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Andreia Dias - Blog do Myspace

Andreia Dias



Last Updated: 10/22/2009

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Thursday, April 16, 2009 
Tá tá taá!! Eu conto.
Antes que minhas amigas façam isso por mim.
Digo logo, aumento mas não invento.
Vida de pobre revoltado que vence na vida,  tipo aparece na tv, sempre causa euforia e curiosidade: _ Olha que lindo, ele veio do nada, vai pra lugar nenhum,  mas sabe cantar e dançar! Óhh!!!!! Aplausos!!!!!  Será que ele senta?
Comigo tem acontecido muito esse tipo e coisa. Agora vou dizer:
_ HUnft!!! Sempre detestei paparico!
Acho que a maioria das pessoas sonha que sua vida se transforme num filme, num livro, num disco. Comigo  não foi  diferente, consegui gravar meu disco solo às próprias custas (Do Fred).  Olha que foi um tipo de parto! Uma vitória! No caso de um livro ainda não tinha pensado, mas notando o grande interesse que meus percalços e aventuras despertam nos amigos, resolvi às duras penas, devido ao meu tosco português e a minha preguiça latente, contar para vocês, desocupados, como quase me tornei a Andreia F  Tupiniquim drogada e prostituída.
Digo que venci na vida sim!! Estou  aqui em cima dos meus 35 anos, com corpinho de 30 e cabeça de 12, tudo bem, mas forte e firme! Sim,  às vezes como um prego na areia, brasileira nata.
 Não foi fácil chegar até aqui eu confesso, mas foi divertido pra caralho!!!
Essa vida louca vidaaaa  breve, me ensinou muito, principalmente a ser honesta e justa. Depois de tudo que passei com as drogas, quase perdendo o caráter, só tomando vergonha na cara!!
Por causa de cocaína e fome, fiz muita coisa errada! Roubei. Traí. Menti. Matei alguns de desgosto.
Falsos amigos me levaram pro buraco e tive que ter muita força e coragem pra sair sozinha de situações horripilantes!
Cheguei na porta do inferno e recebi  o convite do capeta pra entrar.
Graças a Deus meus anjos nunca me abandoram, embora  já tenham ficado cansados e distantes, trabalhando só no inconsciente.
Aos parentes que estão lendo digo o seguinte:
_ Que bom ler alguma coisa de vez em quando hein Cambada?! Outra coisa, sempre que alguns de vocês me caluniaram eu dei muita risada porque nem imagino o que teria sido se tivessem dito a verdade. Serpentário amado.
Preparem os seus corações. Vem aí:
                        
                  BETE BRUM   
MAIS UMA CANTORA BRASILEIRA
ALCÓOLATRA, DROGADA E PROSTITUÍDA.

Vamo
que Vamo. Nada como um conto após o outro.
 
   
 
Thursday, April 16, 2009 

Hoje é natal, 25. 12. 2008.



Estou em Ubatuba na praia da Almada. Vista: Mirante da Chica. Toda praia do Ubatumirim incrustada no meio da mata atlântica. Suspiro!
Me lembrou um natal que passei na estrada parada em um posto 'fantasma' entre Rio e Minas.
Eu a Lu e a Márcia, uma amiga nova que tinha pirado na nossa história e se juntado a nós, pegamos uma carona no Rio de janeiro no dia 23 de dezembro de 1990 e bolinhas sentido Minas Gerais.
Mais precisamente para Tarumirim. Perto de Governador Valadólores.
Eu queria passar o ano com minha vovózinha para horror de toda família que sabia que eu estava na gandaia viajando por aí sem eira nem beira. Livre leve e solta.
Tinha acabado de passar dias bizarros no rio.
O André nos levou na rodovia e ficamos umas 2 horas tentando uma carona.
Já estávamos acostumadas e o troço era engraçado.
Não tinha tempo ruim. Tudo era motivo de risadas!
Foi quando depois de várias tentativas parou um caminhão.
Sempre foi a carona mais segura. Caminhoneiro geralmente é gente boa.
Claro que deve ter alguma exceção como tudo na vida, eu sempre dei sorte com carona de caminhão.
E essa carona Rio/ Minas foi muito louca!
Depois de duas horas de perreio já com fome e cansadas eis que pára um caminhão muito grande e no volante um gaúcho.
Estava vindo da Bahia indo pra Minas. Estava a 40 por hora pelo acostamento pq tinha uma carga muito pesada.
Levava frango.
E a agora três franguinhas.
O gaúcho chorava.
Estava emocionado pq sempre passava o natal longe da família.
Logo ficamos amistosos e a viagem foi muito tranqüila.
Tranqüila até demais, levamos quase 2 dias pra chegar em Minas.
A idéia era passar a noite do dia 24 ja com minha vó, mas que nada.
A Ceia de natal foi num posto de gasolina perdido no tempo, com a gente e uns 15 caminhoneiros.
Nossa sorte foi que estávamos amparadas pelo Sr Gaúcho que foi muito gentil e cuidou da nós, senão teríamos virado ceia de natal naquele posto. Os caras estavam tarados.
O  caminhoneiro tirou um frango do carregamento e nós fizemos um jantar na cozinha do caminhão.
O pai da Márcia era caminhoneiro então ela tinha toda a manha.
Compramos cidra e fizemos um baita jantar.
Nisso colaram vários caminhoneiros que estavam no posto pra dormir e ceiaram com a gente.
O lance é que eles piraram que a gente tinha que dormir com eles. Foi um sufoco!
O Gaúcho teve que proteger a gente pq os caras não se conformavam.
Sei lá devem ter pensado que a gente era de programa. Foi aquela luta convencer que não iríamos dormir  com ninguém, e sim com o Gaúcho.
Depois do jantar e do estresse entramos todos na cabine do caminhão pra dormir.
Não dava, era insuportável!!!
Tinha aquela cama super pequena pra uma e o tio, e o chão pras duas!!!
Quando eu deitei na cama, enfiei a mão embaixo do travesseiro e encontrei um cano!! Um revólver! Sul Real!
O senhor tirou ele da minha mão todo bravo e o escondeu sei lá aonde.
Nós nos deitamos, todo mundo apertado, claustrofóbico. Daí todo mundo começou a roncar.
Foi incrível!! todo mundo roncando até as minas!! Não sei como elas conseguiam. Era sempre assim, cada perreio e a Lu era a primeira a roncar.
Um puta calor, todo mundo roncando e peidando, e eu lá estalada!!
Pensei: _Vou pirar aqui dentro!!
Rapidinho saí do caminhão e fui em direção a uns carinhas que estavam em volta de uma churrasqueira.
Eram do posto, trabalhavam lá e estavam fazendo sua comemoração.
Fiquei com eles bebendo e comendo até umas 6 da manhã.
Foi perfeito!! Comemos e rimos muito!
Quando a turma levantou eu fui dormindo atrás na mamata e elas ficaram fazendo a social.
Agradeço até hoje a bondade do Sr caminhoneiro, que pagou todas as nossas refeições e nos tratou com muito carinho.
Lembro que cantei pra ele a viagem inteira e ele dizia: Você ainda vai fazer sucesso! Doido, doido.
Pena que pra variar eu não lembre o nome dele.

