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Diego de Moraes e O Sindicato



Last Updated: 11/9/2009

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Sunday, January 04, 2009 

Matéria no jornal Diário de Cuiabá

http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=336009

 

Pra lá de promissor

Com 23 anos, Diego de Moraes (e o Sindicato), meio cuiabano, meio goiano, se destaca no cenário da música independente e passa férias em Cuiabá


Claudio Oliveira
Da Reportagem

Um novo talento. Uma cabeça ativa, com música e letras irreverentes e uma pegada especial, tropical, experimental. Diego de Moraes, um cuiabano de Senador Canedo/GO, está na sua terrinha natal pra passar o fim de ano com parentes e deu uma canja no MISC devidamente registrada no blog http://www.hellcity.blogger.com.br/ e nas fotos da Lígia Torres. Ele também estará hoje na rádio Fora do Eixo, entre 20 e 22 horas, fazendo um pocket show ao vivo.

Há uma semana mais ou menos o Diego entrou em contato com o nosso resenhista musical Ney Alves de Arruda comentando um texto do mesmo sobre Arrigo Barnabé. Ney, bom farejador, passeou pelo MySpace do Diego e sugeriu a pauta. O DC Ilustrado se esbaldou na sua página do Trama Virtual e no seu blog, inclusive baixando por sua sugestão uma versão da música O Mundo (Karnak) com uma equipe estelar incrível.

Bom, Diego é, por si só, um cara diferente. Aos 23 anos ele coleciona prêmios de música pelo Brasil afora e como ele disse: “Música era o futebol de final de semana. Agora...” está melhorando. O rapaz ganhou um incentivo do governo do Estado de Goiás e está gravando no ano que vem o seu primeiro CD, já que demos e EPs já circularam de maneira independente.

Diego é formado em história e está fazendo o mestrado na UFG. Sim, com 23 anos o cara é mestrando, inclusive, já tendo cursado algumas disciplinas como aluno especial. Seu projeto contempla o marginal Álvaro Vieira Pinto, professor de Paulo Freire e esquecido pela academia, mas isso é outro assunto.

Voltemos ao nosso, cada vez menos marginal, Diego de Moraes. O músico e compositor escreve desde muito novo, não que tenha deixado de sê-lo, mas começou a mostrar para os amigos e ser incentivado por estes a cantar recentemente. Diego tocava bateria e tendia para o punk rock. Ele separou sua história com a música em antes e depois da música “Todo Dia”, que está lá na Trama Virtual, e que ficou em terceiro lugar no concurso nacional do SESI Violeiros e MPB. “É engraçado que a música é meio rock e foi feita para irritar. Eu subi para cantar com a minha irmã de onze anos fazendo gaita e bateria”, disse Diego.

Outro ponto alto na carreira foi o concurso TacabocanoCD promovido pela Fósforo Records em dezembro de 2006 (mesmo ano do SESI) quando ganhou a gravação de um EP, lançado pelo selo Fósforo Records com o título Reticências em maio de 2007.

"Diego de Moraes se destacou na cena do rock independente goiano este ano, mas sua trajetória remete a 2001, quando começou tocando bateria em bandas de rock. Logo passou a artista solo, iniciou suas composições e assumiu voz e violão. No Festival Bananada de 2007 voltou a se apresentar com banda, show que lhe rendeu destaque na revista Rolling Stone Brasil. A imprensa especializada reconhece em Diego influências de Mutantes e Tom Zé. O público o identifica com Raul Seixas. O músico cita outras fontes de inspiração, como Walter Franco, The Who e Bob Dylan”, disse Carlos Brandão, no site da Trama. E não foi só a Trama, mas a TV Cultura, a Rolling Stones e outros críticos e veículos que perceberam a irreverência e a atitude deste jovem compositor que sem dúvida irá nos brindar com muitas outras pérolas.

Quando pergunto sobre a influência de Tom Zé, Diego confessa que já tinha ouvido falar dele, mas quando começaram a compará-lo com ele não sabia exatamente de quem estavam falando. Aliás, isto aconteceu com outras citações numa tentativa de enquadrá-lo em alguma categoria. “Não conhecia e fui conhecer e hoje quando falam isso fico muito constrangido até porque ele é um gênio”, fala modestamente Moraes.

A sua banda Diego de Moraes e O Sindicato é composta por Aderson Maia (baixo e sintetizador), Eduardo Kolody (guitarras e sintetizador), Gabriel Cruz (percussão), Chelo (percussão), Rogério Pafa (bateria) e o próprio Diego de Moraes com voz, violão, gargarejo, brinquedos, escova de dentes, extintor de incêndio, meia lua e bateria. Diego ainda sugeriu que citássemos a banda “Orquestra Abstrata” composta por elementos do Sindicato, são eles: Aderson, Eduardo e Pafa. Segundo Moraes, junto com a Pata de Elefante e o Macaco Bong, formam a tríade da música instrumental de peso brasileira. Está dado o recado. Caso pretende conhecer mais um pouco desta figura é só copiar e colar o endereço dos links abaixo. A sugestão é para você visitar a página do Diário de Cuiabá e lá control-C e control-V, né!?



