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Thursday, May 01, 2008
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Current mood:  accomplished
Desde que começou sua carreira há cerca de 6 anos, o projeto carioca Glocal, formado pela dupla Lennox e Daniel Souto, tem sido uma grata surpresa para a cena eletrônica nacional. Com produções afiadas e muito groove, eles contam nesta entrevista um pouco da sua carreira e história.
BP: Anteriormente vocês eram 3, mas com a saída do Ian, agora ficaram o Lennox e El Souto. Gostaria de saber, por que ocorreu essa separação de um projeto tão novo? Glocal: Primeiramente olá para todos. "Separação"... nunca houve!!! O Glocal tem 6 anos, desde que nos conhecemos e sempre foi Lennox e Dani El Souto . O Ian era um músico contratado, apenas para as apresentações ao vivo, sendo que todo conceito, idéia e produção sempre foi trabalhado por nós.
BP: Vocês acham que a sonoridade de vocês mudou muito depois da saida do Ian? Glocal: Quanto a sonoridade das produções , nunca houve "antes e depois" do Ian . Quanto ao show, o Lennox passou a exercer esse papel de baterista, de forma tão boa quanto ou até melhor no que nós procurávamos, buscando uma timbragem mais old-school eletrônica, bem baseada no electro-funk, detroit-techno e EBM.
BP: O Glocal surgiu como um projeto de progressive, certo? Mas atualmente vocês ainda bebem dessa fonte ou já expandiram o horizonte para outras vertentes? Glocal: Não, o Glocal nunca foi um projeto de progressive! A proposta do Glocal, desde o início foi, música eletrônica sem rótulos e certamente bebemos de influências diversas. A cada momento existem influências mais e menos aparentes, e pode-se dizer que se em algum momento, nossa música remeteu ao progressive, quem sabe não seria o progressive uma das que estivemos em contato um dia. Atualmente, estamos procurando deixar aflorar nossas mais antigas influências, numa espécie de volta as raízes, do miami bass ao punk, do old-school electro ao EBM e do new-wave ao detroit-techno .
BP: Quais são suas maiores influências e inspirações atualmente na hora de produzir um som? Glocal: Bom...influências ? ....somos influênciados, em todos os aspectos, não só por sonoridade e música, mas também por atitude ou qualquer coisa que a gente venha achar relevante, principalmente por termos uma visão crítica do mundo, da sociedade e principalmente do ser humano. Consideramos nosso trabalho arte!!! Arte é expressão "livre" que vem de dentro de nós. Procuramos ser sempre o mais "visceral" possivel, para que o trabalho tenha realmente nossa cara.
BP: Vocês realizam muitas apresentações em formato DJ Set, atualmente, particularmente estou vendo mais esse formato do que como Glocal, que é um Live. Vocês estão preferindo esse formato? Por que? Glocal: Além de músicos e produtores musicais, somos DJs também. Damos uma grande importância ao nosso DJ Set, por complementar o nosso trabalho contando nossa historia musical durante a apresentação. Está ali um pedaço da gente. Não nos prendemos ao que está rolando no momento, podendo tocar musicas de até 30 anos atrás. É cansativo ver por ai "todo mundo" tocando as mesmas coisas, de forma extremamente datada e modista, então buscamos ser nós mesmos no set, daí sua importância. Sinceramente não vemos esse fato de tocarmos mais DJ set do que o Live, o que pode acontecer quanto ao fato de as vezes se ver anunciado só o DJ set, pode se dar ao fato de nós querermos o live de forma mais "ao vivo" possível, e na maioria das vezes, a realidade de certos eventos não comporta nosso formato "live".
BP: Vocês tem planos para lançar um álbum futuramente? Glocal: Album.....quem sabe, mas talvez não no formato que vem sendo praticado ultimamente. No momento, estamos lançando nossas produções através da Chaosmopolitan Views, nosso próprio selo, inaugurado recentemente com 2 EPs em formato digital. Em breve estaremos lançando nosso primeiro single "Savoir-Faire", com remixes de artistas como Propulse, LNX, Cuti dentre outros.
