3 homenagens ( retirados em 2009)
Luís
Um dos melhores jogadores portugueses de todos os tempos e um dos melhores alas direitos do futebol mundial. Luís. Aquele que Valdano disse um dia que mesmo quando jogava mal era o segundo melhor jogador em campo. Regularidade impressionante nas suas performances semanais. Um misto raríssimo de força, técnica, habilidade, inteligência e velocidade. Nos anos 90 Figo foi um dos melhores dribladores e um dos “cruzadores” mais profícuos do futebol mundial.
Várias vezes o rei das assistências da liga espanhola e em lances ofensivos de um para um Figo tinha uma eficácia quase sobre-humana para um jogador que arriscava tanto. Fino a tratar a bola, mudança de velocidade irrepreensível, multifacetado no drible ,cruzador de excepção, facilidade de cruzamento e remate com ambos os pés. Único. Brilhou no Barcelona de Guardiola, Stoichkov, Ronaldo; brilhou na geração de ouro da selecção portuguesa de Rui Costa, Paulo Sousa, João Pinto. Discreto fora dos relvados, mas ofuscante dentro deles.
4 vezes campeão espanhol, 4 vezes campeão italiano, 1 liga dos campeões, 1 mundial de sub-20, melhor jogador do mundo em 2000. um Palmarés à sua altura.
O Anjo Loiro
Chamavam-lhe o médio do futebol total, pela sua omnipresença no campo e pela capacidade que tinha de fazer quase tudo com competência. Jogador super técnico, ambidestro, com uma velocidade de execução e de raciocínio extraordinária e que ainda conseguia ser extremamente disciplinado e abnegado nas tarefas defensivas. Nedved era uma espécie de 2 jogadores num só. Era muito mais que um médio volante e muito mais que um médio ofensivo.
Durante vários anos foi estrela da Lázio, estrela da Juventus e estrela de uma das melhores gerações de sempre do futebol checo, que praticou um dos melhores futebois que já se viu jogar em fases finais de grandes competições. No Euro 2004 que tantas alegrias e desgostos deu aos portugueses, a equipa mais deslumbrante foi sem dúvida a República Checa de Nedved que fez lembrar a famosa Holanda de 74, com um futebol de campo todo, rápido, técnico e artístico. Nedved ao lado de Rosicky, Poborsky e Milan Baros orquestraram o mais belo futebol sinfónico nos relvados portugueses.
Nedved acabou a carreira com nobreza. Ainda titular da Juventus decidiu pôr fim a uma carreira gloriosa que o consagrou como um dos melhores médios das últimas décadas.
Maldini.
Hoje na era do futebol super meticuloso e estratégico, todos os treinadores procuram laterais que saibam dar uma boa cobertura aos centrais, que sejam altos e bons no jogo aéreo, intuitivos tacticamente, fortes fisicamente, fortes na marcação, seguros na posse de bola e competentes a atacar. No fundo todos procuram um Paolo Maldini.
O Jogador de todos os recordes. Jogou até aos 40 anos, foi 7 vezes campeão italiano, ganhou 5 ligas dos campeões, e foi formado na melhor escola de defesas possível – a do super Milão dos anos 80 e 90 com Baresi, Tassoti e Costacurta.
Maldini sabia tudo sobre jogo defensivo, era quase insuperável a defender no um contra um, porque apesar da sabedoria táctica e da força física , também era um jogador ágil e veloz. Maldini foi dos laterais esquerdos mais completos de todos os tempos, mas sempre que era chamado para jogar a central, automaticamente se tornava num dos centrais mais eficazes do mundo.
Quase 25 anos a jogar profissionalmente no Milão, estreou-se aos 16, acabou aos 40. Aos 40 ainda corria mais do que muitos young players que andam por aí. Só pode significar que sempre foi sério e dedicado na sua profissão. Um ícone, um exemplo, uma lenda. Pela selecção italiana teve numa final de Euro e uma final de Mundial, perdeu as duas. Pena, só lhe faltava mesmo um titilo desses para “imacular” um currículo tão explenderoso.
PS: Em breve vou pôr aqui o meu 11 da década ( 2000-2009)