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Ricardo



Last Updated: 12/19/2007

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Age: 30
City: Caratinga
State: Minas Gerais
Country: BR

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Wednesday, November 22, 2006 

Saiu na versão online do jornal uma reportagem do colunista de tecnologia do New York Times, David Pogue, uma matéria que coloca em questão um importante fato sobre as hoje plenamente disseminadas câmeras digitais. Como parte da gravação de uma série de TV sobre novos aparelhos ele visitou duas grandes lojas passando-se por leigo em busca da uma câmera.

 

De posse de todas as informações técnicas colhidas a equipe realizou um teste imprimindo a mesma foto de 41 por 61 centímetros em três resoluções diferentes, treze, oito e cinco megapixels. Depois expôs por quarenta e cinco minutos os três cartazes nas ruas de Nova York desafiando as pessoas que passavam a listar em ordem crescente qual foto correspondia a cada resolução. Dezenas de voluntários aceitaram o desafio, mas cerca de 95% desistiram da tarefa, ainda que pudessem chegar quanto perto quisessem dos cartazes.

 

De todas as sugestões feitas, apenas uma acertou a ordem correta das grandezas das resoluções. A acertadora, por sinal, é professora de fotografia. Apesar das diferenças existentes entre diferentes modelos de câmeras, o teste mostrou que para a maioria das utilidades uma grande taxa de megapixels não se traduz em maior qualidade fotográfica.

 

Wednesday, October 04, 2006 

Não é novidade que dormir bem com regularidade é muito saudável. A disposição para realizar as atividades cotidianas aumenta além de afetar significativamente o nível de concentração e o humor. Da Califórnia, nos Estados Unidos, vem mais uma pesquisa que comprova benefícios à saúde de boas noites de sono. E ao contrário do que possa parecer dormir bem tem um papel muito importante no controle do peso, um dos grandes desafios na sociedade moderna. O estudo mostrou que a perda de sono tem relação próxima com o aumento das taxas de obesidade.

Pesquisadores verificaram que as pessoas que possuíam uma duração mais curta da noite de sono tiveram alterados os níveis de dois hormônios de controle do peso, tendo diminuído o nível do hormônio ligado à sensação de saciedade e, por outro lado, aumentado o associado à sensação de fome. Dessa maneira, a duração do sono influencia o índice de massa corporal, lembrando que pessoas com índices entre 20 a 25 são classificadas como normais, de 25 a 30 como com sobrepeso e acima de 30 como obesos.

De um universo analisado de quase mil adultos, o índice dos que tinham uma média de sono menor do que seis horas diárias era de 30,24, diminuindo para 28,25 dentre os que dormiam mais de nove horas por dia. Foram coletadas informações como duração do sono, atividade física dispendida no trabalho, sintomas de depressão, consumo de álcool e distúrbios do sono. Apesar de não provar de maneira definitiva que dormir pouco causa obesidade, o estudo sugere uma ligação muito íntima. Sendo assim, nada melhor que colocar em prática essa agradável forma de cuidar da saúde.

Wednesday, September 20, 2006 

Algumas novidades musicais são realmente inovadoras. Alguns grupos conseguem surpreender fazendo um trabalho diferente a cada disco. Já outros seguem definido estilo de maneira competente. Nessa última categoria se encaixa o Embrace, que mesmo não sendo brilhante ou trazendo coisas novas lançou um disco muito agradável, "This New Day". Álbuns clássicos ficam por muito tempo, quando não para sempre, em voga. E álbuns certinhos como o novo do Embrace surpreendem positivamente ao trazer bons momentos, ainda que caiam em ostracismo  depois de repetidas audições. Mas a possibilidade das repetições superar o número de dias necessários para a criação desse disco, apenas nove dias, faz com que o Embrace tenha cumprido seu papel com méritos.

 