Thursday, April 16, 2009 

Quando cheguei em Ubatuba pela primeira vez minha alma se encontrou. Tudo ficou claro e iluminado para mim.


Meus olhos brilharam, minha cabeça inflou e meu coração se acalmou.


Agora sabia quem eu era. Uma caiçara é óbvio!


Ir pra lá foi muito difícil, minha família não queria deixar de jeito nenhum. O negócio já estava insuportável em casa.


Ninguém se agüentava mais.


Eu mentia como uma experta e eles não mais fingiam que acreditavam.


As surras já tinham cessado, mas as chantagens emocionais começaram com toda força! Era cruel!


A última surra que levei do meu pai foi muito boa. Nunca esqueço foi muito relaxante.


Quando eu assumi que queria cantar toda sexta com o tomate inglês ninguém conseguiu mais me segurar.


Eu ia de qualquer jeito, com ou sem dinheiro, e ficava até as 5 ou 6 da manhã. Chegava em casa sem a chave batia no portão, meu pai abria e surra!


Às vezes pegava táxi e e fazia eles pagarem. Filha da puta!! ou fazia a Kika me levar.


A Kika é irmã do Kiko, ela tocava guitarra na banda. Coitada me levava sem querer porque eu era uma mala que fazia maior drama.


Ainda sou, mas hoje tenho alça e rodinha.


Em casa sempre rolava uns quebra paus, uns pega pra capar.


Às vezes eu chorava e inventada umas histórias escabrosas pra não apanhar.


Era raro conseguir. Geralmente acabava em porrada mesmo.


Foi então que comecei a perder o medo e não me importava mais. Chegava Bêbada e nem sentia as cintadas até pq papai não batia com muita força.


Nesse dia eu cheguei bem tarde quase de manhã. Ele bateu, bateu e bateu, eu não soltei uma lágrima.


Quando ele acabou eu dei um sorriso, uma espreguiçada e falei:


_ Brigada pai, até amanhã então, foi bom para o senhor também?


E deitei.


Ele me olhou constrangido e desde então nunca mais me bateu.


Até senti falta.


Brincadeira.


Voltando pra Ubatuba, minha querida Ubatuba.


Inventei maior história falei que ia vender sanduíche natural e tinha que ficar o final de semana, implorei, supliquei até que deixaram, acho que também pra ver se eu melhorava.


E eles estavam certos, eu melhorei!


Fiquei 15 dias sem dar notícia em casa.


Ficaram doidos, foram atrás de mim com foto e tudo. Não me acharam.


Afff! Só rindo hoje, imagina os coitados me procurando com uma foto em Ubatuba? Eu tava tão feliz e largada que de certo ninguém me reconheceu  naquela fotografia.

Depois de 15 dias voltei pra casa na maior cara de pau e encarei todo mundo sem medo.

Eu já sabia quem eu era e estava decidida a me picar dali. Não tinha mais jeito. Eu já tinha 17 anos e era uma mulher, tinha sonhos e planos que eles nunca iam entender nem aceitar.
Meu pai me chamou pra uma conversa franca.

Deitou-se no sofá e até me pareceu um pai que conversava com os filhos. Foi nosso primeira e última conversa de entendimento.
Pai_ Não gostamos dessa sua vida, ou você volta a ser o que era (uma anta de 13 anos que achava que pra ter filhos era só casar) ou pode ir embora.
Com todas essas possibilidades que ele me deu só me restava festejar.
_ Sério pai? posso ir?? ninguém vai morrer??
_ Não, ninguém vai morrer!
Foi o acordo perfeito eu entrei com a bunda e ele com o pé!
Juntei todas as minhas coisas que eu nem dava conta de carregar e fui embora de casa pra nunca mais voltar.
Quer dizer, uma vez eu voltei mas fiquei 10 dias, minha mãe achou maconha na minhas coisas me deu vários tapas na cara.
Escondeu todas as minhas coisas, falaram que iam me internar.
Fiquei surtada uns dias com o drama familiar em alta!! Foi foda!!
Depois de vasculhar a casa achei o fumo na gaveta do Dimas, consegui recuperar minhas tralhas e me mandei.
Fui de novo para os braços da minha Amada Ubatuba!
Salve Várias canoas e todas as pessoas que me acolheram e me ajudaram nesse paraíso tropical paulistano.

