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Aka Fabio Machado



Last Updated: 1/19/2010

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Wednesday, January 28, 2009 


Wednesday, June 27, 2007 

Category: Music


Por :  isabertucci@hotmail.com ( Poa / Brasil ) http://www.keepcooler.com.br/


Como você decidiu que ia ser DJ?

 

Bem , com 16 anos de idade um grande amigo resolveu montar o seu próprio toca discos , nesta empreitada fui patrocinador de algumas peças , resolvemos que com um maior espaço no andamento , poderíamos mixar qualquer tipo de musica , não deu outra funcionou , modificamos o potenciômetro , chave de regulagem de BPM ( Pitch Adjunt  ) .

O sonho mesmo  era ter a chamada sl1200 mk2 ( Techinics )  , mas tão cara , que era impossível adquirir um par ,comecei a comprar algums vinis de  R & B , HIP HOP , fazendo algumas festinhas no meu bairro , isso  me animou , trabalhava com telecomunicações ,e o mundo tecnológico já me conquistava na década de 90,  juntando o pouco da cultura dj da época,  fui me virando e  aprendendo a profissão.

a minha primeira vez como dj foi em uma festa no meu bairro ,na zona norte do rio ( Ilha do Governador ) , tinha um nome temático  ( Sunrise )isso em 1995 ,misturava um pouco de tudo , começei a conhecer o jungle ( Drum N bass ) nesta época .

Porque a paixão pelo drumba?

 O Drum n Bass tem uma  batida mágica , um tipo de linha de baixo que em poucos estilos o Dj pode encontrar , ele é copiado por muitos e admirado por poucos , em todas as vertentes eletrônicas, o drum n bass é o mais completo em matéria de elementos , complexo e quebrado,   você pode misturar elementos da musica negra com elementos de musica clássica e fica perfeito , trabalhar com esse tipo de som requer astúcia ,velocidade e criatividade  ,quando você trabalha com o andamento musical acima de 180  batidas por minuto , na cadeira musical : (  presto , prestíssimo ) .requer discernimento quando o assunto é mixagem e produção .

Da para perceber o quanto a cultura eletrônica tem para evoluir ,

Com uma forma rústica e ao mesmo tempo tecnológica , trabalhar com o db é isso  paixão a primeira vista .

A cena carioca de drumba oscila, mas quem gosta mesmo as vezes  não tem onde ir, porque será?

Bem , o mercado não ajuda muito , tivemos um bum em 2003 , quando a cena estava estabilizada  , amigos de renome já corriam vários estados a procura de concretizar em 4 anos um futuro  circuito nacional . mais como todo estilo da e- music tem seus altos e baixos o Db tambem teve o seu ,  no rio de janeiro não é diferente sendo uma cidade diurna com uma cultura eletronica embrionaria quando falamos de drumba  ,não existe um local no Rio que tenha mais de 600  pessoas dançando drum n bass .Calbuque , Marcelinho da lua , Mc Mario z  , Angelo B  & Yanay  já lutavam por um lugar ao sol  , mas a máfia de algumas agencias de Djs brasileiros não dividiram a fatia do bolo , Certos festivais de musica eletrônica no brasil sempre contratavam os mesmos djs , dando menos  espaço para quem estava para chegar , conseguimos  em 8 anos de febre ( festa semanal de db no rio na casa da matriz em botafogo ) , um resultado bacana que nos deixa com esperança para continuarmos a luta , em pró do coletivo urbano da e- music .

 

 

 

Qual foi a festa mais bacana que você já tocou:

 

Putz , foi em Manaus , um congresso da e- music  em plena mata amazônica ,lá conheci os masters da cena eletronica mundial  : Soul Slinger , África bambata , Mad Professor , Rica amaral , Adam  F , L Double  ,dj Mulder entre outros .Uma galera bacana que estava ali por amor a musica e falando sobre ecologia e desenvolvimento sustentável , muitas tendas eletronicas de estilos variados na verdade um dos maiores festivais de musica eletrônica do planeta  ( Ecosystem 2.0 ) feita pela gravadora Liquid Sky do máster Soul Slinger .

A festa feita em Um parque chamado tarumã , projeto do grempeace que deu certo , o local era uma antiga madeireira , que a ong conseguiu retirar do local  &  em homenagem a conquista a festa aconteceu neste local .

Foram  5 dias de festa e workshops inesquecível .

 

O que rola de novos projetos?

Estamos com projetos novos para 2007 , faço um  Trio  com :  Bruno LT ( Banda Grave e Dub Mentals )  &   o meu mc oficial Mario Z :  Makon  & Criollos Sound System , futuramente estaremos fazendo um live act ou pa , nada certo ainda , mas usamos o que temos :   protoolos , reason ,Digital performer , logic áudio  & peak de tudo um pouco , tanto em Mac quanto em  Pc  ; ) ,  que venha a tecnologia , concretizamos algums beats e estudamos ..> .. D(["mb","

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Sons que estão vindo de fora:

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E uma foto bem linda sua em alta!

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Beijos e obrigada

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 ",1] ); //--> ..>algums softwares com recursos impressionantes .

Sons que estão vindo de fora:

My play List :

 

  • Sparfunk & Nightbreed - Arachnaphobia (Frequency)
  • Logistics - Never Ending Story (Hospital)
  • Chase & Status - Druids (Bingo)
  • Future Prophecies - Dreadlock (BBK)
  • Clipz & Die - Good old days (Full Cycle)
  • Marky & XRS - Closer [Total Science RMX] (CIA)
  • TC - Robots (D-Style)
  • Total Science - Silicone mistress (Hospital)
  • Spirit - Lost & Found [Tactile RMX] ( InnaActive)
  • TC & Jakes - Deep (D-style)
  • Sub Focus, Brookes Brohters & Howtek - Verano (Frequency)
  • Stakka + Skynet - Timelines [Stakka & Skynet RMX] (Underfire)
  • EBK - Powder People (Industry)
  • Break - Extreme Moments (Subtitles)
  • Biomechanoid & Hunter - Teknalogical Terror [Davy RMX] (Dub)
  • Genetics - Extinction (Industry)
  • Silent Witness & Break - Hollow (DNAudio)
  • Stakka + Skynet - Nightlore [Stakka & Skynet RMX] (Underfire)
Wednesday, January 03, 2007 

Category: Parties and Nightlife
Muito se ouviu falar sobre o não acontecimento da Ecosystem 2002. Intrigas de políticos e pessoas mal informadas, com o apoio de parte da imprensa Manauense, deram muita dor de cabeça para os produtores do evento. Além disso o patrocínio do governo do Estado caiu absurdamente, e a produtora Liquid Sky, o Greenpeace e o idealizador da festa Carlos Soul Slinger tiveram que produzir com custo reduzido e aos trancos e barrancos a segunda edição do festival de música eletrônica na Amazônia.

