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Last Updated: 11/20/2009

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Monday, January 12, 2009 
Saturday, March 29, 2008 

Ok, Texas. Mas por aquilo que o Nostradamus  - nosso motorista de táxi de quinta-feira à noite – nos contou, Austin é um pequeno oásis no maior estado norte-americano. É a capital estadual, com 1,8 milhões de habitantes e a "capital mundial da música ao vivo". Não andará longe da verdade, pois o SXSW acontece na 6th Street, a principal atracção da cidade. É uma rua que se estende por 3km, e, porta sim, porta sim – intervalada por poucas lojas de souvenirs, umas pizzarias e um museu do insólito – temos bares e clubes com música ao vivo. Mesmo fora do contexto do Festival, a 6th Street é o sítio onde ir, fechada ao transito aos fins-de-semana e com concertos em todos os espaços. Durante o Festival, que conheceu este ano a sua 21ª edição, os concertos multiplicam-se ainda mais, onde, por exemplo, o EMO’S, um dos clubes mais famosos da cidade, tem 4 palcos com concertos em simultâneo.

Este texanos de Austin são como o Jerry Fletcher (Mel Gibson), no filme "Teoria da conspiração", de 1997. Acreditam piamente que o 11 de Setembro foi  inside Job. A guerra no Iraque? Uma farsa. Pearl Harbor? Uma farsa. Tudo acontece por negócios de armas, de segurança, falsas paranóias e medos impingidos pela família Bush, cujas implicações nos destinos dos EUA, já se fazem notar desde a 1ª guerra mundial, através do avô Preston. Eles lá saberão e apontam os culpados. Vietnam? Uma farsa! Diz-nos Kyle, outrora professor de história e veterano de guerra do Vietnam. Muito aprendemos. Ou daí talvez não. Pobre John Lennon, assassinado por Mark David Chapman, agente da CIA que tinha um microchip implantado no cérebro… Ok Kyle, lá saberás….

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O Festival é muito mais que 700 bandas e 70 palcos oficiais. É muito mais do que 120.000 pessoas. É uma oportunidade de ver de perto todas as bandas que andamos a ouvir no ultimo ano, e que das quais menos de uma dúzia passarão por Portugal em 2008. É um festival de bandas emergentes de todo o mundo, açucarado com uns REM, N.E.R.D, DOLLY PARTON, LOU REED e pouco mais estrelas de dimensão mundial.

É curioso ver que a estrutura do Festival, por acontecer em espaços e pequenos palcos, proporciona um contacto directo entre músicos e público. Tal é assim, que não perdemos a oportunidade de cumprimentar e falar com o Thurston Moore (Sonic Youth), enquanto este tomava um café, à saída do concerto da promessa local, os RINGO DEATHSTARR! São uns miúdos, na casa dos vinte anos, que apesar de serem uns novos MY BLOODY VALENTINE, impressionam com aquele som de guitarras em derrapagem, melodias simples, e uma voz mais grave que um baixo amplificado. Genial.

Antes disso, fomos conhecer o nosso clube. Em plena 6th Street, o HABANA CALLE 6 é um restaurante ambiente Cuba e Che Guevarra. Ok, not our thing, mas no contexto do Festival, vale tudo. Até um clube chamado FADO, mas que em Austin é um pub irlandês.

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SHOOTING SPIRES. Banda emo de Brooklin, com um frontman que se senta à frente de um pequeno teclado KASIO e dezenas de pedais. Uma actuação simpática, mas de elevada carga experimental, poluída com uma voz frágil que se esforça por contar historias. Interessante.

Antes dos RUSSIAN FUTURISTS (Canadá), fomos conhecer o EMO’S. Uma fila enorme para entrar (não tocassem lá os LEMMONHEADS, BLACK KEYS e DAN DEACON) e apanhamos de seguida os DAZZLING KING SOLOMON BAND (outra banda local) e foi a primeira de muitas bandas que exploram o country, o rock, e tinham também um quê de OF MONTREAL. Um belo tema, a lembrar Dylan (com harmónica) e um beat cool. Muito bom, a divertir os presentes, colocando todos igualmente de sorriso na cara.

Voltamos ao Habana. 4 Canadianos simpáticos que regressavam aos EUA após 5 anos, altura em que foram banidos e impedidos de entrar em solo americano porque usavam merchandising com gráficos que incluíam foice e martelo. Demência norte-americana anti-comunista contra uns residentes do Canadá, esse país simpático e inofensivo. As canções também o são, agradáveis, coloridas de teclados, vozes harmoniosas, salpicadas por boas piadas. O vocalista confessou-nos a vontade de ter a sua "lua-de-mel" em Portugal, uma vez que se considera um bom garfo, o que se nota pelo corpanzil enorme, aloirado. Irá dar-se bem por cá, com toda a certeza… "bacalau" diz ele. Sim, de todas as maneiras possíveis, acrescentamos nós… Gostei dos RUSSIAN FUTURISTS, confirmando o que já sabia.