Carinho especial ao querido Thomas de Carle

in memória

Vamos preservar a Mata Atlântica Porra!!!!!







Thursday, April 16, 2009 

 Praticamente tudo começou aos 13 anos.
Até então fui criada como uma imbecil.( Calma Mãe, Sei que voces me criaram com amor e carinho, mas vamos combinar né?)

Até os 13 anos tive uma vidinha tranqüila. Feliz na perifa sempre descabelada , sujinha , brincando na rua com os amiguinhos.

Enquanto com as meninas a maioria das brincadeiras eram secretas, se é que vocês me entendem, com os meninos era pura molecagem!! carrinho de rolimã, pipa, bolinha de gude, guerra de pedras!!

Fazíamos expedições nos lixões do bairro procurando lixo legal, preciosidades. Era massa!! uma vez achei uma correntinha de prata. Praaaaaaataaaaaaaaaaaaa!!!!

Digo que fui criada até ali com uma imbecil pq era dominada por um esquema machista, religioso e muito opressor.

Quando descobri que pra um casal ter filhos ele tinha que transar, fazer SExo, fiquei maluca!! Imagina , eu achava que era só casar!! Imagina eu, tão pura e linda, fruto de uma trepada?!

Ainda mais entre meus pais!!

A cena era muito repugnante pra mim.

A partir daí tudo ficou claro. Maria virgem... sei... conta outra! Fiquei passada! porém, iluminada!

Foi então que comecei a olhar os garotos com outros olhos, de forma diferente.

Meu corpo começou a reagir junto e na minha cabeça só reinava:

Beijos na boca!

Mão na mão!

Olhos nos olhos!

Abraços apertados!

...

Dos 13 aos 15 vivi uma intensa agonia secreta, com amores platônicos e sofridos por homens inacessíveis e estranhos.

Do traficante do bairro que passava de carrão, até o metaleiro chapado que passava ao longe.

E foi com 15 anos que levei a primeira surra marcante. E não foi por causa de sexo.

Eu já apanhava normalmente por coisas bobas, tipo não lavar uma louça, ou jogar vôlei, já que não podia participar do time da escola, ou ficar na rua brincando. Mas essa sova foi de lascar!

Eu só podia usar saia, é regra na religião protestante onde meus pais são congregados. Minha mãe no caso hoje, já que meu pai foi recolhido. Despirulitou-se. Foi pra terra do pé junto. Dessa pra melhor!!

Eu era muito complexada e não agüentava mais aquelas roupas de marmota que minha mãe fazia pra mim ( Ai mãe desculpa de novo..) Estava cursando a 8 série do ginásio e a galera já era bem mais descoladinha, então,eu era um vaso na escola, ninguém me notava! Era frustrante!

Cansada da minha invisibilidade, resolvi tomar uma atitude.

Peguei uma calça jeans Us' top do meu irmão, o Dimas, apertei na máquina do papai , bem toscamente, vesti e fui pra escola.

Au!!!! Sensação!! A galera pirou!!! Pela primeira vez um carinha me notou, as meninas comentaram e eu me achei.

Ou melhor, me tive certeza naquele momento.

Eu estava livre, leve e solta! Foi demais!!!

Nunca vou esquecer a sensação daquela calça jeans apertando minhas coxas e minha bundinha!

Bom como alegria de pobre dura pouco, no dia seguinte durante o treino de vôlei proibido que fui, e deixei a casa sem arrumar, apareceu minha mãe tal qual uma fera e me levou pra casa pelas orelhas! literalmente!

Foi uma surra inesquecível, com lasca de madeira daquelas caixas de feira, a lasca chegou a quebrar.

Foi aquele chor oro, ela de uma lado chorando e eu do outro, um drama! Nem novela mexicana!

No outro dia, com um olhar frio e distante, vesti a mesma calça e fui pra escola. Silêncio em casa.

Olhares Ameaçadores. Semana tensa. No final dela minha mãe finalmente me deu uma calça begue que tava pra vender na alfaiataria.

Minha primeira conquista!

Foi assim que com minhas duas calças jeans, uma tradicional e uma begue, eu comecei a conquistar o mundo.

Nada poderia me segurar agora.


















Thursday, April 09, 2009 
Voce já saiu da caverna?
Ou ainda esta dentro dela?

Bem confortável no seu lar doce lar
Com sua família e a máquina de lavar
Seu microondas, sua empregada
Sua tv de plasma 60 polegadas

Nela monstram como voce deve ser
O que consumir, o que fazer
Te passam  sempre as coordenadas
Dessa estrutura alienada

Quer sair pra passear
Ir no shopping se esbaldar
Comer no mac, comprar uns panos
Ver as vitrines do desengano

Durante Séculos aprisionado
Pelas correntes da ignorância
Voce almeja sempre o sucesso
Crente crente que ta abafando

Te escravizaram na cara dura
E voce na certa está vendado
É melhor abrir do olho
Pois logo logo estará chipado

Sua Besta!!!!
 