BP: Quais são seus artistas preferidos na música eletrônica atualmente? Glocal: Atualmente curtimos nomes do electro como The Hacker, Anthony Rother, David Carreta, Terrence Fixmer, Adriano Canzian, Dirty Princess, Dj Hell, do Techno como Jeff Mills, Carl Craig, Juan Atkins, Scan 7, Dj Assault, Steve Rachmad, John Selway & Christian Smith, Kevin Gorman, alguns clássicos como Front 242, Kraftwerk, Nittzer Ebb, Aphex Twin, isso sem falar dos que não são da música eletronica.
BP: Como vocês enxergam esse revival do techno e o advento do minimal na música eletrônica? Praticamente nenhum artista ficou impune a isso. Esses gêneros também influenciaram vocês? Glocal: O techno sempre esteve aí , talvez agora em mais evidencia , talvez...mas...sempre esteve aí , já o minimal ... minimal , na nossa opinião , nunca foi encarado(isso por nós) como estilo e sim como uma estética , que vem influênciando o mundo desde a música indiana ao techno alemão e outros tipos de arte também , é claro . No nosso trabalho,o techno sempre esteve presente . Minimalismo, pela repetitividade, pode-se dizer que sim .
BP: Vocês poderiam nos contar um pouco de como é a vida do Glocal longe das pistas? Glocal: Passamos um bom tempo envolvido com pré-produção , produção e seus conceitos ,fora isso leitura , cinema , culinária e tudo envolvido à arte nos ocupa , tem também a parte de esportes que sempre gostamos de praticar , faz parte do nosso dia a dia.
BP: Gostaria de agradecer pela entrevista. Diga para os usuários do BP o que eles podem esperar de sua apresentação na Tribe 7 anos. Glocal: Nós que agradeçemos .... Tribe é Tribe , é como cantar no chuveiro de casa , não tem como não estarmos completamente à vontade , toda aquela beleza de estrutura à nossa disposição para fazermos o trabalho de verdade do jeito que gostamos de fazer . Musicas novas, muita atitude e o Glocal em todas suas formas , live e DJ set. ....e viva os 7 anos da Tribe !
Entrevista por Rodrigo Reinelt - Coloborador BP ** Clique aqui e saiba mais sobre o evento Tribe 7 Anos!!
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Friday, April 13, 2007
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Current mood:  curious
Category: Music
Glocal, "Pocket Revolution" written and produced by the brazilian duo Dani El Souto & Joao Marcelo Hortale is Flow Mexico 1st digital Ep. This concept fussions the 80´s retro, combining it with electronic geners such as electro, progressive , techno and tribal rythms enriched up with reflexive and political lyrics.
Available
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Tuesday, December 12, 2006
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Current mood:  bouncy
PLURALL: Pra começar, vamos falar um pouco sobre o passado do Glocal e seus integrantes. Gostaríamos que vocês comentassem um pouco sobre suas experiências musicais individuais...
GLOCAL: Bom, hoje, o Glocal é constituido de 3 integrantes , então será uma experiência musical multiplicada por 3 ; Eu (Dani) , sou filho de um músico aposentado da Orquestra Sinfônica Brasileira, que vive de música até hoje, aos 65 anos, me fazendo acreditar que a vocação vem dos genes ...hahaha... Sou filho temporão de uma família de no total 3 irmãos, onde meu irmão mais próximo de idade tinha uma diferença de quase 10 anos, então, sempre fui acostumado a não ter infância musical (coisa de música de criança e tal)... Na década de 80, por volta de 83, tinha 6 anos de idade e escutava o que meus irmãos escutavam (new wave, punk, British post-punk, gótico, EBM e música electronica da época), ganhei meu primeiro baixo, um Gianini que parecia mais um pau elétrico, de um amigo do meu irmão com 10 anos. Nunca estudei música, tocava e cantava pela vontade de fazer barulho, que era grande. Tive bandas de punk, new wave , grind core e post-punk tipo The Smiths, Joy Division... Comecei a me enveredar pela club music, quando comecei a frequentar boates como a falecida Dr. Smith, e festas moderninhas que rolavam no Tivoli Park , tipo Bitch e Valdemente, que apesar de serem GLS, eram praticamente os únicos picos que se podia escutar música electronica de verdade no Rio naquela época. Conheci o trance no verão de 94 pra 95 em Arraial d'Ajuda na boate Buraco Loco do nosso conhecido Marquinhos Kuzkuz e hoje tô aqui ...
