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Last Updated: 10/18/2008

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Friday, October 17, 2008 

Category: News and Politics

Depois do Plano Colômbia é a vez do México ter o seu projeto de militarização.

 

Por: Raphael Sanz

 

 

Enquanto os veículos de comunicação de massa brasileiros discutiam o caso da menina Isabella, um acontecimento importantíssimo era ignorado: a aprovação do Plano México pelo congresso norte-americano. O novo pacote de políticas internacionais da Casa Branca cujo nome oficial é "Iniciativa de Mérida" foi aprovado no congresso estadunidense entre os dias 15 e 22 de maio deste ano e já está em vigor.

Proposto pela gestão Bush, o plano consiste na doação de 1 bilhão e 400 milhões de dólares em três anos para financiar e modernizar o aparato repressivo do governo mexicano sob o pretexto de combater o narcotráfico, o terrorismo e realizar a manutenção da segurança fronteiriça. O Plano não prevê o envio de tropas, porém será oferecido treinamento por oficiais das forças armadas estadunidenses, da C.I.A. e de empresas privadas de segurança como a BlackWater ao exército nacional e polícia mexicanos. A verba também será usada para a compra de equipamentos modernos de guerra e espionagem: veículos, armas, sistemas de vigilância, entre outros.

A principal empresa de segurança que pretende ir ao México treinar a polícia mexicana é a BlackWater, mundialmente conhecida por suas ações em Nova Orleáns, na época do furacão Katrina e na invasão do Iraque onde cometeu o massacre da praça Nissour, em Bagdah, onde dezenas de civis iraquianos foram metralhados gratuitamente por um comboio da empresa. Pode-se perceber que ambas as experiências são marcadas pelo desrespeito aos direitos humanos. Seu fundador e dono, Erik Prince é ex-SEAL (Grupo de Operações Especiais das Forças Armadas dos EUA) e, desde 1998 doa anualmente US$168 mil ao Comitê Nacional Republicano, isso sem contar sua participação nas campanhas de eleição e reeleição do atual presidente George Bush. O presidente da empresa, Gary Jackson também é ex-SEAL e seu vice, Coffer Black é o oficial encarregado das operações antiterroristas da gestão Bush após os ataques de 11 de setembro de 2001. Noventa por cento dos lucros da empresa são procedentes de serviços prestados ao governo estadunidense.

Boa parte desses 1 bilhão e 400 mil dólares será doada à PFP (Polícia Federal Preventiva), recentemente responsável pela repressão da insurreição Oaxaqueña que começou há dois anos e, conseqüentemente pelas mortes que ocorreram ali. Uma delas, a do jornalista estadunidense Brad Will que cobria a revolta para o Centro de Mídia Independente no dia 27 de outubro de 2006. Mês passado (setembro de 2008) também foi morta e estuprada outra ativista estadunidense que participava da insurreição, crime que permanece sem investigação segundo a imprensa local. Bom, se isso está ocorrendo com ativistas estadunidenses, cidadãos da maior potência econômica e militar da atualidade, podemos então imaginar como é a vida dos ativistas locais. Além dos fundos destinados à PFP, a verba também será revertida para setores de aduana, migração e comunicação e para projetos que visem a "consolidação do estado de direito", segundo informe oficial.

Alianza por la Seguridad y Prosperidad de América del Norte

Essa militarização desenfreada que entrou em vigor este ano no México está inserida no cronograma de políticas da ASPAN (Alianza por la Seguridad y Prosperidad de América del Norte), um órgão crucial para entender o Plano México. A ASPAN ganhou o apelido de NAFTA-PLUS por fazer parte de uma estratégia dos EUA para empurrar seus sócios comerciais a formarem com eles uma frente comum que sustente a guerra ao terrorismo e difunda as idéias de livre-mercado, o que fortalece o controle imperial sobre seus vizinhos.

A ASPAN foi fundada em 23 de março de 2005 pelos presidentes dos três países norte-americanos e é composta por 23 grupos de trabalho integrados pelas Secretarias de Governo e Relações Exteriores de cada um dos países. Dois desses 23 grupos são compostos exclusivamente de membros dos governos e se chamam Agenda da Prosperidade e Agenda da Segurança. Os outros 21 grupos são mistos, compostos por membros dos respectivos governos e pela CCAN (Conselho da Competitividade da América do Norte), grupo dos trinta principais empresários do continente.

Desses 23 grupos de trabalho da ASPAN saem as "resoluções" que são assinadas pelos três governos. Na maioria dos casos, as resoluções apenas requerem assinatura dos seus mandatários para serem colocadas em prática. Outras vezes, os mandatários são encarregados de transformar estas "resoluções" em iniciativas de leis nos respectivos congressos, sem ter a necessidade de mencionar a sua origem. A ASPAN por não ser um tratado e sua criação não ter sido submetida a votação em nenhum dos três congressos, foi fundada sem uma discussão democrática não possuindo espaço para uma participação popular, o que faz com que a sua suposta legitimidade seja altamente questionável. Muitas vezes as resoluções nem são mencionadas pela mídia de massa. É assim que interesses empresariais se transformam em políticas públicas desconsiderando os povos que serão afetados pelas tais resoluções.

Prosperidade e Segurança são os pretextos que ocultam os reais interesses da ASPAN. No quesito "prosperidade" há algumas questões a serem consideradas. Umas delas é a superação de fronteiras no que se refere à distribuição energética. Um dos interesses pontuais disso está no mercado consumidor mexicano que terá de consumir energia produzida pelos EUA, boa parte dela de origem nuclear, se sair uma licença que permite a Cia. Estatal Mexicana comprar e assinar contratos de largo prazo para a compra de energia das empresas estadunidenses. Isso sem contar uma iminente privatização da Pemex (Petróleo Mexicano) e outras estatais mexicanas com o intuito de "liberar" o comércio, o armazenamento e a distribuição de produtos refinados.

No quesito segurança; partindo das idéias de Thomas Shannon, secretário assistente de estado para assuntos do hemisfério ocidental e um dos mentores das doutrinas geopolíticas estadunidenses, afirma que "como espaço econômico compartido, a América do Norte deve ser protegida", assim, os EUA se outorgam o direito de intervir militarmente nos vizinhos em caso de qualquer suspeita de terrorismo. Isto já é possível perceber graças à base militar controlada pelo Pentágono no estado mexicano de Veracruz.

Politicamente o Plano México se insere nesse contexto como uma estratégia adotada por dois governos fracos na tentativa de aprovar uma aliança impopular e fortalecer seus respectivos presidencialismos. No México, o presidente Felipe Calderón fraudou as eleições e, assim, governa na corda-bamba enquanto que no vizinho rico, o presidente George W. Bush perde cada vez mais popularidade devido às baixas no Iraque, no Afeganistão e na crise política e econômica interna que acaba de explodir.

A Iniciativa de Mérida promoverá uma militarização sem controle de uma sociedade e de um Estado já bastantes militarizados. Uma das formas de resistência organizadas da sociedade civil pode ser observada com a criação de grupos populares de indígenas e camponeses, como por exemplo, a Frente Zapatista de Libertação Nacional, localizada na selva Lacandona no estado sulista de Chiapas. O grupo que promoveu um levante em 1994 contra um governo autoritário e resiste até hoje, sofre uma série de ataques e forte repressão por lutar por mudanças sociais e políticas e também certamente por denunciar os conflitos de interesses na região. Essa repressão varia de ameaças, estupros, até chacinas em comunidades. Uma vez que com mais incentivo financeiro, a tendência é que essa repressão se torne mais intensa. Além disso, a entrada de mais recursos no aparelho policial pode piorar a corrupção que já é alarmante, e com isso, reforçar o estado policial. Isso sem esquecer o fato de que as ditaduras na América Latina sempre foram antecipadas por militarizações fora de controle com apoio logístico dos interesses imperiais.

Narcotráfico

No que diz respeito ao combate às drogas, essas políticas já mostraram porque são falhas. Apesar da vertente que prega a prevenção do uso com conseqüente expectativa de redução de danos já ter se mostrado mais eficaz, o modelo repressivo ainda insiste em ser empregado uma vez que prevê determinada agenda de combate não só às drogas e à dependência, mas também da migração, da pobreza e dos movimentos sociais e culturais de dissidência e de outros grupos marginalizados sob o pretexto da guerra às drogas. Nesse contexto, o empréstimo dos EUA para o México empurra o país latino-americano a assumir a agenda imperial de combate a essas questões o que faz com que o dinheiro do Plano seja revertido para empresas transnacionais que colocariam essas políticas públicas em prática, por exemplo, a Blackwater, completando um ciclo teatral em que os EUA doam dinheiro a suas próprias empresas, valorizando esse capital.

           

A Mídia

Nos veículos de comunicação de massa ianques há duas variantes de cobertura sobre o plano México, no que diz respeito ao conteúdo das informações: uma a favor do governo e do plano e outra, com críticas de caráter conservador que reclamam da ilegitimidade do plano com enfoque na imigração e colocando ser "anti-americano" doar dinheiro para um país como o México.

O programa Headline News, da CNN, é um exemplo dessa crítica conservadora. O quadro que fala sobre a Iniciativa de Merida já começa com o anúncio "crise na fronteira" e com o seu apresentador explicando de maneira infantil e sarcástica o tamanho da verba doada ao país vizinho. Aos poucos vai mostrando imagens fortes de batidas policiais na fronteira com o México com enfoque em cenas de apreensão de drogas e supostos imigrantes ilegais sendo tirados de camionetes. A matéria é encerrada entrevistando a parlamentar Gabrielle Giffords, do partido Republicano do Arizona (Estado que faz fronteira com o México). Durante a entrevista, o apresentador diz para os seus telespectadores que "eles [o Governo] construíram uma prisão de 8 milhões de dólares só para lidar com este grande problema dos 'Aliens' ilegais", referindo-se a imigração mexicana como "grande problema" e ao povo mexicano como "aliens".

No México, onde os veículos de comunicação corporativos já possuem a tradição de marginalizar e criminalizar os povos originários e os movimentos sociais, a cobertura da Iniciativa de Mérida quando não é muito pobre, é absolutamente tendenciosa. A principal característica é de exaltar o plano como uma ajuda externa que visa combater o crime, o narcotráfico e o terrorismo dos grupos rebeldes com o intuito de dar mais segurança ao cidadão mexicano. Isso tudo é colocado de maneira absolutamente superficial sem levar em consideração as entrelinhas do Plano e a população pobre que sofre diretamente as conseqüências dele. Apenas veículos de comunicação alternativos, em ambos os países, abordam a questão com alguma desconfiança.

