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Last Updated: 11/23/2009

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September 1, 2009 - Tuesday 
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Depois de “baligo” o álbum de estreia aclamado pela critica nacional e com destaque no jornal New York Times, este grupo liderado pelo baterista e compositor Marco Franco, surge agora com a segunda saga intitulada “Coração Pneumático”, este novo disco foi oficialmente lançado dia 5 de Setembro de 2009 no festival da jazz.pt.....

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Coração Pneumático tem ainda como músicos convidados Pete Rende em sintetizador, José Pedro Coelho em saxofone tenor e Bernardo Sassetti em piano.

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Os 14 temas de coração pneumático levam-nos em viagem a fórmulas mágicas.... histórias românticas…encontros imediatos…paisagens absurdas…actividade alienígena…telepatia de plantas e polvos…aos mini saltos estelares.......


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....Gravação/edição/masterização : Hélder Nelson....

Mistura: Pedro Gonçalves, Hélder Nelson, Marco Franco....

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Art work: Daniel Neves


Gravado nos dias 1,2 e 3 de Setembro 2008 no estúdio namuche.... com o apoio da gda.   ....

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February 6, 2009 - Friday 



"baligo" 2007 toap records. featuring Mário Laginha//piano and Chris Speed//clarinet

This clever and alert band from Lisbon draws a wide circle connecting
rock and jazz and electronic music, but with enough economy and fizzy
fun not to lose its plot. Most of the tracks on “Baligo” (Tone of a
Pitch), the band’s assured first record, are four minutes or less;
they’re all written by Marco Franco, the drummer, who has a special ear
for serpentine, flowing melodies. Some of these tunes could be recast
as serious pieces of jazz for a murmuring acoustic band. Instead
they’re simply arranged, rough and ready.
Ben Ratliff, new york times Feb 17th 2008


February 6, 2009 - Friday 







NOVIDADES|”Baligo” - Mikado Lab


14Mar08


É
a última novidade da editora Tone of a Pitch; e que deliciosa novidade.
Chama-se “Baligo” e é o álbum de estreia dos Mikado Lab, o quarteto
liderado pelo baterista Marco Franco, acompanhado por Ana Araújo
(fender rhodes e laptop), André Matos (guitarra eléctrica) e Pedro
Gonçalves (baixo eléctrico). Para além destes, o quarteto contou ainda
com os convidados Chris Speed (clarinete) e Mário Laginha (piano).

Uma pequena maravilha, o que se pode já ouvir de “Baligo”, no MySpace.
São canções de uma delicadeza experimental fascinante; de uma frescura
sonora situada algures entre o jazz, a electrónica e o experimentalismo.

Bonito.
som Mikado lab.


“Baligo” - Mikado Lab (Tone of a Pitch, 2008)
 Experimettipoal/Jazz

sítio www.toapmusic.com


























February 6, 2009 - Friday 

Mikado
Lab: “Baligo” (Tone of a Pitch)


Mais uma prova da maturidade do presente jazz praticado em Portugal, na
sua vertente “fusão”, este “Baligo” dos
Mikado Lab de Marco Franco constitui uma excelente surpresa a vários
níveis. Se, por um lado, encontramos aqui um baterista (o próprio
Franco) com um longo historial nos domínios da improvisação
livre e de carácter experimental num contexto mais estruturado
e “jazzy”, verificamos também com agrado que estamos
perante um muito interessante compositor. A influência de Frank
Zappa nesta escrita é por demais evidente, mas nunca a mesma passa
por mimetismos de estilo. Há criatividade nos conceitos composicionais
apresentados por este grupo – um pouco na linha de projectos como
Claudia, formação em que o convidado Chris Speed está,
aliás, envolvido, reina nesta colecção de temas uma
leveza expositiva que ultrapassa o mero âmbito do jazz-rock. É
como se Zappa fosse cruzado com uma abordagem "lounge", resultando
num “weird jazz” que, se é indubitavelmente digestivo
e de apreensão imediata, soa de modo estranho, não raras
vezes surgindo armadilhas pelo caminho (o lado “avant-garde”
do líder) que denunciam a pouca “inocência” dos
investimentos realizados. A imagética infantil que se procura enquadrar,
reforçada pelo balbuceio de uma criança que por duas vezes
ouvimos entre faixas, é um recurso dramático, uma “mise-en-scène”
se preferirem, particularmente feliz. “Baligo” é, então,
um disco de teatro musical, ou pelo menos de teatro sob a forma de música.
Estamos perante uma proposta falsamente “pop” e enganosamente
“fácil”, uma música com duas camadas –
a exterior feita de evidências, funcionando como um anzol; a interior
concentrando o que nela realmente é importante, lugar de complexidades
rítmicas, explorações electrónicas e desconstruções
frásicas. E é assim que com um disco fresco e de audição
agradável, os Mikado Lab passam um labor que com outros contornos
seria de difusão mais atribulada. Caso para dizer que, neste CD,
o que não parece é mais do que aquilo que parece. Só
músicos de boa craveira o poderiam fazer com tal desenvoltura.
Está feito.



