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Cine-Teatro Constantino Nery

Constantino Nery Cine-Teatro Constantino Nery


Last Updated: 11/12/2009

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November 15, 2008 - Saturday 
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Teatro: Constantino Nery renasce hoje em Matosinhos
2008-11-15 06:35:00

Porto, 15 Nov (Lusa) - O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, preside hoje, em Matosinhos, à cerimónia de inauguração do reconstruído Cine Teatro Constantino Nery.

"Vai ter uma programação vasta e diversificada, dirigida a diferentes públicos", disse à Lusa o vereador responsável pela Cultura da Câmara de Matosinhos, Fernando Rocha.

"Queremos que o Constantino Nery se torne num permanente pólo de atracção na Área Metropolitana do Porto (AMP)", salientou o autarca.

A cerimónia de inauguração será antecedida por uma sessão de teatro de rua, a partir das 16:45, a cargo da companhia Balleteatro e da Academia Contemporânea do Espectáculo.

Após a inauguração, a Orquestra de Jazz de Matosinhos vai dar um concerto, às 22:00, com a participação dos solistas convidados, os saxofonistas Chris Cheek, Mark Turner e Joshua Redman, músicos da primeira linha do jazz norte-americano.

O edifício, localizado no centro da cidade, foi adquirido pela Câmara de Matosinhos em 2001, por 360 mil euros, quando se encontrava em adiantado estado de degradação.

As obras iniciaram-se em Junho de 2007, sendo o projecto de reconstrução do Constantino Nery, orçado em 3,8 milhões de euros, do arquitecto e professor universitário Alexandre Alves Costa, que decidiu manter apenas a volumetria e a fachada do antigo edifício.

"O Constantino Nery será um espaço polivalente capaz de acolher espectáculos de música, dança, teatro, cinema, exposições e conferências", disse Fernando Rocha.

O espaço vai abrir-se ao teatro (clássico, contemporâneo e alternativo), tanto através de produção própria, como em coprodução ou acolhimento.

O Cine-Teatro Constantino Nery, que durante mais de 70 anos foi a única casa de espectáculos de Matosinhos, abriu em 1906 e fechou nos anos 80 do século XX.

PF.

Lusa/Fim

keywords: cultura
November 13, 2008 - Thursday 

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ESTÃO DE REGRESSO OS GLORIOSOS DIAS DO CINE-TEATRO CONSTANTINO NERY

A histórica casa de espectáculos abre portas a 15 de Novembro

O pó do palco. O nervosismo da estreia. As pancadas de Moliére. As cadeiras alinhadas cheias de público. Um saudável frenesim nos bastidores. O guarda-roupa pendurado. A maquilhagem. Estamos prestes a ter de volta, com o mesmo rosto, mas com uma nova vida, o "velhinho" Constantino-Nery, a mais antiga sala de espectáculos do concelho. A magia do palco está de regresso ao coração da cidade.

Consciente da importância do Cine-Teatro Constantino Nery na memória e na herança cultural de Matosinhos, a Câmara adquiriu, em 2001, este equipamento iniciando-se, então, o processo de recuperação. O investimento total representa um esforço financeiro de 3 milhões e 500 mil euros, sendo co-financiado pelo Programa Operacional de Cultura.

Inaugurado a 10 de Junho de 1906, o Cine-Teatro Constantino Nery foi, em Matosinhos, durante vários anos, o ponto de encontro da comunidade matosinhense. Décadas mais tarde, pelos anos 80, o espaço cultural entrou em decadência ficando praticamente em ruínas.

O arqº Alexandre Alves Costa foi o autor do projecto de recuperação desta sala de espectáculos centenária. No fundo, do antigo Cine-Teatro, apenas se mantém a fachada, que foi numerada, desmontada e armazenada em estaleiro para ser novamente reconstruída no mesmo local, e a volumetria.

O interior integra, no piso inferior, uma pequena sala polivalente para conferências, exposições e pequenos concertos e, no piso superior, uma sala de espectáculos funcional e de vanguarda com a particularidade de as cerca de 240 cadeiras da plateia serem amovíveis, permitindo adaptar a sala de acordo com o tipo de espectáculo a apresentar. Acresce, ainda, que a cobertura do novo teatro será em cobre e, no cimo da torre com 14 metros de altura, haverá uma luz, uma espécie de farol que funcionará como símbolo do novo espaço.

A entrada no Teatro vai ser feita pelo átrio que dá acesso directo ao Foyer, um espaço amplo com pé direito duplo. Deste ponto de partida acede-se a todos os espaços do Teatro, nomeadamente, à sala principal.

A sala principal é, certamente, o espaço mais nobre do Teatro e nela distinguem-se, como seria de esperar, dois grandes espaços: o palco e a plateia. A sala foi pensada para permitir o máximo de mobilidade e versatilidade possível, prevendo-se o equipamento necessário para que o Teatro funcione em perfeição com as mais variadas artes, tanto de cinema como de música, nas suas muitas vertentes, e, claro está, de teatro.