LINKS

http://www.myspace.com/diegodemoraes

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=21327000

http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?idp=791778

http://diegodemoraes.blogspot.com/

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=21327000&refresh=1



Vídeos em:

http://www.youtube.com/watch?v=xRgGeV1fMtA

http://www.youtube.com/watch?v=HX6LKM0RQDc&mode=related&search



 

 

Friday, December 19, 2008 

Saiu nesse blog: http://doutorgori.zip.net/

a seguinte resenha:

'ERICK REYS www.myspace.com/erickreys  Trabalho lançado de forma independente por Erick Reys, que já tocou em bandas como Idiotas Superiores, Leigos e The Cretinos. O esquema é tão DIY que o cara além de compor e cantar, ainda tocou violão, baixo e guitarra, com a ajuda de Fernando Simplista e participações de Diego de Moraes e Rogério Pafa. O som é influenciado por punk, B-rock, Beatles e Raul Seixas. Pode ir fundo que o cara tem a manha. Destaque para a faixa-título, Memórias e Deus é Triste.
'

Wednesday, November 26, 2008 


 


http://www.coquetelmolotov.com.br/pt/materias.php?cod=94



(Palavras: Jarmeson de Lima):


 


"No primeiro dia, tive inicialmente o prazer de rever o show do “garoto-prodígio” Diego de Moraes. Há exatamente um ano atrás, Diego tinha sido uma das boas revelações do mesmo festival ao tocar no palco menor, com uma estrutura de som que mostrava apenas 50% de seu potencial. Vale salientar que na grande leva de bandas goianas que tocam frequentemente no Noise, nem todas estão ainda prontas para deslanchar. Mas impressiona justamente quando uma dessas surge e se destaca. Pois bem, neste ano, tocando no teatro, com uma acústica adequada e com uma banda maior, Diego de Moraes apresentava seu pop-folk-mpb-freak. É uma tarefa difícil definir o som do garoto, que mora, na verdade, em Senador Canedo, cidade-dormitório da Região Metropolitana de Goiânia. Bastaria dizer que em suas músicas, apresenta boas referências a malditos da MPB como Itamar Assumpção, Sérgio Sampaio e Tom Zé. O resultado agrada e serve como um bom cartão de visita para o que viria adiante. "

Monday, September 29, 2008 


FESTIVAL VARADOURO 2008:
DIVERSIDADE MUSICAL NO ACRE

Por Fabio Gomes



 

 

http://www.jornalismocultural.com.br/musica/varadouro.htm

 



"A banda goiana Diego de Moraes e o Sindicato foi uma imensa surpresa devido à sua originalidade, que imediatamente associei à fase inicial dos Mutantes (Diego até lembra um pouco o jovem Arnaldo Baptista). O show da banda mescla rock, samba, irreverências e performances. A escolha do acompanhamento de cada composição foge do óbvio - cavaquinhos se fazem presentes em rocks pesados, sambas-rock mais suingados são feitos apenas com o instrumental convencional roqueiro (guitarra-baixo-bateria). Para cada música apresentada, a banda elaborou uma forma específica de levá-la ao público. Um exemplo: em certa canção, Diego estendeu o trecho "eu sou apenas um homem" por vários minutos, da seguinte forma: mostrando o número "um" com o indicador, cantou "Eu"; mostrando "dois" com indicador e médio, cantou "Eu sou", até finalizar a frase com a mão aberta. A apresentação dos sindicalizados encerrou com uma homenagem a Evaldo Braga. (Na coletiva após o show, a banda me confirmou sua influência de Mutantes, a princípio até afirmando ter sido a banda brasileira mais criativa, suavizando depois para "uma das mais criativas".)"

....
Monday, September 22, 2008 

Diego de Moraes e o Sindicato no Prêmio Dynamite

Diego de Moraes e o Sindicato é indicado ao Prêmio Dynamite de Música Independente 2008 na categoria Revelação:

http://www.premiodynamite.com.br/site/indicados.cfm

O Sindicato conta com o seu voto para dar continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo de todos esses anos. Diego de Moraes e o Sindicato é mais saúde, segurança e qualidade de vida para o povo de nossa cidade.

Para votar, acesse:

http://www.premiodynamite.com.br/site/comovotar.cfm
Monday, April 21, 2008 
Site é: http://www.outranalise.com/

Goiânia, domingo, 20 de abril de 2008
17ª edição - 2ª quinzena / abril / 2008

Diego de Moraes - "Que mané cult o quê?"
A Túlio Moreira





Foto: Marcela Guimarães
Diego de Moraes abrindo para Júpiter Maçã


No início da carreira, Diego de Moraes tocou meia lua na Igreja, quando tinha mais ou menos 13 anos. Hoje, depois de ter tocado bateria nos grupos The Cretinos e Leigos, ele se apresenta com a banda O Sindicato e conquistou o público do Estado. Suas composições já venceram diversos festivais e Diego tem sido elogiado por gente de renome no mundo da música, como o produtor Carlos Eduardo Miranda. O Outr'Análise publica agora entrevista detalhada com o cantor, que tem se firmado como um dos principais referenciais da música goiana.

Outr'análise: Diego, como foi o intervalo entre a vitória no concurso TacabocanoCD, da Fósforo Records, e o lançamento do EP Reticências...? Você já tinha uma idéia formada de como queria que fosse seu primeiro disco?
Diego: O intervalo entre dezembro de 2006 e janeiro de 2007 foi marcado por alguns shows em Goiânia e o choque com os comentários mais diversos que saíram sobre as minhas músicas. Lembro-me que tinha gente falando que meu folk era cult, e eu pensava: "que mané cult o quê?". Nesse contexto comecei a compor o que era pra ser uma vinheta, pedindo desculpas por cantar em português, que acabei desenvolvendo naquilo que foi a faixa de abertura do EP. Essa foi a única música que escrevi durante as gravações. Todas as outras faziam parte de um material que eu já carregava desde meus 16, 17 anos.

