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alla polacca



Last Updated: 7/15/2009

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Thursday, January 15, 2009 
"Ao contrário de outros, que dizem de cortar a respiração, “We’re Metal And Fire In The Pliers Of Time” tem o condão de nos deixar respirar. Respirar bem. Bem-vindos ao novo álbum da banda de Márcio Carvalho (baixo e voz), Duarte Silva (bateria), Leonel Sousa (guitarra e voz) e Pedro Silva (guitarra); os Alla Polacca.
Cinco após o lançamento do álbum de estreia, o split “Why Not You?” (Bor Land, 2003), partilhado com os Stowaways, os Alla Polacca regressam para completar um ciclo. Assim parece. Regressam para mostrar o que por este ou por aquele motivo ficou por dizer em 2003. É assim que nasce “We’re Metal And Fire In The Pliers Of Time”, numa continuidade mais ou menos evidente. Não uma continuidade simplista marcada pela repetição, mas sim uma continuidade marcada pela experiência e pelo aperfeiçoamento que cinco anos  das nossas vidas podem trazer. É assim como uma busca que termina, uma busca que resultou num disco mais consistente, mais homogéneo, mais Alla Polacca do que nunca. Os mesmos Alla Polacca de sempre; felizmente.
Mas voltemos à respiração. À respiração proporcionada por um disco que vive sem pressas, um disco fortemente ambiental, de atmosferas quase sempre melancólicas; quase sempre. Um disco que nos diz o que tem a dizer sem arrepios, desvendando aqui e ali uma faceta mais sónica nestes Alla Polacca. Experimentando algumas variações de ritmo, é ainda assim a canção o que os Alla Polacca perseguem; primeiro através da música, numa busca incerta do ser pop, depois através das palavras, todas da autoria de Francisco Silva (Old Jerusalem). Tudo parece querer surgir com uma naturalidade única, num elogio à espontaneidade que a banda faz questão de afirmar, quer numa ideia de improviso subjacente ao processo criativo, quer nos avanços experimentais sentidos em “We’re Metal And Fire In The Pliers Of Time”. Tudo sem nunca perder o lado emocional das suas canções, muitas vezes simples, outras vezes cheias dos complexos pormenores que as identificam; que marcam sem dúvida o rock ambiental dos Alla Polacca.
Porque é importante haver tempo para respirar enquanto se reflecte; enquanto se absorve com prazer o sentido da coisa, é importante conhecer “We’re Metal And Fire In The Pliers Of Time”."

http://a-trompa.net/olhares/olhareswe%E2%80%99re-metal-and-fire-in-the-pliers-of-time-alla-polacca/
Monday, November 10, 2008 
"Levou tempo até aos Alla Pollaca editarem o seu segundo longa duração. Mas valeu a pena a espera. Mais uma vez estamos perante um disco moldado pelo estado de espírito que a banda atravessa no momento. Um registo que cresce, impulsionado pelas pessoas que nesta altura dão corpo ao projecto. Em termos sonoros “We’re Metal And Fire In The Pliers Of Time” não está muito longe do anterior trabalho, mas fica a metros do EP “Not The Wite P?”
Mais uma vez as guitarras são a base da criação das canções dos Alla Polacca. São sete temas atmosféricos, quase a tocar as nuvens, enxertados aqui e ali por alguns laivos mais sónicos.
Estamos perante um disco que nos faz recordar “Grace” de Jeff Buckley, e por influência deste extraordinário músico que nos deixou precocemente, qualquer um dos discos de Radiohead.
Mas o que é certo, é que o tempo tem feito os Alla Polacca amadurecerem. Estamos perante uma banda virtuosa, que sabe criar excelentes pedaços de música, que tem já o seu caminho trilhado e um som muito seu.
Estamos perante um registo muito homogéneo, cheio de cores pardacentas, com palavras saídas da pena de Francisco Silva (Old Jerusalem). Portanto o que vale neste disco são mesmos as canções, aqui e ali servidas com alguns sublimes pormenores que nos prendem a atenção.
Sem medo de serem assim, os Alla Polacca atrevem-se a dar, por vezes, um toque mais experimental aos seus temas o que só os faz ficarem mais apetecíveis ainda. São frontais, arriscam, sem perderem no entanto a noção do que é criar uma boa canção.
Tudo isto nos faz ter grande fé nestes Alla Polacca. Eles são um grupo, hoje presente à conta deste registo. Contudo, sabemos que o seu futuro, pode não ser já amanhã. Mas se um dia eles nos brindarem com novo registo, temos a certeza de que ele será tão brilhante quanto este."