Do Foyer aceder-se-á, ainda, ao espaço polivalente do piso 3, com vistas para a Avenida Serpa Pinto, onde se realizarão actividades paralelas para públicos menores e funcionará um espaço do tipo Café-Concerto, com uma comunicação versátil à plateia. Além destes espaços meramente técnicos, foi prevista uma sala no piso 8 para ensaios com uma dimensão muito semelhante à do palco principal.

O grande objectivo desta grande obra é a revitalização deste equipamento cultural, fazendo dele um espaço polivalente capaz de acolher espectáculos de música, dança, teatro, exposições e conferências, além de cinema. 


Memória de outras épocas

  O Teatro Constantino Nery foi construído numa época em que a existência de uma casa de espectáculos era considerada mais do que um equipamento de lazer, uma verdadeira marca da civilização. A inauguração foi no dia 10 de Junho de 1906.

Construído por iniciativa de Emidio José Ló Ferreira e baptizado com o nome do então governador do estado brasileiro de Manaus, o que evidencia as fortíssimas relações que na época havia entre Matosinhos e o Brasil, o Constantino Nery foi, ao longo de oito décadas, a grande casa de espectáculos de Matosinhos.

Em Matosinhos havia, nessa altura, uma forte tradição teatral patente, sobretudo, no larguíssimo número de grupos de teatro amador existentes. Particularmente na época balnear, altura em que Matosinhos e Leça se animavam com numerosos veraneantes que aqui acorriam para os banhos de mar, multiplicavam-se os espectáculos teatrais.

Foi neste teatro que se realizaram, logo em Novembro de 1906, as primeiras exibições cinematográficas e que consistiam essencialmente nos chamados filmes panorâmicos, ou seja, pequenos documentários.

A partir da década de 30, dá-se uma expansão significativa do cinema em Matosinhos com um considerável movimento de abertura de novas salas em vários locais do concelho.

Em 1937, a empresa Sousa &Filho, que era proprietária do Constantino Nery, passa também a explorar um cinema ao ar livre situado nos jardins da Confraria do Senhor de Matosinhos, abrindo, ainda, em 1948 um novo cinema ao ar livre na Rua Brito Capelo com uma lotação de 360 lugares.

É, principalmente, durante as décadas de 50 e 60 que esta sala vive o seu período áureo com uma programação cinematográfica regular e diversificada onde se destacam os grandes êxitos do cinema da época, nomeadamente os filmes de aventuras de origem americana e os dramas históricos italianos.

No entanto, a partir dos anos 70, a falta de filmes em estreias, uma vez que eram apenas exibidas reposições, e a crescente degradação da sala que conduziu mesmo ao seu encerramento temporário por falta de condições de segurança, levaram ao progressivo afastamento do público que passou a preferir cinemas da cidade do Porto.

Na década de 80 era já apenas uma pálida sombra da grandiosa casa de espectáculos inaugurada no início do século. A incapacidade em modificar esta situação, levou a que esta sala entrasse num processo progressivo de degradação e decadência que culminaram no seu encerramento e abandono.

Continuou, no entanto, na memória de várias gerações de matosinhenses que viveram os dias gloriosos do Constantino Nery, as recordações de inesquecíveis momentos de emoção vividos na tela do cinema, assim como o desejo desta sala voltar a recuperar o seu lugar como uma das principais infra-estruturas culturais da cidade.


A programação

Uma programação vasta, diversificada, dirigida a diferentes públicos e artes performativas, vai fazer do Cine-Teatro Constantino Nery um permanente pólo de atracção na Área Metropolitana do Porto.

Teatro clássico, contemporâneo, alternativo em produção própria, co-produções ou acolhimento, não faltarão alternativas a este nível, complementadas, por exemplo, com o Festival de Teatro Lusófono, com o encontro de Teatro Amador ou com a parceria estabelecida com o FITEI (Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica).

Ainda no que diz respeito ao teatro, na sua vertente educativa, haverá um curso profissional numa parceria com a Escola de Artes da Seiva Trupe. Oficinas temáticas, ensaios abertos ao público, visitas ao teatro, conversas com criadores, programação contínua de peças de Teatro dos autores abordados no ensino secundário para as escolas estão entre as fórmulas estrategicamente planeadas para a programação anual desta sala de espectáculos, de forma a que a interacção com o público e com as escolas seja contínua e frutífera.

Ao longo de 2009, o cinema terá também lugar no Constantino Nery através de uma programação contínua de ciclos de cinema independente, worshops e encontros versando esta temática.

A música será de relevante importância na dinamização deste espaço localizado no coração da cidade de Matosinhos que vai apresentar uma programação contínua de música clássica, jazz e alternativa, estando já programado um ciclo de concertos com a Orquestra de Jazz de Matosinhos, bem como um conjunto de conferências sobre jazz com a coordenação de Manuel Jorge Veloso.

A dança, com uma programação contínua de Dança Contemporânea e diversos worshops; dinamização do espaço café concerto com noites de poesia, pequenos concertos, estas temáticas, mostra de documentários, curtas e grandes reportagens, tertúlias, completam uma calendarização multifacetada e ambiciosa que promete, para 2009, brilho, glamour, talento e arte. 