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Back to EMO’S. Aproveitando a nossa portugalidade e criatividade para furar esquemas, conseguimos entrar pela porta dos fundos (seria impossível enfrentar a fila que não desarmava na entrada principal). You guys are cool, I’ll get you inside… oferecemos um cd ao Jonathan – porteiro e musico de uma banda country rock - e lá conseguimos entrar, mesmo a tempo de ver imagens de Terminator 2, numa projecção psicadélica alucinada, sonorizada pelo doido do DAN DEACON. São beats over beats, melodias fantásticas, ritmos crescentes e overlooped, um verdadeiro hino emo psicadélico. Muito bom, de ouvir e ver.

Ao lado, BLACK KEYS. A dupla de Akron (Ohio) faz uso de todo o arsenal rock’n’roll, lembrando uns WHITE STRIPES versão SONICS, de garagem. Rockam.

Duas da manhã. Fim dos concertos, fecham os clubes. Não se vende mais álcool – é proibido beber álcool na rua e que se exceder pode muito bem ir parar à esquadra. Não é coisa que nos apeteça, e não se brinca com a polícia ali. A lei da bala ainda está em vigor… mas também nunca assistimos a nada de especial, tal é o bom ambiente da cidade…. Enquanto esperamos um táxi, passa um louco de bicicleta com um ecrã incorporado a mostrar imagens de um filme XXX. Com som e tudo…. weird Austin.

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Quinta-feira, dia BILDMEISTER. 2 Concertos. Um às 16h e o showcase oficial às 22h. O primeiro tem lugar numa festa da Austin Music Foundation, organismo que promove e apoia músicos independentes. Parece uma cena tipicamente americana: pátio com um palco, ao sol, barbacue e bebidas grátis, um convívio rock’n’roll onde, de alguma forma fomos uma das atracções, a única banda internacional, entre um trio de punk-rockers feminino, uma banda pop indie e outras de que não nos lembramos, numa tentativa de escapar ao sol escaldante com 30 graus à sombra. Perante tal improviso de equipamento – impossível levarmos mais do que guitarras, baixo, pedais, tarola e pratos – disparamos, como nos foi possível, com um backline fraco e improvável. No entanto, compensamos com uma entrega furiosa, abrindo com Model fc840, e pelo menos a certeza que o som, mesmo condicionado, estava óptimo. Alto! Aliás, como em todos os concertos que vimos, o som estava, na maioria dos casos, muito bom. Foram 25 minutos intensos, crus, duros, sónicos. Um bom ensaio para o showcase oficial, a acontecer mais tarde. Despachamos qualquer coisa alimentar, igualmente elementar para suportar os cerca de 6/7 km que fazíamos diariamente, entre clubes e bares da 6th St.

Seis da tarde. Chegamos ao Habana, para deixar guitarras e conhecer as bandas que, de uma forma ou outra, iríamos partilhar o palco. Chegam os BROTHER KITE (Providence, Rhode Island) com óculos de massa e um enorme Patrick Boutwell, vocalista e guitarrista (que iria actuar com uma também enorme Gibson SG de dois braços!). Pouco depois chegam também os SECRET SHINE (Bristol, UK), regressados após uma pausa de 10 anos! Tudo gente afável e nada pretenciosa, com quem acertamos detalhes de partilha de equipamento (nota: pagamos por um muito decente backline – 2 amps de guitarra, de baixo e uma bateria – a fantástica quantia de 10 dólares! Qualquer coisa como 6 euros!... à atenção dos senhores em Portugal que alugam um amplificador de guitarra por 150 euros por dia…).

Aqui não há tempo para soundchecks. Vinte minutos entre bandas e siga a próxima. Como o nosso alinhamento não difere muito das bandas que nos antecederam, tudo correu bem.

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Mas antes, BROTHER KITE. Umas das bandas que tínhamos mais curiosidade em ver, e não nos desiludiram. Um indie rock muito bem construído, sólido, emotivo e que nos pôs bem-dispostos. Bom, muito bom. A seguir, SECRET SHINE; outra banda que trilha os mesmos caminhos dos My Bloody Valentine com a dupla de vocalistas a cumprir uma regra indie – coro homem/ mulher, guitarras, teclados, crescendos deliciosos. Igualmente bom, para quem já cá anda à muitos anos.

