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Z'África Brasil



Last Updated: 5/25/2009

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March 25, 2008 - Tuesday 

Disco:  Antigamente Quilombos Hoje Periferia

Letra Da Musica: Hip-Hop Rua

 

Sou madeira de  lei ninguém vai me derrubar

Chapo Chapinha, aqui é Z’ África você pode acreditar.

Aí, como é que é, como é que ta, o lance agora é versar.

A lei do morro é ver ouvir e calar

Demoro mais chego o dom do verso é o som

Soul do HIP HOP, e o HIP HOP, é o berço da transformação.

Sangue bom, cheque-mate, é como um vírus explosivo.

Um racker anti-sistema, sugo o sangue do vampiro.

Verso inédito é novas, a nova rima urbana.

Você ta ligado, Maria é Maria, Rhuana é Rhuana.

Gueto maníaco, não um gueto super star.

Ou um pasquim do ano 2000, direto já.

É passado, rimas atualizadas ou um manipulador de rimas.

Roda viva rima palmarina, instrutor das esquinas.

Aluno das ruas e se for preciso atravesso o deserto versando

Como se fosse um cometa Haley ou cérebro mecânico

Com minha rima te prendo na masmorra, te faço de gato e sapato.

Passarinho que abraça idéia de morcego dorme de cabeça pra baixo

Rima versátil, levadas de louvor, rimei até com Cristo Redentor.

Bem vindos ao mundo das rimas, pois até quem não é de rimar rimou.

HIP HOP RUA, Chapo Chapinha.

Aqui é Z’África, o papo é cabuloso (se ligo veio)

Grande otelado, intitulado em rimatorgia urbana.

Monólogo rimágico rima fulminante, tecnologia contemporânea.

Com minha rima batizei Matusalém, peregrinei de Egito a Jerusalém.

Liberdade quase será também, quase não faço guerra como Russem.

Com minha rima te faço refém em plena ditadura camuflada

Faço coleção de figurinhas carimbadas nesse neoliberalismo de jaulas

Pacifiquei a segunda guerra mundial, comi carne de canibal.

Apaguei três estrelas com um sopro, e virei destaque principal no jornal.

nacional

Matei três coelhos com uma cajadada só, amestrei o primeiro cão de guarda.

Enlouqueci o hospício, e o Mister M não revelou minha rimágico.

Ensinei o Tarzan a comandar a selva, a mulher de verdade era a Amélia.

Com o meu olhar fiz a Medusa virar pedra e legalizei a famosa erva

Malandro demais vira bicho, fecharam o paletó do dedo duro.

To vendo tudo não to vendo nada, ladrão que entra na casa de pobre só leva.

susto

Não carrego embrulho e também não entro em fila

Um bom malandro sabe muito bem o que fazer com suas rimas

Os Tons de Elis são Veloso e Morais seguindo a lei de Science

HIP HOP aqui dá Sul, Gil, Thaíde e DJ Hum, o Benjor, Tim e Marley.

Tal Buarque, Racionalizando achou a Pérola Negra no meio dos Bezerras

E os da Silva tão Originais, Zafricalizaram, um HIP HOP de mesa.

HIP HOP RUA, Chapo Chapinha.

Aqui é Z’África, o papo é cabuloso (se ligo veio)

Alô gente, tudo bem tudo legal exija o original, HIP HOP Nacional.

Rima vinda das favelas, hino de repressão, reciclagem verbal e moral.

Sabe qual que é a nossa rima é violenta por natureza

O chefe da guarda ou o caçador cuida bem de sua presa

Sou como um fiel escudeiro ou um sacerdote das rimas

Um matemático periférico, também contrariando as estatísticas.

Violaram a lei da liberdade, no fim e no começo do século.

Rima em manifesto, eclipse oculta tentando ficar distante do cemitério.

Crescem impérios, o valor humano se desvalorizou com o crescimento da moeda,

Grande merda

Enquanto o Batman tenta salvar a terra

O Coringa e seus vilões fazem a festa

E como diz a lenda, chapéu de otário é marreta.

E malandro que já ta ligado, fica apaziguado e não se mete a besta.

Eu te passo a letra, o movimento HIP HOP ainda é o protagonista.

Freestylizei com Sansão e Noé, e derrubei Calígula na rima.

