Status: Single
City: porto
State: porto
Country: PT
Signup Date: 9/5/2005
|
|
|
|
Thursday, January 15, 2009
 |
"Ao contrário de outros, que dizem de cortar a respiração, “We’re Metal
And Fire In The Pliers Of Time” tem o condão de nos deixar respirar.
Respirar bem. Bem-vindos ao novo álbum da banda de Márcio Carvalho
(baixo e voz), Duarte Silva (bateria), Leonel Sousa (guitarra e voz) e
Pedro Silva (guitarra); os Alla Polacca.
Cinco após o lançamento do álbum de estreia, o split “Why Not You?”
(Bor Land, 2003), partilhado com os Stowaways, os Alla Polacca
regressam para completar um ciclo. Assim parece. Regressam para mostrar
o que por este ou por aquele motivo ficou por dizer em 2003. É assim
que nasce “We’re Metal And Fire In The Pliers Of Time”, numa
continuidade mais ou menos evidente. Não uma continuidade simplista
marcada pela repetição, mas sim uma continuidade marcada pela
experiência e pelo aperfeiçoamento que cinco anos das nossas vidas
podem trazer. É assim como uma busca que termina, uma busca que
resultou num disco mais consistente, mais homogéneo, mais Alla Polacca
do que nunca. Os mesmos Alla Polacca de sempre; felizmente.
Mas voltemos à respiração. À respiração proporcionada por um disco que
vive sem pressas, um disco fortemente ambiental, de atmosferas quase
sempre melancólicas; quase sempre. Um disco que nos diz o que tem a
dizer sem arrepios, desvendando aqui e ali uma faceta mais sónica
nestes Alla Polacca. Experimentando algumas variações de ritmo, é ainda
assim a canção o que os Alla Polacca perseguem; primeiro através da
música, numa busca incerta do ser pop,
depois através das palavras, todas da autoria de Francisco Silva (Old
Jerusalem). Tudo parece querer surgir com uma naturalidade única, num
elogio à espontaneidade que a banda faz questão de afirmar, quer numa
ideia de improviso subjacente ao processo criativo, quer nos avanços
experimentais sentidos em “We’re Metal And Fire In The Pliers Of Time”.
Tudo sem nunca perder o lado emocional das suas canções, muitas vezes
simples, outras vezes cheias dos complexos pormenores que as
identificam; que marcam sem dúvida o rock ambiental dos Alla Polacca.
Porque é importante haver tempo para respirar enquanto se reflecte;
enquanto se absorve com prazer o sentido da coisa, é importante
conhecer “We’re Metal And Fire In The Pliers Of Time”."
http://a-trompa.net/olhares/olhareswe%E2%80%99re-metal-and-fire-in-the-pliers-of-time-alla-polacca/
Powered by  | | English | | Albanian | | Arabic | | Bulgarian | | Catalan | | Chinese | | Croatian | | Czech | | Danish | | Dutch | | Estonian | | Filipino | | Finnish | | French | | Galician | | German | | Greek | | Hebrew | | Hindi | | Hungarian | | Indonesian | | Italian | | Japanese | | Korean | | Latvian | | Lithuanian | | Maltese | | Norwegian | | Polish | | Portuguese | | Romanian | | Russian | | Serbian | | Slovak | | Slovenian | | Spanish | | Swedish | | Thai | | Turkish | | Ukrainian | | Vietnamese |
|
|
|
|
Monday, November 10, 2008
 |
"Levou
tempo até aos Alla Pollaca editarem o seu segundo longa duração. Mas
valeu a pena a espera. Mais uma vez estamos perante um disco moldado
pelo estado de espírito que a banda atravessa no momento. Um registo
que cresce, impulsionado pelas pessoas que nesta altura dão corpo ao
projecto. Em termos sonoros “We’re Metal And Fire In The Pliers Of
Time” não está muito longe do anterior trabalho, mas fica a metros do
EP “Not The Wite P?” Mais uma vez as guitarras são a base da criação
das canções dos Alla Polacca. São sete temas atmosféricos, quase a
tocar as nuvens, enxertados aqui e ali por alguns laivos mais sónicos. Estamos
perante um disco que nos faz recordar “Grace” de Jeff Buckley, e por
influência deste extraordinário músico que nos deixou precocemente,
qualquer um dos discos de Radiohead. Mas o que é certo, é que o
tempo tem feito os Alla Polacca amadurecerem. Estamos perante uma banda
virtuosa, que sabe criar excelentes pedaços de música, que tem já o seu
caminho trilhado e um som muito seu. Estamos perante um registo
muito homogéneo, cheio de cores pardacentas, com palavras saídas da
pena de Francisco Silva (Old Jerusalem). Portanto o que vale neste
disco são mesmos as canções, aqui e ali servidas com alguns sublimes
pormenores que nos prendem a atenção. Sem medo de serem assim, os
Alla Polacca atrevem-se a dar, por vezes, um toque mais experimental
aos seus temas o que só os faz ficarem mais apetecíveis ainda. São
frontais, arriscam, sem perderem no entanto a noção do que é criar uma
boa canção. Tudo isto nos faz ter grande fé nestes Alla Polacca.