 

 
Thursday, April 09, 2009 
.
Apesar de todas as desavenças e desencontros até que tenho boas lembranças do meu pai.
Seu Josué era um homem bom,  simples e trabalhador. Era rústico. Ah...isso era.
Não comia sem feijão e tinha que ser um feijão rústico como ele, temperado só com alho.
Uma vez inventei de fazer um feijão com vários temperos e rolou um mal estar.
Vivia avoado,  estressado e ausente, embora estivesse sempre por perto.
Eu tinha muito medo do meu pai.
Muitas vezes desejei ardentemente que ele morresse.
Só quando criança, claro.
Ele era cruel quando queria. Pouco carinhoso e muito distante, não fazia menor questão de uma aproximação.
Eu era louca por ele  mas ele me evitava.
Trabalhou em casa a vida inteira, era um alfaiate de mão cheia.
Tinha a mina de ouro em suas mãos, mas não soube aproveitar.
Costumo dizer que papai era um garimpeiro frustrado. Ficava sumido meses enquanto minha
mãe segurava a família nas costas.
Se enfiava nos cafundós do interior de Minas Gerais em busca do ouro e pedras preciosas
e só o que conseguiu garimpar desilusão, traição e amargura.
Tinha um olhar cansado, frustrado e injuriado.
Me amava do jeito dele, eu sei, ou pelo menos do jeito que ensinaram pra ele.
Um amor duro, ciumento  sem carinho.
Meus irmãos também passaram maus bocados com meu pai, o velho era ignorante que só a porra!!
Pior é que os cretinos descontavam em mim. Nunca pude contar com esses irmãos pra nada.
Minha família nunca foi um exemplo de união. Mineiros bravos e ignorantes. Pouco afetuosos.
Seu Josué Dias Brum era fogo!
Essa  família Brum não é flor que se cheire. Um pior que o outro, de tia que desmata e enjaula onça,
a primo que vai pra São Paulo fazer faculdade no crime e na falcatrua! Claro que tem algumas exceções,
mas a maioria é osso duro de roer.
Minha avó Maria, mãe do papai era uma índia grossa! Foi enterrada sem caixão. A família não tinha dinheiro,
então emprestaram o caixão até o cemitério e lá jogaram o corpo direto na cova, na terra.
Prático e eficiente. Essa é das poucas histórias dos Bruns que eu gosto. Tem uma poesia. Macabra, mas tem.
Eu queria ser enterrada sem caixão, ouviram meus netos queridos? he! he! he! (risada amarela...).
Falando sério, acho um puta desperdício!
Morrer não tá barato não. Podia facilitar pros vermes, né não?
Lembro de várias fotos de velório que o pessoal fazia no interior.
O Morto numa mesa só com um lençol branco por cima e toda família em volta.
Eu tinha um medo lascado dessas fotos!!
Voltando pro Seu Josué, eu lembro umas coisas engraçadas.
Uma vez ele me deu um dinheirinho e mandou eu comprar papel higiênico.
_Filha! Vá no mercado e compre um papel bem áspero, tipo lixa, daqueles que limpam mesmo!
Não vá comprar esse papel branquinho sedoso,
não limpa nada e é mais caro.
O velho sabia das coisas. Foi criado na base do milho e do sabugo.
Eu limpei muito a bunda com sabugo quando era criança. E banho com balde de cordinha.
Chuveiro da roça, uai!
E no lugar do papel higiênico uma cordinha com sabugos higiênicos bem crespos e compridos.
Ouro não tinha, mas cus de ferro, de montão!