BILDMEISTER. O nosso momento. Montar os pedais, afinar guitarras e apenas uma dica ao técnico de som: guitarras acima de tudo, e alto. Tal como gostamos. Foi um dos concertos mais sónicos de sempre, onde debitamos tudo o que tínhamos. Oh god! Not one, not two, but three distortion pedals! …diziam uns Russian Futurists, entusiasmados com a nossa actuação. Model Fc840 de novo a abrir, seguida de Won’t go down that easy, Replaced, The Right place, temas do novo disco. Depois o medley I fit in my stlye + Der Neid, com uma passagem pelo ruído experimentalista com que às vezes (ou será sempre?) pontuamos as nossas actuações. 35 minutos. Tudo o que tínhamos de entrega, fúria, e uma certa dose de cinismo sónico…. Descarregamos! Quem viu, gostou. Oferecemos dezenas de cds… It’s free? Oh my god, thanks so much!Não sei como podemos tocar a seguir ao que vimos, foi brutal e estamos surdos! diziam os BELLAFEA, a banda seguinte. O simpático David Fonseca também lá esteve, visita que, com muito gosto, acabaríamos por retribuir no dia seguinte.

Tempo de chamar um táxi e despachar as armas de volta a casa. Com o Nostradamus, o taxista doido que berrava desalmadamente, em insultos aos gordos americanos, mesmo que ele fosse um deles… Fuck Bush, man!, Fuck America! … mas era boa pessoa; nunca tinha tido um ataque de riso convulsivo dentro de um táxi.

Doseamos a excitação do concerto com mais uma gordurosa fatia de pizza tamanho XL, mesmo à entrada do WAVE ROOFTOP. Estávamos à espera dos HOLY FUCK.

Uma das bandas mais solicitadas do momento (à atenção dos festivais nacionais!) estes - também – canadianos são deliciosos. Para além de uma locomotiva rítmica (o baterista é simplesmente genial, acompanhado por um baixo Groove e que nunca falha!), os dois elementos da frente, Graham Walsh e Brian Borcherdt, são fantásticos pela entrega, pela positividade que irradiam, pela criatividade que arrancam de uma enorme colecção de pequenos teclados e brinquedos, filtrados por outra enorme quantidade de pedais que qualquer guitarrista invejaria. O tema Lovely allen é genial, entusiasmando o público como poucas vezes vimos. Eles a brincar e a divertirem-se a faze-lo. Nós, os que assistimos, também!

A noite já era longa, mas ainda tivemos energias para nos encontrarmos com o Mark, irmão da Sara (que com o Joe, constituíam a nossa família de acolhimento, sem esquecer o casal canídeo da casa, Buster & Ginger, onde fomos muito bem tratados, com condições fantásticas e uma simpatia incomum!), que nos arrastou para uma festa no Museu das Crianças de Austin. Uma festa muito emo, cheia de freaks, doidos, concertos com bandas vestidas de coelhos e outras demências, entre comboios a percorrer todo o museu, brincadeiras ópticas e casinhas de brincar, onde havia de tudo menos crianças... let’s call the day off!

Sexta. Dia destinado a conhecer o showroom, que não é nada mais que um mercado de exibidores, com marcas, plataformas online, serviços e algumas editoras… serviu para coleccionar goodies, mas pouco mais. Ao lado, outra coisa bem mais interessante: uma exposição de cartazes de concertos, tudo trabalhos originais e de uma qualidade ao nível do melhor que alguém poderia criar. Muito bom, valeu bem a pena a visita.

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Seguimos para o TEXAS GARAGE, 4º andar de um parque de estacionamento (por onde passariam os CUT COPY, mais tarde) e onde tudo parecia possível: bebidas e comida grátis, pistolas de plástico para tiroteios e flirts, djs, guitar hero para os mais aficionados, muitas loucuras… eram quatro da tarde.

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Às oito, lá estávamos a subir ao 18º andar do Hilton Hotel. Já o DAVID FONSECA encantava os presentes (num palco para cantautores) com a sua voz, guitarra, samplers e caixas de ritmos. Devíamos ser dos poucos a reconhecer as canções, mas via-se que as outras pessoas apreciavam o seu tom vocal característico, sempre intervalado com uma boa dose de humor. Cumpriu e deliciou. Trocamos algumas impressões, enquanto decidíamos, o que iríamos todos logo de seguida, correr para ver! O Jel (KALASHNILOV) e sua trupe também lá estavam. We’re cool, we’re portuguese in weird Austin!