Eles são um grupo, hoje presente à conta deste registo. Contudo,
sabemos que o seu futuro, pode não ser já amanhã. Mas se um dia eles
nos brindarem com novo registo, temos a certeza de que ele será tão
brilhante quanto este."
Nuno Ávila http://santosdacasa.blogspot.com/
Powered by  | | English | | Albanian | | Arabic | | Bulgarian | | Catalan | | Chinese | | Croatian | | Czech | | Danish | | Dutch | | Estonian | | Filipino | | Finnish | | French | | Galician | | German | | Greek | | Hebrew | | Hindi | | Hungarian | | Indonesian | | Italian | | Japanese | | Korean | | Latvian | | Lithuanian | | Maltese | | Norwegian | | Polish | | Portuguese | | Romanian | | Russian | | Serbian | | Slovak | | Slovenian | | Spanish | | Swedish | | Thai | | Turkish | | Ukrainian | | Vietnamese |
|
|
|
|
Monday, November 10, 2008
 |
"Não
temos especial apreço pela prata da casa só porque é da casa. E até nos
deixa um nadinha enojados o incondicionalíssimo portuguesismo que manda
elogiar tudo o que é feito por cá, mesmo que a música seja um deserto
de ideias e concretizações. Temos bandas capazes de ombrear, tantas
vezes com imensa vantagem, com o que quer que se faça lá fora, por
isso, não precisamos de paninhos quentes. Se é mau, é mau. Se é bom, há
que destacar isso mesmo.
E é bom o último registo dos Alla Polacca. Mas também está ainda para
sair um disco que seja mau e tenha o selo da Bor Land. Em oito anos de
convívio, a etiqueta portuense já editou nomes como Old Jerusalem,
Carlos Bica, Lobster, Bypass e, talvez o mais divertido (e comprido)
nome da música portuguesa contemporânea, Most People Have Been Trained
to Be Bored.
Depois de uma edição de autor de colaboração com Old Jerusalem, em
2001, e de um EP e um trabalho repartido com os Stowaways, dois anos
depois, os Alla Polacca editam agora o primeiro longa-duração com um
enigmático título e um trabalho gráfico de uma simplicidade desarmante,
com bandeiras que lembram um bocadinho o imaginário da Alice no País
das Maravilhas. E isto é mesmo espaço de descoberta e fascínio, apoiado
pelas letras escritas por Francisco Silva (Old Jerusalem), que faz
ressoar por aqui a pop acabrunhada a que nos habituou desde "April", já
lá vão quase seis anos.
Os Alla Polacca tocam devagar mas nem por isso deixam de tocar alto: o
épico tema de entrada, 'The Rush (First Stop)', é experimentação à
Slint com uma demão de tintas de alegre abstraccionismo pop. Já
'They'll Do Without Us' é um tema em carne viva, que cresce por todos
os lados e não acaba ali, aos seis minutos e pouco, quando já toca 'Woe
and Glory'. Esta, não sendo a mais luminosa canção do ano, tem uma rede
mais confiável e é território que, para todos os efeitos, já foi
explorado antes.
As canções de "We're Metal and Fire in the Pliers of Time" não são
masmorra que aprisiona, antes vulcão adormecido com contidas erupções.
A bateria de Duarte Silva, em 'The Cold (Doubt)', é um pequeníssimo
apontamento tribal a romper a densa malha do neo-experimentalismo das
guitarras (Leonel Sousa e Rodrigo Cardoso) e do baixo (Márcio
Carvalho), que é, afinal, o núcleo desta música. Mas, ao contrário de
outros que saturam a pauta de ruído e maneirismos de puro desvio
inconsequente da norma, os Alla Polacca abrem um imenso espaço de
respiração.
Até o tema mais longo, 'Last Day', que fecha o disco e ultrapassa os
nove minutos, respeita a equação calmaria-ruído-calmaria, estruturante
de moradas como Mogwai e até Spiritualized em certos momentos, sem por
isso deixar de ser um belíssimo sonho pop."
Helder Gomes http://cotonete.clix.pt/quiosque/novos_discos/body.aspx?id=423
Powered by  | | English | | Albanian | | Arabic | | Bulgarian | | Catalan | | Chinese | | Croatian | | Czech | | Danish | | Dutch | | Estonian | | Filipino | | Finnish | | French | | Galician | | German | | Greek | | Hebrew | | Hindi | | Hungarian | | Indonesian | | Italian | | Japanese | | Korean | | Latvian | | Lithuanian | | Maltese | | Norwegian | | Polish | | Portuguese | | Romanian | | Russian | | Serbian | | Slovak | | Slovenian | | Spanish | | Swedish | | Thai | | Turkish | | Ukrainian | | Vietnamese |
|
|
|
|
Monday, November 10, 2008
 |
"Até onde mais se
poderá esticar o rock? O rock, instituição fundamental na definição da
cultura popular e da própria história do século XX, terá tomado
consciência da possibilidade da sua própria morte quando os Tortoise e
os GYBE! estilhaçaram definitivamente as suas premissas, nos já
longínquos anos noventa. Contudo, há vozes que clamam que ele resistiu,
que o rock continua por aí, apesar do aspecto moribundo.