Nuno Ávila
http://santosdacasa.blogspot.com/
Monday, November 10, 2008 
"Não temos especial apreço pela prata da casa só porque é da casa. E até nos deixa um nadinha enojados o incondicionalíssimo portuguesismo que manda elogiar tudo o que é feito por cá, mesmo que a música seja um deserto de ideias e concretizações. Temos bandas capazes de ombrear, tantas vezes com imensa vantagem, com o que quer que se faça lá fora, por isso, não precisamos de paninhos quentes. Se é mau, é mau. Se é bom, há que destacar isso mesmo.

E é bom o último registo dos Alla Polacca. Mas também está ainda para sair um disco que seja mau e tenha o selo da Bor Land. Em oito anos de convívio, a etiqueta portuense já editou nomes como Old Jerusalem, Carlos Bica, Lobster, Bypass e, talvez o mais divertido (e comprido) nome da música portuguesa contemporânea, Most People Have Been Trained to Be Bored.

Depois de uma edição de autor de colaboração com Old Jerusalem, em 2001, e de um EP e um trabalho repartido com os Stowaways, dois anos depois, os Alla Polacca editam agora o primeiro longa-duração com um enigmático título e um trabalho gráfico de uma simplicidade desarmante, com bandeiras que lembram um bocadinho o imaginário da Alice no País das Maravilhas. E isto é mesmo espaço de descoberta e fascínio, apoiado pelas letras escritas por Francisco Silva (Old Jerusalem), que faz ressoar por aqui a pop acabrunhada a que nos habituou desde "April", já lá vão quase seis anos.

Os Alla Polacca tocam devagar mas nem por isso deixam de tocar alto: o épico tema de entrada, 'The Rush (First Stop)', é experimentação à Slint com uma demão de tintas de alegre abstraccionismo pop. Já 'They'll Do Without Us' é um tema em carne viva, que cresce por todos os lados e não acaba ali, aos seis minutos e pouco, quando já toca 'Woe and Glory'. Esta, não sendo a mais luminosa canção do ano, tem uma rede mais confiável e é território que, para todos os efeitos, já foi explorado antes.

As canções de "We're Metal and Fire in the Pliers of Time" não são masmorra que aprisiona, antes vulcão adormecido com contidas erupções. A bateria de Duarte Silva, em 'The Cold (Doubt)', é um pequeníssimo apontamento tribal a romper a densa malha do neo-experimentalismo das guitarras (Leonel Sousa e Rodrigo Cardoso) e do baixo (Márcio Carvalho), que é, afinal, o núcleo desta música. Mas, ao contrário de outros que saturam a pauta de ruído e maneirismos de puro desvio inconsequente da norma, os Alla Polacca abrem um imenso espaço de respiração.

Até o tema mais longo, 'Last Day', que fecha o disco e ultrapassa os nove minutos, respeita a equação calmaria-ruído-calmaria, estruturante de moradas como Mogwai e até Spiritualized em certos momentos, sem por isso deixar de ser um belíssimo sonho pop."