Lembro-me que, na época, escrevi coisas que não convergiam com a proposta do EP. Até pensei: "Serei julgado por algo que fui e não pelo que sou." Mas tudo bem. Precisava gravar, registrar aqueles pedaços de mim - do meu passado.

Não tinha bem definido como seria o EP. Eu tinha várias músicas pra vários temas, blocos de assuntos: tinha também vários álbuns organizados dentro da minha cabeça. Selecionar isso e organizar essa confusão toda, não vi como uma tarefa fácil...

Nesse intervalo, ressalto aquela que considero ser a data mais importante de 2007, na minha "vida musical": o dia 04 de janeiro. Neste dia, na parte da manhã, fui ao estúdio Alcance para conversar sobre o EP e apresentar algumas músicas. À tarde, meio que por acaso, comecei a conversar na Opção Cultural, na Goiás, com o Aderson (baixista do Seven e do Sindicato) e com o Gabriel Cruz (percussionista), que eram, naquele momento, apenas colegas e conhecidos (hoje são meus amigos, meus irmãos) e os convidei pra me acompanharem num show que faria à noite na Ziggy Box.

Eles aceitaram, ensaiamos em cima da hora, e "no pacote" veio junto o Eduardo, pra guitarra. Ensaiamos até umas sete da noite e saí correndo, pois tinha que gravar o vocal pra versão do "Todo Dia", que foi para o CD do Festival Sesi de MPB. O show na Ziggy Box não foi dos melhores, bem improvisado, mas foi fundamental pra começar a definir a "base aliada", que iria compor o Sindicato...

Fiquei impressionado com o baixo que o Aderson fez ali em cima da hora pra música "Eu (segundo eu mesmo)". Dias depois o convidei pra tocar baixo nessa música. Já no estúdio, ele se propôs a gravar os outros baixos (que foram fundamentais, em termos de arranjos, pra definir o som). Depois os outros integrantes (Gabriel e Eduardo) aceitaram gravar também.
Outr'análise: No dia 19 de abril (próximo sábado), você se apresenta na quarta edição do TacabocanoCD, que, na minha opinião, é um dos festivais mais inteligentes do cenário independente de Goiás. Como (você acha que) vai ser esse show?
Diego: Acho que será um show muito importante (e espero que seja uma madrugada de orgasmo...), pois, em 2006, participei só eu e minha irmã (Fernanda de Moraes), "concorrendo", embora de uma forma totalmente despretensiosa (a única pretensão era mostrar o som pro público - não nos importávamos com os "jurados", na época). Nunca imaginávamos que ganharíamos a gravação, pois era só nós dois e a nossa coragem (ou cara-de-pau, tanto faz) contra várias bandas, mais "redondas".

Mas parece-me que avaliaram mais nossa audácia e o conceito da proposta do que a "técnica" (ou falta dela). Lembro-me que, na ocasião, minha irmã foi embora logo após tocarmos, pois não esperávamos o resultado positivo. Na época o "vencedor" deveria tocar no final e, como ela já tinha ido, toquei sozinho (só voz e violão) durante o show do Rollin Chamas (surreal esse momento!), que era o headliner da noite.

Agora estou, junto com a banda, fechando o evento. O Aderson Maia disse que é a primeira vez que ele toca enquanto headliner. Vejo como uma certa "consolidação" de um "trabalho" (embora eu ache que isso seja mais uma terapia do que um "trabalho"), e espero, como sempre, preparar em conjunto com o grupo a melhor apresentação possível. E, devido a circunstância, deve ter uma participação da minha irmã, que foi, e é, uma parceira importante.

O mais bacana é que, dessa vez, estaremos mais "livres" em relação à tempo e, assim, poderei mostrar músicas que não foram apresentadas ao público ainda. Essa iniciativa da Fósforo Cultural é aplaudível, por possibilitar que novos artistas se apresentem em um espaço que as minhas primeiras bandas, em Senador Canedo, nunca tiveram. Quando participei, em 2006, não conhecia ninguém do "meio", que organizava eventos, e, após a apresentação, algumas pessoas, que não conheciam nada da minha música, começaram a ter notícia disso. Sem falar, que o EP Reticências... (possibilitado pela "vitória", digamos) foi fundamental, enquanto um primeiro cartão de apresentação...

Outr'análise: Você já tem repertório para um próximo lançamento. O que mais seria diferente no segundo disco?
Diego: Tem algumas músicas novas, não tão críticas e mais auto-críticas e outras que tratam de crises individuais. Tem umas coisas antigas, com uma pegada mais rock e com o pé na poesia concreta (talvez resquícios da época em que eu ouvia muito Titãs, da época do Arnaldo Antunes). Também tenho muito interesse em misturar ritmos regionais com efeitos, com uma sonoridade mais contemporânea. Enfim, a velha proposta nova do tropicalismo: se atualizar sobre o novo, mas sem desprezar o aprendizado proporcionado pela tradição (ressaltando que o novo pode estar no passado também...). Acho que as novas músicas estão diferentes (não sei se são melhores ou piores) e, talvez pela mistura de estilos, vão por caminhos diferentes do que já foi apresentado até então.