Mais uma vez vemos fronteiras serem fechadas para as pessoas e abertas aos interesses do grande capital. Acordos comerciais, jogos políticos, armas, controle e repressão. O saldo disso é a manutenção do analfabetismo, a precarização cada vez maior dos serviços públicos gratuitos, a militarização sem controle já citada e a marginalização dos setores mais desfavorecidos da sociedade. Assim fica claro que o Plano México e a ASPAN são mecanismos estadunidenses de disputa da hegemonia política no terceiro mundo. É notável o bloqueio arbitrário de informação por parte da mídia corporativa e, talvez por isto, um bom começo para o combate a essas políticas pode ser furar esse bloqueio. É preciso pesquisar e divulgar a situação para os diferentes povos que sofrem as conseqüências desse tal Plano México, do antecessor Plano Colômbia e de outros planos que ainda possam vir.

Vídeos:

*1 http://www.youtube.com/watch?v=rO-340lXPTM – Headline News - CNN

http://www.youtube.com/watch?v=-tOBmr3JszI&feature=related – Mexican Plan threatens peacefull communities

 

 

 

Tuesday, October 16, 2007 
CORPORATIVISMO DA FEBEM-SP DESAFIA A JUSTIÇA E PERSEGUE DEFENSORA DE DIREITOS HUMANOS..:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />
           
O COLETIVO CONTRA TORTURA considera de suma importância denunciar a
perseguição político-ideológica que vem sofrendo a funcionária da FEBEM
de São Paulo, Glayds Romeo Peccequillo, membro deste Coletivo. Trata-se
de um caso exemplar de retaliação a uma defensora de direitos humanos,
que ultrapassa a questão da disputa jurídica, uma vez que há intenção
clara da cúpula da Fundação em desestabilizar, desqualificar e
criminalizar a sua atuação.
           
A história de Glayds começou em 2000 quando, assistente da Direção do
Complexo Raposo Tavares, ela foi sumariamente demitida ao denunciar um
espancamento coletivo de jovens na Unidade 27, depois de vãs tentativas
de instaurar uma sindicância administrativa interna. O saldo dessa
denúncia foi o primeiro processo-crime contra funcionários da FEBEM-SP,
que resultou na condenação de 14 deles, sendo cinco, ocupantes de cargos
de alto escalão, cujas penas variaram de dois (omissão) a 90 anos de
prisão. A sentença de primeira instância, promulgada e divulgada no ano
passado, provocou entusiasmo nos movimentos de direitos humanos, pois
víamos ali um avanço significativo na luta pelos direitos da infância e
adolescência no Estado de São Paulo. 
           
Pouco tempo depois, no início de 2007, na batalha que Glayds travada há
quatro anos na Justiça Trabalhista pela anulação da demissão ilegal, um
acórdão favorável do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo
determinou sua reintegração. Isso foi entendido como um fortalecimento da
luta contra a tortura na FEBEM.
           
No entanto, a resistência que a instituição vem oferecendo à execução
plena da sentença de reintegração comprova que, mesmo depois de seis
anos, a ideologia da "tranca e couro", que tantas vezes denunciamos,
continua atuando dentro da FEBEM (hoje denominada de CASA), através de um
grupo sólido que, mesmo quando se omite, tem como resultado o apoio.
           
Militante de Direitos Humanos, membro do COLETIVO CONTRA TORTURA, o
advogado Alex Pantoja, que atua no processo, não tem a menor dúvida
quando afirma que "todos os procedimentos adotados pela FEBEM neste caso
ferem os princípios constitucionais que norteiam a administração pública.
Há, ainda, clara desobediência à ordem judicial, o que constitui crime, e
a presidente da FEBEM será responsabilizada por isso." Acrescenta que a
reintegração, embora formalmente realizada, não aconteceu de fato, dadas
as "dificuldades que enfrentamos, as pressões que a funcionária vem
sofrendo, inclusive com ameaça de demissão por justa causa".
              
Diante disso o COLETIVO CONTRA TORTURA quer denunciar este fato, mais
explicitamente historiado na carta que Glayds Romeo Peccequillo
encaminhou ao Secretário da Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de
São Paulo, Luiz Antonio Guimarâes Marrey, que publicamos em seguida.
  
Pelo COLETIVO CONTRA TORTURA
 
Angela Mendes de Almeida – historiadora
Carlos Botazzo – sanitarista e pesquisador científico
Cristina de Almeida Souza - psicóloga
Elzira Vilela – médica
Marco Antonio Santos – psicólogo
Maria Lúcia de Moraes Bourroul - médica
Tuesday, October 16, 2007 
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!Presos e presas anarquistas!! NÃO SE OMITA!
   
"Um movimento que esquece seus presos e presas nos calabouços das prisões está
condenado ao fracasso", diz uma sábia frase anarquista. Assim, não podemos deixar de
estender nossas mãos nem fechar os olhos nem nossos corações aos nossos. Temos de
ser solidários. E para instigar o movimento "cá fora", divulgamos uma lista
elaborada pela Cruz Negra Anarquista - Venezuela, mais ou menos atualizada, de
presos e presas anarquistas encarcerados em presídios do velho continente dos
conquistadores. Escreva uma carta, mande um postal... Não se omita, não seja
indiferente!
  
Gabriel Pombo da Silva (Alemanha): é um conhecido anarquista espanhol, de 39 anos de
idade, que passou mais de 20 anos em prisões, dos quais 14 no infame regime de
isolamento FIES. Em outubro de 2003 escapou de uma prisão espanhola. Gabriel é um
dos rebeldes sociais que lutam já há alguns anos contra as condições brutais de
isolamento e maltrato físico a qual são submetidos os réus ibéricos. Foi detido
depois de um enfrentamento com a polícia alemã no povoado alemão de Aachen.
Atualmente está recluso em uma prisão alemã. 
   
  Escreva-lhe: Gabriel Pombo da Silva, Krefelder Str, 251.52070 Aache, Germoney,
Alemanha.
   
  José Fernández Delgado (Alemanha): 46 anos de idade, anarquista espanhol que
escapou da prisão entre os anos 2004, depois de passar mais de oito anos nela. Foi
detido junto com Gabriel Pombo da Silva na mesma perseguição. Atualmente está
recluso em uma prisão alemã. 
   
  Escreva-lhe: José Fernández Delgado, Aachenerstr, 47, 53359 Rheinbach, Alemanha.
   
  Thomas Meyer Falk (Alemanha): preso autônomo alemão, detido durante uma
expropriação a um banco que incluiu a tomada de reféns. Membro da RASH (por suas
siglas em inglês Red and Anarchist Skinhead ou Carecas Vermelhos e Anarquistas),
desde sua detenção em 12 de outubro de 1996 vêm mantendo uma postura crítica e
contestatória dentro da prisão. 
   
  Escreva-lhe: Thomas Meyer-Falk, JVA, Zelle 3117, Schoenbornstr, 32, 76656
Bruchsal, Alemanha.
   
  Marcos Camenisch (Suíça): companheiro anarquista suíço, preso já há muitos anos,
capturado na Itália e acusado pela fiscalização suíça da explosão de várias torres
de alta tensão durante os protestos antinucleares e o assassinato de um guarda
fronteiriço durante uma fuga. Ativo durante muitos anos dentro do movimento
anarquista e ecologista radical. Atualmente tem mais de 60 anos, muitos deles
privados de liberdade. Desde a prisão continua mantendo sua atitude contestatória
e rebelde, sem deixar de lado seus ideais. 
   
  Escreva-lhe: Marco Camenisch, Postfach 3143, CH-8105 Regensdorf, Suíça. Podes
escrever-lhe em castelhano.
   
  Jean Paul Depouhon (Bélgica): foi detido em 1989 (quando tinha 42 anos) acusado de
assassinato e tentativa de assassinato. Ainda que, sempre afirmou sua inocência,
em 1991 foi condenado a 20 anos de prisão por cumplicidade em homicídio
involuntário. Jean Paul seguiu lutando em vão dentro da prisão para provar sua
inocência. Em 1995 conseguiu escapar da prisão. Fugindo e sem meios para viver,
assaltou alguns bancos. Em fevereiro de 1998 foi capturado de novo. Jean Paul
Depouhon se considera anarquista desde que era muito jovem. Na prisão tem escrito
artigos para a publicação anarquista belga-francesa "Alternative Libertaire". 
   
  Escreva-lhe: Jean Paul Depouhon, 4, rue de la resistance 4500 huy, Bélgica. Podes
escrever-lhe em castelhano.
   
  Federico Pais (Itália): é um anarquista sardo, ativo nas lutas contra as prisões,
a repressão e o controle social, era um dos editores junto a Constantini Cavalleri
da publicação "Su Gazetinu de sa Luta Contrahaz a Sas Prezones". Foi detido em 9
de fevereiro de 2001 em uma ação numa joalheria na cidade de Luras. Nesta operação
foram detidos outros 3 companheiros sardos que acompanhavam Federico na
expropriação. 
   
  Escreva-lhe: Federico Pais, Via Provinciale S. Biagio, 81030 Carinola (CE), Itália.
   
  David Santini (Itália): companheiro anarquista da cidade de Viterbo, acusado de
ter colocado um artefato explosivo no Tribunal de Viterbo em 19 de janeiro de
2004. Também foi detido na denominada "Operação Cervantes". 
   
  Escreva-lhe: David Santini, Casa Circondariale "Mammagialla", 01100 Viterbo, Itália.
   
  Daniele Benedetti e Juan Sorroche (Itália): são dois anarquistas de Rovereto.
Condenados a 10 meses de prisão (Daniele) e 9 meses de cárcere (Juan) devido à
recusa dos companheiros a apresentar seus documentos de identificação aos
carabinieris (polícia). A Promotoria os imputou de resistência e violência contra
a autoridade pública, lesões e danos. 
   