 
Thursday, April 09, 2009 

Em 1995, se não me engano, me matriculei na ULM ( Universidade Livre de Música) e graças ao meu namorado na época, que me dava o maior apoio,  comecei a estudar canto popular. Aparentemente estava tudo certo, meu namorado me amava e eu estava estudando aquilo que gostava. Porém, no fundo, uma agonia agitava-se em minha alma.
Não conseguia ficar muito tempo parada num lugar e também não estava tão envolvida na relação.
Só via meu próprio umbigo.
Meu amigo André Gomes, músico gaúcho que mora no Rio de Janeiro, me convidou pra ir até lá gravar uma faixa no CD “Elas Cantam Marina”em homenagem a cantora Marina Lima. Tinha já o 'Eles cantam Caetano', lembram? No final nada rolou e acho que até hoje esse disco tá empatado.
Eu já tinha passado uma mega aventura no rio, quando conheci o André a a banda do Pepeu Gomes.
Na verdade conheci eles em Ubatuba num show, eu tava com 18 anos e trabalhava nas escunas. Ficamos eu e a Lu convocadas pra cuidar da banda, levar pra passear e tal.
Só que choveu e nós ficamos pela praia mesmo num quiosque.
Nesse quiosque tocava um amigo que quando me viu me chamou pra cantar. Todos da banda junto com o empresário ficaram surpresos: Você canta??
Não canto nada, só de brincadeira.
Fui lá e cantei Janis Joplin. Os caras piraram!!! O empresário, o Caramês, ficou louco!
_ Vou te levar para o Rio de Janeiro e você vai ficar muito famosa!!
Foi a maior roubada, fui pra lá com a Lu e a Marcinha, os caras fizeram festa pra mim e tudo.
Ligaram para os meus pais dizendo que a filha deles ia detonar, estourar a boca do balão, eles não entenderam nada.
O Louco do Caramês gritava:
_ Você vai ser a nova Janis Joplin brasileira!
Tinha acabado de aparecer a Marisa Monte, e ele parecia que era inimigo do empresário da Marisa, e ficava dizendo:
_ Nós vamos detonar com essa Marisa montE!
Credo não gosto nem de lembrar, puta baixo astral. Eu na época tava meio sem entender nada. Boiando.
Mas tava me divertindo que só. Soltinha e feliz da vida.
Tava cagando na cabeça de todo mundo. No fundo nunca levei aquilo a sério.
Essa foi a minha primeira vez no Rio: sangue novo num serpentário. A presa fácil.
Foi então que Caramês começou a ficar com ciúmes da minha amizade com o André, o Pepeu Puto porque me chamou pra ir pra cama  na frente de todos e eu tirei um sarro dele em voz alta.
_ É ruim hein? Tia velha! Sai fora!
E eu só cantava duas míseras musicas. Não conhecia nada de nada. Certamente teria sido um fiasco. Por razões óbvias  nada  deu certo.
Seis anos depois eu estava em sampa morando com o Jef, fazendo ULM , com quase 24 anos, tentando me firmar.
Então o André me convidou pra gravar a tal faixa e eu fui.
Tinha 30 reais no bolso. Chegando no rio pela segunda vez aconteceu o óbvio.
Eu me apaixonei pelo Rio, pelo André e pela mulher dele também.
Gravamos a faixa envoltos numa névoa de paixão. Eu não queria mais voltar pra São Paulo. Liguei para o Jef e terminei tudo. Infame.
Antes de ir para o Rio passei por Ubatuba e um amigo me deu o telefone de um tal Carlinhos, amigo desse meu amigo, que morava em santa Teresa mas não ficava muito por lá porque tinha um veleiro em Parati, e então a casa ficava vazia.
Estava decidida, eu ia ficar no Rio.
Ô lugar maravilhoso, meu pai! Praia com cidade, muita música, muitos artistas!!
O ambiente perfeito pra eu vencer na vida.
Eu ainda não tinha percebido que tinha muito carioca por lá e que a coisa não ia ser tão fácil como eu imaginava...
Liguei pro Carlinhos nós nos encontramos e ele falou que eu poderia ficar na casa o tempo que precisasse, disse também  que tinha um filho mas que este nunca aparecia por lá.
Fui conhecer a casa e adorei. Lugar incrível, no Largo do Curvelo, bem alta e com puta visual!! Dava pra ver a baía da Guanabara e Niterói lá na frente. Tinha até uma janela indiscreta com uma luneta.
Abandonei tudo mais uma vez em São Paulo e fui pesar no Rio, crente que tava abafando.
Entrei pra dentro da casa do Carlinhos fazendo uma faxina pois o lugar tava largado. Ficava o dia em casa tramando meus planos, ia sempre no André na hora do almoço, vivia com fome e sem dinheiro pra nada. A noite ia pra faculdade do samba. Bares.
Ali eu era o centro das atenções. Sempre aparecida, indiscreta e debochada. Em um mês já arranhava um pandeiro.
Os neguinhos me adoravam. Todo mundo era meu amigo. Isso por que lá no Rio é assim, você chega e todo mundo é seu amigo, até o segundo sinal. Espere pra ver as cortinas abrirem, aí então o bicho pega.
Também eu tava de boca muito aberta quando cheguei, foram merecidas as rasteiras que levei. Fala aí Mestre Gigante!!!
A Casa não era do Carlinhos, era alugada e a dona morava na casa de baixo. Era um sobrado. Em cima onde eu morava, era o terraço. Mas tava fodido!! Uma piscina desativada, rachaduras, chão zoado. Enfim, casa podre. Mas muito charmosa e bonita, então dei um trato, botei um pouco a minha cara e disfarcei um pouco o estado lamentável.
Acontece que o filho do homem resolveu aparecer e grudar na área. No começo achei ele legal, era um moleque skatista todo sabichão, tinha 18 anos. Mas não demorou muito pra eu me ligar que se tratava de um estorvo.Como eu. Dois estorvos juntos não poderiam dar certo. Mas daqui a pouco volto pra história do garoto.
Num sábado à noite fui numa festa em Santa numa casa parecida com a que e eu estava, meio largada mas com um povo morando. A balada tava animada. Tomei um ácido e caí na piscina sem roupa. Minha cara. Os cariocas me amavam.
Foi quando avistei um jovem empedernido muito elegante. Era Seu Jorge. Nos aproximamos e começamos a conversar.
Aí eu já tava de roupa, viu minha gente?
Ele era músico, queria montar uma banda, tinha planos de conquistar o mundo.Etc. De tira colo vinha um francês flautista folgado . O Bertran. Era uma dupla dinâmica. Eu me envolvi de cara porque também queria uma banda e conquistar o mundo, além de também ser folgada e metida a besta. Começamos então a nos encontrar todo dia. 
Jorge vivia fodido que nem eu, então juntávamos nossas forças e fazíamos vários rangos econômicos. Vários banquetes de  2 reais.  Dava uma tristeza pq a gente nunca tinha grana pra tomar uma cerveja.
Nisso já tinha se formado uma banda ao meu redor, 12 elementos. Acompanhei todo o processo de criação da banda.
Fui um tipo de madrinha. Alguns ensaios ocorreram lá em casa, as primeiras fotos, tudo indo. Era como uma febre.
Foi quando botaram o nome da banda de Farofa Carioca.
Bom, eu não gostei muito, não era carioca mas não tinha muita opinião a dar nem direito.
Saíam a tocar na rua e o povo adorava. Era puta sonzeira!! Seu Jorge estava empolgado, vibrante, cheio de luz.
Marcaram uma temporada num teatro na glória, e foi ali que tudo aconteceu pra mim. As cortinas se abriram.
Toda quarta a banda se juntava a uma peça de teatro e fazia uma apresentação meio maluca.
Musica com peça, uma merda só, mas todo mundo achava o máximo. Na primeira semana eu tive que vir a São Paulo, então perdi a inauguração da coisa. Quando voltei já tava a maior
ferveção, várias atrizes dando de backing vocal. Todo mundo envolvido e eu por fora. Primeiro pq achava tudo meio ruim, não o som da banda, que até gostava, mas a história com teatro,
sei lá, Tava pouco a vontade com aquela galera.
As minas ficaram putas da vida pq eu como cantora da banda cheguei botando banca no pedaço e não fiz questão de ser simpática. Os caras da banda também, pq metade queria me comer
e a outra metade me detestava pq eu não dava pra ninguém. Uns tomavam as dores do Jorge que andava tristonho, outros me achavam uma fraude. Eu já tinha tentado sair da banda pq tava sentindo que não tinha sintonia, eu tava imatura, não conseguia segurar voz, não tinha presença, tava insegura e na minha insegurança demonstrava muita arrogância pra me proteger. Mas Seu Jorge não deixou me sair dizendo que eu era importante pra banda.
As coisas iam mal. Tudo bem que não tinha público pra assistir, ficava o palco lotado e um neguinho na platéia. Ridículo. mesmo assim os egos estavam inflados. Parecia show musical da Broadway, uma constelação só. Fogueira de vaidades! 