Outr'análise: Como é participar de shows em diversos festivais e concursos? Os lugares, o público, a recepção, são muito diferentes?
Diego: Com certeza. Determinadas músicas "funcionam" mais, no sentido de emocionar o público, em um lugar e passam despercebidas em outro. Por exemplo: tenho uma música nova chamada "O Show vai continuar", que parece não ter atingido um integrante da banda, mas, quando toquei ela em voz e violão, com o Simplista, no Goiânia Canto de Ouro, teve uma repercussão muito positiva, pois me emocionou de uma forma bem intensa e tocou o público naquele momento. Também rendeu elogios de gente que respeito, como Juraildes da Cruz. Essa música também foi muito bem aceita em São Paulo, na nossa última viagem.

Fico impressionado como as opiniões a respeito dessas coisas que faço, são sempre divergentes. Talvez por conta da diversidade do repertório... Ando tendo espaço em ambientes tão distintos, como os festivais de rock e os eventos de MPB. Meu amigo Hélio, do Demosonic, me disse que faço uma MPB-Punk... vai entender... cada um fala uma coisa.
Outr'análise: Rapaz, quando eu e uma turma da Rádio Universitária da UFG nos juntamos pra fazer um festival de música, você era um dos nomes mais certos pra participar. Valeu por aceitar o convite!
Diego: Pra todos nós, do Sindicato, foi muito especial e divertido tocar no Festival Matéria-Prima. Creio que foi o maior público para o qual já tocamos, em Goiânia, enquanto banda, até o Danilo Telles (guitarra e baixo) comentou isso entre nós. Achamos fundamental participar e aproveitamos a oportunidade para mostrar nosso som para pessoas que nunca nos viram tocar. Sem falar da diversidade saudável de perfis presentes no evento (tanto o pessoal que curte MPB, como quem curte rock, e gente que nem a gente, que curte música, seja MPB ou rock, não importando tanto o catálogo, mas sim o som...).





Foto: Kaíque Agostineti
Diego de Moraes e O Sindicato, no 1º Festival Matéria-Prima (março/2008)


Outr'análise: Cara, você vai participar da Virada Cultural desse ano!!! Como está sendo a experiência de ver sua música reconhecida em diferentes partes do Brasil?
Diego: Cada público é uma experiência (ou uma "transa", segundo o Júpiter Maçã, né? rsrs). Pra gente é, sem dúvida, uma honra saber que tem gente interessada no nosso som e no que digo. Quanto mais oportunidade de me expressar pra esse público interessado, melhor.

E o mais bacana, é que tocaremos antes do Porcas Borboletas, que é uma de nossas bandas favoritas. Ou seja, logo após o nosso show, já teremos um espetáculo da trupe genial de Uberlândia.
Outr'análise: Você vai se apresentar no mesmo evento que os Mutantes...
Diego: Acho que será o evento da indecisão, com tanta coisa boa pra assistir ao mesmo tempo... Imagina: além de Mutantes, é o mesmo evento que toca Luiz Melodia (Pérola Negra) e Jorge Ben, por exemplo. Foda!!!!!!!

Outr'análise: Diego, você sempre cita parcerias importantes, como o Fernando Simplista. Como você prefere compor?
Diego: Na maioria das vezes componho sozinho (isso até agora, pelo menos). No entanto, comecei a fazer uma música com o Fernando falando sobre a reunião de pessoas pra tirar essas fotos. Evito mostrar músicas incompletas, pra não mudar o caráter da composição. Quando considero a música concluída, apresento-a às pessoas, à banda, mas prefiro, na maioria das vezes, não ceder á ditadura da opinião alheia. E não gosto de mudar a música mesmo que eu mude minha forma de pensar. Pois vejo a composição como a reação de um momento, se eu mudo o meu modo de ver, prefiro escrever uma música que seja uma resposta ao Diego-passado.

Mas sou muito inconstante, viu? Tenho poucas composições em parceria (no máximo umas cinco). Mas, atualmente, estou ampliando esse raio de parcerias, pois penso em tentar outras molduras pra determinadas letras. Devo compor algo com o Kleuber Garcez, com a Milla Tuli (que quer que eu faça uma música torta pra uma letra dela lá).

Algumas das minhas primeiras músicas, no entanto, foram parcerias com o Erick, do The Cretinos. Sobre o Fernando, sinto que a amizade dele é inspiradora, é instigante: nossas conversas vira e mexe viram músicas ou textos. Às vezes, a gente fica um tempo sem se ver, mas quando nos encontramos nossas preocupações continuam convergindo pro mesmo lugar. Espero que nossa amizade continue rendendo bons frutos, embora ainda não tenha uma música que concluímos juntos. Mas isso deve acontecer logo. Pensamos no futuro voltarmos a nos dedicar em um projeto de parcerias. (Lembrando que eu e o Fernando tocávamos, junto com o Erick, na banda Leigos, que foi algo muito importante na minha vida).

No fim de fevereiro, ele participou de um show inusitado que fizemos no Bolshoi, um show em que não toquei nenhuma música conhecida pelo público, com uma banda "improvisada" e ousada, que não era o Sindicato, embora tivesse a participação do Gabriel Cruz na percussão. Foi muito legal, nesse show, a interação, a novidade, a presença do Chelo (do Dead Smurfs), com quem fiz uma música ("Farinha do Desejo"). Eu e o Chelo temos uma dupla sertaneja: Waldi e Redson, que deve render mais parcerias também...