Como a maioria dos espaços lotavam rapidamente, decidimos dar um salto ao concerto que estava mais à mão… tenda exterior do EMO’S e apanhamos os THE MEATMEN com o lendário vocalista TESCO VEE. Um punk à moda antiga, eles que já cá andam à uns bons 40 anos. Foi divertido, cheio de elementos cénicos e provocações disparadas em todas as direcções. Fuck the french, fuck the arabs, fuck you!...

Missão seguinte, uma das seguintes bandas:  DOES IT OFFEND YOU, YEAH?, SHOUT OUT LOUDS, THE CRIBS, A PLACE TO BURY STRANGERS, THURSTON MOORE… mas era sexta à noite e a cidade é invadida por milhares de pessoas e rapidamente se torna impossível de circular na rua, com filas intermináveis para os concertos. Tentamos ser razoáveis e dirigimo-nos mais cedo para o MOHAWK, onde iria actuar J MASCIS e THURSTON MOORE. Decisão acertada, conseguimos entrar à frente de centenas de pessoas, mais uma vez valendo-nos da nossa matreirice portuguesa, e ninguém levou a mal. Are you famous?…. Oh yeah, but in europe!…  mais um momento hilariante….

A primeira banda que vimos foram os BE YOUR OWN PET, um punk com vocalista feminina, que apesar de toda a pose new-wave punk (e de terem umas belas capas de discos), não nos convenceram. Altura para uns mojitos, dois dedos de conversa com o J Mascis e com o STEVE SHELLEY (baterista dos SY), e ainda a oportunidade de ver, no palco interior, os SIGHTINGS (NY). Tinham na audiência um entusiasmado Thurston Moore, uma quantidade interminável de pedais, baterias electrónicas, mas tudo aquilo era demasiado conceptual. Na verdade, não conseguimos perceber se aquilo, de alguma forma, era musica….

Coming Next, o rei dos solos da guitarra. J MASCIS subiu ao palco, apenas acompanhado de guitarra acústica. Foi uma decepção, considerando o quanto de bom já fez, divagando por solos estridentes sem fim, e sem alma.

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O melhor ficou mesmo para o fim: THURSTON MOORE, ou a metade dos Sonic Youth (o baterista Steve Shelley também subiu ao palco) a debitar os temas do seu mais recente disco a solo, terminando, de guitarra eléctrica e acompanhado por um público entusiasmado, com uma versão de I’m not a youngman anymore, de Lou Reed, e entregando a sua Fender Jaguar aos presentes para aumentar ainda mais toda aquela carga sónica. Memorável.

Antes de nos apresentarmos como portugueses a mais um louco motorista de táxi, passamos pelo STUBS, o maior palco da 6th st. É um espaço ao ar livre onde caberão umas 10.000 pessoas, o que faz desse palco o maior de todos, e também por onde passariam alguns dos nomes mais sonantes: REM, THE CRIBS, e N.E.R.D, que resolvemos espreitar. Um mega-espectaculo de luz e som, com uma multidão já rendida, a cantar em uníssono os temas mais baladados da banda de Pharrell Williams e Chad Hugo. Nada mau, não senhor…

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Chegados ao último dia do Festival, decidimos procurar novas ferramentas de trabalho: guitarras, pedais, equipamento de som, dando uso ao euro-power. Missão conseguida com relativo sucesso, esperando que na chegada a Portugal, tudo corresse bem com os senhores da alfandega… i’m pretty sure you’ll make it ok… we hope so Joe, we hope so… pelo caminho, um encontro casual com o ZÉ PEDRO (Xutos e Pontapés). Cool.

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Menu do dia: ultima oportunidade para ver uma das bandas mais queríamos ver: A PLACE TO BURY STRANGERS. O trio nova-iorquino é simplesmente avassalador! Não é à toa que já foram expulsos de alguns clubes americanos, pois roçam o limite do que é possível suportar fisicamente. Pobres ouvidos, sofreram… mas valeu a pena: é uma descarga sonora, qual uns JESUS & MARY CHAIN ultra-mega sónicos, estridentes, provocadores. Aguentam uma linha de baixo com bateria enquanto o guitarrista/vocalista Oliver Ackermann nos observa, de forma cínica, como um predador que tem a certeza de como tudo vai acabar… aguenta um pouco maus e então, disparam strobs e distorções que explodem à nossa frente, destruindo (literalmente!) duas guitarras em meia hora. O melhor concerto que vimos, eles que já estão confirmados para o Primavera Sounds, já Maio, em Barcelona. Quem puder, não perca a oportunidade!