Mas mesmo com toda essa enxurrada de problemas e imprevistos, a Ecosystem aconteceu. A força de vontade e as vibrações positivas de muitas pessoas envolvidas direto ou indiretamente fizeram com que a festa tão esperada por todo mundo tivesse um sucesso ainda melhor do que por encomenda.

Na primeira noite o local (a pedreira ao lado da Cachoeira Alta no Tarumã) ainda não estava com a estrutura completa para o festival. A área VIP, o Woodstick ( espaço reservado para Novos Talentos - este nem chegou a acontecer) e o palco ainda não estavam prontos, a iluminação ainda estava meio básica e o som com algumas falhas, mas o que já estava a mil era a maloca techno comandada pelo Dj Cézar Dantas (Manaus), e lá pelas tantas da madrugada a maloca jungle tornou-se a sensação da noite até as 7h da manhã com Drum'n'Bass.

A sexta feira, segunda noite, o que comandou foi a maloca jungle com o agito dos Dj's ingleses Dr. S.Gashet e L Doublé, junto com MC Fun, outro inglês que mandou muito bem nas rimas, fazendo a galera pular e dançar ao som de muito D'n'B, que é a preferência de grande parte do público de e-music que marcava presença no local. Parecia que todos estavam na mesma sintonia, a junção de boas batidas, os gestos dos Dj`s para animar o pessoal, e a good vibe do lugar eram algo contagiante. Aos poucos os espectadores, curiosos e afins foram entrando no verdadeiro clima do festival, ainda que dançassem ao lado de, no mínimo, quinze viaturas da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (ROCAM). O policiamento estava impecável, disso ninguém tem do que reclamar.

O terceiro dia foi o ponto alto do Festival: à tarde houve a semifinal do Campeonato Brasileiro de Skate, que contou com a presença de um dos grandes destaques no ranking mundial da WCS (World Cup Skateboarding), Bob Burnquist, que chegou ao local para competir e inaugurar a primeira rampa de skate (half pipe) do mundo totalmente construída com madeira certificada. Junto à rampa o palco já devidamente montado, com uma iluminação colorida e com um telão ao lado, mostrando imagens psicodélicas, bem a ver com o clima da noite que trazia para a alegria de todos nada mais nada menos do que artistas do porte de Fernanda Porto, cantando hits conhecidíssimos pela galera, como "Sambassim" e "Só tinha que ser com você" e Afrika Bambaataa juntamente com a turma da Zulu Nation (TC Izlam) e alguns B-boys até mesmo de Manaus, que com um show de umas duas horas, fizeram o público viajar nas batidas que foram da disco music ( Michael Jackson) ao hip hop, passando pelo ragga e funk, algo impressionante e único. A essas alturas, o que as pessoas gostariam mesmo era de serem onipresentes, pois ao mesmo tempo na maloca techno o que estava rolando era o som do Dj Ken Ishii, deixando clubbers, ravers e fãs extasiados (no melhor sentido da coisa) com seu mix.

A final do Campeonato de Skate, no domingo, fez com que muitas pessoas chegassem mais cedo para curtir o último dia do festival. O clima de fim de festa estava presente na cara das pessoas, que ainda assim ficaram até mais tarde para acompanhar as apresentações no palco, que começaram por volta das 23h. Sem a área VIP e a maloca jungle, os fãs de D'n'B puderam curtir o set dos MC's Mário e Dani e ainda do Dj carioca Fábio Machado.

O lance tipo "devagarinho", também tomou conta da maloca techno, que entrou no vibe do dia, apresentando Dj's como Luiz Carlos Mestrinho ( Manaus) tocando tech house. E na despedida, Dj Farm Boy, que tocou até as 3h da madrugada.

Enfim, o alívio veio até mesmo para nós, meros espectadores. O sentimento de que, mesmo com todo clima negativo que assombrava a realização da festa, o público compareceu em peso e vibrou com mais um evento com boa ideologia e com fins ecológicos, mostrando que a música eletrônica também é cultura.
Tuesday, September 12, 2006 
A vitória do astronauta por Rodrigo Sabatinelli
O DJ carioca Marcelinho Da Lua fala sobre carreira, equipamentos e a conquista do VMB 2005
Se fosse somente um Disc Jockey especializado em drum'n'bass e jungle, Marcelinho Da Lua já teria dado sua contribuição para a música. No entanto, o carioca é bem mais que isso. Produtor musical, integrante de duas bandas - Bossacucanova e Tranqüilo Sound System -, engenheiro de som, instrumentista, e, claro, DJ, ele é, atualmente, um dos nomes mais solicitados quando o assunto é remix em e-music. Mas nada lhe veio tão facilmente, muito menos a calhar.

Amante do áudio e das tecnologias que envolvem o meio, ele confessa que, muito antes de sonhar em se tornar um dos DJs mais bem sucedidos do país, e que ainda pode se gabar de ter uma sólida carreira internacional, foi preciso percorrer um longo caminho. Caminho esse em que trabalhou como roadie de bandas independentes, administrador e assistente de estúdios de ensaio e gravação, e, até mesmo, animador de festas.

Hoje, menos de uma década depois, a história é diferente. Da Lua tem em sua bagagem trabalhos importantes, realizados com músicos como João Donato, Seu Jorge, Black Alien, Carlos Lyra, Mat'nália, Lenine e Mad Professor, e com os grupos Os Paralamas do Sucesso, Trio Mocotó e Os Cariocas, entre outros.

Recentemente, fez uma turnê de 40 dias pela Europa e Estados Unidos, onde se apresentou com sua banda Bossacucanova, e como artista solo. De volta ao Brasil, remixou canções de Orlan Divo, do mestre da soul music brasileira Hyldon e dos Paralamas, além de ter aberto o show de Moby, no Rio de Janeiro.

Para fechar o ano com chave de ouro, foi indicado ao prêmio de melhor clipe de música eletrônica, no Video Music Brasil (VMB), da MTV, categoria em que concorreu com Anderson Noise, Ramilson Maia & Pato Banton, Sonic Junior e Freakplasma. E adivinhe quem levou o troféu pra casa?


Seu envolvimento com o áudio começou muito antes de sonhar em ser DJ, não é mesmo?
No início, eu fazia de tudo um pouco, trabalhava em equipes de som, produzia demos de bandas de amigos, era roadie, enfim, estava sempre disposto a adquirir conhecimento. Até que me tornei administrador do estúdio de Arnaldo Brandão, o Hanói, no Rio, e, logo, tive participação de 25% na sociedade. Em seguida, Bernardo Bittencourt, filho de Raimundo Bittencourt, que também tinha um estúdio de gravação, me convidou para trabalhar como assistente. Era a grande oportunidade de aprender a gravar discos.