Outr'análise: Você diz que prefere não apontar influências ou referências. Mas o que você tem escutado ultimamente? E como você ouve música?
Diego: Continuo descobrindo a vanguarda paulista (ouvindo muito Arrigo Barnabé e O Rumo). Em São Paulo comprei um do Itamar Assumpção, outro do Língua de Trapo e o DVD do Luiz Tatit. Além disso voltei a ouvir Beck, Titãs e Nick Cave, com freqüência. Assim... depende o dia, sabe? Tem dia que estou mais pra Roberto Carlos, em outros estou mais pra Radiohead e em outros estou mais pra Dead Kennedys... e tem dias que prefiro o silêncio.

Tem música que escuto varrendo a casa e outras dedico mais atenção, como o disco "Uma Tarde na Fruteira"*, que curto ouvir sozinho no quarto, no escuro, pois traz muitas imagens em minha mente. Tem alguns compositores, como o Belchior, que curto ouvir primeiro com o encarte na mão pra prestar atenção nas letras e depois escuto focando na música, nos arranjos, na melodia. Quando estava RE-ouvindo o "In Utero" do Nirvana, RE-lembrei das minhas primeiras bandas.

Outr'análise: No início do ano, a história do garoto Yoñlu se espalhou pela Internet. Ele cometeu suicídio em 2006 e deixou uma vasta produção musical, que está sendo redescoberta agora. Você acha que essa é uma das características da música, se transformar em um legado que ultrapassa seu autor?
Diego: Sim. Não só da música, mas a arte, em si, ultrapassa o individuo. Na música "O Show vai continuar", digo:

"Mesmo sem mim, sem você, sem nós dois
O Show vai continuar
(...) Se eu desistir, me matar ou enlouquecer
O Show vai continuar."

Ou seja, apesar da lista de fracassos do indivíduo, o Show, a vida, o mundo continuam. E, com uma arte sincera, o indivíduo pode deixar sua impressão digital no mundo, sua marca que diz: "Estive aqui". Muito triste a história desse garoto (Yoñlu), que parece ser um gênio extremamente sensível e em uma situação de desconforto com a vida. Penso muito no tema do Suicídio (estava lendo no Camus sobre isso).

Às vezes é muito difícil continuar, mas cada um faz as suas escolhas. Mas quero crer que o mais importante é viver a vida agora do que ficar se estressando com o futuro, com a eternidade, com o legado. Acho que eu deveria idolatrar mais o Tom Zé e o Rollando Boldrin, que sobreviveram e estão aí ainda com seus cérebros vivos, do que endeusar o Ian Curtis, o Kurt Cobain, o Nick Drake ou o Yoñlu, sabe? É lógico que semana que vem posso pensar outra coisa - a opinião sempre depende do momento em que eu estiver passando...
Outr'análise: Onde é fácil te encontrar? Quais os lugares que você gosta de freqüentar?
Diego: Gosto de ir à feira (sou apaixonado em pastel!), cinemas e, eventualmente, em shows de rock. Vou muito à biblioteca também. Mas sou muito caseiro. Raramente abro mão de minha privacidade pelo desconforto na multidão. Gosto de ficar em casa lendo, compondo, vendo um bom filme e conversando com alguém que amo e também gosto de visitar meus amigos mais próximos.

Outr'análise: O que você acha dessa efervescência musical em Goiás? Tá mais fácil fazer rock hoje do que quando você começou, em Senador Canedo?
Diego: Acho muito saudável essa diversidade musical em Goiás - tanto no rock, como na MPB - que contribui pra mudar o estigma de "terra do sertanejo". Com certeza é mais fácil fazer rock e divulgar a produção hoje do que quando comecei lá no Canedo. Na época não tinha esse "BOOM!" causado pela internet e pelo mercado de música alternativa, que não está nas rádios, e as pessoas ainda estavam muito presas à "cultura do cover".

Outr'análise: Quando você acha um dia bonito?
Diego: Quando estou de bem comigo. Isso pode ser sozinho em casa lendo um bom livro, rodeado por pessoas que amo e com quem possa conversar sem neurose, ou seja, "alguém que depois não use o que eu disse contra mim"**. Um dia bonito pode ser um dia bem simples, comum, daqueles que você dá uma volta, tranqüilo, pela cidade ou quando você está em uma fazenda jogando um futebol com os amigos e falando besteira. Mas, que nem tudo nessa vida: depende.

Outr'análise: É isso, cara, valeu mesmo pelo carinho e vou tentar juntar uma grana pra te ver em Sampa***!
Diego: Aproveita e vê Egberto Gismonti e Naná Vasconcelos também, que será incrível! Valeu digo eu!!!!!

____________________
* Novo disco do cantor gaúcho Júpiter Maçã. No dia 10 de abril, Diego abriu o show de Júpiter no Bolshoi Pub, no lançamento de "Uma Tarde na Fruteira".
** Referência à Legião Urbana.
*** A Virada Cultural de São Paulo ocorre nos dias 26 e 27 de abril. Diego participa do palco Festivais Independentes, onde também se apresentam MQN, Mundo Livre S.A., Macaco Bong, entre outros. Informações: www.viradacultural.org
Wednesday, March 12, 2008 

http://www.rollingstone.com.br/materia.aspx?idItem=1955&titulo=Cara+Estranho%2C+M%C3%BAsica+Esquisita&Session=Acontece

 

 

 

Cara Estranho, Música Esquisita

Márcio Cruz

Com sotaque e deboche, Diego de Moraes mistura tropicalismo, Bob Dylan e Walter Franco

Na primeira noite do festival Goiânia Noise 2007, Dona Maria Helena de Moraes Campos teve de adiar a entrega de algumas encomendas de salgadinhos e deixar Senador Canedo (cidade-dormitório a uma hora da capital goiana), para acompanhar a apresentação musical de seus filhos. Diego de Moraes já tem 22 anos, mas sua irmã, Fernanda de Moraes, que faria uma participação fazendo barulhinhos com a boca, tocando percussão e bateria em "Todo Dia", tem apenas 14.