  Escreva-lhes: Daniele Benedetti: Via dalla Scola Basilio, 150. 36100 Vicenza (VI),
Itália. Juan Sorroche: Casa Circondariale Ctr., Castrogno 64100, Teramo, Itália
   
  Salvatore Signore (Itália): anarquista detido no marco da "Operação Nottetempo" da
justiça italiana, na cidade de Leche. Foi acusado de ameaças mediante pichações
contra o sacerdote que dirige um centro de reclusão aonde são privados de
liberdade os imigrantes. Atentado incendiário contra a casa da família deste
personagem e o portão de uma igreja da cidade. Danos a um caixa eletrônico do
Banco Intesa. Incitação à revolta. Ocupação de uma estação de ônibus em desuso
para construir um Centro Social e associação subversiva. 
   
  Escreva-lhe: Salvatore Signore, Via Lamaccio 1, 67039 Sulmona (AQ), Itália.
   
  Presos de "Il Silvestre" (Itália): aproximadamente em 2003, a fiscalização voltou
a surpreender o mundo com uma de suas operações inquisitoriais. Com a detenção de
11 anarco-ecologistas italianos, acusados de serem membros das Células de Ofensiva
Revolucionária (COR). Esta acusação se fundamenta no fato de que o grupo Il
Silvestre em sua publicação "Terra Selvaggia" publicaram um comunicado das COR. Do
grupo inicial somente foram condenado seis deles com penas que vão desde 6 até 3
anos na prisão. 
   
  Escreva-lhes: William Frediani (acusado de ser o líder da COR, foi sentenciado a
seis anos de prisão) Casa di Reclusione, Via Maiano 10, 06049 Spoleto (PG),
Itália; Francesco Gioia (sentenciado há 5 anos e 2 meses) Via Maiano 10, 06049
Spoleto (PG), Itália; Costantino Ragusa (sentenciado a 5 anos) Via Prati Nuovi 7,
27058 Voghera (PV), Itália; Alessio Perondi (sentenciado a 3 anos e 8 meses) se
encontra em prisão domiciliar por problemas de saúde; Benedetta Galante
(sentenciada a 3 anos e 6 meses) Via E. Novelli 1, 82100 Benevento, Itália;
Leonardo Landi (sentenciado a 3 anos e 6 meses). É desconhecida sua localização.
   
  Silvia Guerini, Federico Bonamici e Giuseppe Bonamici (Itália): companheiros
anarquistas, vinculados ao grupo "Il Silvestre". A inquisição romana os acusa de
haver usado explosivos para danificar os condutores de energia nuclear. 
   
  Escreva-lhes: Silvia Guerini, Via del Gomito 2, 40127 Bolonha, Itália; Federico
Bonamici, Via Nuova Poggioreale 177, 80143 Napoli, Itália; Giuseppe Bonamici,
Frazione San Michele, Strada Casale 50/A, 15040 Alexandria, Itália.
   
  Presos da "Montagem Marini" (Itália): na década dos anos 90, a fiscalização
italiana começou uma macro operação para desarticular os elementos mais
contestadores do movimento anarquista local, depois de várias detenções e
múltiplos julgamentos terminou com a prisão de vários companheiros, quatro deles,
ainda na prisão. As acusações que lhes imputam são pertencimento a organização
ilícita (uma tal ORAI que jamais existiu e que é o subtítulo de um escrito de A.M
Bonanno, um dos enclausurados), seqüestro de Mirella Silochi, esposa de um rico
empresário de Parma e porte de arma. 
   
  Escreva-lhes: Francesco Porcu (condenado a 30 anos) C.C. Badu Carros, 08100 Nuoro,
Itália; Gregorian Garagin (condenado a 30 anos de prisão e mais 6 de condicional)
Via G. Leopardi, 2 61034  Fossombrone (PS) ,Itália; Orlando Campo (condenado a 10
anos de cárcere) Via Raffaele Majetti 165, 00156 Roma, Itália. 
   
  René Riesel (França): anarquista, um dos principais inspiradores do Maio de 68 e
do "Situacionismo" que inspirou a década de agitação que precedeu o "Maio
Francês". Camponês de profissão, membro da Confederação Agrícola. Junto a José
Bové participou em várias ações de sabotagem contra a indústria transgênica,
diferentemente deste, jamais suplicou clemência ao executivo nacional pelo qual
segue pagando a condenação por seus atos. 
   
  Escreva-lhe: René Riesel, Maison d'arrêt de Mende, cellule 249 ecrou 4612, BP 133,
48005 Mende Cedex, França.
   
  Jean-Marc Rouillan (França): lutador anticapitalista, ativo durante muitos anos no
movimento anarquista mais contestatário da Europa. Participou na Espanha em ações
direta com o grupo de agitação armada Movimento Ibérico de Liberação (MIL) e o
Grupo de Ação Revolucionária Internacionalistas. De regresso à França participou
no grupo "Action Directe" que era uma guerrilha urbana autônoma e anticapitalista,
entre seus múltiplos ataque se conta o assalto com rifles automáticos à sede da
patronal, o assassinato de um alto executivo da Renault em resposta as demissões
injustificadas de dita corporação. Encontra-se na prisão desde 1984,  passando a
pena nas mais infames condições. Ainda que já tenha cumprido sua sentença de 20
anos, o governo galo se nega a libertá-lo até enquanto não se arrepender de seus
atos, o que implica um absurdo, devido a sua condição de preso político, negar
seus atos será anular sua situação de militante, o que nestas alturas se entende
como um total
 absurdo. 
   
  Escreva-lhe: Jean Marc Rouillan, 914200, Hopital Pénitentiaire, Allee des Thuyas,
94261 Fresnes, França.
   
  Augustin Kraus (República Tcheca): antifascista antiautoritário tcheco sentenciado
há 14 meses na prisão por atacar um local neo-nazi, durante uma marcha. 
   
  Escreva-lhe: Augustin Kraus, Vazebni Veznice, PP-1, Litomerice, 41 201, Republica
Tcheca.
   
  Olga Aleksandrovna Nevskaya (Rússia): anarquista russa acusada junto a outras duas
companheiras de participar em atividades antimilitaristas, por sua Objeção de
Consciência e algumas ações diretas que incluíram explosões simbólicas, foi
condenada a seis anos de prisão em 2003. Alem destas atividades participava em
grupos de preservação da terra. 
   
  Escreva-lhe: Olga Aleksandrovna Nevskaya, UU163/5, 7 Otryad, Pos Dzerzhinskiy,
Mozhaysk140090 Moskovskaya Oblast, Rússia.
   
  Roberto Catrino López (Holanda): é um anarquista espanhol que esteve preso durante
16 anos, 14 dos quais no infame F.I.E.S. Atualmente se encontra na Holanda
purgando uma condenação de quatro anos por um roubo, Roberto participou em
inumeráveis greves de fome e motins contra o devastador regime penitenciário
ibérico. 
   
  Escreva-lhe: Roberto Catrino López, c/o P.I., Midden Holanda, Afdeling G cel 022,
Maatschaplaan 1, 2404 CA Alphen a/d Rijn, Holanda.
   
  Tomasz Wilkoszewski (Polônia): jovem anarquista polaco condenado em 1996 a 15 anos
de prisão, por resistir ao ataque de um neo-nazi, durante a muvuca de Wilkoszewski
matou um neo-nazi em legítima defesa, mas o fato de ser humilde e não contar com
uma boa defesa contribuiu para que fosse sentenciado como homicídio intencional
sendo a legítima defesa uma causa de inexistência da pena. 
   
  Escreva-lhe: Tomasz Wilkoszewski, Zak&322;ad Karny, Ul, Orzechowa 5, 98-200
Sieradz, Polônia.
   
  Presos do Ungdomshuset (Dinamarca): agora em 2007 no mês de março passado, as
autoridades do país nórdico desalojaram a emblemática "ocupa" Ungdomshuset (Casa
da Juventude), espaço autogestionado mantido pelos antiautoritários desde a década
de oitenta e vendida pelo Estado a uma seita religiosa sem a autorização de seus
legítimos proprietários. A defesa do centro social se manteve durante uma semana e
teve o saldo de 600 pessoas detidas de todas partes da Europa, que se mobilizaram
para defender o espaço livre. Atualmente 39 pessoas se encontram detidas sob
gravíssimas acusações, que vão desde resistência a autoridade a tentativa de
assassinato. 
   
  Escreva-lhes: ABC, Postbox 604, 2200 Copenhagen N, Dinamarca. Ou pelo e-mail:
info@blackcross.dk
   
  Pedro José Veiga (Portugal): é um jovem anarcopunk que se encontra preso em um
cárcere de Linho, acusado de homicídio, de individuo que alugava a casa para a sua
mãe, os fatos ocorreram sob estranhas circunstâncias, já que Veiga disparou contra
o sujeito logo que este agredia sua mãe. 
   
  Escreva-lhe: Pedro José Veiga, Nº 610 ALA A, E.P. Linho, 2710 Sintra, Portugal.
   
  Núria Portulas (Espanha): No dia 7 de fevereiro deste ano, a companheira
anarquista Núria, foi detida em Girona, sob a "Lei Antiterrorismo" se lhe acusa de
ter literatura anarquista, escrever a presos e de manter uma caderneta com
endereços de companheiros anarquistas da Itália, já que se dispunha a mudar-se a
dito país para trabalhar, sua incomunicabilidade, detenção e traslado demonstra a
arbitrariedade do Estado espanhol e suas ânsias de querer controlar os movimentos
sociais, já que nenhuma das justificativas para seu encarceramento são delitos. 
   
  Escreva-lhe: Núria Portulas Oliveras, Centro Penitenciário Madrid, AP 200 Colmenar
Viejo Modulo 12, 28770 Madrid, Espanha.
   
  Laura Riera (Espanha): Laura é uma companheira anarquista detida em 2001, quando
só contava com 21 anos e condenada a sete anos de prisão, por colaborar com
informação com a agrupação armada basca ETA. Laura que durante muitos anos foi uma
forte ativista da Assembléia de Okupas de Terrassa (lugar próximo a Barcelona) e
membro do sindicato libertário CGT (Confederação Geral do Trabalho) era conhecida
nos ambientes contestatários por sua tenacidade e compromisso na luta. Durante o
julgamento Laura demonstrou que sua confissão foi produzida pela constante
violência e torturas por parte da polícia. 
   
  Escreva-lhe: Laura Riera Valenciano, Centro Penitenciário de Valencia, Ctra,
N-340, km. 225, 46220 Picassent (Valencia), Espanha.
   