E como entrou para a gravadora Albatroz?
Através de meu primo Márcio Menescal, filho do mestre Roberto Menescal, que é dono da empresa. Eu, Márcio e Alexandre Moreira trabalhamos como engenheiros de som na casa e, algum tempo depois, fundamos nosso próprio grupo, o Bossacucanova. Na Albatroz, trabalhamos com grandes nomes da música como Carlos Lyra, o grupo Os Cariocas, Wanda Sá e, claro, Menescal. Houve uma época em que passava madrugadas trancado no estúdio para fuçar os equipamentos.

É verdade que você e a rapaziada do Bossacucanova são freqüentadores assíduos da convenção da AES?
Se não me engano, juntos, fomos a umas seis edições da feira no exterior. Nós ficávamos enlouquecidos com a quantidade de equipamentos que víamos e, numa dessas viagens, em 95, em Nova York, compramos um gravador digital chamado Soft Splice, uma espécie de hardware e HD num mesmo módulo, com entradas AES/EBU, conectado via SCSI. Esse equipamento foi largamente utilizado nas produções feitas para o Cucamonga [Selo interno da gravadora Albatroz, dirigido pelo Bossacucanova], inclusive em nosso primeiro disco, e tem, ainda, entradas para S/PDIF e entrada para SMPTE.

Mas, em 1995, você já discotecava em algumas festas...
É, mas estava apenas começando. Na verdade, eu pegava os discos da minha mãe e tocava pra uns camaradas (risos), até que passei a comprar meus próprios vinis e, com o tempo, produzir festas maiores, como as que realizei com a equipe de MCs do Planet Hemp [Marcelo D2, B Negão e Gustavo Black Alien]. Naquele momento eu já tocava funk, hip hop e outros gêneros musicais que curtia.


Fale sobre sua primeira experiência no exterior, em que abriu para nomes como Basement Jaxx e Fatboy Slim, no festival Transmusicales, na França, tocando um set inédito de canções produzidas pelo Bossacucanova.
Esta viagem foi bastante produtiva e engraçada (risos). Produzi um CD com cerca de sete faixas inéditas. Eram músicas muito bacanas, feitas especialmente para aquela ocasião. Acontece que, no meio da apresentação, o aparelho de CDJ começou a engasgar e o disco travou. Foi barra! Dali em diante, abandonei esse tipo de mídia e voltei a tocar apenas com vinis. Já no dia seguinte, preparei um set só com músicas brasileiras para tocar num café próximo de onde estávamos, e foi um tremendo sucesso. Toquei canções de Elis Regina, Wilson Simonal, Tim Maia, Jorge Ben, com alguns poucos vinis que levei. Ao acabar o set, fui convidado pra participar de uma compilação muito bacana chamada Samba soul 70', lançada somente na Europa.

Como você aprendeu a discotecar?
Cara, sou meio autodidata, embora tenha contado bastante com a ajuda de amigos. O DJ Zé González, por exemplo, foi quem me passou grandes dicas de como se fazer um scratch perfeito.

Que profissionais da área você destaca?
Admiro bastante o trabalho de Marky, que, na minha opinião, é um cara tecnicamente muito bom, e de Fábio Machado, um super DJ de drum 'n' bass e jungle.

O que usa em suas apresentações como DJ?
Raramente levo meu equipamento para os shows que faço. Costumo solicitar ao contratante que alugue um setup que atenda aos meus desejos. Geralmente utilizo duas pick-ups SL1200 MKII, da Technics, com agulhas Ortofon Pro Set, um mixer Pioneer 700 e um headphone Technics. Quando uso CDs, solicito um par de CDJs da Pioneer.

Você toca algum instrumento?
Mais ou menos (risos). Nos shows do Bossa, faço uns acordes em meu teclado Novation e crio umas ondas no Studio One, uma espécie de Moog, fabricado artesanalmente na Califórnia. Há tempos, tive um contrabaixo, que é um instrumento que adoro, mas que não cheguei a aprender a tocar bem. Não me considero essencialmente um músico.

Como é tocar com a banda Tranqüilo Sound System?
É uma maravilha, né? A banda se divide no palco da seguinte maneira. Donatinho toca teclados e opera os softwares Reason e Ableton Live; eu também opero alguns softwares, toco em uma MPC1000, da Akai, manipulo alguns teclados e duas pick-ups com delays, enquanto Ângelo B toca baixo, teclado e faz alguns vocais, e Rodrigo Cha toca sax, violão e teclados. Nós contamos, ainda, com a vocalista Gabriela Geluda, que assume a frente.

Como conheceu Mad Professor, o papa do dub?
Produzi Tranqüilo!, meu primeiro álbum solo, lançado pela Deck Disc, com Rafael Ramosv. O trabalho foi gravado e mixado por Rodrigo Vidal no Estúdio Tambor. Eu e Rafa fazíamos bounces diários, levávamos pra casa e ouvíamos, cuidadosamente, todo o material. Quando decidimos trabalhar nos remixes deste disco, pensamos em diversos nomes, até que chegamos ao de Mad Professor, que, coincidentemente, é um velho conhecido de uma grande amiga, Maira Guarabira, filha do compositor Guarabira. Eu e ela ligamos pra ele, mostramos alguns trechos de músicas pelo telefone e fizemos o convite. Mad aceitou de imediato e, pouco tempo depois, no carnaval, veio ao Brasil com seu HD para buscar as sessões. Ele voltou para Londres, onde fez os remixes, e nos entregou tudo pronto sete meses depois. Ficamos de boca aberta quando ouvimos o produto final.

Mad tem uma maneira peculiar de fazer os remixes, não é?
Cara, o Mad Professor é genial. Ele aperta o play da máquina e cria as ondas de dub ao vivo. Nada do que faz é muito editado. É tudo muito mais humano.

Aliás, como era produzir música eletrônica antes da chegada de softwares como o Reason, o Fruity Loops e o Cakewalk?
Tudo era muito difícil, né? Mas, no fundo, era muito mais prazeroso. Eu produzia meus trabalhos assim como os grandes rappers. Utilizava um Drumulator SP12, da EMU, uma espécie de MPC [uma bateria eletrônica da Akai] que tinha back-ups em cassete e que funcionava de maneira bem simples.

Existia um maior estímulo do processo de criação, vistas as dificuldades e condições de trabalho nem sempre favoráveis?
Certamente. Era muito mais fascinante trabalhar daquela maneira. Operei equipamentos como o A-DAM, uma máquina da AKAI de 12 canais que operava com fitas específicas de cabeças rotativas, além das tradicionais máquinas de rolo. Particularmente, não vejo graça alguma em fazer música fácil. A preguiça é o grande mal da humanidade.

E o que utiliza atualmente para produzir suas loucuras musicais?
Hoje, não abro mão de usar meus brinquedinhos, os delays analógicos como o Space Echo, que tenho em meu home studio, os pré-amplificadores externos e uns pedais de efeito antigos da Giannini.