"Minha mãe é minha heroína", se derrete Diego, que compôs a maioria das músicas disponíveis na página no MySpace quando ainda tinha 18 anos. Figura mirrada de estatura pequena, cabelos curtos, Diego guarda uma curiosa semelhança com Hélio Flanders, vocalista e principal compositor do Vanguart. Como Flanders, uma de suas principais influências é Bob Dylan. Outra coincidência é que Moraes nasceu em Cuiabá, cidade natal do Vanguart, mas, enquanto a banda cuiabana tem melodias por vezes melancólicas, a linha escolhida por Moraes é o deboche. "Fora Cuiabá, o violão e a nossa feiúra, nosso universo é bem diferente", brinca. A diferença aparece cifrada em canções como "Música Estranha", talvez a mais tropicalista do EP Reticências (2007), unindo guitarras distorcidas, órgão, coro gritado e assobios de bonecos de borracha: "Essa não é música para tocar no elevador/ Não é música pra todo mundo cantar o refrão/ É minha música/ Minha vida/ Seja lá o que for/ Música pessoa/ Para pessoas esquisitas". E não pára por aí. Outras influências (conscientes ou não) passam por Walter Franco, Ramones, Beck e Luis Tatit – este último ele diz escutar com freqüência atualmente. Durante a apresentação no Festival Bananada 2007, Diego revelou fortes ligações com a vanguarda paulistana liderada por Itamar Assumpção e Arrigo Barnabé no início dos anos 80. A voz doce e o jeito frágil escondem uma outra faceta. Moraes é agitador da cena de Senador Canedo, onde tenta convencer os grupos locais a criarem sua própria música em vez de fazerem apenas covers. "As bandas que mais chamavam atenção eram aquelas que já tocavam algo pronto."

As canções de Diego, tanto na vertente que mistura experimentalismo e moda de viola (sozinho ou ao lado da irmã) como pela faceta elétrica acompanhado da banda O Sindicato – Eduardo Kolody (guitarra), Gabriel Cruz (percussão), Rogério Pafa (bateria), Anderson Maia (baixo e sintetizador), Danilo Teles (baixo e guitarra), Fernanda de Moraes (gaita, percussão e bateria) –, já lhe garantiram prêmios. Entre eles, 12 horas de gravação no estúdio da Trama e a participação no último Goiânia Noise. 

Em "Neandertal", um emaranhado de sons urbanos como sirenes, gritos e surtos sob base de guitarras e baterias que lembra "Misirlou", de Dick Dale, ele canta: "CPF/ Identidade/ Comprovante de endereço/ Entre na fila/ Eu mereço/ Eu sou um número/ E eu me desconheço". Mas, ao contrário do que expressa na letra, Moraes se recusa a se enquadrar em algum tipo de estilo musical. "O problema de Goiás é que tem gente que me inclui no rock e outros na MPB. Acho que tenho a atitude punk, que é minha escola, onde comecei. Mas trilhei por outros caminhos depois. Falem o que quiserem sobre meu estilo, só não quero perder a espontaneidade nem me prender em nenhuma camisa-de-força, em um estilo homogêneo."

Monday, March 10, 2008 

http://viamarginal.blogspot.com/

 

 

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Esquentou!...

Não seria um exagero dizer que a noite do dia 1º de março de 2008 foi mais uma noite memorável em Udi Rock-blues-jazz-sertão-metal-samba-choro-suor-e-lágrimas City. Vale aqui um adendo: a cada dia me convenço ainda mais da riqueza de sons e estilos dessa cidade deliciosamente esquisita!

..:NAMESPACE PREFIX = O />Pode talvez estar começando a soar clichê: "noite memorável", "dia histórico", etc. Mas fato é, e não me canso de repetir, que a época é sem dúvida de "fortes emoções" por essas bandas, pra Rei Roberto Carlos tampouco irritantes narradores de futebol botarem defeito: "Haja Coração!!!" E a Noite Fósforo não poderia ser diferente. Evento que, na semana que o precedeu, intrigava e confundia a cabeça de jovens nas portas de escolas da cidade: "Fósforo? O que é isso?! Vão botar fogo em que?"

Antes tarde do que nunca, é mais do que válido lembrar que a Fósforo Cultural é mais um selo da famosa Goiânia Rock City que, além de outras ações, lança diversas bandas independentes, como as que, neste sábado de chuva e nuvens cinzas (de dia) e avermelhadas (de noite) pela primeira vez, ou voltando triunfalmente à sua cidade natal, pisavam nesta terra hoje dita fértil, mas outrora chamada de "Sertão da Farinha Podre".

Fertilidade que agora atinge a arte desse canto de mundo "Portal do Cerrado", lugar onde um dia esqueceram um saco de farinha que veio a apodrecer. Podridão que hoje, no mais "nobre" sentido da palavra (ou não), aflora, grita e xinga no "Rock n roll de cara suja" de bandas como Dead Smurfs, "uma tosqueira" pra uns, "o orgulho da cidade" pra outros. E, se "toda unanimidade é burra", viva essa diversidade de impressões e "viva a cana!" como convictamente bradou Alisson, vocal da banda, erguendo soberanamente um senhor talo da própria cana-de-açúcar que sabe-se lá onde o cara arrumou, ao final do 1º show da banda no Goma, horrorizando ou sendo idolatrado por aqueles vários, assim ditos pelo mesmo Alisson durante o show, "rostinhos inocentes" que rondavam o lugar. Nada mais épico, ou nem tanto, pra um bom (?) filho que à casa sempre retorna. E assim foi feito!