...então eu, Lennox, comecei me interessar por música de forma mais profunda por influência dos meus irmãos, escutavámos Iron Maiden, AC/DC, Metalica, Megadeath, Rush, coisas mais pro metal pesado. Meu irmão do meio tinha uma bateria em casa e eu me amarrava em tocar quando ele tava fora na escola, por que se não o couro comia, era porrada pra todo lado ...heheheh... Formei minha primeira banda, mais caída pro grunge tocando bateria... em paralelo curtia as matinês da época que tocava muito miami bass e comecei a achar legal aquele lance de DJ. Então comecei a juntar a grana da merenda pra comprar disco e equipo, pois meus pais não curtiam muito a idéia... toquei em muita festinha americana Hi-fi, queria comprar as Mk2 e não tinha grana, era uma dureza fudida, fiquei meio desanimado e parei de tocar como dj. Resolvi voltar ao lance da percussão, que era mais barato e mais jogo pra mim, dava pra ganhar uma grana. Anos depois, já tava formado e trabalhando, cidadão modelo, burguês padrão, já trabalhava com informatica há bastante tempo, resolvi começar a procurar programas pra fazer música, tava curtindo bastante house e trance, vivia na noite. Daí conheci um grande amigo meu Dj/Produtor Cuti, com quem produzi minhas primeiras músicas. Uma delas saiu na compilação da Lua Solidária pela Signo em 2000 e além disso começamos com a agência de djs Line Up que na época tinha os melhores DJs do Rio em todos os segmentos. Aproveitei o momento já que tava saindo da empresa que eu trabalhava, peguei a grana da recisão, investi em equipos e me mandei pra Suíça pra Street Parade e lá tive o verdadeiro deslumbre com a cultura club. Voltei pro Brasil já tocando na Bunker e em seguida começamos o Glocal.... de lá até aqui fui reciclado e aprendendo bastante. Produzi um remix do Raul Seixas que saiu pela Som Livre em 2004 e acabo de lançar minha primeira compilação pelo meu próprio selo Tupan Records.
Já o Ian, é músico/baterista há 10 anos, com formação em cursos como os da Escola de Música Villa-Lobos, Academia de Música Lourenço Fernandez, Academia de Música Pro-Arte e etc; além de ter passado por casas noturnas como a Fundição Progresso, Hard Rock Café, Ballroom, Garden Hall, Olimpo, até os palcos mais underground da cena alternativa brasileira. Ainda acrescido com experiências importantes nesse meio, acompanhando artistas dos mais variados estilos, chegando a dividir o palco com figuras como Gabriel Pensador, Nocaute, Bi Ribeiro (Paralamas do Sucesso), B.Negão, entre outros ...
PLURALL: E como vocês decidiram se unir pra formar o Glocal? O que vocês encontraram de afinidades para construir um projeto com um som tão característico, tão original?
GLOCAL: Cara, o Glocal na verdade começou quando eu e o Lennox nos conhecemos em 2000 numa esquina daqui da Tijuca, Conde de Bonfim com Henri Ford. Eu tinha banda, tava tocando e com uma vontade louca de fazer música eletrônica. O Lennox , Dj talentosíssimo, já produzindo, com agência de DJ e tal, sentimos que as diferenças iriam dar o que falar, então caímos dentro. Foi uma longa estrada até acharmos que o som tava podendo aparecer pro mundo, não queríamos botar qualquer bosta aí na rua pra ficarem zoando da nossa cara. Além do mais, queríamos ter certeza de que o lance tinha realmente a nossa cara, e não a cara de qualquer outra coisa por ai. Começamos a querer mais uma pessoa pra tocar bateria e mais uma cabeça divergente no projeto. Eis que em uma tarde na última Solaris, comecei a conversar com o Ian (.ORG) , e plim plim, era o cara!!!! Um tempo depois, em um encontro do Plurall lá em Laranjeiras, resolvemos que era a hora de o Ian se juntar a gente, tendo em vista já a UP do ano passado, e pra completar o cara era extremamente talentoso então, caiu do céu. Bom, quanto ao som característico, na nossa opinião, sempre pensamos que são as diferenças e desavenças que fazem a arte, feita por mais de uma cabeça, ser caracteristica e original . Imagina só, 3 cabeças pensando igual, que merda que ia ser, que paz .... putzzz um saco verdadeiro !!!! Agora imagina só, 3 cabeças pensando totalmente diferente, um Xiita, um Republicano e um Anarquista na mesma sala ? Ahhhhhhh, seria aquela loucura, no mínimo teríamos um debate extremamente excitante e é isso que conta pro Glocal .