  Sergio L.D (Espanha): anarquista ibérico detido durante a Cúpula Européia de 2002
em Barcelona. Desde essa época não foi julgado e enfrenta a uma acusação de quase
sete anos de prisão e uma multa de 1 milhão e 3,5 milhões das antigas pesetas, que
lhe cobra a acusação particular (C.C.O.O., Fincas Corral, Banco Sabadell) e o
Ministério Fiscal, aonde La Caixa, Bancaja, B.B.V.A., Banesto e Viajes
Transglobal, pedem responsabilidade civil. Sua detenção ocorreu quando andava de
maneira pacífica e foi detido por quatro policiais encapuzados e infiltrados na
manifestação, foi torturado na delegacia de forma física e psicológica. 
   
  Escreva-lhe: contralatorturapolicial@hotmail.com
   
  Presos do 4F (Espanha): em 4 de fevereiro de 2006, são detidos depois de sair de
uma festa em uma "Ocupa" três jovens imigrantes autônomos. Alex, Juan e Rodrigo
depois de um obscuro episódio no qual foi ferido um policial que se encontra em
estado de coma. Em mais de uma oportunidade foi demonstrada sua inocência e sua
detenção obedece mais a critérios xenófobos que de ordem jurídica. 
   
  Escreva-lhes: Rodrigo Lanza Huidobro: C.P de Jóvenes, Calle Padre Manjón, 2, 08033
Barcelona, Espanha; Juan Pintos Garrido, C.P de Jóvenes, Calle Padre Manjón, 2,
08033 Barcelona, Espanha.
  Alex Cisternas Amestica, Apartado de Correos 20, 08080 Barcelona, Espanha.
   
  Carlos Gómez García (Espanha): anarquista com mais de 40 anos e 20 deles na
prisão. Ele protagonizou várias ações dentro das prisões para demonstrar o
tratamento desnumano em que vivem, entre elas está a de haver se cozinhado a boca
e amputado um dedo (janeiro de 1998) e em outro momento auto amputou outro dedo e
as veias diante das câmaras de televisão. 
   
  Escreva-lhe: Carlos Gómez García, C.P. Villabona, Finca Tabladillo Alto, 33480
Villabona, Xixón, Espanha.
   
  Juan José Grafía (Espanha): anarquista ibérico, preso desde 1987. Acusado de
assaltar um banco e matar dois policiais. Passou a metade de sua pena no regime
FIES. 
   
  Escreva-lhe: Juan José Garfia, C.P. Córdoba, Carretera Almadén s/n., 14071
Córdoba, Espanha.
   
  Joaquín Gárces Villacampa (Espanha): anarquista ibérico, antigo militante da CNT
(Confederación Nacional de Trabajadores) e com mais de 22 anos em diferentes
prisões espanholas. Nasceu em Jaca, tem mais de 44 anos. Foi detido pelo envio de
um livro bomba, que não explodiu, à embaixada Grega na Espanha, em protesto pela
prisão dos "7 de Salônica" durante a Cúpula da União Européia e outras ações de
sabotagem. Sofreu tortura durante sua prisão. 
   
  Escreva-lhe: Joaquín Gárces Villacampa, CP Castellón, Ctra. de Alcora, km.10,
12006 Castellón, Espanha.
   
  Igor Quevedo Aragay (Espanha): companheiro anarquista detido na mesma operação e
lugar que Villacampa. E acusado pelos mesmos motivos, durante sua detenção também
sofreu torturas físicas e psicológicas. 
   
  Escreva-lhe: Igor Quevedo Aragay, C.P. Brians (MR-1), Carretera de Martorell a
Capellades, km. 23, 08635 Sant Esteve Sesrovires, Barcelona, Espanha.
   
  Rafael Tomas i Gaspar (Espanha): igualmente a seus antecessores, foi detido na
mesma operação policial, é acusado pelos mesmos motivos com a exceção de que lhe é
acusado de "planejamento para o assassinato" do jornalista Luís del Olmo, e de um
diretor da entidade bancária La Caixa e de um comandante da polícia autonôma
Mossos d'Esquadra, além do fato de planejar vários assaltos. Foi torturado física
e psicologicamente. 
   
  Escreva-lhe: Rafael Tomas i Gaspar, C.P. Brians (módulo por confirmar), Carretera
de Martorell a Capellades, km. 23, 08635 Sant Esteve Sesrovires, Barcelona,
Espanha.
   
  Amadeu Casella Ramon (Espanha): é um companheiro privado de sua liberdade desde
1979. Desde sua chegada à prisão tem participado em diferentes comitês de ajuda e
solidariedade com presos sociais e políticos, também participou na Coordenadoria
Organizada de Presos em Luta (COPEL), até que esta desapareceu em função da
criminalização pela qual foi submetida. Ainda que não seja um preso anarquista é
bastante próximo ao movimento libertário. 
   
  Escreva-lhe: Amadeu Casella Ramon, C.P. Girona, C/ Menorca, 16, 17005, Girona,
Espanha.
   
  Claudio Lavazza (Espanha): anarquista italiano de mais de 46 anos de idade.
Acusado do assassinato de dois policiais depois de uma expropriação no Banco
Santander em Córdoba e de mais oito ações em distintas cidades do território
espanhol. Também está condenado na Itália a cumprir uma pena de 27 anos e 5 meses,
por formação de quadrilha, associação subversiva, co-participação nos homicídios
de um joalheiro e de um policial da D.I.G.O.S (polícia política), roubo, posse
ilícita de armas e fabricação de utensílios incendiários, homicídio do comandante
dos agentes de custodia da prisão de Udine (norte da Itália) durante a fuga de
dois companheiros. Ainda pendente 30 anos mais de reclusão por ações em
Saint-Nazaire (França). Claudio é um dos anarquistas mais rebeldes e insurrectos.
Na Itália participou do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), que
realizou a luta armada durante os denominados "anos de chumbo". 
   
  Escreva-lhe: Claudio Lavazza, C.P. Albolote (Mod. 2), Carretera Colomera Km. 6500,
18220 Albolote, Granada, Espanha.
   
  Giorgio Rodríguez (Espanha): detido na mesma operação que Claudio. Ainda que no
momento do tiroteio não se considerava anarquista, sempre foi próximo ao
movimento. Dos três que foram feridos, ele foi o de estado de saúde mais grave. O
projétil que lhe atingiu o colo lhe rompeu três vértebras cervicais, afetando a
medula e inicialmente provocando sua paralisia total. Atualmente padece de uma
paralisia parcial, ainda têm alojado a bala no corpo, a qual lhe produz intensas
dores e as têm conseguido controlar graças a um companheiro de cela que lhe está
ensinando yoga, e não as autoridades penitenciárias. 
   
  Escreva-lhe: Giorgio Rodríguez, C.P. de Topas, Ctra. Nac. 630, Km. 314, 37799
Topas, Salamanca, Espanha.
   
  Giovanni Barcia (Espanha): companheiro siciliano, também capturado durante o
assalto do Banco Santander. Já estava a tempo na clandestinidade devido às
acusações que pesavam sobre ele, produto do denominado "Processo Marini". Desde
sua privação de liberdade tem participado em várias greves, entre elas a
impulsionada pelos presos da Prisão de Jaen II. 
   
  Escreva-lhe: Giovanni Barcia., C. P. El Acebuche, Ctra. Cueva de los Úbeda, km
2,5, 04071 - El Acebuche, Almería, Espanha.
   
  Ibai Ederra (Espanha): ecologista radical, membro do grupo "Solidários com Itoiz".
É acusado de participar junto a seis solidários no corte dos cabos que
transportavam a base das obras da represa do pântano de Itoiz (Valle de Iratí,
Navarra) em abril de 1996, uma prisão então paralisada por ordem da Audiência
Nacional, mas continuada pelo governo de Navarra até o dia de hoje. Esta represa
representa una ameaça ecológica para a região. 
   
  Escreva-lhe: Ibai Ederra, C.P. de Zuera, Ctra. Nac. 330 km 539, 50298, Zuera,
Zaragoza, Espanha.
   
  Gilbert Ghislain (Espanha): companheiro francês que conhece a prisão desde os 17
anos por una série de assaltos a bancos e joalherias, foi condenado há 18 anos por
tentativa de fuga. Aproximadamente seis anos mais tarde fugia de uma prisão
próxima da fronteira espanhola de helicóptero, na fuga tiveram que aterrizar em
Huesca e foi detido de novo em Zaragoza poucas horas depois. Como havia fugido com
um helicóptero seqüestrado por uma companheira, entrou de novo na prisão por
pirataria aérea, detenções ilegais, roubo, tentativa de assassinato em primeiro
grau, atentado contra a autoridade e porte ilícito de armas. Por esses fatos foi
condenado há mais 47 anos. 
   
  Escreva-lhe: Gilbert Ghislain, C.P. Huelva, Ctra de la Ribera s/n, 21610 Huelva,
Espanha.
   
  Javier Calvo Morán (Espanha): jovem anarquista de Burgos, ativo militante da
Assembléia de Estudantes Libertários e atuante nas lutas, é acusado de queimar a
fábrica aonde trabalhava. Nos foi informada até pouco tempo notícias destes fatos
e de sua situação. Javier pediu a solidariedade do movimento anarquista, em uma
etapa na qual tem estado com a moral bastante baixa e com alguns problemas de
instabilidade mental e emocional. Advertimos a situação que está superando o
companheiro e que às vezes manifesta um comportamento estranho em suas cartas, com
altos e baixos em seu estado de ânimo, contradições, extravagâncias etc. Pelo que
advertimos a gente que queira escrever-lhe (algo que Javier necessita muito) que
tenha em conta esta circunstância. 
   
  Escreva-lhe: Javier Calvo Morán, CP de San Sebastián, Paseo Martutene Nº 1, 20014
Donostia, Guipúzcoa, Espanha.
   
  Yiannis Dimitraki (Grécia): Durante um frustrado assalto em Atenas. A policia
conseguiu deter a um dos expropriadores que ficou ferido durante o tiroteio. O
detido, Yiannis Dimitrakis, levava consigo uma bolsa com parte do dinheiro
roubado, duas armas semi-automáticas, três granadas de mão e munição. Dimitraki é
considerado um dos cinco membros dos "ladrões de negro" (alusão a sua roupa
durante a ação), grupo de expropriadores gregos vinculados à parte mais
contestatória do crescente movimento social local. Dimitraki é anarquista e está
vinculado a várias iniciativas.
  Atualmente não temos seu endereço, breve o enviaremos.
   