Precisamos de uma boa meia hora para nos conseguirmos ouvir uns aos outros, a caminho do VICE, uma das poucas discotecas da 6th  St. Perdemos os LA RIOTS, mas chegamos a tempo dos MSTRKRFT. Sabem o que fazem na pista de dança, com beats, remixes e misturas com muito rock à mistura….

Uma da manhã, só nos resta uma hora para ver mais alguma coisa, mas também já mal nos arrastávamos de cansaço. Combinamos beber um copo como o Joe, nosso anfitrião (também ele um ex-baterista de bandas punk) e para o encontrar, dirigimo-nos a um pequeno beco, e entre caixotes do lixo, lá encontramos o ALE HOUSE, onde no palco estava ALEX SKOLNICK TRIO (ex-guitarrista dos Testament) com um trio de jazz. Não prestamos muita atenção, mas foi um bom convívio… e já tínhamos visto o que mais queríamos. Tempo de fazer a mala e preparar o regresso.

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Austin é um sítio único no mundo e o Festival SXSW é impossível de reproduzir ou copiar em outra qualquer cidade do planeta. Vive para o rock, para os concertos, para a música. Ficaram muitas bandas por ver, muitas coisas por fazer. Mas valeu bem a pena toda a aventura. Como dizem eles, fuck yo’all! I’m from Texas!… e nós, daqui a um ano, esperamos voltar para dizer: How yo’all doin’?

bildmeister no SXSW 2008

fotos desta viagem em
http://www.flickr.com/photos/bildmeister/
Wednesday, February 27, 2008 
Três bandas sonoras criadas por Bildmeister e Jorge Coelho para filmes de Peter Hutton dia 1 de Março no Passos Manuel.

Thursday, February 14, 2008 

BILDMEISTER
(english below)

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AGENDA:
16 Fev : Plano B, Porto
23 Fev : Auditório do Ramo Grande [filme-concerto], Praia da Vitória, Terceira
1   Mar : Passos Manuel [filme-concerto, com Jorge Coelho], Porto  
10 /16 Mar : South by Southwest, Austin, Texas (EUA)
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BIO:
Formados em 1997, Bildmeister (Hugo, Nuno, João e Gil) é uma banda rock portuguesa.
Com três discos em nome próprio e várias participações em colectâneas, viajam entre
um indie rock sónico e utilizam a intensidade e o ruído instrumental como armas de eleição.
Ao longo dos anos criaram um som característico e instituíram as criações próprias
como uma marca identificável. Insistem em trilhar o mesmo caminho de sempre,
sem desvios às intenções e como engenheiros de sonic rock.
Completaram recentemente 10 anos de existência, construídos de forma sólida,
com perseverança, independência e auto-controle.
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NOVO DISCO:
MODEL FC 840 é o título do novo disco dos BILDMEISTER.
São 7 novos temas, gravados no Amp Studio, com Paulo Miranda. Mais novidades em breve!
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Links uteis:
www.myspace.com/bildmeister
www.sxsw.com
www.curtas.pt/festival/index.php?menu=349&submenu=269&submenu2=313

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ENGLISH VERSION: SIMPLIFIED!!!
BILDMEISTER IS A PORTUGUESE ROCK BAND.
Travelling among sonic indie rock, they use intensity and instrumental noise as main weapons.
Throughout the years they have created their own sound and instituted their creations as an
indentifiable mark. From sonic alien friends to old factories, from low quality digital schematics
to loud landscapes, they insist to pursuit the same path as always, making things as desired and
as engineers of sonic rock.

NEW ALBUM ARRIVING SOON: MODEL FC 840!

CHECK IT OUT ON WWW.MYSPACE.COM/BILDMEISTER
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Friday, January 04, 2008 

http://mp3hugger.com/


Bildmeister - Here Alone

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Bildmeister
This is the sort of song that makes the blogging lark such a worthwhile exercise for without it I would never have made contact with Bildmeister from Vila do Conde in Portugal. The quartet who are led by Hugo have been about for 10 years and have a scatter of releases to their name. While they generally stick to instrumentals this little wonder from 2004 came complete with indie boy vocals. You'll hear the Wedding Present in the dextrous chord interplay but what Bildmeister energetically build is something they can truly call their own. The dynamics are rich and varied with enough fuzzy lo-fi ingredients to scare the nasty daytime radio playlisters away. This is a ripe peach in a bowl stuffed with out of date calorie-laden doughnuts. KD

Bildmeister - Here Alone

Watch The Video

More Info: Official & Myspace
Buy Songs: Bildmeister
Year: 2004

Wednesday, December 19, 2007 
Um pequeno artigo - em alemão! - no blog http://coast-is-clear.blogspot.com/
nao será obvia a interpretação... fica o registo e convite à visita.
bilds