PLURALL: Na resenha de vocês, o trio cita o movimento Punk dos anos 80 como uma das suas influências. Voces poderiam comentar mais sobre isso? Onde essa influência é mais presente? Nas letras, na música ou na atitude?
GLOCAL: Anos 80 em geral ...mas em especial o punk, o que veio depois dele e por ele , como o post-punk , EBM, electro , new wave e por ai vai. Influenciados somos pelo "...do it yourself...", pelo "foda-se" que moviam esses segmentos. Aquela coisa da tentativa de agitação, mudança e insureição da junventude, fazer você mesmo , a coisa da necrose social , das profecias da hecatombe e pessimismo social , da melancolia ...isso sempre nos atraiu nos anos 80 e no punk da decada de 80. Tinha também aquela eminência de fim do mundo, guerra fria... era a Tatcher fazendo merda ali "Let`s Start a war..." , o Reagan cagando acolá , fazendo aquele joguinho de American BadAss , o Gorby dando uma de burocrata pra lá , e acho que todo esse clima opressivo influenciou muito em toda uma cultura. Em todos os cantos e aspectos, fomos buscar essa essencia, esse aroma de fim de mundo que a década tinha, é claro que usado da nossa forma, dentro de uma outra época ,de outro contexto. E agente tenta muito passar isso de alguma forma em nossas musicas , talvez na agressividade e nas letras é claro . Vale lembrar que a atitude pra gente é muito importante, e isso era forte no punk . Musica tem que ter atitude não pode ter "mamãezada", senão ninguem lembra de você. Não tem essa de fazer media e tal, tem que ter atitude .
PLURALL: Vocês poderiam citar algumas bandas Punk, ou da década de 80 que lhes influenciaram?
GLOCAL: Nossa são muitas ....no punk Buzzcocks, Misfits , Dead Kennedys (pelo sarcasmo, era zuado pra cacete, Jello Biafra era um genio) , Exploited (pela agressividade) , The clash (pela genialidade)... Agora, dos anos 80 em geral , Joy Division/New Order ( é claro) , Depeche mode , The Smiths/Morrissey , Gary Numan, Kraftwerk , Devo , The Cure e por ai vai ...
PLURALL: E dentro da e-music, quais os projetos que vocês podem citar como influência?
GLOCAL: Kraftwerk ,é lógico, os pais dessa brincadeira toda ai né, no trance agente sempre curtiu o Sub6 como fora de série, criativos e fora dos padrões de mesmice, Afrika Bambaata , a galera do EBM(front 242 , Nitzer Ebb...) , no house Jacob London , no break beat plump djs , Elite force , no electroclash/techno Anthony Rother , The Hacker, Helmuth Geier, Sven Vaath e uma infinidade ......
PLURALL: Mudando um pouco o foco da entrevista, vamos falar sobre o processo de composição das músicas. Vocês costumam compor em conjunto ou separadamente? Existe alguma regra do tipo "um faz isso, o outro faz aquilo" ou todo mundo participa de tudo nas composições das faixas?
GLOCAL: em conjunto e separado tambem ...e o lance é bem democratico todo mundo participa , agente pensa num tema debate , mesa redonda , hahahahahaha, montamos um loop base e dali malandro , agente escreve uma letra mandamos ver ....
PLURALL: E sobre o estúdio? O que vocês usam pra produzir?