A faixa de abertura "No Use Crying" tem guitarras altas e temática não menos alto astral. A seguinte, "Nature's Law", é grata surpresa. Mostra que épico e lirismo não são características necessariamente ruins, mesmo que feitas de forma despretensiosa. O piano do começo e o coral no refrão poderiam ser consideradas com uma pé no brega se não ajudassem a  criar um clima melódico e envolvente. "Target" mantém o otimismo reinante em uma canção que lembra o Echo & The Bunnymen do início. O disco segue com "Sainted", de refrão pesado pregando a superação das dificuldades. Para amenizar surge "I Can't Come Down", uma balada melódica em que o lirismo mostra mais uma vez que pode fazer sentido. O ânimo volta com a faixa de sugestivo nome "Celebrate", com muita animação e guitarras, dizendo que a vida fica mais fácil se mantivermos a capacidade de comemorar. "Exploding Machines" alterna partes de calmaria com refrão pesado e contundente. Balada de guitarras arrastadas e bateria ritmada é "Even Smaller Stones", que também possui trecho instrumental muito interessante. Chegando ao final aparece "The End Is Near", de refrão para cantar junto e grande melodia formada por guitarras e teclados muito presentes. "This New Day" fecha o álbum resumindo o espírito dele todo, ou seja, grandiosidade, lirismo, letra para cantar com eloqüência em um rock de guitarras para ouvir alto, se envolver e se divertir.

Friday, September 01, 2006 

Desnecessário ressaltar o quanto a internet tornou-se presente, importante e divisora de águas na sociedade contemporânea. Negócios milionários aconteceram, a informação agora é transmitida em tempo real, entretenimento e cultura foram incrementados de maneira extrema e muitas pessoas tiveram sua vida transformada em vários aspectos. E além de influenciar o mundo real de forma intensa, foram gerados fenômenos muito particulares em relação à própria internet. Novidades surgem e desaparecem muito rapidamente, sendo essencial aliar conteúdo e recursos de qualidade a uma capacidade de promover retorno financeiro.

Infelizmente para os amantes de música alternativa o segundo pré-requisito não foi capaz de ser alcançado pela rádio online woxy.com. Mantida por quatro pessoas de Cincinnati, a rádio toca o que há de mais novo no rock. Inicialmente uma rádio convencional, ela começou a transmitir apenas via internet por não conseguir competir com as grandes rádios comerciais, mantidas por grandes corporações e com programação atrelada a outros interesses que não meramente artísticos. Teve sobrevida graças a uma iniciativa de cobrar pelo acesso a transmissão de qualidade superior. Ganhou notoriedade e grandes admiradores no Brasil depois de ser divulgada por jornalistas musicais de grandes veículos de comunicação. Mas agora dá ultimato para finalizar seu funcionamento por não mais poder se manter com os anunciantes e colaboradores.

Deixaremos de ter acesso a vasta programação cobrindo artistas novos e já estabelecidos que estão produzindo material novo e relevante. Seu site possui aparência amigável e mostra playlist atualizado instantaneamente, ajudando na descoberta dos donos dos novos bons sons. No site agora consta um comunicado em que a equipe da woxy.com expõe os motivos que lamentavelmente levarão ao seu fim, que ocorrerá no dia 15 de setembro, a menos que uma oferta muito atrativa apareça. Também agradece aos ouvintes e colaboradores que sempre prestigiaram a emissora. Ressaltam que não esperavam que isso acontecesse, mas depois de dois anos os custos operacionais se mostram muito altos para serem equacionados, além de não considerarem conveniente manter uma estrutura tão reduzida que não possa manter o padrão de qualidade que manteve até então.

Wednesday, August 30, 2006 

Daniel Levitin trilhou carreira de sucesso como produtor musical no final do século passado. Mas como não se sentia completamente realizado nesse meio, preferiu investir na área científica, tornando-se um especialista em percepção musical pelo cérebro humano. Hoje Daniel dá aula em uma universidade canadense e lançou recentemente um livro sobre o objeto de seus estudos. No livro "This Is Your Brain on Music: The Science of a Human Obsession" ele explica com a música atua em nossas mentes e porque ela nos faz sentir tão bem.

Os estudos mostram que a música ativa as mesmas partes do cérebro e causa as mesmas reações que outras atividades prazerosas como ter um orgasmo, vencer um jogo ou comer chocolate. Ela também provocaria sensações comparáveis a causadas por substâncias químicas como as contidas em antidepressivos. O autor chega a sugerir que um paciente usuário de Prozac, Ativan ou equivalente provavelmente possui uma ou mais canções capazes de provocar os mesmos efeitos em sua mente.

Saturday, August 26, 2006 

A geração atual de videogames portáteis impressiona pela capacidade de simular um computador respeitando-se as óbvias limitações. São aparelhos capazes de proporcionar momentos de diversão através de jogos, vídeos e música, além de possuírem utilidades funcionais mais sérias, armazenando e processando informações.

 

Itens cada vez mais freqüentes nas ruas, os dispositivos tecnológicos portáteis vão se disseminando rapidamente tornando-se parte da paisagem contemporânea. Então não é causa de estranheza alguém utilizando esses aparelhos por aí. Mas não foi isso que um policial da capital americana pensou na última semana.

