Bom, os últimos 30 dias foram de muita movimentação, para nós. Após alguns poucos meses de ensaios, começamos a fazer shows e levar para o palco tudo que preparamos nesse período.
Começamos por uma boa apresentação no RIO DE JANEIRO HARDCORE II, aqui em Campo Grande, nossa área, em 23/10, e não poderia ter sido melhor. Teve um bom público no dia (em torno de 90 pagantes), e ótimas bandas participaram do evento: os paulistas do Santo Ódio (metal/HC), o Mindfou (punk rock melódico) e os brothers do S.M.H. (HC/crust). Ficamos muito satisfeitos de que o nosso show de volta aos palcos fosse nesse evento, pois estavam presentes amigos de longa data (galera do Ataque Periférico, Netinhos de Dna. Lázara e Secreção) e isso realmente é o mais importante para nós: os amigos. Fizemos um bom show e saímos inteiramente satisfeitos.
Nossa segunda apresentação foi no DISGRASSA TOTAL FEST, em Nova Iguaçu, no sábado seguinte (29/10), numa ONG, ao lado dos mineiros do Misericore, dos capixabas do João Kleber, dos doidos do Fimose do Jacaré Manco (sic) e dos brothers do Pride. Fomos a primeira banda a tocar e tinha um bom público presente no local. Legal foi poder tocar pra amigos que conheciam o som da gente de nossa primeira fase (Marcos Felipe, da Revenge Records) e saber que continuamos conquistando novos amigos, que tem curtido o som (Perninha e galera do Halé e do Verbalence).
A terceira parada, na semana seguinte era jornada dupla, shows no sábado e no domingo (05 e 06/11). No evento ROCK NA LADEIRA, que rolou no sábado, na Freguesia, tocamos no lugar do Lástima, que não pode participar do evento, e ao lado das bandas Mother Joan's, El Efecto e Junkies Fleumáticos. Eu não estive presente a esse show, devido a problemas particulares, mas segundo o pessoal da banda, foi muito boa a apresentação e para um ótimo público presente, como tem sido na maioria dos shows que rolam em Jacarepaguá.
No dia seguinte, realizamos nosso quarto show, em Marechal Hermes e fomos (como no dia anterior) a última banda a se apresentar. Rolaram antes o Liberpensulo (metalcore), o Desaire (pink rock melódico), o Ataque Periférico (HC/crust) e , novamente, o Mindfour, que substituiu o Enciende. Foi, na verdade, uma grande festa Hardcore, uma confraternização entre amigos, e fizemos um bom show, mesmo para os poucos presentes que resistiram no local até o horário.
Após uma semana de descanso, tivemos mais um fim de semana cheio, com shows no sábado e domingo (19 e 20/11). No sábado, participamos do evento em comemoração aos 10 anos do Repressão Social, no Garage Sobradão do Rock, junto dos paulistas do Ódio Social, Sistema Sangria e Dekordenados, dos franceses do Vomit For Breakfast, além do Protesto Suburbano (Macaé), Cidadão Normal (Angra dos Reis), Comando Caveira e claro, dos donos da festa, do Repressão Social. Apesar de tocarmos especificamente para apenas alguns membros de algumas bandas (fomos a penúlitma banda do evento, tocamos por volta das 4 hs), foi uma boa experiência.
No dia seguinte, tocamos no Concerto de Rock, no Lava Jato, no evento especial de Hardcore. Os colombianos do Grito, seriam a atração principal do evento, mas cancelaram a vinda ao Rio de Janeiro na última hora. Mesmo assim, bandas e os organizadores decidiram não só realizar o evento, como fazer um grande show, e foi o que aconteceu. Novamente tocamos com os brothers do Ataque Periférico e S.M.H., além do Secreção e do Oxiuros. Ao meu verm, fizemos o melhor show dessa nossa nova fase, e a participação do público foi fantástica, como havia sido no RJHC II.
Finalizamos o ano de 2005, o ano do retorno aos palcos, com esses seis shows em apenas 27 dias, e um ótimo saldo. Temos a consciência da nossa evolução, enquanto banda e estamos adquirindo conjunto e o entrosamento necessário. O próximo passo é a gravação de um novo trabalho, o que deve acontecer ainda esse ano.