GLOCAL: Um Pc , pentium 4 ht 3.0 , com uma interface de audio Motu 828 , usando como software o Cubase SX e o Ableton Live , uma boa quantidade de vsts e plugins, 2 midicontroler , um par de monitores de referência Samsom , um Micro Korg sintetizador/vocoder .
PLURALL: Uma caracteristica marcante do Glocal são suas letras de cunho político-social. Porém, essas mesmas letras estão em inglês, fato esse que dificulta um pouco o entendimento da mensagem que vocês querem passar pro público. Até onde vocês imaginam que isso pode ser um fator negativo dentro da proposta do projeto?
GLOCAL: A gente entende esse ponto de vista , do fato de ser um certo obstáculo cantar ingles e atingir de alguma forma a cabeça do publico. Mas em primeiro lugar tem o fato de vivermos em um mundo globalizado , no qual a gente visa um mercado externo também e achamos que o inglês deixaria agente mais a vontade nas investidas à uma acessibilidade ao exterior .
PLURALL: Usar a música como forma de protesto, pode ser uma faca de dois gumes. Com o tempo, as críticas podem se tornar repetitivas e as letras acabarem perdendo conteúdo, caindo assim na mesmice do "eu odeio o sistema". Sabemos que hoje esse não é o caso de vocês, mas existe a preocupação com relação a isso pras futuras composições?
GLOCAL: O ser humano tem em sua natureza ,a vontade insaciável , o vazio que mantém os homens se movendo , o desejo que nunca e saciado ... por mais que voce consiga saciar uma vontade ,que lhe causa dor momentâneamente por algum vazio , ela automaticamente se torna outra , sempre se renovando por outra vontade diferente, e consequêntemente por um vazio gerando descontentamento e dor .... e isso se repete, sempre se renovando por outra coisa e a dor sempre se manifesta presente . Ou seja, o descontentamento e dor, vão sempre mudar de roupa , então nunca vão cair em desuso , por que o ser humano vai sempre ter um vazio novo pra reclamar .....mas se por aí fica dificil de entender , é só deixar-se atualizar pela propria natureza das coisas. Vai ter sempre algo diferente pra desejar ,sofrer e reclamar ...hahaha.... estamos também muuuuito preocupados em buscar vanguarda em tudo , até nos problemas mundanos ... passos a frente sempre do que ta rolando por ai , em tudo...
PLURALL: Muita gente por aí está ansiosa pra ouvir o CD de estréia do Glocal. Tem como falar pra gente quando esse CD sai? E em compilações, alguma track para ser lançada?
GLOCAL: andamos um tempo meio que realmente preocupados, em busca de lançar um album e tal , chegamos a conclusão que , como tudo que aconteceu com agente , nada foi programado , tudo tem sua hora certa de acontecer , sem pressões. Botando realmente sua alma naquela obra o lance fica legal e uma hora aparece alguma coisa ...estamos realmente preocupados é em cada vez mais nos tornar-mos uma banda ,como aos poucos esta se configurando, e com isso nos tornar-mos imbativeis no palco , depois disso, quem sabe...
PLURALL: Já que falamos do CD, vamos tocar num assunto polêmico agora: mp3 e trade via internet. Alguns artistas dizem que não passa de pirataria, outros dizem que é uma boa ferramenta de divulgação do trabalho e que só quem ganha dinheiro com venda de CDs é a própria gravadora. Qual a posição do Glocal com relação ao tema?
GLOCAL: Na verdade encaramos tanto o cd como a mp3 como uma forma de divulgação. A pirataria fez com que as grandes gravadoras perdessem o monópolio, dando chance para pequenos selos aparecerem trazendo novos artistas que não tinham oportunidade. O artista realmente nunca ganhou dinheiro vendendo cds e sim em suas apresentações ao vivo.
PLURALL: O fato de vocês serem um trio, levarem um som com uma presença forte de vocais e bateria, e terem um entrosamento ímpar nas apresentações ao vivo, passam uma impressão de que vocês são uma "banda", e não um projeto de musica eletrônica. Podemos considerar essa afirmativa verdadeira?