February 6, 2009 - Friday 



bodyspace.net


Mikado Lab

Centrifugação Jazz



Com Coração Pneumático
mesmo aí a chegar, os Mikado Lab assumem-se como uma das forças
renovadoras do jazz em Portugal. Este colectivo lisboeta brinca (a
sério) com o jazz de tal forma que consegue enfiar os Deerhoof lá
dentro - se não acreditam ouçam a maravilhosa "300 pares de sapatos".
Não é tarefa para todos mas Marco Franco, aqui entrevistado, assume as
responsabilidades do cargo. Depois do bem recebido Baligo, há
um novo episódio na vida dos Mikado Lab; de continua exploração do jazz
e das linguagens próximas, de centrifugação musical, de um continuo
trabalho de depuração de um som que é só deles. Os Mikado Lab são
evidentemente, para além de tudo o mais, um dos nomes a ter em conta na
nova música portuguesa e uma das propostas mais interessantes do jazz
nacional actual.



Foi preciso trabalhar muito para chegar a esta mistura de rock, jazz e música electrónica? Ou pelo menos para aperfeiçoá-la?



Sim, temos trabalhado bastante o som do grupo e também o facto de a
maioria das canções serem de universos distintos, isso ajuda muito como
perceber que sonoridade/efeitos e qual o tipo de abordagem a utilizar
em cada uma destas, assim temos mais possibilidades para fazer misturar
os vários estilos que se fazem notar e que dão um som eléctrico ao
grupo.



Acham que o jazz se devia mistura mais vezes assim, sair de casa, dar um passeio?



Porque não! Acho que acontece cada vez mais esta mistura! Os músicos em
geral seja de que área forem, estão mais actualizados dos imensos
projectos/bandas e interessam-se por tudo o que é expressão musical,
pelo menos é o meu caso e isto deve-se ao cruzamento de informação
constante como é o caso do sistema Myspace que contribui enormemente
para se ficar a par do que existe musicalmente á escala global. E sim
quanto ao jazz este já se mistura desde há muito tempo e o curso
natural tende para cada vez mais misturado, quer no conceito bem como
na interpretação.



Presumo que tenham trazido muitos ensinamentos dos vossos projectos
anteriores. Tiveram de fazer uma espécie de filtragem para os Mikado
Lab?




Sim, tem havido sem dúvida uma filtragem no sentido de encontrar uma
voz colectiva para assim definir o som e dar personalidade a cada uma
das canções. Em relação ao background musical é quase sempre diferente
em cada caso. Por exemplo eu comecei por tocar metal e punk/core entre
outros estilos como a improvisação livre, jazz tradicional etc. e
incluo estes ensinamentos mesmo que sejam com diferentes abordagens dos
mesmos. Por isso quanto maior for o background, maior será o interesse
e liberdade para o por em prática. E os Mikado Lab são um bom terreno
para cruzar diferentes estilos e também quem sabe alguns legumes!