Chapéu, Cerveja e Frustrações

Um time de futebol, um partido político ou uma banda de rock? Elementos que se misturam, divagações que se complementam. Quiçá "a esquerda do rock goiano" (?!) - a mais divertida de todas as divagações –, como viajou Pablo Kossa, vocalista (centroavante, capitão que impõe respeito no alto dos seus quase dois metros, ou mais? Presidente do partido?), no camarim depois do show. "A Família Chapéu no (ou vinda do) Reino Onde Brizola Não Ousa Pisar", nome do primeiro EP da banda, abriu a Noite Fósforo com um show em que não faltou nem o chapéu (na cabeça de alguns membros da banda), nem a cerveja (indispensavelmente empunhadas ou sobre os cubos, aguardando o próximo gole), muito menos as Frustrações (segundo o mesmo Kossa, estampadas na camisa verde do Goiás Esporte Clube que o próprio, sem constrangimentos, vestia). É por essas e outras que afirmam, sem hesitação, numa de suas músicas, "Eu sou mais rock n roll que você!"

Diego de Moraes e o Sindicato

Tranquilamente apoiados contra a parede do espaço para shows do Goma e tendo uma galera empolgadaça logo a frente, este que lhes relata todo o ocorrido e o grande Talles Lopes acompanhavam o último show da noite, meio bestas e admirados com o que viam.

"Fala sério! Esse moleque já manda tão bem assim e não deve ter 20 anos! Vai longe!" Comenta este Maciel, deliciosamente surpreso.

"De bobo, esse menino só tem a cara, rapaz!" Brinca Lopes, arrematando o que é fato.

Não há dúvidas que esse foi um dos melhores shows já realizados na ainda breve história do Goma. Mas não duvido, Diego de Moraes e o Sindicato ainda figurarão entre os grandes shows da casa por um bom tempo. Presença de palco, carisma, autenticidade, personalidade e intensidade que se manteram num alto e constante nível durante toda a longa apresentação, com direito a dueto com Chelo, do Dead Smurfs, e perduraram até os bastidores, onde Diego ainda teve ânimo e presteza pra cantar, tocar violão, brincar e conceder entrevistas, interrompidas só porque Dieguito perderia sua carona. Interrupção merecida e sem contestações. Foi só o primeiro de muitos rocks com essa goianada! Até a próxima, (I)Moraes!

Mais uma intensa noite de troca de informações, experiências e de rock n roll independente, livre e libertador! E, até fazendo certo sentido à inocência que acabou soando como piadinha infame do jovem estudante que citei no início desta resenha, fogo não teve, mas a cena da cidade, sem dúvida, "esquentou" ainda mais, neste último sábado. Que continue assim, amém!

PS: em breve, aqui e no blog do Goma, esta mesma postagem, porém turbinada com as fotos indispensáveis pra transcrever essa noite absolutamente foda! Hasta!

Sunday, March 09, 2008 

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Texto da Assessoria de Imprensa do Festival:


Chuva e lama no lançamento do 1º Festival Matéria-Prima
Apesar da chuva forte que durou horas, o Campus II da Universidade Federal de Goiás (UFG) foi invadido ontem (6) por universitários famintos por rock'n'roll. O som das bandas que tocaram no lançamento do 1º Festival Matéria-Prima começou atrasado, mas a animação não tinha hora pra terminar! As bandas Camels, Radiollas, Sapo Verde, Diego Moraes e O Sindicato, Seven e Bang Bang Babies se revezaram no palco montado ao lado do Restaurante Universitário e garantiram a alegria de quem se arriscava em meio ao lamaçal que se formou no gramado da UFG.

Os universitários Daniel e Diego aprovaram o lançamento do Festival Matéria-Prima no Campus. Eles afirmaram que projetos como a iniciativa dos estagiários e funcionários da Rádio Universitária e da Faculdade de Artes Visuais fazem aumentar a credibilidade dos estudantes com a instituição.

O vocalista e baixista da banda Sapo Verde, Gustavo Martins, garantiu que, apesar da lama, o público estava bem animado. "A julgar pela expectativa e diversão na lama no Woodstock Goiano, o Festival Matéria-Prima vai ser excelente, genial!", declarou ao descer do palco.

O lançamento do Festival Matéria-Prima ocorreu durante a Calourada Unificada 2008, realizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) em parceria com os Centros Acadêmicos. A parceria inédita entre DCE e Rádio Universitária foi elogiada pelo diretor do DCE, João Victor Nunes Leite, que acredita na continuidade dessa associação. Ele explicou que a Rádio Universitária 870 AM funciona não só como laboratório dos alunos de jornalismo, mas também representa uma abertura fora da mídia convencional.

O 1º Festival Matéria-Prima acontece de 26 a 29 de março de 2008, com o objetivo de promover novos cantores e bandas de estudantes da UFG. O evento é realizado por estagiários da Rádio Universitária 870 AM e pelo selo Overture Rock, sob a orientação da professora Riva Kran. Nos quatro dias de programação, estão previstos debates sobre música e jornalismo, no auditório da 870 AM, e apresentações de MPB, rock e samba, com entrada franca, no Centro Cultural Martim Cererê.