GLOCAL: como dissemos lá na outra pergunta , essa é a nossa intenção a cada apresentação que rola ....tem muita coisa já engatilhada que está pra vir e vocês logo vão ver ...mas acho que já somos de alguma forma uma banda , só que queremos mais e mais nesse aspecto....
PLURALL: E dentro dessa idéia de "banda", vocês acham que pode vir a existir espaço pra outros instrumentos mais convencionais como guitarra ou contra-baixo no som de vocês?
GLOCAL: É claro , como disse ali a trás , já tem coisa engatilhada , nas proximas festas já teremos a inclusão de um sintetizador analógico no live que o Lennox vai estar operando. Pra dar uma cara de sinth-pop , tecladão e tal no live, jah temos samplers virtuais e sequencers que usamos durante todo o live. Temos também o novo set de bateria do Ian, que tá tomando uma cara de bateria do Neil Pearth já hahahahahahahahaha... e muito em breve eu (Dani ) vou botar em pratica o sonho, de incluir o baixo que toquei em bandas durante minha vida, no live. Não vai ser um baixo pra ditar ritmo , sera um baixo solo mais melodico , bem nos moldes Peter Hook (New Order) e Simon Gallup (The Cure). Estamos compondo coisas dentro deste esquema ,e estamos agora só esperando o baixo novo que comprei chegar lá de fora pra gente mandar ver!!!
PLURALL: Pra terminar, vocês estarão encerando o line up da próxima Tribe que irá acontecer no dia 28/10 no Rio de Janeiro. Falem um sobre como será o live de vocês, pra quem conhece e pra irá conhecer o som do Glocal. Podemos esperar alguma surpresa?
GLOCAL: Putzzz falar de Tribe é foda cara , tipo de encher os olhos de lágrimas, é a festa que realmente nos sentimos gente. Uma atmosfera de seriedade, de respeito ... é outra coisa. Dia 21 , sabado passado, tocamos pela segunda vez em uma Tribe, em Curitiba. Foi magico , emocionante, aconteceram coisas que só quem esteve lá e viu a gente tocar pode dizer ...Aqui no rio esperamos que seja tambem por ai ...Pra sábado temos musicas novas , todas as musicas foram remixadas e remasterizadas , e temos uma participação especialíssima do VJ Jean Louis Manzon , que vem trabalhando em conjunto com agente produzindo um storyboard só pra nossa apresentação , então vamos ter um show completo , audio e visual. Mandamos as musicas e as letras pra ele , o cara se internou lá e produziu cada coisa que vai chocar o publico , nada comvencional como estamos acostumados ...o Jean tambem é um cara especial , antenado, conectado com vanguarda, arte, estudante de cinema, curte muuuito filosofia e por ai vai ....
Com isso agente espera presentear a todos com nossa alma, que vai estar ali, com nossa arte e nossa obra.... um verdadeiro festival de música, vanguarda e ativismo hehehehe...
Um abraço a todos e até la!!!!
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Wednesday, August 16, 2006
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Category: Art and Photography
Tupan records are the second label to join Domo Records...
on the new established Ear Peaks music group.
The label will try to cover the more clubby and tribal realms of electronic music in between the house and trance genres.
The label has two bases of operation one situated in Brazil and will be run by DJ Lennox from Rio De Janairo, and the rest of the world will be managed from Ear Peaks headquarters soon to be in London, UK.
The Label has also a promotion branch in Guatemala, Central America, run by local DJ Keko, with the aim to promote artists from the Latin continents to the rest of the world and introducing the hype worldwide music and scene to this new uprising local market.

The first compilation does just that, with Brazilian artists such as Leo, Sonic Lizard and Audio Factory, and worldwide known artists such as Space Safari, Chris Cargo, Absolut and Blade, Thomas Penton and Jokke Ilsoe (aka. True to Nature).
We are also introducing Mirowsky here, brilliantly remixing Penton's tune, and his debut album is the next release due out on Tupan Records later this year.