Que sistema você tem no seu home studio?
Tenho um Mac G4, com uma Digi 002 e um Pro Tools, mas pretendo adquirir um G5, pois quero usá-lo com o software de edição de imagens Final Cut.

E você utiliza o processamento do próprio software?
Na verdade, prefiro usar parte do processamento externo, dos delays aos filtros. Os plug-ins que mais utilizo são simuladores de gate e de compressão. Na verdade, meu sonho é ter um pré-amplificador estéreo da Universal Audio e uma LunchBox, da EPI, com dois equalizadores gráficos e dois prés, além de dois microfones Neumann M-147.

O que você usou para fazer os remixes dos Paralamas do Sucesso, Orlan Divo e Hyldon?
Para as canções dos Paralamas, utilizei, basicamente, meus delays e meus pedais Giannini. O material foi editado num Pro Tools. Já no remix de Orlan Divo, busquei trabalhar com samples de vinil, misturados com instrumentos tocados, como os violões do maestro Flavio Mendes, que participou da faixa. Na canção de Hyldon, usei os mesmos delays e ainda acrescentei as guitarras de Ras André, integrante do grupo de reggae carioca Ponto de Equilíbrio.

Como foi participar do show de Moby?
Foi muito bacana, uma tremenda honra, além de ser uma oportunidade única, que valeu muito a pena tanto pra mim quanto pro Patife [DJ que também participou do evento]. Mas tive alguns problemas com o som, porque os técnicos do evento resolveram desmontar o palco justamente na hora em que eu estava tocando. A agulha não parava sobre os discos.

Você faturou, pela segunda vez, o prêmio de melhor clipe de música eletrônica no VMB. Cotidiano e Refazenda, as canções premiadas em 2004 e 2005, respectivamente, têm muitos elementos acústicos. Como é fundir os dois universos?
Pois é, essas músicas se encaixam na categoria de música eletrônica, mas, no fundo, elas são bem mais orgânicas, pois têm percussão, pandeiros, baixos e outros instrumentos acústicos. É música eletrônica, porque tem a textura eletrônica, mas soa como canção. Eu, particularmente, sempre que posso, faço essa junção de universos.


Como foi entrar para a trilha do jogo novo da Fifa Soccer?
Tranquilo! entrou para a trilha do jogo, o que me deixou muito feliz. Foi uma coisa que o departamento internacional da minha gravadora cavou e que prova que eles estão investindo mesmo no meu trabalho. Fico muito feliz com todo esse empenho.

 
Tuesday, September 12, 2006 

 

 

 

Rio Folia ( Rio Tur ) Calendário da cidade do rio de janeiro / Brasil .

 

A cada ano o Rio Folia se supera, o carnaval já consagrado como celeiro de novidades, ritmos e estilos traz sempre agradáveis surpresas, a partir das 20 horas com encerramento, por volta das 4 horas para o público da Lapa. Entre o lirismo e o modernismo, shows de várias tendências que vão damusica eletrônica  ao hip hop, do samba ao rock passando pelo reggae, forró e grupos performáticos. Todo este mix de estilos tem a organização da Riotur e começa no sábado, dia 21 de fevereiro com encerramento na terça de carnaval, dia 24.


Horário : A partir das 20h.

Programação:

Sábado - 21/02
19h30 - Lemi Ayo; 20h15 - DJ
20h30 - Som da Rua; 21h15 - DJ; 21h30 - Rabujento; 22h15 - DJ; 22h30 - Funk´n Lata; 23h15 - DJ; 23h30 - Farofa Carioca; 00h15 - DJ; 00h30 - Roda de Samba – Dorina, Noca da Portela, Ary do Cavaco, Eduardo Galotti, Baianinho, Chamon, Marquinho de Oswaldo Cruz, Walter Alfaiate, Mauro Diniz e Darcy da Mangueira; 2h - DJ; 02h15 - Forróçacana; 3h - DJ Fábio Machado

Domingo - 22/02
19h30 - Orumilá; 20h15 - DJ; 20h30 - Zé Maluco e Cia; 21h15 - DJ; 21h30 - Essência Latina; 22h15 - DJ; 22h30 - Rogê; 3h15 - DJ; 23h30 - Banda Black Rio; 00h15 - DJ; 00h30 - Roda de Samba – Tânia Malheiros, Monarco, Ataulfo Alves Jr, Nelson Sargento, Zé Luiz, Luiz Carlos da Vila, Xango da Mangueira e Wilson Moreira; 2h - DJ; 02h15 - Bezerra da Silva; 3h - DJ

Segunda-feira - 23/02
19h30 - À confirmar; 20h15 - DJ; 20h30 - À confirmar; 21h15 - DJ; 21h30 - As Frenéticas; 22h15 - DJ; 22h30 - Fernanda Alves; 23h15 - DJ; 23h30 - Luiza Dionísio; 00h15 - DJ; 00h30 - Roda de Samba – Dorina, Noca da Portela, Ary do Cavaco, Eduardo Galotti, Baianinho, Chamon, Marquinho de Oswaldo Cruz, Walter Alfaiate, Mauro Diniz e Darcy da Mangueira; 2h - DJ; 02h15 - Raiz do Sana; 3h - DJ Fabio Machado  

Terça-feira - 24/02
19h30 - Afoxé Estrela de Oyá; 20h15 - Fred Vox; 20h30 - Mombaça; 21h15 - DJ; 21h30 - Ívano; 22h15 - DJ; 22h30 - Doctor Kumalo; 23h15 - DJ; 23h30 - Casuarina; 00h15 - DJ;
00h30 - Roda de Samba - Tânia Malheiros, Monarco, Ataulfo Alves Jr, Nelson Sargento, Zé Luiz, Luiz Carlos da Vila, Xango da Mangueira e Wilson Moreira; 2h - DJ; 02h15 - Trio Nordestino; 3h - DJ Fabio Machado
Tel.: (21) 2217-7568
Organização e Promoção:
    - RIOTUR
Datas: 21/02/2004, 22/02/2004, 23/02/2004, 24/02/2004

Tuesday, September 12, 2006 


Contracapa - Segundo Caderno - Zero Hora - 15.08.01


Contracapa - Segundo Caderno - Zero Hora - 18.08.01


Contracapa - Segundo Caderno - Zero Hora - 17.12.01

Tuesday, September 12, 2006 
A vitória do astronauta por Rodrigo Sabatinelli
O DJ carioca Marcelinho Da Lua fala sobre carreira, equipamentos e a conquista do VMB 2005
Se fosse somente um Disc Jockey especializado em drum'n'bass e jungle, Marcelinho Da Lua já teria dado sua contribuição para a música. No entanto, o carioca é bem mais que isso. Produtor musical, integrante de duas bandas - Bossacucanova e Tranqüilo Sound System -, engenheiro de som, instrumentista, e, claro, DJ, ele é, atualmente, um dos nomes mais solicitados quando o assunto é remix em e-music. Mas nada lhe veio tão facilmente, muito menos a calhar.