A primeira edição do festival tem o patrocínio da Coca Cola - Refrescos Bandeirantes e Microcamp Internacional e apoio da Agência Goiana de Comunicação (AGECOM), Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (AGEPEL), Agência Bola Oito, DCE-UFG, Magnífica Mundi, Brasil Central Music (projeto do Sebrae Goiás), Ambiente Skate Shop, Hocus Pocus, Reis Peças, Metalplan e dos selos Monstro Discos, Fósforo Cultural e Maquinária Produtora de Sons. Mais informações no site oficial www.festivalmateriaprima.com.br e no site da Rádio Universitária, www.radio.ufg.br.

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Assessoria de Imprensa – 1º Festival Matéria-Prima
Laila Melo – lailameloimprensa@yahoo.com.br / (62) 8473-7342
Túlio Moreira – tulioimprensa@gmail.com / (62) 9963-8604

 

 

 

 

Tuesday, January 22, 2008 

http://www.goiania.go.gov.br/sistemas/snger/asp/snger01010r1.asp?varDt_Noticia=03/01/2008&varHr_Noticia=11:23

 

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SECULT LANÇA FESTIVAL GOIÂNIA CANTO DE OURO NO DIA 9
03/01/2008 - 11:23h

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O lançamento do Goiânia Canto de Ouro está marcado para a próxima quarta-feira, dia 9 . A iniciativa é da  Secretaria Municipal de Cultura . A  produção é de Carlos Brandão, diretor do l Goiânia Ouro e a direção musical do  guitarrista Luiz Chaffin.  Os shows serão realizados de quinta-feira  a sábado, de janeiro a meados março. Serão oito semanas de shows. Os ensaios abertos serão feitos toda quarta-feira no teatro do Goiânia Ouro.


O projeto Goiânia Canto de Ouro foi criado para ser a maior atividade já realizada em Goiânia, do que se convencionou chamar de música feita em Goiás. São oito semanas de shows com os maiores nomes da música local. A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria de Cultura, reuniu mais de 60 músicos, entre artistas de palco e instrumentistas.

Com isso, nomes de artistas iniciantes juntaram-se a outros conhecidos músicos de Goiás, para compor os oito elencos deste evento. A idéia é repetir o Goiânia Canto de Ouro, a cada ano, sempre nos meses de janeiro, fevereiro e março, aproveitando a entressafra cultural durante as férias.

A Loja do Goiânia Ouro, que já disponibiliza CDs e DVDs de músicos locais  terá discos de todos os participantes do projeto para vender.  A  maior parte dos discos  foram gravados com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

Com o Goiânia Canto de Ouro, a Prefeitura de Goiânia demonstra mais uma vez, seu interesse em dar espaço, vez e voz aos artistas da nossa cidade. O Goiânia Canto de Ouro tem a seguinte estrutura: todas às quartas-feiras acontece  ensaio aberto, passagem de som com a presença do público, para que as pessoas possam sentir um pouco do que podem ver nos shows. Os shows acontecem entre quinta-feira e sábado, semanalmente.

 
Programação semanal

10, 11 e 12 – Cláudia Vieira, Francisco Aafa e Darwinson
Abertura:  Taís Guerino
Banda: Gleisson, Bruno Rejan e Guilherme Santana

17, 18 e 19 - Tonzêra, TomCris e Bel Maia
Abertura: Milla Tuli
Banda: Luiz Chaffin, Marcelo Maia e Guilherme Santana

24, 25 e 26 - Pádua, Juraíldes da Cruz e Lucas Faria
Abertura: Diego de Moraes e Fernando Simplista
Banda: Edilson Moraes, Luiz Chafin e Gidesmi Alves

7, 8 e 9/Fevereiro - Maíra, Sabah Moraes, Harmoniza e
Gilberto Correia
Banda: Ney Couteiro, Ekton Hadzyy e Front Jr.

14, 15 e 16/Fevereiro – João Caetano, Gustavo Veiga e
grupo Essência
Abertura: Teles
Banda: Edilson Moraes, Luiz Chaffin e William Cândido

21, 22 e 23/Fevereiro - César Canedo, Nilton Rabello,
Cristiane Perné e Larissa Moura
Banda: Nonato Mendes, Sérgio Pato, Dênio de Paula e
Henrique Reis

28, 29/2 e 1º de março - Débora di Sá, Maria Eugênia e
Fé Menina
Abertura: Fábio Pessoa e Ton Só
Banda: Luiz Chaffin, Edilson Moares e Dimar Viana

6, 7 e 8/ Março - Fernando Perillo, Valter Mustafé e
Laércio Correntina
Abertura: Octávio Scapin
Banda: Emídio Queiroz, Bororó e Fred Vale

 
Serviço

Projeto: Goiânia Canto de Ouro (primeira edição)
Local: Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro
Endereço: Rua 3 esquina da Rua 9, Centro (antigo Cine
Ouro, ao lado da Pizzaria Cento e Dez)
Horário dos shows: 21h
Horário das passagens de som, nas quartas-feiras: 15h
Ingresso: R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia)
Preço do Passaporte: com 8 ingressos, sendo um para
cada semana: R$ 40,00
O passaporte estará à venda na bilheteria do Goiânia
Ouro, a partir do dia 7 de janeiro.
Telefones para informações: 3524-2540/2541/2542 ou
9977-0378 (Carlos Brandão)