  C. Varkki (Inglaterra): é mais conhecido como "Slick", um antifascista condenado a
cinco anos de prisão, por sua suposta participação em uma manifestação contra o
partido britânico de extrema direita BNP (Partido Nacional Britânico) em Welling
(Londres), em outubro de 1993. Desde essa época se encontrava prófugo. E em 2004
durante uma batida de rotina, a polícia reconheceu e deteve "Slick", que depois de
11 anos fugindo da justiça, foi capturado. 
   
  Escreva-lhe: C.Varkki, HMP Elmlea, Church Rd Eastchurch, Shearness, Kent.
Grã-Bretanha. 
   
  Tradução: Juvei 
Wednesday, June 20, 2007 

Category: School, College, Greek

Na madrugada dessa quarta-feira(20), na calada da noite, o prédio da diretoria da Unesp-Araraquara foi desocupado por cerca de 80 soldados da Tropa de Choque. O despejo ocorreu sem reunião dos ocupantes com o comando da polícia militar para programar a saída e durante a madrugada, praxe não utilizada em outros despejos. No local havia cerca de 40 estudantes de diversos cursos, os quais foram levados à 4ª DP. A ocupação ocorreu no dia 13 de Junho em protesto contra a repressão na Unesp e contra os decretos do governador José Serra que ameaçam a autonomia das universidades estaduais. O mandado de reintegração de posse foi entregue de surpresa no dia 15, durante uma reunião de negociação com a diretoria.

A entrada do Campus Júlio de Mesquita Filho foi tomada pelos policiais, que impediam o acesso dos repórteres ao local onde a reintegração estava ocorrendo. Quatro unidades da Unesp ainda estão ocupadas por estudantes nas cidades de Ourinhos, Rio Claro, Assis e Franca. Em nota pública o reitor da Unesp, Marcos Macari, diz que não vai discutir as reivindicações sob pressão e, em tom ameaçador, diz que irá apurar as responsabilidades dos envolvidos e que não hesitará em "recorrer à Justiça para restabelecer o respeito à civilidade, ao diálogo e à razão".

A reitoria da Unesp possui um histórico ofensivo contra as mobilizações estudantis. Em 2005, quinze estudantes do campus de Marília foram expulsos por supostamente terem violados documentos sigilosos durante a ocupação da diretoria local. Em novembro desse mesmo ano, sete estudantes do campus de Franca foram expulsos, após uma perfomance artística de protesto. Dessa forma o reitor Marcos Macari oculta, por trás dos jargões de "civilidade, diálogo e razão", a gestão mais repressora da história da UNESP.

 

Alerta Estadual!

A ação repressora na Unesp Araraquara é um aviso aos estudantes das outras universidades estaduais, principalmente as que têm prédios ocupados como forma de protesto. Os estudantes de Araraquara foram pegos de surpresa numa ação marcada por procedimentos incomuns, como o horário impróprio em que foi realizada a reintegração e as dificuldades impostas à imprensa no registro da ação policial. A policia apostou (e ganhou) no elemento surpresa.

A reitoria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) decidiu, na tarde desta terça-feira (19), entrar na Justiça com pedido de reintegração de posse do prédio da diretoria acadêmica, ocupado por estudantes desde segunda-feira (18). Em nota emitida pela assessoria de imprensa, a reitoria disse que ?está tomando as medidas judiciais cabíveis para a preservação do patrimônio público e para a normalização das atividades?, disse também que não vai negociar com os manifestantes.

Na USP, a ocupação da reitoria completa 48 dias sob ameaça constante de reintegração de posse. No final de semana passada, a reitoria ocupada foi palco de um encontro nacional de estudantes, que tirou como indicativo uma nova onda de ocupações de reitoria em agosto e uma marcha nacional até Brasília em defesa do ensino público. Os ocupantes divulgaram uma nota no blog da ocupação, solicitando a reabertura de negociações com a reitoria como condição para desocupar o prédio.

Federais

Nas universidades federais, as ocupações de reitoria se alastram rapidamente. Na Universidade Federal do Espítiro Santo, a reitoria continua ocupada. Na federal do Pará, os estudantes decidiram permanecer em ocupação por tempo indeterminado. A UFPA é a maior federal do país em número de graduandos. Diversas outras federais estão com processos de mobilizacao, tornando-se comum e organizado o método de ação direta e desobediência civil para buscar melhorias concretas na comunidade universitária. Porém, qualquer possibilidade de vitória, seja nas estaduais, seja nas federais, passa pela união das três categorias (estudantes, professores e funcionários).

 

fotos/pictures: http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/06/386211.shtml

 

Centro de Mídia Independente - Indymedia Brasil

www.midiaindependente.org

Monday, June 18, 2007 
Empreiteiras patrocinaram 54,7% dos parlamentares do Congresso../TITULO-->
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da Folha Online

As empreiteiras patrocinaram mais da metade dos parlamentares do Congresso Nacional nas eleições do ano passado.

Reportagem publicada pela Folha (só para assinantes) deste domingo mostra resultado de um levantamento feito no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre os recursos destinados pelas construtoras aos parlamentares.

Os dados revelaram que 54,7% dos parlamentares do Congresso receberam alguma verba de empresas do setor. Ou seja, as empresas bancaram 285 dos 513 deputados (55,5%) e 40 dos 81 senadores (49,3%).

Oficialmente, as construturas destinaram R$ 27 milhões nas campanhas eleitorais.

A reportagem mostra ainda que 40% dos parlamentares financiados pelas empreiteiras são membros da Comissão de Transportes da Câmara e 37% na de Infra-Estrutura do Senado.

A reportagem revela também que o vínculo dos parlamentares com as empreiteiras tem sido o principal entrave para investigar, em uma CPI, o lobby do setor em Brasília. Segundo o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), um dos defensores da CPI da Navalha, Brasília tem o "partido das empreiteiras", o que deixa muita gente com o "rabo preso".

Na lista dos maiores beneficiados por recursos de empreiteiras estão o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e o ex-presidente da Casa, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP).

 

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Se a mídia burguesa está dando uma notícia dessa é sinal que a situação está bem pior do que parece. Fica claro que a esquerda institucional é tão corrupta quanto qualquer setor da direita, e que, tem muito mais gente dentro dos três poderes apoiadas, financiadas e subornadas pelas empresas de especulação imobiliaria.

Raphael

Disarme o estado, antes que seja tarde.

Monday, June 04, 2007 

Category: News and Politics

CIDADE DE SÃO PAULO É REFÉM DOS CORONÉIS da PM


Serra sucateou a prefeitura de São Paulo distribuindo Secretarias para coronéis da PM e agora, com Kassab, vem ocorrendo a continuidade desse ato. Conforme matérias publicadas no Jornal da Tarde, dos dias 29 e 30 de maio de 2007, verbas são desviadas do município para a Instituição Estadual da Polícia Militar (Bombeiros Militares), com sucateamento da SAMU, comandada por Coronel da PM.

A coordenadoria de Segurança da GCM(Guarda Civil Metropolitana), comandada por coronel da PM, está promovendo a compra de materiais que a GCM não utiliza, mas que estão sendo utilizados pela Polícia Militar, caracterizando assim, desvio de dinheiro municipal.

A Secretaria de Educação do Municipio está sem segurança nas escolas, devido aos guardas estarem sendo retirados das escolas. Posteriormente são contratados por empresas de vigilância particular.

Guardas foram retirados dos Parques Municipais (como o Parque do Ibirapuera) e Hospitais Municipais, onde foram contratados seguranças particulares.
Os donos das empresas de segurança particular contratadas são coronéis da PM, sendo assim, eles recebem dinheiro da Prefeitura (com seus mega salários) e ainda por cima recebem dinheiro municipal para suas empresas de segurança.
Ou seja, roubam o município inclusive com licitação fraudulenta direcionada para suas próprias empresas.

Como uma Instituição criada no auge da ditadura (PM foi criada em 1970) continua existindo, após a ditadura teoricamente ter acabado no Brasil a mais de 20 anos?

Como a maior arrecadação da América Latina diz não ter verbas, sendo que gasta milhões contratando empresas de vigilância desses coronéis(que são chefes de Secretarias Municipais e são os mesmos que estão sucateando a estrutura Municipal)?

Os Coronéis da PM estão no comando de varias secretarias municipais como:
1 - na Defesa Civil Municipal;
2 - na Funerária Municipal;
3 - na Secretaria de Esportes;
4 – na Coordenadoria de Segurança Urbana
e também em vários outros setores da Prefeitura de São Paulo.


A cidade de São Paulo está refém do coronelismo da Polícia Militar (que usa a mesma estrutura e estratégia da época da ditadura).

Kassab dá continuidade a essa estrutura de ladrões coronéis, e está acabando com a segurança, com a saúde, educação e etc. da maior cidade da América Latina

Obs.: Cada um dos coronéis da PM que assumem um cargo no município, trazem toda a sua comitiva (de mais PMs) para suas Secretarias, colocando- os em pontos estratégicos. Além do cabide de empregos (porque eles não são concursados pelo municipio), caracteriza mais que Improbidade Administrativa, caracteriza formação de quadrilha, porque estes mesmos coronéis estão roubando e destruindo toda a estrutura do Município de São Paulo.
Por que isso tudo?
Fazem contratos super faturados que giram em torno em torno de 5 a 7 mil reais por vigilante, sendo que um guarda custa menos de 1 mil reais (salário do guarda municipal).
Alem do que, um vigilante não tem poder constitucional para atuar na segurança publica, coisa que um guarda municipal já tem. O treinamento de um guarda é muito maior e mais amplo do que um vigilante (que tem menos de 2 semanas de formação).
Seguram as verbas para compra de equipamentos médicos, ambulâncias, contrato de enfermeiros para o SAMU, sendo repassadas estas verbas para os Bombeiros (da PM).
Verificam-se estas mesmas situações onde existem Coronéis no comando de setores municipais.

GASTA-SE MAIS PARA NÃO TER SEGURANÇA NENHUMA.

Segundo a ONU, as polícias dos países devem ser Civís (pois policia militar é policia de forças armadas, como policia do exercito e policia da aeronáutica) e a segurança das cidades cabe a Polícia Municipal (civil).
Só existem três países no mundo onde existe a Polícia é Militar, e todos são países que têm histórico de opressão ditatorial, incluindo o Brasil (o terceiro país).