Foi então que Seu jorge percebeu que eu tava boiando e botou uma musica minha no repertório, um samba que eu tinha feito pra Santa Teresa. Pra ver se dava um up, uma animada.
Foi bem legal!! Ficava mais fácil pra eu cantar assim solo do que fazer vocal, mandei ver no dia e o samba foi recebido com calor pelas pessoas. Menos por um cara que fez questão de me humilhar e me botar pra fora da banda num dos dias mais tristes e amargos da minha vida.




O Sandro era o percussionista da banda. Ou melhor tocava tantan. O cara era bom, mas muito loucão, coitado. Gostava de um farole que só vendo, vivia com giz na lousa. Acho que foi ele até que sugeriu a banda chamar Farofa Carioca.
Não sei como está hoje. Espero que bem, não desejo mal a ninguém, nem a esse cuzão. Ele já tava há um tempo me olhando estranho. Sempre com uma cara gozada. Eu percebia mas não atinava. Tava equivocada na balada.  Depois da apresentação, no dia que cantei o samba, fomos todos para o camarim. Tava lotado! Só da galera da peça e da banda.
No meio do burburinho soa a voz do Sandro bem alta:
_ Seu jorge eu quero saber o que essa mina ta fazendo aqui.
Até eu perceber que o troço era comigo, se formou uma rodinha e todos riam e cochichavam.
_ Como é Sandro?
Falou Seu Jorge.
_É isso mesmo Seu Jorge, quero saber o que essa mina faz aqui, pq ela não sabe cantar, eu tenho ouvido!
E batia no ouvido, todo putinho.
Nisso uma bola de fogo se formou no meu rosto e eu não sentia mais as pernas, isso só tinha me acontecido duas vezes, uma quando fui expulsa da escola pela diretora, e outra quando os caras da sexy me ofereceram 100 reais pra sair pelada na revista.
Ninguém deixava eu falar, então o grupo se dividiu em dois.
De um lado um grupo que me protegia, dizendo que eu tinha talento e potencial e do outro um grupo que me detonava dizendo que eu era uma Várzea. Várzea Dias.
Permeando a discussão risadas e mais risadas das atrizes da peça.
Clima massa!! De repente no meio daquela zona eu soltei um berro:
_ Puta que o pariu eu já queria sair mesmo dessa merda!! Buáaaaa!!!
Explodi em choro e gritos, e saí correndo do lugar.
Seu Jorge saiu atrás de mim mas não me alcançou, entrei no primeiro ônibus e fui chorar na casa do André.
Paralelamente a tudo isso minha vida ia de mal a pior. Eu cheguei a roubar um vale de tickets restaurante de um cara que eu tinha ficado cheirando a noite inteira. Era sempre assim, tava com fome alguém arrumava uma farinha.
Quando acordei na casa do dito cujo com mais fome do que nunca, avistei um talão gordo em cima da mesa. Nada na geladeira. O cara não tava lá tinha saído pra trabalhar. Pensei:
_Pego um, dois ou três?
Enfiei logo o  talão inteiro no bolso e saí comendo muito em todos os lugares. Durou uma semana. Foi a minha semana derradeira no Rio de Janeiro, pelo menos foi de barriga cheia.
Topei com o sujeito na rua um dia e foi muito constrangedor, Foi o olhar mais triste que eu já vi, olhar de decepção.
O cara era gente boa. Isso me doeu.
Cada coisa de uma vez, tudo ao mesmo tempo agora, o garoto filho do Carlinhos, entrou numas comigo e encanou que eu tava sacaneando com ele.
O Puto jogou o gato da vizinha na piscina podre e o bichano deprimido e abalado sumiu pra morrer em algum lugar.
A mulher veio me perguntar do gato e eu contei. Dedo duro eu sei, mas coisa com bicho fico injuriada. Conto mesmo! Sou Espiã do Ibama.
O Moleque ficou puto!! Cheguei em casa e ele tinha jogado todas as minhas roupas pra fora. Tinha um criado mudo que diziam ter uma arma, então ele se apoiou literalmente no criado e me expulsou da casa ferozmente.
_ Pega suas coisas e sai fora daqui!!!!!
Fui que nem uma cachorrinha ajoelhada pegar minhas roupas e eis que na primeira peça um grito e merda na mão:
_ Você cagou nas minhas coisas!!!
Tinha merda pra todo lado. o Moleque defecou nas roupas. Ele na hora falou que era do gato. Sei. Gato. Ele ria covardemente e me escorraçava com sadismo.
Saí de lá correndo com medo de ser assassinada, liguei pra minha mãe chorando e pedindo dinheiro, corri na rodoviária e me piquei pra Sampa, totalmente abalada emocionalmente, desfalcada espiritualmente, na lama.
Essa foi a aventura de mais uma cantora brasileira em busca de fama e fortuna na Cidade maravilhosa.

















































































