Voce não me conhece, e já me ve como alguém a se apaixonar.
Não sei se é pelo meu e teu apego à terra, árvores e riachos.
Pode ser pelo meu silêncio e observação da órbita das palavras.
Pode ser o preço da cerveja, ou da defesa.
Até mesmo a força com que eu queria que me visse como alguém a se apaixonar.
Já intendo seus e meus desapontamentos.
Expectativas, ânsias e fortes vontades que tomam o todo e a razão.
Até que elas se preencham, e o ócio as transformem em amargo desgosto.
Assim o rancor e o ódio expulsam as ânsias e vontades, e tomam conta da razão.
Não é meio, nem pouco, tampouco com miséria, você só vai de todo.
E teus todos te levam, oscilando entre a paixão efêmera e o ódio ainda mais efêmero.
Eu não me conheço, eu não lhe conheço e já a vejo como alguém a me apaixonar.