Wednesday, March 07, 2007 

A chegada de Bush acelerou o processo de despejo das 3 famílias que habitavam as calçadas da rua John Baird, uma travessa da Av. Engenheiro Luis Carlos Berrini, zona sul de São Paulo. Cerca de 15 pessoas ficaram sem ter aonde dormir e sem ter como trabalhar. Sem qualquer reembolso por parte da prefeitura e com um aviso prévio na noite anterior, as famílias estão agora na rua.

            No Terra saiu que as famílias estavam há cinco anos, quando na verdade, vivem naquela rua a 15 anos, antes sequer do hotel hilton ser construído ali. A seguir o depoimento de Maria José, uma das moradoras da rua.

            "Simplesmente de ontem pra hoje eles mandaram agente tirar tudo. Ontem agente passou até meia noite trabalhando, tirando as coisas, não tinha aonde colocar nossas coisas e eles ainda acharam ruim porque agente ainda tava aqui de manhã. Chegaram na ignorância. A barraca da menina era de bloco, eles não tiveram dó, jogaram tudo dentro do caminhão.

            Demos sorte que o rapaz aqui desse estacionamento deixou agente colocar nossas coisas lá dentro. Agora agente não tem onde dormir, não tem aonde ficar. Estamos aqui no meio da rua. Vamos trabalhar e dormir aonde agora? Por causa de um cara que vem sei lá de onde, agente que é pobre tem que desocupar o lugar aonde vive e trabalha.

            A prefeitura sempre quer nos tirar daqui. Já prometeram moradia, prometeram uma casa, só que essa casa nunca saiu. Nos ofereceram um albergue, mas pensa, você acha que agente vai sair daonde agente mora há quinze anos, daonde agente trabalha, daonde agente construiu nossa vida pra ir morar num albergue? É um absurdo uma coisa dessa. Simplesmente mandaram tirar e se você não sair, a prefeitura passa por cima. Vieram umas 30 pessoas, quatro caminhões, polícia, tudo o que tinha direito só pra tirar três famílias daqui.

            Eu e meus dois filhos vamos praonde agora? Vamos morar de baixo da ponte? Eu garanto que esse que tá vindo ai [Bush] não vai me dar o fogão que eu perdi nesse despejo, nem uma casa pra morar, nem sequer um emprego. Mordomia é só pra quem tem, não é pra pobre. Pobre não tem direito de trabalhar. Falam que é irregular aonde agente trabalha, então nos dê um lugar pragente trabalhar, agente quer trabalhar, quer viver, só isso. Mas nos negam tudo isso, então agente tem que se virar como consegue. Fazer nossa própria casa e nosso próprio emprego, né?

            A prefeitura disse que ia pintar a rua, pintar as paredes, está lá a pintura que eles fizeram: nada! Só que eu vou colocar minha barraca de volta. Eu vou colocar porque eu preciso trabalhar, se eu não trabalhar, eles não vão dar de comer nem a mim e nem aos meus filhos. Só ele [Bush] ir embora que eu volto. Com 15 anos morando aqui, aonde que eu vou sair com uma mão na frente e outra atraz? Eles não querem nem saber."

Wednesday, March 07, 2007 

Category: Life

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Polícia despeja o centro social Ungdomshuset em Copenhague, Dinamarca

..:namespace prefix = v ns = "urn:schemas-microsoft-com:vml" />..:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />..:namespace prefix = w ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:word" />Últimas notícias:: Relato da manhã do terceiro dia(03/03) de protestos | Segunda noite(02/03) | Relato da tarde(02/03)

Na quinta-feira, 1º de março, o movimento autonomista europeu sofreu um grande ataque: a "Casa da Juventude" (Ungdomshuset), em Copenhague, foi despejada pela polícia. Desde 1982 a ocupação servia como centro de atividades políticas e multiculturais, com a participação de coletivos numa base democrática de decisão; sendo referência para muitos ativistas europeus.

Os direitos de propriedade do local eram do Conselho Local, que em 1999 decidiu quebrar um antigo acordo político com o movimento e vender o espaço para quem oferecesse um valor mais alto. Foi quando uma seita fundamentalista cristã (Faderhuset) comprou o lugar por U$ 450mil, através de uma empresa de fachada. A disputa jurídica durou sete anos e, apesar das constantes manifestações em apoio à ocupação, a Corte Nacional cedeu a causa à seita, marcando o despejo para 2007. Em dezembro de 2006, os moradores de Ungdomshuset convidaram ativistas da Europa a participar de oficinas, debates e outras atividades no local, afim de divulgar a notícia do despejo iminente.

Na manhã do despejo, o efetivo policial contou com dois helicópteros do esquadrão anti-terrorista, que pousaram e invadiram a casa pelo telhado e com a tropa de choque, que bloqueou todos os acessos ao antigo prédio, impedindo a documentação da ação enquanto atiravam bombas de gás lacrimogênio e detiam os ocupantes. Cerca de 2 mil ativistas de toda Copenhague foram em defesa da ocupação e, revoltados, levantaram barricadas nas ruas ao redor. O enfrentamento já atravessa a noite, acontecendo em quatro locais diferentes da cidade, inclusive na Cidade Livre Christiania. Já são mais de 250 detidos e 35 presos (isto é, que respondem a acusação criminal), sendo: 2 norte-americanos, 1 francês, 9 alemães, 1 polonês, 1 norueguês, 1 lituanês e 1 da Nova Zelândia. A polícia também está em alerta nas fronteiras, podendo deter suspeitos de serem participantes desses protestos.

O movimento autonomista europeu têm uma tradição de décadas nas ocupações urbanas, os assim chamados squats e centros sociais. As manifestações em solidariedade à Ungdomshuset já ocorreram na Alemanha, Noruega e Suécia. Em alguma delas, mobilizaram mais de 300 ativistas. Na cidade alemã Hamburgo há mais de 700 ativistas mobilizados. Também há protestos sendo planejados em outras partes da Europa para os próximos dias. Um ativista presente nos protestos comentou: "Eu já vi Cúpula do G8, tiroteios na União Européia em Gothenburg, Revoltas na Alemanha e em todas as partes do mundo. Mas nada se compara com hoje! Isto não é só uma revolta, isto é rebelião!".

 

 

Polícia despeja o centro social "Ungdomshuset" em Copenhage, Dinamarca

Após uma longa batalha legal e política a democracia de base, a alternativa política e centro cultural "Ungdomshuset" foi forçadamente despejada pela tropa de choque e esquadrões anti-terror transportado pelo ar nessa manhã. A desocupação foi seguida por mobilizações com uma escalada progressiva de enfrentamentos entre manifestantes e uma bem-armada polícia, aqui está a história completa de Copenhagem.

Depois de sérios conflitos sociais e levantes pelos autonomistas e movimento de ocupações urbanas (squatting) no final da década de 70 e no início dos anos 80, o subsequente 'Ungdomshuset' foi oferecido como parte de um compromisso político com os ativistas. Principalmente os ativistas jovens chamaram-o de "Ungdomshuset"("A Casa da Juventude"), e começaram a trabalhar várias atividades culturais e políticas por ali a fora. Por muitos anos tem servido como um dos únicos centros sociais multiculturais, coletivo de democracia de base em Copenhagem, com a exceção da Cidade Livre Christiania. Os direitos de propriedade eram de posse do conselho local, o qual em 1999 decidiu quebrar o acordo político anterior e vender a casa para quem oferecer um valor mais alto.

Em 2003 a seita fundamentalista cristã "Faderhuset", a qual comprou a propriedade em 2001 incitou as autoridades para despejar o "Ungdomshuset" e seus usuários. Apesar de muitas manifestações em apoio do "Ungdomshuset", Faderhuset ganharam a causa na justiça e os políticos evitaram qualquer envolvimento sério no conflito, apesar da natureza política do caso. Muitos manifestações locais viam suposta brutalidade da polícia e em Dezembro uma manifestação do "Ungdomshuset" tornou-se a maior confrontação entre ativistas de toda a Europa e a polícia. Consequentemente o "Ungdomshuset" foi fortificado para evitar o despejo e voltando a questão para a arena política.

Nessa manhã, 1 de março, às 7:00 AM o esquadrão anti-terror pousou no telhado de "Ungdomshuset" com helicópteros, enquanto que a tropa de choque fechava a rua e atacava usando gás lacrimogênio pela frente. Como toda a área estava selada, nenhuma documentação da ação policial e seu comportamento pode ser feito. Algumas testemunhas disseram que o gas lacrimogênio e a violência policial abundante, no entanto o despejo ocorreu rapidamente e de acordo com a polícia de uma "maneira relativamente tranqüila".

Na tarde desse dia, ativistas de toda Copenhage correram para protestar contra o despejo de "Ungdomshuset", eles foram recebidos por policiais agressivos em trajes anti-revolta, bloqueando a rua, detendo suspeitos "criadores de problemas" resultando em muitos feridos. Os manifestantes revidaram e tentaram retomar a ocupação, mas eles foram repelidos e ativistas tomaram as ruas em voltar e começaram a levantar barricadas, enquanto desviavam a atenção da polícia.

As vizinhança foram inteiramente fechadas por moradores locais e ativistas: ações e mobilizações aconteceram sobre toda Copenhagem com mais planejamento durante os dias seguintes e semanas. Enquanto simpatizantes de toda a Europa estão indo para ação, a polícia tenta deter ativistas suspeitos nas fronteiras. Além disso, mobilizações em solidariedade estão ocorrendo na Alemanha, Noruega e Suécia.

A ocupação funcionava como centro político e cultural, casa para manifestações políticas, debates políticos, shows e muitos outros eventos culturais desde 1982. Serviu como uma salutar base-democrática de que 'outro mundo é possível' até hoje de manhã? As ações de solidariedade estão tomando espaço por toda a Europa, assim como na Rússia e na Austrália são bem apreciadas. Por favor participe e apoie a luta por espaço autônomo comum e a resistência contra a repressão de neoliberal. A página de "Ungdomshuset" foi tirada do ar mas um espelho(mirror) está online (em inglês) em: http://www.ungeren.dk/en.php3?id_rubrique=4 Mais atualizações podem ser encontradas em: http://indymedia.dk/article/885 e http://indymedia.dk/article/878

 

[Ungdomshuset] A Ação Judicial

Ungdomshuset, na Jagtvej 69, está em luta contra a ultra-direitista seita cristã Federhuset a alguns anos. A Corte da cidade de Copenhagem e a Corte Nacional julgou a favor da seita e nós recebemos ordem de sair em 14 de dezembro de 2006.