Amante do áudio e das tecnologias que envolvem o meio, ele confessa que, muito antes de sonhar em se tornar um dos DJs mais bem sucedidos do país, e que ainda pode se gabar de ter uma sólida carreira internacional, foi preciso percorrer um longo caminho. Caminho esse em que trabalhou como roadie de bandas independentes, administrador e assistente de estúdios de ensaio e gravação, e, até mesmo, animador de festas.

Hoje, menos de uma década depois, a história é diferente. Da Lua tem em sua bagagem trabalhos importantes, realizados com músicos como João Donato, Seu Jorge, Black Alien, Carlos Lyra, Mat'nália, Lenine e Mad Professor, e com os grupos Os Paralamas do Sucesso, Trio Mocotó e Os Cariocas, entre outros.

Recentemente, fez uma turnê de 40 dias pela Europa e Estados Unidos, onde se apresentou com sua banda Bossacucanova, e como artista solo. De volta ao Brasil, remixou canções de Orlan Divo, do mestre da soul music brasileira Hyldon e dos Paralamas, além de ter aberto o show de Moby, no Rio de Janeiro.

Para fechar o ano com chave de ouro, foi indicado ao prêmio de melhor clipe de música eletrônica, no Video Music Brasil (VMB), da MTV, categoria em que concorreu com Anderson Noise, Ramilson Maia & Pato Banton, Sonic Junior e Freakplasma. E adivinhe quem levou o troféu pra casa?


Seu envolvimento com o áudio começou muito antes de sonhar em ser DJ, não é mesmo?
No início, eu fazia de tudo um pouco, trabalhava em equipes de som, produzia demos de bandas de amigos, era roadie, enfim, estava sempre disposto a adquirir conhecimento. Até que me tornei administrador do estúdio de Arnaldo Brandão, o Hanói, no Rio, e, logo, tive participação de 25% na sociedade. Em seguida, Bernardo Bittencourt, filho de Raimundo Bittencourt, que também tinha um estúdio de gravação, me convidou para trabalhar como assistente. Era a grande oportunidade de aprender a gravar discos.

E como entrou para a gravadora Albatroz?
Através de meu primo Márcio Menescal, filho do mestre Roberto Menescal, que é dono da empresa. Eu, Márcio e Alexandre Moreira trabalhamos como engenheiros de som na casa e, algum tempo depois, fundamos nosso próprio grupo, o Bossacucanova. Na Albatroz, trabalhamos com grandes nomes da música como Carlos Lyra, o grupo Os Cariocas, Wanda Sá e, claro, Menescal. Houve uma época em que passava madrugadas trancado no estúdio para fuçar os equipamentos.

É verdade que você e a rapaziada do Bossacucanova são freqüentadores assíduos da convenção da AES?
Se não me engano, juntos, fomos a umas seis edições da feira no exterior. Nós ficávamos enlouquecidos com a quantidade de equipamentos que víamos e, numa dessas viagens, em 95, em Nova York, compramos um gravador digital chamado Soft Splice, uma espécie de hardware e HD num mesmo módulo, com entradas AES/EBU, conectado via SCSI. Esse equipamento foi largamente utilizado nas produções feitas para o Cucamonga [Selo interno da gravadora Albatroz, dirigido pelo Bossacucanova], inclusive em nosso primeiro disco, e tem, ainda, entradas para S/PDIF e entrada para SMPTE.

Mas, em 1995, você já discotecava em algumas festas...
É, mas estava apenas começando. Na verdade, eu pegava os discos da minha mãe e tocava pra uns camaradas (risos), até que passei a comprar meus próprios vinis e, com o tempo, produzir festas maiores, como as que realizei com a equipe de MCs do Planet Hemp [Marcelo D2, B Negão e Gustavo Black Alien]. Naquele momento eu já tocava funk, hip hop e outros gêneros musicais que curtia.


Fale sobre sua primeira experiência no exterior, em que abriu para nomes como Basement Jaxx e Fatboy Slim, no festival Transmusicales, na França, tocando um set inédito de canções produzidas pelo Bossacucanova.
Esta viagem foi bastante produtiva e engraçada (risos). Produzi um CD com cerca de sete faixas inéditas. Eram músicas muito bacanas, feitas especialmente para aquela ocasião. Acontece que, no meio da apresentação, o aparelho de CDJ começou a engasgar e o disco travou. Foi barra! Dali em diante, abandonei esse tipo de mídia e voltei a tocar apenas com vinis. Já no dia seguinte, preparei um set só com músicas brasileiras para tocar num café próximo de onde estávamos, e foi um tremendo sucesso. Toquei canções de Elis Regina, Wilson Simonal, Tim Maia, Jorge Ben, com alguns poucos vinis que levei. Ao acabar o set, fui convidado pra participar de uma compilação muito bacana chamada Samba soul 70', lançada somente na Europa.

Como você aprendeu a discotecar?
Cara, sou meio autodidata, embora tenha contado bastante com a ajuda de amigos. O DJ Zé González, por exemplo, foi quem me passou grandes dicas de como se fazer um scratch perfeito.

Que profissionais da área você destaca?
Admiro bastante o trabalho de Marky, que, na minha opinião, é um cara tecnicamente muito bom, e de Fábio Machado, um super DJ de drum 'n' bass e jungle.

O que usa em suas apresentações como DJ?

Raramente levo meu equipamento para os shows que faço. Costumo solicitar ao contratante que alugue um setup que atenda aos meus desejos. Geralmente utilizo duas pick-ups SL1200 MKII, da Technics, com agulhas Ortofon Pro Set, um mixer Pioneer 700 e um headphone Technics. Quando uso CDs, solicito um par de CDJs da Pioneer.

Você toca algum instrumento?
Mais ou menos (risos). Nos shows do Bossa, faço uns acordes em meu teclado Novation e crio umas ondas no Studio One, uma espécie de Moog, fabricado artesanalmente na Califórnia. Há tempos, tive um contrabaixo, que é um instrumento que adoro, mas que não cheguei a aprender a tocar bem. Não me considero essencialmente um músico.

Como é tocar com a banda Tranqüilo Sound System?
É uma maravilha, né? A banda se divide no palco da seguinte maneira. Donatinho toca teclados e opera os softwares Reason e Ableton Live; eu também opero alguns softwares, toco em uma MPC1000, da Akai, manipulo alguns teclados e duas pick-ups com delays, enquanto Ângelo B toca baixo, teclado e faz alguns vocais, e Rodrigo Cha toca sax, violão e teclados. Nós contamos, ainda, com a vocalista Gabriela Geluda, que assume a frente.