Amansei boi bravo, coloquei pânico no senado, a noite todos os gatos são.

pardos

O homem não mata quem mata é Deus, o homem só adianta o trabalho.

HIP HOPIO, atirador de elite, provo e comprovo a minha versatilidade.

Os brutos também amam, Chapo Chapinha, RAP é malandragem.

Demoro você pode acreditar a rima festiva apenas começou

Somente o verso e a rima continuaram, no dia em que a Terra parou.

HIP HOP RUA, Chapo Chapinha.

Aqui é Z’África, o papo é cabuloso (se ligo veio)

Gaspar

 Z’África Brasil

March 25, 2008 - Tuesday 
 

Sou preto velho do morro, quelé caboclo do samba.

Rei de palmares z, zumbi saurê preto bamba.

Toque de Gil, Zé quete, chego trincando num bob marley.

Sigo a origem até a morte.

Falta cultura na periferia.

  

Enraizados, somos branquindiafros, som com faro do mato.

Tupiaui, Oiapoqui ao chui, e ai, zafricalize, a origem.

Bater um plá com oba, ogunhê, he-hê, há-há.

Bambulele, bambulala, a muita dificultura.

 

O som, a musica que vem da rua.

A fala, a rima, o ritmo, a poesia.

Nasce dentro de um povo, mostrando saídas.

Pra vida, a favela agora tem voz ativa.

 

Antigamente quilombos, hoje periferia.

Hip-hop, samba rock, rap, funk, ragga.

A fala, a batida quebrada, timbal, baixo, bumbo e caixa.

Misture com levadas zafrica, cultura realista a fusão, quem diria.

 

Z’áfrica Brasil

March 20, 2008 - Thursday 

Záfrica Brasil
Antigamente quilombos hoje periferia
Elemental/UrbanJungle

Demorou, saiu o disco de um dos melhores e mais talentosos grupos de Rap do país. 15 faixas e o principal tema do disco é Zumbi dos Palmares. Na capa pode-se conferir Zumbi representado como um guerreiro, com uma lança e um escudo com o logo do Záfrica. O encarte é bem simples com poucas fotos, um texto e um pequeno espaço para agradecimentos. A abertura do disco ficou bem louca o título é: "A raiz (os mestres em cerimônia)". Como não tem intervalos entre uma música e outra, fica difícil saber quando termina uma e começa outra é como se um dj estivesse tocando pra você ouvir, bem louco. A música de número 4 é a que os caras fizeram o vídeo clipe, "Antigamente quilombos, hoje periferia" em "Mano chega aí" o grupo mostra toda sua descontração e pergunta "quem diz que na periferia não dá pra curtir?", sei lá... A música do disco que o público mais gosta não é a que toca no rádio, o que que esses donos de rádio têm na cabeça? Toca logo "Hip-Hop rua" e satisfaz a vontade do público, quem tem internet pode ouvir na rádio da Bocada e quem não tem? Tem que ouvir "Sapo na banca". A performance do Dj Meio Kilo em "M.K nas M.K" quebrou tudo, melhor que essa só a do Dj Dri no cd que o Slim mandou pra gente (em breve mais informações), o Dj manda a rima através de scratches e muitas colagens.

"Se eu te contar você não vai acreditar" quem ouvir essa preste atenção na letra e também no Beat box do Fernandinho, nessa letra eles mostram novamente descontração. Na faixa "O dom da rima" Dj Meio Kilo, Fernandinho Beat Box e os mcs do grupo, mostram porque são um dos melhores e mais talentosos do Brasil, quem já viu o show dos caras conhece essa há muito tempo. Quando o grupo francês Assassin esteve no Brasil gravou junto com o Záfrica a faixa "Origens", participam dela os franceses Tairo, Piro e Squat. O Tairo canta muito quem já ouviu Assassin sabe o que estou falando. Na última do disco, chamaram Thaíde e Lino Cris para participar, o título é "O rei Zumbi". Uma das melhores letras devia tocar nas rádios, pois é uma lição de história para gente que fala de Zumbi sem muito conhecimento e nesse assunto Gaspar é especialista. Nessa letra ele usou um texto de Paulo Freire.

Záfrica Brasil é: Gaspar, Funk Búia, DJ Tano e Pitchô.