O caso é mais complexo do que parece a primeira vista, e é sobre muito mais que um futuro existente da Ungdomshuset. O caso é sobre com que acordos estão em força, sobre quem pode ser visto como representante de Ungdomshuset, sobre o direito de proprietário contra o direito de uso e sobre quem nós podemos considerar como arrendatário quando nos chamamos ativistas.

 

Ungdomshuset foi vendida

 

Em 1999, o Conselho da Cidade decidiu vender Ungdomshuset depois de 17 anos de existência, por assim ignorando o acordo de 1982 firmando o direito de uso pertencente aos ativistas. Somente alguns quiseram comprar e a Faderhuset foi considerada como um arren- datário nao confiável, impedindo-os de comprar a casa. A casa foi sobretudo vendida para uma empresa nova em folha, Human A/S por 2,6 milhoes DKK (quase 450,000 USD), sem se examinar a empresa. Dentro de um ano a Faderhuset comprou a maiorira das ações da Human A/S e a Faderhuset conseguiu a casa com esperteza legal negando o Conselho da Cidade, isso é comprar direitos, desde que somente a empresa Human A/S mudou de proprietário.

 

O julgamento Começa

 

Fuderhuset processa 4 ativistas da casa que assinaram o acordo com o Conselho da Cidade, demandando a casa e 800,000 DKK em compensação por não poderem usar a casa. O atual assunto no julgamento é para quem o Conselho da Cidade pode vender a casa, sendo que o direito de uso ja foi dado a outros.

Em 7 de Janeiro de 2004 o veredito da Corte da Cidade foi dado, firmando que a Faderhuset estava no seu direito de processar os 4 ativistas alem da própria Ungdomshuset, já que funcionamos sem um gerenciamento hierárquico e não somos considerados como uma organização. Entretanto, eles negaram a Federhuset a compensação. Os dois lados apelaram contra a decisão, Faderhuset demandando a compensação e a Ungdomshuset demandando o futuro direito de uso. Em 28 de agosto de 2006 a Corte Nacional firmou, como a Corte da Cidade, que o direito de propriedade e uso por parte da Ungdomshuset pertence a Faderhuset e que eles estão livres para ordenar o despejo.

Esta decisão ordena que nos retiremos às 9:00H no dia 14 de Dezembro de 2006. Nós também negamos a possibilidade de levar o caso para a Sumprema Corte, entendendo que nós temos outras opções fora o sistema legal. A Faderhuset foi mais longe negando a venda da Ungdomshuset para um fundo criado para continuar existindo e estão examinando a possibilidade de por a casa abaixo. Ainda é incerto quem irá dar aprovação a isso. As intenções deles são claras. A Faderhuset são cínicos especuladores atrás de dinheiro.

Nós fomos esquecidos com a maior ameaça à existencia que a Ungdomshuset já teve. Os políticos venderam nosso centro político e cultural para uma seita cristã de extrema-direita. Os políticos são tambem os culpados, o sistema legal não é uma opção e a polícia está vindo.

Não temos escolha! Nós devemos defender o que nós criamos em 24 anos!

Ungdomshuset continua - eles podem despejar a prefeitura.

 

2 de Março: O dia após o despejo de Ungdomshuset

Nessa sexta-feira, houveram mais ações em resposta ao despejo da ocupação Ungdomshuset. Esse é o segundo dia de protestos em Copenhague.

Na madrugada de ontem houveram enfrentamentos, carros queimados, duas tentativas de novas ocupações e mais detenções. Nesse primeiro dia de rebelião houveram manifestações em solidariedade em 20 cidades da Alemanha e em apoio, ativistas de outros países europeus já viajam para a Dinamarca assim como grupos de ativistas locais planejam ações.

Hoje pela manhã, a sede do Partido Social Democrata em Copenhague foi ocupada por ativistas em reivindicação da Ungdomshuset. Segundo o porta-voz dos ativistas, a ação é devida a natureza política do caso, porém "parece que os políticos não entendem ou preferem se omitir sobre o assunto".

A polícia de Copenhague requisitou mais reforços de outros lugares do país para conter o movimento em defesa da ocupação. Apesar da falta de informações sobre o assunto, o policial Per Larsen afirmou à mídia que 75 dos 217 detidos ontem serão apresentados hoje na justiça. Os 34 ativistas que estavam dentro do prédio quando ela foi despejada serão presos por 27 dias.

Durante a tarde, trabalhadores mascarados limpavam o local que foi construído ao longo de 24 anos. O motivo das máscaras, segundo eles mesmos, eram para não serem reconhecidos posteriormente. Foram também realizadas pequenas ações como colagem de cartazes em pontos de ônibus e vigília de 50 ativistas na frente da delegacia onde estão os detidos. Em solidariedade foram realizadas manifestações na Suécia (Estocolmo), na Inglaterra (Londres) e na Turquia(Istambul).

Para noite foi programado uma reunião pública no parque da cidade, uma festa de rua com música eletrônica em Gammeltorv até Sankt Hans Torv e que encerrará numa manifestação. Um grupo de cidadãos que apoia a ocupação Ungdomshuset está planejando uma manifestação pacífica para o sábado que sairá de dois lugares diferentes: da cidade livre Christiania e Enghave Plads.

 

Segunda noite de protestos: Copenhague queima!

Segunda noite de protestos contra o despejo do centro social Ungdomshuset.

"Mais espaços livres [squats]: a cidade inteira" - Adbusting feito na madrugada do dia 02 em Copenhague, Dinamarca.

leia o relato dessa tarde

Nessa noite(02/03) ocorreu a festa de rua e manifestação em protesto contra o despejo de Ungdomshuset(01/03), Copenhague. Mais de 1000 ativistas saíram do centro da cidade e se dirigiram para Norrebro (bairro da ocupação). Num gesto provocativo, a polícia de repente decidiu encerrar a festa, lançando gás lacrimogênio sem um único aviso. Um ativista foi levado ao hospital após ser atingido na cabeça por uma bomba de gás lacrimogênio.

Os ativistas se dispersaram em grupos e incendiaram 5 carros, sendo um deles da polícia. A polícia dinamarquesa contou com um tal reforço de 20 carros da polícia sueca. Porém, essa noite inteira houveram 9 focos simultâneos de incêndio pela cidade.

Nas últimas 24 horas aproximadamente 60 ativistas foram julgados e presos por 27 dias ou mais. Além de haver mais de 400 detidos e sendo 100 deles somente dessa madrugada(03/03). As penas estão sendo de no mínimo duas semanas e são baseadas em dois tipos de violações: parágrafo 134 (obstrução da lei e ordem) e parágrafo 119 (violência contra a polícia).

Essa rebelião squatter conta principalmente com os jovens, apesar de haver também ativistas maiores de 20 anos. Em sua história, Ungdomshuset tem um acúmulo de lutas em sua defesa e que se intensificaram em 2006 quando a ordem de despejo foi emitida. Primeiramente em 1999, quando o prédio foi colocado para venda, os ativistas estenderam um grande banner em sua fachada:"À venda...junto com 500 autonomistas, apedrejadores, psicopatas violentos do inferno". Esse traço de humor não se perdeu em meio ao fogo dessa rebelião, os ativistas aproveitam a pentelhação da mídia local para tirar um sarro (veja imagem ao lado).

Ainda hoje houveram ações em solidariedade na Hungria, Inglaterra, Alemanha, Polônia, Turquia e Finlândia. No sábado(03) há novos protestos marcados em Copenhague. O movimento autonomista voltou a ocupar a cidade.

Relato do terceiro dia de protestos em Copenhague, Dinamarca

Após mais uma noite incendiária, os centros sociais sofreram batidas policiais.

Nesse sábado de manhã(03), após uma noite incendiária que teve uma escola e um ginásio queimados, a polícia dinamarquesa fez uma batida em 6 à 8 espaços livres buscando os ativistas estrangeiros para deportar. Um dos alvos foi a sede do coletivo ativista Baldersgade em Copenhague. Somente nessa ação matinal foram detidas mais 120 pessoas. Nas últimas 24 horas, 113 manifestantes foram colocados sob custódia, 188 serão julgados ainda hoje e mais de 600 ativistas foram detidos por "alguma coisa", isto é, pessoas que foram detidas nas manifestações e tiveram que ir até a delegacia esclarecer o que faziam ali. A polícia precisou deslocar os presos para prisões de outras cidades do país para se ter mais espaço em novas detenções.

Ainda sobre as batidas dessa manhã, um companheiro do indymedia Holanda que se deslocou até Copenhague para documentar a rebelião, foi detido no Centro Social "Solidaritetshuset"(Casa da Solidariedade) em Griffenfeldsgade. Em sua última ligação ele disse:"Eu acabei de chegar aqui, estou com a ABC [Anarchist Black Cross - Cruz Negra Anarquista], a polícia está na porta, eu provavelmente serei preso em 5 ou 10 minutos". Após 15 minutos foi confirmada a sua detenção.

Na fronteira, 40 suecos "suspeitos de serem ativistas" foram proibidos de entrar na Dinamarca. Eles foram interceptados na estação principal do trem e enviados de volta. Na Suécia houve também manifestações locais e houveram cerca de 90 detidos. A estrada que liga Alemanha-Dinamarca foi desbloqueada após 30 minutos quando a polícia falou com o grupo de ativistas que ali estavam. Em Amsterdam, Holanda, também houve uma ação simbólica em solidariedade.

Agora a tarde (15 horas) em Copenhague, está ocorrendo a "manifestação família" chamada pelo grupo de cidadãos em apoio a Ungdomshuset. Cerca de 1500 pessoas, com um perfil mais velho (25, 30 anos) estão participando do protesto. Não há relatos de repressão à manifestação.

No dia 1 de março, a polícia dinamarquesa desocupou o Centro Social Ungdomshuset em Copenhague. Desde então, alguns países da Europa enfrentam a fúria do movimento autonomista. Um partido da direita dinamarquesa chegou a pedir a intervenção militar na cidade em rebelião. Desde o fim do acordo político, isto é, com o despejo de Ungdomshuset, essa rebelião squatter segue e a única resposta do Estado dinamarquês diante desses fatos foi a repressão, mesmo quando ativistas ocuparam o prédio principal do Partido Social Democrata.