Como conheceu Mad Professor, o papa do dub?
Produzi Tranqüilo!, meu primeiro álbum solo, lançado pela Deck Disc, com Rafael Ramosv. O trabalho foi gravado e mixado por Rodrigo Vidal no Estúdio Tambor. Eu e Rafa fazíamos bounces diários, levávamos pra casa e ouvíamos, cuidadosamente, todo o material. Quando decidimos trabalhar nos remixes deste disco, pensamos em diversos nomes, até que chegamos ao de Mad Professor, que, coincidentemente, é um velho conhecido de uma grande amiga, Maira Guarabira, filha do compositor Guarabira. Eu e ela ligamos pra ele, mostramos alguns trechos de músicas pelo telefone e fizemos o convite. Mad aceitou de imediato e, pouco tempo depois, no carnaval, veio ao Brasil com seu HD para buscar as sessões. Ele voltou para Londres, onde fez os remixes, e nos entregou tudo pronto sete meses depois. Ficamos de boca aberta quando ouvimos o produto final.

Mad tem uma maneira peculiar de fazer os remixes, não é?
Cara, o Mad Professor é genial. Ele aperta o play da máquina e cria as ondas de dub ao vivo. Nada do que faz é muito editado. É tudo muito mais humano.

Aliás, como era produzir música eletrônica antes da chegada de softwares como o Reason, o Fruity Loops e o Cakewalk?
Tudo era muito difícil, né? Mas, no fundo, era muito mais prazeroso. Eu produzia meus trabalhos assim como os grandes rappers. Utilizava um Drumulator SP12, da EMU, uma espécie de MPC [uma bateria eletrônica da Akai] que tinha back-ups em cassete e que funcionava de maneira bem simples.

Existia um maior estímulo do processo de criação, vistas as dificuldades e condições de trabalho nem sempre favoráveis?
Certamente. Era muito mais fascinante trabalhar daquela maneira. Operei equipamentos como o A-DAM, uma máquina da AKAI de 12 canais que operava com fitas específicas de cabeças rotativas, além das tradicionais máquinas de rolo. Particularmente, não vejo graça alguma em fazer música fácil. A preguiça é o grande mal da humanidade.

E o que utiliza atualmente para produzir suas loucuras musicais?
Hoje, não abro mão de usar meus brinquedinhos, os delays analógicos como o Space Echo, que tenho em meu home studio, os pré-amplificadores externos e uns pedais de efeito antigos da Giannini.

Que sistema você tem no seu home studio?
Tenho um Mac G4, com uma Digi 002 e um Pro Tools, mas pretendo adquirir um G5, pois quero usá-lo com o software de edição de imagens Final Cut.

E você utiliza o processamento do próprio software?
Na verdade, prefiro usar parte do processamento externo, dos delays aos filtros. Os plug-ins que mais utilizo são simuladores de gate e de compressão. Na verdade, meu sonho é ter um pré-amplificador estéreo da Universal Audio e uma LunchBox, da EPI, com dois equalizadores gráficos e dois prés, além de dois microfones Neumann M-147.

O que você usou para fazer os remixes dos Paralamas do Sucesso, Orlan Divo e Hyldon?
Para as canções dos Paralamas, utilizei, basicamente, meus delays e meus pedais Giannini. O material foi editado num Pro Tools. Já no remix de Orlan Divo, busquei trabalhar com samples de vinil, misturados com instrumentos tocados, como os violões do maestro Flavio Mendes, que participou da faixa. Na canção de Hyldon, usei os mesmos delays e ainda acrescentei as guitarras de Ras André, integrante do grupo de reggae carioca Ponto de Equilíbrio.

Como foi participar do show de Moby?
Foi muito bacana, uma tremenda honra, além de ser uma oportunidade única, que valeu muito a pena tanto pra mim quanto pro Patife [DJ que também participou do evento]. Mas tive alguns problemas com o som, porque os técnicos do evento resolveram desmontar o palco justamente na hora em que eu estava tocando. A agulha não parava sobre os discos.

Você faturou, pela segunda vez, o prêmio de melhor clipe de música eletrônica no VMB. Cotidiano e Refazenda, as canções premiadas em 2004 e 2005, respectivamente, têm muitos elementos acústicos. Como é fundir os dois universos?
Pois é, essas músicas se encaixam na categoria de música eletrônica, mas, no fundo, elas são bem mais orgânicas, pois têm percussão, pandeiros, baixos e outros instrumentos acústicos. É música eletrônica, porque tem a textura eletrônica, mas soa como canção. Eu, particularmente, sempre que posso, faço essa junção de universos.


Como foi entrar para a trilha do jogo novo da Fifa Soccer?
Tranquilo! entrou para a trilha do jogo, o que me deixou muito feliz. Foi uma coisa que o departamento internacional da minha gravadora cavou e que prova que eles estão investindo mesmo no meu trabalho. Fico muito feliz com todo esse empenho.

 
Tuesday, September 12, 2006 

Organizers é um projeto de drum'n'bass e breakbeats criado pelos irmãos João e André Czarnobai (também conhecidos como Nes [ou N3s] e Cardoso, respectivamente) no final de 1998, em Porto Alegre, RS. Inspirados incialmente pelas batidas caóticas de Remarc e Dream Team, mais tarde renderam-se ao peso dançante de Roni Size, Andy C & Shimon, Mampi Swift, Ed Rush and Optical, J. Majik, Hype & Zync e todo o cast da Intercom Records.

As raízes musicais dos Organizers estão plantadas no rap brasileiro, francês, japonês, alemão e norte-americano, r'n'b, reggae, dub, raggamuffin', dancehall, rare groove, triphop, downtempo, música japonesa, jazz, bossa nova, funk, soul, punk rock, hardcore techno, big beat & breakbeat.

No começo de 1999, Luiz Tassinari (o Castor) junta-se à dupla ao produzir, em parceria com Nes, a faixa L.F.J.R.. Apesar de ter se tornado bastante ativo nas produções a partir de então, Castor só vai se apresentar como DJ pela primeira vez em março de 2005. Em outubro de 2003, Cardoso passa a atuar também como MC.

As faixas transitam entre todos os subgêneros do drum'n'bass e do breakbeat, do jazzy ao ragga jungle, passando pelo hardstep e o ambient. Todas são criadas no estúdio MP192, montado na casa dos irmãos. Com computadores PC equipados com editores de som e seqüenciadores como Cool Edit, Acid, Sound Forge e Fruity Loops, além de plug-ins, sintetizadores e instrumentos VST, o trio produz todos os elementos de suas músicas. Recortam samples, acertam timbres, programam batidas, compõem as linhas de baixo, as melodias e os arranjos para todos os instrumentos, inserem vozes e efeitos.

Os Organizers também produzem música sob encomenda. Em parceria com a produtora
SomGuia, assinam a trilha sonora da campanha publicitária do segundo semestre de 2002 do curso de inglês Cultural, de Porto Alegre, RS, Bom mesmo é ter história para contar. Eles também foram responsáveis pela trilha sonora do curta 24 Horas (2002), dirigido por Frederico Pinto e Gabriel Daudt. O episódio faz parte da série para a TV Histórias Curtas, produção da RBS/TV, de Porto Alegre, RS.