Tuesday, February 24, 2009 
O sujeito começa andando em direção ao ponto de ônibus como faz todos os dias para ir trabalhar ou voltar pra casa depois de um dia cheio. Ele  até está calmo e confiante. Vai indo, meio devagar mas com ritmo. Então num impulso natural ele olha pra trás e vê que seu ônibus se aproxima.
Óhh não!!! Ele ainda está a uma quadra do ponto  e o mercedez vem em velocidade.
Seu coração acelera, as veiam saltam e  a cabeça agita. Ele pensa: Meu Deus e se eu perder esse busão? Vai levar uma hora pra passar outro! 
Nessa ele dispara numa corrida frenética e desajeitada. Sem ver nada nem ninguém a sua frente, ele vai como um atleta que disputa por sua medalha de ouro. Louco, desvairado e obstinado ele segura suas coisas com força e vai. Suas pernas voam no ar como um lince atrás de sua presa.
Tudo vai depender se sorte e resistência. E também um pouco da boa vontade do motorista.
Pois bem, eu sou uma atleta do ponto. Nunca tive carro e logo adolescente comecei a pegar ônibus lotado pra ir trabalhar e ir pro Colégio.
Meu primeiro emprego foi na casa de um professor de Ed Física lá do Carlos Ayres, onde fiz o ginásio.
O Prof Marcos  morava na Av. São Grabriel e eu ía todo sábado faxinar o Ape  dele e da mulher.  Eu ficava horas limpando a estante de livros. Eu amava aqueles livros, em casa nunca teve estante de livros. Uma vez minha mãe comprou uma enciclopédia desses vendedores de rua, meu pai ficou puto!! Foi uma briga lá em casa. Tadinha ela levou uma ano pagando aqueles livros. Meu pai não me deixava ler, só a bíblia, então eu botava meus livros entre a bíblia pra poder ler em casa. 
Eu amava  a casa do prof e o dinheirinho que recebia no final. Trintão mais passagem. E ainda levava uns livros emprestados.
Sempre de  bumba.  Levava duas horas pra chegar lá. Duas e meia pra voltar. A Volta nem sempre é mais breve que a ida camará.
A partir desse primeiro emprego tive vários outros. Peguei gosto em servir.
Fui recepcionista na runner, vendedora, babá, promoter enfim, vários trampos.
Na runner foi engraçado, comecei na da JK. Fiquei tão feliz quando consegui, eu vi o anúncio no jornal. Nem acreditei quando me chamaram, tava deslumbrada! Fui mandada embora depois de 6 meses porque mandei uma professora tomar no cu. Não foi por mal, eu juro. A mulher vivia fazendo piada infame e mandando todo mundo tomar no cu, daí quando eu mandei de brincadeira ela se enfezou. Fazer o que? Bom ninguém gostava muito de mim mesmo por lá , eu era muito distraída com 16 anos, só pensava besteira e não conseguia me concentrar no trabalho.
E quando inventava de malhar uma aeróbica? ERa o maior mico, todo mundo sem graça e a professora fula da vida! E eu, sem ritmo e sem noção. Mandando brasa.
Quando fui no escritório fechar as contas eles me contrataram pois estavam precisando de uma recepcionista por lá. Não era tão legal como a academia e o horário era bem pior, mas tudo bem topei! Afinal, ficar desempregada que não dava. Fiquei quase um ano por lá daí fui mandada embora porque vacilei geral! Esqueci de dar um recado pro dono, o Marfará, dizendo que o cara que ele ia encontrar não estaria mais no mesmo lugar. Estaria em outro. Eu esqueci totalmente de anotar quando o cara ligou porque tava pensando groselha e desenhando.
O Marfará ficou duas horas  esperando o cara. Quando soube que eu tinha rateado ficou uma fera!! Ele era muito nervoso e eu tinha muito medo dele. Ele falou pra minha chefe que se chegasse e me encontrasse lá daria um murro na minha cara! Saí voada de lá!
Se já existisse celular isso não teria acontecido.
Vivi nessa rotina de trabalhos escravos por quase 3 anos, dos 14 aos 17. Chegava em casa depois do colégio por volta da meia noite, dormia até às 6, saía seis e meia pra estar no trampo às 8 e sempre chegava atrasada. Era melhor do que ficar em casa na época, mas sinceramente é o tipo de vida que fujo a passos largos. É muito chato!! Se perde uma 4, 5 horas só em ônibus lotado. Pelo amor de Deus! E a demora nos pontos? Ta louco!!
O sistema de ônibus na cidade já foi bem pior por incrível que pareça, já fiquei 4 horas esperando um grajaú/butantã. Sem falar nos tarados de plantão.
Depois as pessoas não entendem porque em alguns países mulçumanos mulher e homem andam separados em ônibus. Homem não ta preparado pra essa proximidade. Tem uns descontrolados. O Pior que tem mulher que gosta viu? Eu já vi mulher se esfregando em cara desconhecido, feliz da vida.
A fantasia até parece  boa mas na prática não rola! Dá um ódio!
Não sei se voces conhecem a do punheiteiro do busão?
Eu entrei no busa e fui lá pro fundão. Tava vazio só com umas pessoas na frente. Sentado no último banco um mané com uma pasta cobrindo o dito cujo e mandando ver, descascando o biscoito, extrapolando o bimbo.
Fui cruel, fiquei olhando pra cara e fazendo tipo, ele se animava mais e mais, eu ía descer no próximo  e tinha já armado todo o plano na minha cabeça. Levantei, puxei o sinal e quando a porta abriu eu gritei pro motorista:
_ Ô Motora tem punheteiro aqui Ó! 
Saí rapidinho e o ônibus ficou parado lá um tempo, eu não sei o que aconteceu mas se fosse o meu irmão no volante a coisa ía ficar feia pro cara.
Vixe como essa tem várias, uma vez eu tava num carro e vi um ônibus parado assim do lado no trânsito. O cobrador estava simplesmente batendo uma punheta na caruda. Tinham uns passageiros na frente e ele na moral assim na escada de trás jorrando no vidro do ônibus! Fala sério!!!
Em transporte urbano acontece de tudo, já vi cada puta briga, eu mesma já quebrei uns paus.
Teve uma vez que o cobrador tava todo nervoso porque um passageiro ficava atrapalhando a passagem. Ele falou uma vez pro cara sair, duas, na terceira ele pegou uma arma de dentro do caixa E colocou na cabeça do passageiro. Gritos!! horror!! Todo mundo passado, o carro lotado! Foi foda! Ele jogou o cara pra fora com um chute na bunda! Parecia desenho animado, primeiro fiquei muda e chocada, depois rindo histéricamente.
Já peguei um motorista que  surtou com o trânsito congestionado e saiu loucão por outros caminhos, camicaze, gritando e xingando todo mundo! O Povo berrava! Eu achei divertido  pq tava puta também  com a lentidão.
Tenho dois irmãos que dirigiram esses veículos por bastante tempo, os bichinhos chega envelheceram precocemente ,ôXI!  É um trabalho muito sofrido, suga a pessoa. Emburrece.
Áhhh! teve uma massa: Eu tava bêbada na balada e peguei o busão uma da manhã pro grajaú. Só tinha eu de mulher e uns 15 caras.
Empunhei meu pandeiro e cantei a viagem inteira com todo mundo animado cantando, dançando  e fazendo pedidos. Virou o maior pagode no bumba só faltou a cerveja.
Ainda bem que agora tem o trem pro  Graja, nossa! É muito bom e leva 40 minutos.
Continuo andando de ônibus, hoje mesmo dei uma corrida animal! Consegui embarcar, fiquei toda feliz, maior adrenalina!
Geralmente dou sorte com os motoristas, quando vêem que estou me esforçando ele param um pouco antes.
Evito os cheios, tenho trauma, já tive problemas com uma certa torcida de futebol. Hunf!!
Enquanto estiver no contra fluxo estará tudo bem comigo. Mas o bom mesmo é andar de táxi fala aí, bem podia se mais barato, né?
Um salve para todos os atletas de ponto que levantam cedo e já partem pra batalha do dia a dia.
Lembrem-se sempre de alongar e respirar fundo. COF! COF!
GINÁSTICA E MÚSICA PARA TODOS.
 