Quarto dia de manifestações em Copenhague

Uma mídia corporativa local, o jornal Politiken, publicou nesse domingo que a ocupação da Rua JagtVej, 69 - conhecido como Ungdomshuset - será realmente destruída, segundo dito numa conferência de imprensa. Esse sempre foi publicamente o plano da seita fundamentalista cristã, Faderhuset, para esse prédio histórico. E apesar de mais de 13 mil assinaturas numa petição virtual contra o despejo e sua demolição e praticamente uma rebelião na cidade, a prefeitura segue em frente.

Após as batidas policiais e a detenção em massa na manhã de ontem, 3º de março, a Cruz Negra Anarquista escreveu um email dizendo que eles continuam com seu trabalho. A organiação ainda pede para que familiares e amigos enviem cartas aos detidos, assim como outras orientações no caso de prisão.

Hoje(04) houve uma série de atividades pacíficas em apoio à Ungdomshuset. Alguns cafés ativistas passaram videos, artes e outras atividades culturais. Um ponto turístico da Dinamarca, uma sereia na pedra, foi pintada de rosa e pichado "(A) 69". A polícia não sabe se há alguma conexão com o despejo (óbvio!). Durante um jogo de futebol na Dinamarca, ativistas estenderam uma grande faixa em defesa dos squats. Um grupo chamado "O grupo contra a demolição de Jagtvej, 69" convocou os ativistas a descobrirem qual empresa é dona dos caminhões que estão limpando o prédio.

No entanto, o grande evento do dia (na verdade da tarde) foi uma massa crítica, isto é o que no Brasil chamamos de bicicletada. Ela reuniu inicialmente 150 pessoas (ciclistas e não ciclistas) e em pouco tempo ampliou para 400. Após se moverem em direção ao bairro da ocupação, a polícia fechou o caminho da manifestação, forçando outra rota que acabou no parque. Ainda houve outra manifestação com cerca de 200 pessoas que caminhou pacificamente pela cidade. Houve dispersão de manifestantes devido ao forte frio na tarde e noite de hoje.

Dois antigos grupos de bairro, rivais e contrários a ocupação Ungdomshuset, voltaram a se unificar. No release de imprensa diziam que lutavam contra a destruição do bairro causado pelas últimas manifestações. Em compensação, o site ModKraft.dk teve nada menos que 37 mil visitantes nesse sábado. E desde o início do despejo de Ungdomshuset, o site teve 4.3 milhões de hits (hits e não visitantes, não confunda). Apesar disso, há informação que só está sendo divulgada com um dia de atraso, como foi o caso de focos de incêndio e carros virados na madrugada desse sábado.

Nesse domingo houveram ações de solidariedade em algumas cidades da Europa, sendo que na Alemanha os ativistas prometeram uma grande manifestação para essa segunda, e em outros lugares como EUA, Canadá(Toronto), Israel(Tel Aviv), Nova Zelândia(Helson). Para essa segunda-feira(05) já está planejada uma manifestação em frente a delegacia que está boa parte dos presos, em Copenhague. Os ativistas prometem fazer barulho.

 

[SP] (08/03) Manifestação Anti-Bush e bloco em solidariedade à Ungdomshuset

8 de Março: no ato contra a presença de George W. Bush haverá um bloco em solidariedade aos okupas(squatters) da Dinamarca. Participe!

Na quinta-feira, 1º de março, o movimento autonomista europeu sofreu um grande ataque: a "Casa da Juventude" (Ungdomshuset), em Copenhague, foi despejada pela polícia. Desde 1982 a ocupação servia como centro de atividades políticas e multiculturais, com a participação de coletivos numa base democrática de decisão; sendo referência para muitos ativistas europeus. Os protestos dos dias seguintes contra o despejo resultaram em mais de 600 detenções, 213 presos e muitos ativistas deportados.

Nesse dia 8 de março ocorrerá uma manifestação contra o presidente norte-americano George W. Bush em São Paulo. Um grupo de ativistas planejou a formação de um bloco em solidariedade à Ungdomshuset e os ativistas detidos. Esse bloco estará identificado por faixas em apoio à ocupação. A concentração do ato Anti-Bush será às 15 horas na Praça Oswaldo Cruz, Av. Paulista.

Em Copenhague -Dinamarca, o epicentro dessa rebelião - também ocorrerá uma manifestação no mesmo horário do Dia Internacional das Mulheres. Ela está planejada para acontecer em frente à Ungdomshuset.

Esses ativistas desafiaram a barreira da linguagem, os fusos horários e as diferenças culturais para fortalecerem a mensagem desses squatters:"Mais espaços livres[squats]: o mundo inteiro!".

Voluntário do Indymedia Holanda é preso na Dinamarca

Voluntário do Indymedia Holanda é preso após chegar na Dinamarca, durante a batida policial aos squats na manhã de sábado(03/03). Ação que teve o resultado de 120 ativistas detidos. Sua deportação está marcada para Quarta-feira.

[última notícia]: Nosso voluntário nos ligou da delegacia. Ele está numa cela de uma pessoa juntamente com as outras 16 pessoas presas durante o dia. A noite continuava havendo 9 pessoas, sem colchões e sem cobertores. Após 20 horas ele finalmente conseguiu algo para comer, hamburguer do Burger King (ele é vegan). Sendo estrangeiro, ele só pode ser deportado após 72 horas. Ele espera ser levado para uma prisão alguma hora à noite e será provavelmente deportado na quarta-feira. A acusação é dele estar organizando violência no espaço público (ele estava dentro de um prédio em que houve uma batida policial momentos depois que ele chegou).

Devido a nossa depedência na cobertura da mídia corporativa sobre Ungdomshuset no passado, o time Indymedia Holanda Despacho decidiu estar melhor preparado para o despejo. Ontem a tarde, um experiente mídia-ativista, provido de suficiente crédito telefônico, foi para Copenhague, assim nós poderíamos trazer informação em primeira mão sobre o que estava ocorrendo nessas semana de ação. Infelizmente, isso não ocorreu.

Assim que ele chegou, nosso contato foi para "Solidarietshuset", a casa de solidariedade de Griffenfeldsgade, lá havia um ponto de informação e era também o lugar onde o grupo da ABC (Anarchist Black Cross- Cruz Negra Anarquista) de apoio aos detidos estava trabalhando.

Sua primeira notícia em cima da hora foi também a sua última, tudo que ele conseguiu fazer foi reportar que ele havia acabado de chegar na Casa da Solidariedade e que a polícia estava se reunindo em frente a casa com a intenção aparente de fazer uma batida no local e ele provavelmente seria preso dentro de alguns minutos. Uma hora depois, o novo grupo de suporte aos detidos que foi organizado após a batida policial, confirmou que todos os que estavam dentro do Solidaritetshuset foram detidos, incluindo a maior parte do grupo de apoio aos detidos. A polícia também tentou invadir o escritório da ABC(Anarchist Black Cross, um coletivo de apoio aos presos políticos, o grupo de Copenhague também está de apoio para todas as ações de Ungdomshuset, eles tinham seu escritório lá até recentemente com o despejo).

A batida policial em Solidaritetshuset não foi aleatória, ela foi parte da estratégia de mídia que a polícia armou, porque mostrar o jeito que as detenções estão sendo feitas, estava incomodando eles. Nessa manhã muito mais pessoas foram detidas do que o "tratamento normal" pode dar, de acordo com o procedimento padrão, dentro de 24 horas. Muitos advogados já entraram em contato com a imprensa para apontar irregularidades nesses processos. O direto ataque ao grupo de suporte aos detidos, o qual estava em contato com os advogados, foi planejado para parar que esse tipo de informação seja passado para a imprensa, atacar os advogados está fora de cogitação; óbvio.

Até esse momento de 400 à 600 pessoas foram detidas, isso é duas ou mesmo três vezes o quanto foram detidos nessa manhã(03/02), isso não parece promissor visto que o respeito aos direitos individuais está comprometido.

 

 

 

Iniciada a demolição da Ungdomshuset, Copenhague

Depois do despejo da histórica Ungdomshuset (Casa da Juventude), no dia 1º de março, as ruas da cidade dinamarquesa, Copenhague, foram espaço de quatro dias consecutivos de uma rebelião squatter contra seu despejo e demolição. Mesmo assim, na segunda-feira, 5 de março, foi iniciada a destruição do prédio. Sua demolição completa é o projeto dos novos proprietários, uma seita fundamentalista cristã dinamarquesa, a Faderhuset. A campanha dos ativistas foi multifacetada, compreendendo uma petição virtual com mais de 13 mil assinaturas, a ocupação da sede do Partido Social Democrata da Dinamarca, ações culturais e até solidariedade internacional.

No entanto, houve prisões em massa. Os detidos passaram de 650 pessoas e o número de prisões passou de 213, com deportações e monitoramento na fronteira para evitar a entrada de outros ativistas. Entre os deportados está um voluntário do CMI Holanda. Sua prisão aconteceu momentos após a chegada dele no squat da Cruz Negra Anarquista, quando ela foi alvo das batidas policiais na manhã do sábado, 3.

Apesar da perda do prédio, os squatters já buscam um espaço para ser o novo Centro Social da juventude. No Brasil, um grupo de ativistas de São Paulo planejou a formação de um bloco em solidariedade à Ungdomshuset e aos ativistas detidos. Este bloco estará presente durante a manifestação no dia 8 de março contra o presidente norte-americano George W. Bush na cidade. Esse bloco estará identificado por faixas em apoio aos squats (ocupações). A concentração do ato Anti-Bush será às 15 horas na Praça Oswaldo Cruz, Av. Paulista.

 

 

Monday, February 05, 2007 

Category: Movies, TV, Celebrities
CINE (A), O RETORNO!

Após alguns transtornos, mal jeitos, e etc...
O CINE A ESTÁ VOLTANDO!

Nesse mês de Fevereiro, filmes que abordam o tema Punk e Ocupações.
Depois do filme tem debate !

Toda Quinta-Feira, às 20hrs
Como sempre, láaaa no GERMINAL, Rua 13 de Maio, número 367 - Bixiga.
Entrada: $1,00.

*** PROGRAMAÇÃO ***

+ 08/02 _ O que fazer em caso de Incêndio . +

+ 15/02 _ Botinada - A origem do Punk no Bra$il +

+ 22/02 _ Barricadas em Barcelona +

{ informações sobre os filmes estarão disponiveis logo mais no scrapbook do Cine A ! }

Abraços Libertários.