Em Porto Alegre, idealizaram as festas Projeto Entropia, Drumba para as Massas e Amen e já tocaram no Bailão do CardosOnline (Garagem Hermética), Quinta Black (Meketreff), Eletrochilli (Ocidente), Quarta Quebrada, SuperQuinta (Casamarela), Mingau (Espiral), Beatmix (MixBazaar) e Raggasonic. Também foram integrantes do projeto SubGrave (Neo) desde o seu início, tendo assumido a residência da festa em 2004. Trouxeram a Porto Alegre pela primeira vez os DJs Fábio Machado e Marcelinho da Lua (RJ), Walkingstick (USA) e também tocaram com o chileno Charquipunk.

Foram duas vezes convidados da Febre (RJ), na Casa da Matriz, a mais tradicional noite de drum'n'bass da cidade, comandada pelos DJs Calbuque, Yanay e Marcelinho da Lua. No Rio de Janeiro também foram convidados da Freak (Casa da Matriz), da Intense (Bunker) e da Mudança (Sítio Lounge) e tocaram no lançamento da Revista Bala (Spin), na inauguração da Flux (Petrópolis) e na rave PsyEcologic (Vargem Grande).

Organizers manda um big up para Porto Alegre: Nando Barth, Carlos NC, Dani, Luciano Peixoto, Firpo, Krás, Fidel, Navarro, Cássio portuga, Fred, Crosa, MC Tonho Crocco, MC Marky B, MP4, LK, Lokito, Renan Schmidt, Monstro, Flu, Cristiano Mattos, Gêmina, Flu, Techno Mustang, MPJ Francis, Iconoclásticos, R.San, Les Johnson, Upperfix, Joel Hard, Pedro Damasio, Save, Eduardo Herrera, JZK, Salles, Feijão (Raggasonic), Lao, Phabio portuga, Tati Suarez, Ale Marder (Neurobeat), Taís Scherer, Cláudia Schumacher, Marcelo Nunes (Bandits), DaNa (Poavibe), Marion V., Nonô Joris, Danilo Fantinel (Interface), Carol (Espiral), Chave.s (Ch.5), Saimon Gozn, Daniel Quevedo, Uka e Beto DJ (BPM), Fernando, Leo e Ricardo (Garagem Hermética), Double S e Sílvio Freitas (Neo).

No Rio para Fábio Machado, Calbuque, Yanay (B.U.M.), Dalua, T'ai Head, Butoke, Lúcio K, Luizinho LBF, Gelo, Ismael, Tabalipa, Brant, Pedro D, Kuskus e Jocasan, Vitor (Sítio Lounge), Fábio Maia, Namag (Petrópolis), Paulo C (Petrópolis) a banda Lazzaro e os MCs Mario Z e Angelo B.

Em São Paulo para SYA (dnbonline), Lubna (rraurl), Scrovinsky, 4 Producers, Da Styler e toda a galera da In2bass. No Chile para Charquipunk. Em Vitória (ES) para o Zee-la e toda a galera do ZéMaria. Em Curitiba para o DJ Jeff. Em João Pessoa (PB) para DJ Falcão. Em Salvador (BA) para o DJ Roots e todo o coletivo Pragatecno e em Pittsburgh (PA), nos Estados Unidos, para o DJ Walkingstick e toda a Liquid Sky crew.

Tuesday, September 12, 2006 
 

XI FENART (JOÃO PESSOA) PARAIBA BRASIL

 

  Confirmadas atrações para o XI Fenart
18/Out/2005


Lobão; Tom Zé; Carlos Malta; Ariano Suassuna também já estão confirmados para se apresentar no Espaço Cultural durante o XI Festival Nacional de Arte – Fenart que ocorrerá de quatro a 12 de novembro. Elba Ramalho fará participação especial num concerto comemorativo aos 60 anos da Orquestra Sinfônica da Paraíba (OSPB); O evento reserva ainda inúmeras atrações que vão incrementar o calendário cultural da Capital durante os nove dias de sua realização. As atrações foram anunciadas durante a solenidade de lançamento do evento ocorrida na manhã da sexta-feira, 14, durante entrevista coletiva, no Hotel Caiçara.

A programação foi apresentada a jornalistas, pessoas ligadas a cultura no âmbito geral e empresários paraibanos dando largada para a corrida depreparativos para a realização da décima-primeira versão de um dos mais importantes festivais nacionais de arte do País, o Fenart. A exemplo dos dois últimos anos o Fenart mantém o propósito de levar a arte para fora de seus muros, daí a razão de realizar o evento paralelo: Fenart Rua, O evento também se fará presente em galerias de arte da cidade, no Teatro Santa Roza e até na realização de oficinas como a de Lambe-Lambe que deverá percorrer as ruas da Capital buscando, na arquitetura barroca (entre outros estilos) dos prédios de João Pessoa, a inspiração para suas criações.


Na ocasião do lançamento, o presidente da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), Temístocles Cabral apresentou um material multimídia elaborado pelo web designer Sérgio Melo ressaltando os principais atrativos do festival trazendo imagens de algumas atrações que vão compor o Fenart. Ele enfatizou o investimento que vem sendo feito para a realização do festival com destaque para aquisição de equipamentos para o Cine Bangüê, o que deverá dar melhores condições para a realização da Mostra Competitiva de Vídeo e Mostra de Vídeo e Cinema. Uma medida que beneficiará não só na realização do Fenart, mas as atividades do próprio cinema já que trata-se de aquisição e não aluguel, a exemplo dos anos anteriores.


Entre as atrações anunciadas está o lançamento nacional do livro "História Universal da Angústia", de W. J. Solha; homenagem a João Córdula; exibição do filme "Por 30 Dinheiros", de Vânia Perazzo e Ivan Helebarov, "O Último Raio de Sol", de Bruno Torres, "Cinema, Aspirinas e Urubus", de Marcelo Gomes. Na área teatral o público pode esperar pelas peças "Shi-Zen", do Lume (SP) além de "Sete Segredos", da Cia. Mandala (DF) e "Tão Longe" (Portugal), entre outras. Este ano a coordenação de teatro estraá trazendo também um musicais alvo de excelentes críticas no eixo rio/sul: "Orlando Silva, o Cantor das Multidões", (RJ).