Acham que o vosso álbum de estreia fez justiça a tudo aquilo que os Mikado Lab eram naquela altura? Era o disco que pretendiam?



Quero crer que sim! Ainda agora as pessoas tem dado um bom feedback do
álbum e isso também reforça a ideia de que o disco espelha o momento em
que a banda já tinha chegado a um som colectivo e optou por ir a
estúdio e ver qual o resultado! E sim era o disco que pretendia e que
também me motivou a querer fazer um segundo álbum e obviamente melhorar
e fazer evoluir o espírito já encontrado. A própria critica também
deixou esta ideia bem clara e fico satisfeito por isso.



Quando ouço a vossa música, nomeadamente a “300 pares de sapatos”,
não consigo de deixar de pensar nos Deerhoof. A esquizofrenia desses
americanos é uma influência assumida para vocês?




Os Deerhoof são uma influência no meu caso pessoal que sou fã dessa
grandessíssima banda que espero ver em Portugal um dia! Não sei se a
Ana e o André conhecem! Mas o Pedro adora e já ouvimos juntos algumas
vezes! Por isso está na lista de influencias e com muito gosto.



A composição dos temas para os Mikado Lab é um processo lento e demorado ou rápido e natural?



A composição é sempre um processo que pode demorar mais ou menos tempo
dependendo das horas de trabalho e capacidade deste, no meu caso como
sou eu o autor/compositor tenho que trabalhar bastante para ter musica
suficiente para depois nos ensaios se perceber o que pode ou não
funcionar melhor em função da interpretação de cada um no resultado
colectivo. Mas é sempre natural fazer musica, pelo menos para mim que
estou habituado e dedico grande parte do tempo a compor com a guitarra
que é o instrumento que me acompanha neste processo de fazer canções.



Como é que as pessoas em geral têm recebido a vossa música,
sobretudo nos concertos? Os puristas do jazz sentem alguma indisposição?




Tem sido bastante positivo tocar ao vivo em situações diversas como
festivais de jazz, cafés teatros, ou outros sítios sem estarem
conotados com estilos, e estar com outros públicos de diferentes áreas
e idades que se mostram interessados e que no fim vem falar connosco a
perguntar se temos CDs ou para dizer que gostaram ou perguntar algo,
dizer olá! Tudo isto tem sido fundamental para o grupo ganhar confiança
e também adquirir fãs. Puristas…Não sei, talvez sim, talvez não. É
apenas música e não religião e moral!



Ao vivo os Mikado Lab sofrem alguma alteração de maior ou respeitam
bastante aquilo que é registado ao vivo. Há espaço para improvisação
por exemplo?




Não existem alterações de maior no que toca á forma dos temas e
sonoridade! Mas sim alguns dos temas ficam mais elásticos no que
respeita a parte da improvisação e tocamos mais alto do que nos ensaios
o que é muito mais fixe!



Vejo algumas datas no vosso myspace em salas importantes de Portugal. Sentem que podem começar a dar o salto não tarda nada?



Talvez possamos ir tocar a mais salas em Portugal, é muito difícil de perceber! Mas espero que sim, é esse o objectivo.



Têm um novo disco a chegar muito em breve. O que é que nos podem contar sobre ele? Qual é o sentimento geral?



O próximo álbum já está quase pronto e vai-se chamar Coração Pneumático.
Tem a mesma formação do primeiro álbum e conta com os músicos Pete
Rende/piano, Bernardo Sassetti/piano e o super talentoso jovem musico
José Pedro Coelho em saxofone tenor como convidados. São também 14
Temas como no anterior disco e o sentimento é positivo e por isso quem
ouvir este segundo disco já conhecendo o Baligo vai reconhecer
o grupo imediatamente e descobrir outras abordagens diferentes numa
mesma estética! A coisa boa de ter um segundo disco é poder ao vivo
depois fazer um cruzamento de reportório e com isto ter uma dinâmica
mais diversificada para quem estiver na sala a assistir e para nós
próprios não ficarmos fartos de tocar os mesmos temas!



André Gomes
andregomes@bodyspace.net

30/01/2009