Monday, February 23, 2009 

Aos senhores Banqueiros que frequentam os puteiros da cidade
Eu não tenho mais tempo, não tenho mais idade mais idade
Aos senhores hipócritas, ladrões e inescrupulosos
eu não vou mais ajudar a expandir esse seu negócio
voce passa no seu carro blindado todo elegante e engravato
usando alta tecnologia tramando com covardia
Vossa Senhoria não vê nada ao lado
Se perdeu da unidade
Crê que o dinheiro seja alado e divindade
Seus filhos da puta
Que inventeram os juros
Vocês tão rindo à toa só somando os lucros

Corja de bandidos que manipulam a situação
Seu império vai cair e nós vamos te deixar não mão

Também temos costas quentes, corações em turbilhão
somos maioria pobre nessa pátria pai patrão
Inadimplente
toda essa gente vai ficar inadimplente

inadimplente eu já to decidida vou ficar inadimplente 
Quero ver se voce me prende, se leva minha casa
Quero ver o meu nome iluminado no Serasa
Quero mais é te  fuder!! Cagar na sua cabeça e na do spc.

Tudo o que quero é  ser livre pra viver
Sem emprego e sem horário
não mais escrava do seu sistema monetário
Seus malditos banqueiros Salafrários!
Desrespeitosamente
Bete Brum. 
Monday, December 22, 2008 
O primeiro pentelho branco a gente nunca esquece.
A cena é chocante!!!
Voce olha aquele pentelho e fica delirante.
Daí voce procura outros, mas não existem. Tem mesmo só aquele pentelho branco sozinho e mal criado no meio dos outros.
E ele é aparecido, gosta de se destacar, ficar assim meio saltado. Destoando do grupo, com aquela mensagem clara e direta: "Voce esta ficando velha minha camarada. Já pinta os cabelos há algum tempo, agora vai ter que começar a pintar os pentelhos".
Era só que me faltava!!!! Bom, o solitário pentelho branco não é o rei da selva, então sem hesitar, pinça nele!!!! HAUAHuahuhauhauahuahhauahuahauhHAUahuahuhuahuaauahA!!!!!!!
Mas então os dias passam e eis que surgem 2 pentelhos brancos!!!! É a vingança do pentelho branco!!! Onde vamos parar!?
_ Numa cova minha camarada, com os vermes a te devorar!!
Me fala o  coro de pentelhos brancos,  a gargalhar.