Na música estão confirmados: Escurinho (PB); Lobão (RJ); boTECOeletro (RJ); Du Solto (RN); Casa de Farinha (DF); Cordel do Fogo Encantado (PE); Eddie (PE) e Tom Zé (SP). A música eletrônica também marcará presença com os Dj's Anderson Soares (SP), Fábio Machado (RJ), Oversonic: Falcão, Astek e Uel (JP). A música local também terá seu espaço reservado. De acordo com Temístocles Cabral é muito importante que o Fenart dê o espaço devido aos artistas da terra. Daí ter sido agendada diversas atrações como: Mirandinha (PB); Grupos Vencedores do MPB SESC 2005 (PB): Unidade Móvel, Emboscada, Chico Viola e Francisco Limeira; Jairo Madruga (PB); Clã Brasil - que vem conquistando repercussão nacionalmente; Beto Brito; Azeite Senhora Vó (PB); Star 61 (PB). O Fenart também realizará o "Sons da Paraíba" com Cabruêra, Chico Correa e Brazilian Trombone Ensamble.


Dança também reserva bons momentos para o público. Farão parte da programação os espetáculos: "Labirindo", com a Cia. dos Homens (PE); "Tabu'm", da Domínio Cia. de Dança (RN); "3,2 e 1", da Khoros e Spoudaios, com a Cia. de Dança (RJ) e "Skinnerbox", da companhia Cena 11 (SC). Na área de literatura está programada a realização da Feira de Livros; além de uma versão do Projeto "LiterArte Especial" ; Lançamento da Coleção FUNARTE de Artes Visuais com participação de Victor Ortiz (RJ), Ana Bella Geiger (RJ) e Fernando Cocchiarale (RJ). Ainda uma noite reservada para o Projeto "Tome Poesia Especial", com Antônio Mariano (PB) e poetas convidados e lançamento do livro: "História da Fotografia no Brasil" das autoras: Ângela Magalhães (RJ) e Nadja Peregrino (RJ).


Na área de Artes Plásticas é importante ressaltar a realização da III Bienal da Gravura da qual fará parte diversas exposições. Em fotografia entre as atrações estão: "Cybercaricaturas", de Flávio José (RJ) e "Argentinarua", de Roberto Guedes e Rizemberg Felipe. Temístocles Cabral também ressaltou dois importantes projetos que acontecem durante o festival: o fenart Educação que tem por objetivo incentivar ,junto ao público infanto-juvenil, o gosto pela arte e o Seminário Cena Contemporânea que traz à Paraíba personalidades das diversas áreas artísticas no intuito de promover debates sobre o fazer cultural.


Fonte: Funesc
Tuesday, September 12, 2006 


Artista: Acid X
Titulo: Uma Geral
Tipo do Produto: CD
Genero: MPB
Entrega Prevista: 3 a 5 dias úteis
Código de Barras: 7898103500366

De R$ 24,60

 

www.st2music.com.br

 

 

Acid X

Uma bomba caiu na cabeça do pop, mas não deixou rastros de destruição, como os Tomahawks de George Bush no Iraque. O nome do artefato - musical, é bom esclarecer - sugere acid jazz, algo ácido, quente, destruidor. Mas é bem além disso: Acid X é um nome que ultrapassa trincheiras, nomenclaturas, gêneros e pede passagem pela porta da frente de todas as fronteiras sonoras. Formado em janeiro de 2002, o quarteto carioca, adicionado por um DJ e um trompetista, está pronto para liberar um míssil de forte impacto. Será o único míssil lançado na terra que não vai causar devastação. Talvez alguma, pelo menos na mente das pessoas. O CD "Uma geral", a ser lançado no festival Mada, em Natal, pela gravadora ST2, inclina-se para uma proposta que, sim, cai como uma bomba no mercado fonográfico. Liqüidifica elementos da música eletrônica, timbres de guitarra dos mais variados, grooves hipnóticos e uma voz... uma voz que vai dar o que falar... e dar o que ouvir. À frente da massa sonora está Helena Cutter, 25 anos, cantora e atriz. A moça, influenciada por divas como Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan, escreve a maioria das letras. Nada jazzista, a poesia de Helena encontra abrigo em frustrações amorosas, encontros, desencontros, depressão, tormenta e alguma força para reagir. É nesse contexto que se desenha o disco, construído sobre uma equação que une qualidade sonora e frescor, e que tem a direção artística do jornalista e crítico de música pop Mario Marques - que já havia pilotado o CD "Linda juventude" (ao vivo de Flávio Venturini) e o de estréia de Renata Gebara ("Todos os pedaços são seus"). Na produção musical assinam também os guitarristas Alexandre Castilho e André Valle. "Helena Cutter, tão jovem, já tem o que muitas cantoras levam anos para conseguir: um timbre. Uma voz de seda e metal escuro, que nos envolve em luz e sombra, calor e frio, um sol da meia-noite. O som assertivo do Acid X encontra na voz misteriosa de Helena sua complementaridade", diz sobre a vocalista Felipe Abreu, um dos mais importantes preparadores vocais do Brasil. Formado por Helena, André Valle (guitarra), Ciro Cruz (baixo), Kim Pereira (bateria), mais o DJ Fabio Machado e um trompetista (ora Jeferson Victor, do Kid Abelha, ora Jessé Sadoc, de Ed Motta) como convidados nos shows, o grupo põe no mercado fonográfico um disco com 12 canções, canções mesmo, que, tiradas todas as texturas, elementos, instrumentos, feitas só ao violão, no esqueleto, soam com a mesma consistência. A maioria é escrita pela dupla André Valle e Helena Cutter, uma parceria similar à de Ben e Tracey do Everything But the Girl. Ele respira, ela escreve. Foi assim que surgiram músicas como "Uma geral" ("Vou tentar dar uma geral/geralmente eu me saio bem/vou tentar dar uma geral/tô tentando ir bem mais além"), "Lady H", "Pára tudo", "Então não faz nada", "Angel y demonio" (esta cujo single foi distribuído na Argentina e no Uruguai em março de 2003) e "40 dias" (com Mylene Areal). Helena também escreveu letras para músicas de Alexandre Castilho ("Dicionário") e Ciro Cruz ("Na estrada"). O baixista, aliás, assina um rap cubaníssimo ("Ouvindo orixás"), em parceria com André Valle, com letra da dupla Veiga & Salazar. Completam o CD uma faixa do compositor gaúcho Nei Lisboa ("Schultznietsin is down"), de "Carecas da Jamaica", disco de 1987, e uma inédita de outra dupla, João Viana e Línox, "Pára-quedas". Uma pitada de drum´n´bass, vestígios do acid jazz, um resquício do melhor do rock, influências cubanas, o azeite do pop inglês, a música brasileira, está tudo armazenado numa memória musical propensa a revoluções. É uma mistura imponente a que o quarteto se propõe desde 2002, quando o Rio de Janeiro parou para conhecer o projeto Acid Beatles, que virava a obra dos Fab Four de cabeça para baixo. Agora, porém, o trabalho é autoral e a proposta é outra. Mas a essência é a mesma: livrar-se dos clichês, olhar para frente respeitando o passado e dar uma geral na música pop. Sem maiores destruições, é claro. Deixemos de lado nossos anti-mísseis, quer dizer, tapa-ouvidos.