O pós-rock, disciplina de fronteiras pouco definidas que desde os 90’s
até aos dias de hoje (estamos em 2008 e o povo dos Estados Unidos da
América acaba de eleger um afro-americano para governar o país), vem
vivendo num prolongado contra-senso, anunciando aos quatro ventos a
cada vez mais próxima morte do rock, mas vivendo à sua custa, qual
sanguessuga. E o famoso “vai acima vai abaixo” e os “crescendos épicos“
são marcas registadas que passados alguns anos anos de repetida
utilização acusam um desgaste inevitável, e da múltipla imitação
resulta um produto que cada vez vai ficando mais desfasada da coisa
verdadeira original.
É assim notável que uma banda portuguesa que tenha pegado em algumas
das suas premissas tenha conseguido desenvolver uma música com uma
marcada dose de individualidade. De facto esse lado pós-rock é apenas
um ponto (o mais fácil) por onde se poderá pegar na música dos Alla
Polacca. Mas há outros, porque esta música não se deixa limitar por
referências, absorvendo várias ideias para as transformar em formas
novas que vão definindo uma personalidade coerente.
A banda da Bor Land tem neste disco, depois de edições mais pequenas
“Why Not You?” (2003), “Not the White P?” (2003) e Old & Alla
(edição de autor, 2001), a sua obra mais consistente, um disco maduro e
bem trabalhado. Longe estará o tempo da “procura de um som”, a
sonoridade que a banda aqui apresenta tem objectivos e metas definidas,
nota-se um trabalho seguro de planeamento, que se afasta de bandas cujo
conceitos se baseia num processo menos estimulante (e mais preguiçoso)
de “fazer meia dúzia de crescendos épicos e já está”.
Estamos em 2008 e o rock ainda não morreu, mas o pós-rock estará
próximo dos seus últimos dias. Ironicamente, quem profetizava a morte
acabará morrendo mais cedo. Os Alla Polacca não têm nada a ver com
isto, porque fazem uma música com personalidade que não se deixa levar
em ondas passageiras, e o que aqui ouvimos em “We’re Metal and Fire In
the Pliers of Time” poderá ter um certo grau de intemporadidade – ou,
pelo menos, poderá daqui a dez anos provocar audições entusiasmantes.
Não será esse o propósito fundamental que está por detrás deste
projecto, mas foi alcançado - não é coisa pouca e não é para todos." Nuno Catarino nunocatarino@gmail.com
http://www.bodyspace.net/album.php?album_id=1436
Powered by  | | English | | Albanian | | Arabic | | Bulgarian | | Catalan | | Chinese | | Croatian | | Czech | | Danish | | Dutch | | Estonian | | Filipino | | Finnish | | French | | Galician | | German | | Greek | | Hebrew | | Hindi | | Hungarian | | Indonesian | | Italian | | Japanese | | Korean | | Latvian | | Lithuanian | | Maltese | | Norwegian | | Polish | | Portuguese | | Romanian | | Russian | | Serbian | | Slovak | | Slovenian | | Spanish | | Swedish | | Thai | | Turkish | | Ukrainian | | Vietnamese |
|
|
|
|
Wednesday, October 08, 2008
 |
Dia 23 de Novembro será lançado o novo disco 'We..re Metal and Fire in the Pliers of Time' com concerto de apresentação no Teatro Viriato em Viseu. Segue-se o alinhamento do disco:
01. The Rush (First Stop) 02. They I'll Do Without Us 03. Woe And Glory 04. The Cold (Doubt) 05. King Of Winter 06. The Lie (Conspiracy and Anticipation) 07. Last Day
WE'RE METAL AND FIRE IN THE PLIERS OF TIME
Márcio Carvalho / Duarte Silva / Leonel Sousa / Rodrigo Cardoso Letras - Francisco Silva (Old Jerusalem) Sintetizador - Pedro Marques Produção - Inês Lamares, Rodrigo Cadoso Mistura - Jorge Coelho, Pedro Chamorra Masterização - Alan Douches Artwork - Carlos Pinheiro
Em parceria com: Cinema Passos Manuel GDA - Gestão dos Direitos dos Artistas
Mais informações em: http://www.bor-land.com/pt/catalogo/bl037.htm http://www.allapolacca.org
Powered by  | | English | | Albanian | | Arabic | | Bulgarian | | Catalan | | Chinese | | Croatian | | Czech | | Danish | | Dutch | | Estonian | | Filipino | | Finnish | | French | | Galician | | German | | Greek | | Hebrew | | Hindi | | Hungarian | | Indonesian | | Italian | | Japanese | | Korean | | Latvian | | Lithuanian | | Maltese | | Norwegian | | Polish | | Portuguese | | Romanian | | Russian | | Serbian | | Slovak | | Slovenian | | Spanish | | Swedish | | Thai | | Turkish | | Ukrainian | | Vietnamese |
|
|
|
|