Helder Gomes
http://cotonete.clix.pt/quiosque/novos_discos/body.aspx?id=423
Monday, November 10, 2008 
"Até onde mais se poderá esticar o rock? O rock, instituição fundamental na definição da cultura popular e da própria história do século XX, terá tomado consciência da possibilidade da sua própria morte quando os Tortoise e os GYBE! estilhaçaram definitivamente as suas premissas, nos já longínquos anos noventa. Contudo, há vozes que clamam que ele resistiu, que o rock continua por aí, apesar do aspecto moribundo.


O pós-rock, disciplina de fronteiras pouco definidas que desde os 90’s até aos dias de hoje (estamos em 2008 e o povo dos Estados Unidos da América acaba de eleger um afro-americano para governar o país), vem vivendo num prolongado contra-senso, anunciando aos quatro ventos a cada vez mais próxima morte do rock, mas vivendo à sua custa, qual sanguessuga. E o famoso “vai acima vai abaixo” e os “crescendos épicos“ são marcas registadas que passados alguns anos anos de repetida utilização acusam um desgaste inevitável, e da múltipla imitação resulta um produto que cada vez vai ficando mais desfasada da coisa verdadeira original.

É assim notável que uma banda portuguesa que tenha pegado em algumas das suas premissas tenha conseguido desenvolver uma música com uma marcada dose de individualidade. De facto esse lado pós-rock é apenas um ponto (o mais fácil) por onde se poderá pegar na música dos Alla Polacca. Mas há outros, porque esta música não se deixa limitar por referências, absorvendo várias ideias para as transformar em formas novas que vão definindo uma personalidade coerente.

A banda da Bor Land tem neste disco, depois de edições mais pequenas “Why Not You?” (2003), “Not the White P?” (2003) e Old & Alla (edição de autor, 2001), a sua obra mais consistente, um disco maduro e bem trabalhado. Longe estará o tempo da “procura de um som”, a sonoridade que a banda aqui apresenta tem objectivos e metas definidas, nota-se um trabalho seguro de planeamento, que se afasta de bandas cujo conceitos se baseia num processo menos estimulante (e mais preguiçoso) de “fazer meia dúzia de crescendos épicos e já está”.

Estamos em 2008 e o rock ainda não morreu, mas o pós-rock estará próximo dos seus últimos dias. Ironicamente, quem profetizava a morte acabará morrendo mais cedo. Os Alla Polacca não têm nada a ver com isto, porque fazem uma música com personalidade que não se deixa levar em ondas passageiras, e o que aqui ouvimos em “We’re Metal and Fire In the Pliers of Time” poderá ter um certo grau de intemporadidade – ou, pelo menos, poderá daqui a dez anos provocar audições entusiasmantes. Não será esse o propósito fundamental que está por detrás deste projecto, mas foi alcançado - não é coisa pouca e não é para todos."

Nuno Catarino
nunocatarino@gmail.com

http://www.bodyspace.net/album.php?album_id=1436

 
Wednesday, October 08, 2008 
Dia 23 de Novembro será lançado o novo disco 'We..re Metal and Fire in the Pliers of Time' com concerto de apresentação no Teatro Viriato em Viseu.
Segue-se o alinhamento do disco:

01. The Rush (First Stop)
02. They I'll Do Without Us
03. Woe And Glory
04. The Cold (Doubt)
05. King Of Winter
06. The Lie (Conspiracy and Anticipation)
07. Last Day


WE'RE METAL AND FIRE IN THE PLIERS OF TIME

Márcio Carvalho / Duarte Silva / Leonel Sousa / Rodrigo Cardoso

Letras - Francisco Silva (Old Jerusalem)
Sintetizador - Pedro Marques

Produção - Inês Lamares, Rodrigo Cadoso
Mistura - Jorge Coelho, Pedro
Chamorra
Masterização - Alan Douches
Artwork - Carlos Pinheiro



Em parceria com:
Cinema Passos Manuel
GDA - Gestão dos Direitos dos Artistas

Mais informações em:
http://www.bor-land.com/pt/catalogo/bl037.htm
http://www.allapolacca.org