 

Um cidadão americano estacionou seu carro na Constitution Avenue, sede de importantes agências do governo, matando o tempo antes de um evento noturno na região. Ele começou a jogar tranqüilamente em seu videogame portátil com as luzes do carro apagadas. Dez minutos se passaram quando notou uma figura de pé do lado de fora do carro. Então parou o jogo, acendeu as luzes e abaixou o vidro do carro. Para sua surpresa, era um policial que perguntou o que estava fazendo ali. O cidadão respondeu mas não teve sua história aceita. O policial respondeu de forma rude e o fez sair do carro com as mãos para cima iniciando uma busca. Após chamar reforço e fazer um interrogatório detalhado, os policiais se convenceram que não se tratava de um terrorista usando um artefato tecnológico para tentar decodificar códigos de alguma agência governamental.

 

Se esse acontecimento bizarro tornar-se rotina não haverá policiais suficientes para interrogar todo portador de discman, mp3 player ou aparelhos semelhantes.

Tuesday, August 22, 2006 

No atual cenário rico, porém fragmentado, por que passa a música, provavelmente não existe uma banda que chamou tanto a atenção como o Smashing Pumpkins em seus anos áureos. Comandados por Billy Corgan, Jimmy Chamberlin, James Iha e D'arcy Wretzky lançaram álbuns clássicos e divulgaram seu rock multifacetado intensamente.

E se a personalidade centralizadora de Corgan impossibilitou um futuro duradouro aos Pumkins, pelo menos ele não pode ser acusado de não tentar manter-se em atividade. Foram mudanças na formação original, idas e vindas de integrante, álbum de despedida, novo grupo e carreira solo. Agora o site oficial da banda anuncia que estão novamente em estúdio preparando novas músicas. Disco inédito dos Smashing Pumpkins é um fato que não acontece desde 1999 com o pesado "Machina: The Machines of God".

Maiores informações sobre os parceiros de Billy Corgan são incertas, mas especula-se que o baterista Jimmy Chamberlin é o único membro original confirmado até agora. O certo é que longe da mão pesada de Corgan nenhum dos outros Pumpkins conseguiu atingir destaque considerável, o que pode levá-los a cogitar uma nova reunião.

Aguardemos novidades, pois uma banda tão relevante, que sempre mostrou versatilidade, não poderia deixar de manter seu alto nível e trazer contribuições à música tão mudada, misturada e diferente de hoje, mais de dez anos depois de seu período mais brilhante.

Friday, August 18, 2006 
Sabe aquele cartaz trabalhado com cuidado de modo a divulgar da maneira mais atrativa possível determinado evento? Caso se trate de show de uma banda gringa esse cartaz provavelmente constará no site http://www.gigposters.com. Quem se interessa por música ou por artes visuais deve fazer uma visita. São milhares de cartazes de uma gama extensa de artistas. Buscando pelo nome da banda encontramos trabalhos de grande qualidade e variedade. Na maioria dos casos o estilo do artista se encaixa com a temática dos desenhos. Mas bom mesmo seria um daqueles cartazes mais cheios de detalhes anunciar o show da banda predileta perto de nós.

Wednesday, August 16, 2006 
Uma das músicas reconhecidamente mais chatas que surgiram nos últimos tempos é "You're Beautiful", do britânico James Blunt. Artista de grande apelo popular, Blunt vendeu cinco milhões de cópias de seu álbum de estréia, Back to Bedlam, e foi premiado na Inglaterra. Curioso é perceber que apesar de fazer um folk despretensioso com vocal anasalado que já cansa em poucas audições, o cantor goza de algum prestígio com parte do público rock. É mais uma prova que a música pop tornou-se um emaranhado sem fronteiras em que fica praticamente impossível distinguir o relevante do que parece relevante a não ser apenas por critérios iminentemente pessoais. Então boa diversão musical, nem que seja com a chatíssima "You're Beautiful"!
Tuesday, August 15, 2006 
O Boy Kill Boy mostra em seu CD de estréia, "Civillian", uma energia aliada a melodia que a coloca em destaque na efervescente cena rock atual. Ótimas bandas têm lançado discos muito interessantes, mas o Boy Kill Boy agrada pela urgência, pela capacidade de criar um universo punk com um conteúdo muito rico. Bebendo na fonte de bandas dos anos de 1980 mas também adicionando um toque particular que a faz possuir um sotaque próprio, facilmente reconhecível. Teclados criam um clima especial para as guitarras rápidas e vocal intenso. Letras sérias mas sem maiores pretensões completam a receita de diversão garantida e relevância musical.
Tuesday, August 15, 2006 
A capacidade de criar belas canções de Morrissey está novamente estampada em seu novo trabalho "Ringleader of the Tormentors". Notável perceber que um artista que poderia viver de seu legado e ainda permanecer sob as luzes dos holofotes fazer questão de nos fornecer excelentes coisas novas com tamanha intensidade. Mesmo nas músicas mais despretensiosas a carga dramática e a abordagem sobre temas tão profundos como amor, angústia, perdas e ganhos da vida estão presentes.