Para mais informações visite as outras áreas sobre o Constantino Nery no menu lateral.

November 10, 2008 - Monday 

Entrevista à directora do Cine-Teatro Constantino Nery: Queremos companhias do Porto em Matosinhos

Publicado em Instituição, Recortes por Jorge no Novembro 7, 2008
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‘Quero companhias do Porto em Matosinhos’
Luísa Pinto é a directora artística do Teatro Constantino Nery, em Matosinhos, que reabre as portas no próximo dia 15. Com um orçamento de um milhão de euros, assume que quer cativar estruturas teatrais portuenses

O próximo dia 15 será de intensa actividade cultural em Matosinhos, com a reabertura do Cine Teatro Constantino Nery. A festa começa à tarde, em vários pontos da cidade, culminando à noite, com um concerto pela Orquestra de Jazz de Matosinhos e os convidados Chris Cheek, Joshua Redman e Mark Turner.

Nomeada directora artística por um período de três anos - tem, para 2009, um orçamento de um milhão de euros -, a encenadora Luísa Pinto explica quais serão as prioridades do renovado espaço, entre elas, a captação das pequenas companhias teatrais do Porto.

O que é que o “Constantino Nery” vai ter de especial para enfrentar a concorrência de uma cidade como o Porto?

O que vai ter de diferente é um projecto educativo, para educar e formar o público. É uma grande lacuna em alguns espaços culturais, não pela vontade de quem os dirige, mas porque o país é assim mesmo: chegamos ao produto e esquecemo-nos de formar as pessoas para consumirem o produto. Uma das grandes preocupações do “Constantino Nery” é aguçar o apetite para se ir ver determinado espectáculo, mas que as pessoas percebam esse espectáculo.

Como se faz isso?

Vamos ter ensaios abertos ao público, para as pessoas perceberem como é que se chega ao dia da estreia, conversas com os criadores, ateliers e workshops, nas áreas de audiovisual, cenografia, artes plásticas e dramaturgia. Haverá um prémio Constantino Nery para estimular a escrita para teatro. Muita gente escreve para cinema. Para teatro, não. Todos os escritores da lusofonia podem concorrer. É muito difícil encontrarmos textos com alguma contemporaneidade, da lusofonia ou só portugueses.

Outras apostas…

O curso de teatro da Seiva Trupe, que vai acontecer em parceria com o “Constantino Nery”, também para formar públicos da cidade, porque é preciso. Vamos ter uma extensão do “Indie Lisboa”, porque vamos ter muito cinema independente. Os ciclos de cinema independente são uma das grandes apostas do “Constantino Nery”. Vamos ter também um encontro de teatro amador da cidade, atribuindo um prémio. Na área do jazz, vamos ter conferências organizadas e orientadas por Manuel Jorge Veloso, havendo um concerto depois, tirando partido da Orquestra de Jazz de Matosinhos, que é considerada, neste momento, uma das melhores orquestras de jazz da Europa.

E a nível de parcerias?

Temos parcerias previstas com o Theatro Circo, de Braga, com a Seiva Trupe, no caso do curso, com o FITEI, com o “Indie Lisboa”. Co-produções vamos ter algumas: com o Balleteatro, numa criação nova da Né Barros a estrear lá, uma com a Escola de Mulheres, outras com a Academia Contemporânea do Espectáculo e com a ESMAE, na área da música.

Programou todo o ano de 2009?

Programei o cinema, a dança, o teatro e o projecto educativo. Ou seja, tudo, à excepção da música clássica, que está muito bem programada por Manuel Dias da Fonseca. Foi só acolhê-la.

Qual é o orçamento para o primeiro ano?

Um milhão de euros.

Quando pensa obter o retorno?

O retorno de um equipamento deste género leva sempre três anos. O primeiro é para programar (e, no que me diz respeito, já passou), o segundo é para captar públicos e o terceiro é para fidelizar. Se, no final de 2009, conseguir ter 50% de bilheteira, numa cidade que há 30 anos não tem público de teatro, dou-me por muito feliz.

O teatro será a grande aposta?

A área do teatro é a grande aposta do momento, porque é aquela que mais falta faz.

O “Constantino Nery” poderá fazer parte de redes como o Território Artes?

Pode e deve, mas não em 2009, porque estamos a apalpar terreno. O “Constantino Nery” é, sobretudo, uma casa de acolhimento. Vamos tendo produções próprias, mas muito poucas.

Vai receber grupos do Porto?

Faço questão de privilegiar as estruturas que existem na cidade do Porto, pelas quais tenho um enorme respeito. Profissional, acima de tudo. Sei que Matosinhos está pronta para as acolher.

Os grupos de Matosinhos também podem representar lá?

Podem e devem. Este encontro de teatro amador é a pensar nisso: da mesma maneira que está pensado abrir o teatro às escolas, vamos abri-lo às colectividades e ao teatro amador, para que tenha oportunidade, quer de formação, quer de levar lá as suas peças.

Como se faz tudo isso sem estacionamento?

Não vamos ter esse problema, apesar de ser uma zona muito congestionada. Há um acordo entre a Câmara e um parque de estacionamento.

JN

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