Teu desejo
Cada fragmento de ti
Cada gota do teu coração
Do teu olhar
Da tua boca
Húmida e quente
Cada suavidade
E cada aspereza
Das tuas palavras
Cada loucura
Cada sorriso
Cada ideia
Cada carinho
Cada desespero
Cada dúvida
Cada tristeza
E cada lágrima
Eu já amei.

Teu corpo
Eu já amei
Meu corpo
Tu já amaste

Já te afundas-te
Devagar e com surpresa
Com força sem hesitar
Tão suavemente, por vezes
E eu senti-te todo
A moveres-te, a afundares-te,
A tocares no fundo de mim
Fazendo pressão
Arrancando um grito
Arrancando meu coração
Como é possível tanto amar?

E meu corpo
Com sofreguidão
Beijei-te todo
Desejei-te todo
Cavalguei sobre ti
Afundei-te ainda mais
No meu corpo
Feito de calor e humidade
Com fogo te cavalguei
Com água te chorei
Com ar te sorri
Com terra te odiei

Todo o prazer
Cada contracção
Cada gota de suor
Cada pêlo arrancado
Cada pele amassada
Arranhada
Que tu me deste
Todo o prazer
Que me deste
Ao meu corpo
Foi como cada nova flor que nasce
Pequena, delicada

Uma pequena flor feita de amor
Nasceu em mim
Em cada prazer que me deste
Em cada gesto que fizeste
O teu corpo no meu
Toda a tua pele na minha
E dentro de mim
Fez nascer
Mil pequenas flores de amor

Pequenas flores brancas
Pequenas flores vermelhas
Pequenas flores negras
Pequenas flores púrpuras
Pequenas flores
Nasceram por mim
E eu tornei-me num jardim
Estendida ao sol
À tua espera
Que venhas colher todo o meu amor
Vem colher-me!



E assim,
Teu corpo
Meu corpo
Nosso desejo
E nosso prazer
Voltará
Para amar mais uma vez
E voltar a criar mais mil jardins
Dentro de mim!


Diana Pires
3/07/2006

Foto
October 14, 2007 - Sunday 

Category: Writing and Poetry

Foto de António Louro


Na luxúria da noite
Perco-me.
Perdem-se,
Movimentos, sensações
Interligam-se no limbo que há
Entre a inconsciência e o prazer:
No esquecimento do sono
E no calor das tuas mãos.
São momentos, movimentos
Que se perdem uns nos outros
Confundindo-se numa parafernália
De suor, sexo, sono, sorrisos

Uma noite mal dormida,
Mas encantada!

Diana Pires
8/09/2007
October 6, 2007 - Saturday 

Category: Writing and Poetry

Foto


Chamam vozes,
Daquelas que não sabem gritar
Murmúrios leves
De embalar.
Chamam as nuvens,
Chama o mar:
Leve,
Com vozes de quem não sabe gritar

Tal insólito, o de não gritar
Lembram-me as chamas do vento
Quando este não se quer calar.
E é chama que chama pelo luar,
Que venha acalmar
Todos os gritos neste imenso mar
De gente bela
E despedaçada,
No longo grito da vida.

Diana Pires
4/09/2007