E se Morrissey se notabilizou por enxergar a melancolia muito mais presente nas relações humanas do que a euforia, não podemos deixar de perceber que vive um momento de certo otimismo. Claro, o limitado otimismo possível dentro do universo Morrisseyriano, cheio de ressalvas. Mas se o condicional aparece quando a ocorrência de fatos depende de se estar a salvo de um bombardeio americano, da ajuda de Deus, da reciprocidade de uma paixão momentânea, da espera por um futuro recompensador ou da sublimação das agruras cotidianas, encontramos uma crença que os obstáculos podem e serão superados.

As recaídas, ou melhor, as voltas ao pensamento trágico que dominam a obra de Morrissey aparecem de forma rara, quase que somente para expressar traumas de difícil solução. Mas a fase mais clara transparece inclusive nos arranjos, mais enérgicos tanto em estruturas mais pesadas quanto no uso de cordas ou coro infantil. Seu primeiro single "You Have Killed Me" é uma clássica combinação de letra confessional com melodia elaborada que se junta ao conjunto de canções de sublime inspiração desse gênio da música passada e atual.
Tuesday, August 15, 2006 

Rock, Pop, Eletrônica. Internet, mp3, My Space, blogs. Grande mídia, indústria fonográfica, pequenos selos e divulgadores culturais. A música ultrapassou fronteiras, quebrou barreiras, misturou ritmos e tornou muito tênues, quando não inexistentes, os limites entre as definições de estilos musicais conhecidas até então.

Artistas de independência criativa se tornaram conhecidos e alcançaram sucesso nunca visto. Muita gente teve acesso a sons que não conheceriam sem os avanços tecnológicos. Os termos indie ou alternativo perderam sentido. Música está sendo consumida em grande quantidade por novos e antigos fãs. E música está sendo discutida intensamente, acompanhando o crescimento de tudo que está relacionado ao setor. E nesse ponto, assim como em outros aspectos, a quantidade veio acompanhada de baixa qualidade de informação sob várias formas.

Em um passado recente, a segmentação musical em vários estilos diferentes provocava defesa apaixonada de parte a parte. Milhões de argumentos eram criados para justificar a superioridade de determinado estilo musical frente a todos os demais. Com a desfragmentação das fronteiras, poucos estilos mantiveram-se completamente isolados, ficando grande parte da música produzida reunida em um núcleo comum formado por elementos diferentes mas freqüentemente misturados. E a discussão sobre música também se misturou. Nas variadas formas de mídia fala-se ao mesmo tempo sobre rock, eletrônica, rap e todo tipo de som produzido no momento. Entretanto, nem sempre uma visão global sobre a música atual está presente nessas discussões. Preconceitos e falta de critérios distorcem a realidade.

Há então a necessidade de filtrar com cuidado tudo que está sendo escrito e falado. O núcleo de sons variados, mas uniforme na acessibilidade, produzida atualmente pode ser classificado apenas como música pop. Mesmo englobando grande parte do que é produzido, sempre haverá as grandes apostas e investimentos da indústria fonográfica. Bom senso na hora de ler uma crítica positiva ou negativa sobre determinado artista é fundamental, buscando sempre vislumbrar o contexto em que a crítica e o artista estão inseridos.


Como exemplo muito recente temos sites de bom conteúdo e boas intenções pregando informações radicalmente preconceituosas contra artistas que devem ser ouvidos com atenção e, ao mesmo tempo, louvando outros que já não possuem mais contribuição relevante para o efervescente momento atual por que passa a música. Portanto, cuidado com o que está lendo, inclusive agora.

Tuesday, August 15, 2006 

bandas e Bandas agora está no MySpace com atualizações diárias sobre cultura pop e atualidades em geral. Críticas, sugestões e idéias desconexas por uma mente inquieta.