TRACKLIST:
1. New York Vibes - Leo
2. I should have known - Space Safari
3. Ilectro Music (Sonic lizard rmx) - Shuma
4. You R - Chris Cargo
5. Crash - Absolut & blade
6. Deep (Mirowsky rmx) - Mirowsky & T.Penton
7. I am - Audio Factory
8. Static - Jokke Ilsoe
9. Flower of pain - Sonic Lizard
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Style: Progress Trance
Released: Apr. 2006/17
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Wednesday, July 26, 2006
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Category: Music

Marcello Vor, 25, é conhecido pelo seu projeto "2Hi" (lê-se Too High) - realizado juntamente com VIBRA - e pelos seus sets que podem passar pelo Nu Breaks ou adentrar o full on. Vor começou em 1994, tocando dance music e em 1999 mudou para o psytrance. Ultimamente tem colaborado com artistas renomados, como os suecos do Ibojima (Spliff Music), o italiano M-Klome (Alchemy Records), os israelenses Perplex (Spun) e Goblin (Psysex), além de Dado (Deedrah) e Dimitri Nakov. O dj e produtor está indo para uma turnê na Europa, onde estudou engenharia de áudio e se apresentou em diversas festas, festivais e clubs. Ele conta a sua história, fala sobre assuntos polêmicos e sobre seu projeto em desenvolvimento com o Gabe (Wrecked Machines).
01-) Como foi tocar no Skol Beats? VOR: Foi uma experiência maravilhosa! O Skol Beats é o maior evento de música eletrônica do Brasil. Leva informação nova às massas e sai um pouco do mundinho, entrando no mainstream, mas sempre trazendo artistas de peso e qualidade. Fazer parte de um evento como esse é algo muito especial, é também ver que existe reconhecimento de um trabalho que eu venho fazendo há anos. Fico muito feliz! Ter feito parte do Palco Tribe foi algo muito bacana. Eu vi o núcleo nascer, fiz parte da história desde o início e agora que vejo que eles chegaram a este patamar, fico muito orgulhoso!
02-) O que você pensa da inclusão de uma área só para o psytrance em um evento como o Skol Beats, que sempre foi contra? VOR: Na real o Skol Beats nem sempre foi contra, me lembro de ter ouvido Total Eclipse em uma edição ainda no Autódromo. Mas realmente o psytrance ficou meio de fora por um bom tempo. Acho legal essa inclusão, o psytrance no Brasil não pode ser considerado mais algo muito underground, então só agrega. Da mesma maneira que hoje em dia podemos ver combinações, como a D.Edge e Psyde que rolou na praia, em Ubatuba, levando uma pista de electro e house para um evento de psicodélico, que pode ter espaço para que estilos coexistam em uma festa. Rola uma troca de informações, tanto entre público como entre os artistas, que é muito rica para todos.
03-) O que você tem percebido nas produções musicais atuais do psytrance em relação às musicas antigas, de quatro ou cinco anos atrás? VOR: Eu acho que hoje em dia, com os avanços da tecnologia, fazer música eletrônica ficou muito mais acessível do que era antigamente. Muita gente começou a produzir e conseguiu chegar a uma sonoridade legal, mas não são todos que conseguem passar alguma coisa com a sua música, perdeu-se um pouco a essência. Fazer uma música que soe como algo que já faz sucesso não é tão difícil, mas são poucos que conseguem acrescentar algo à cena. Não sei se sou eu que estou ficando velho e chato, mas hoje em dia existe uma infinidade de sons que escuto e não me dizem nada, apesar de terem uma boa produção. Porem, é sempre da mesmice que aparece alguém e te fala amigo, agora este é o caminho!
04-) Você está retornando para um tour na Europa agora e já morou lá durante um bom tempo até o ano passado. Quais as diferenças com a cena no Brasil? VOR: Acho que são cenas bem distintas, mas mesmo dentro da Europa a cena é diferente em cada país. Em linhas gerais acho que a cena por lá ainda é um pouco mais underground que aqui. Alguns lugares, como Londres, ainda têm eventos mainstream, como a Antiworld&Psygate, da qual eu era residente. Faziam festas em lugares como Brixton Academy ou Alexandra Palace, para 5000 pessoas (isso porque tinha pistas de techno, hard house). Mas na maioria as festas não são tão grandes como as do Brasil. Eventos como a Tribe de dezembro, por exemplo, 25.000 pessoas mais ou menos, isso eles conseguem apenas nos festivais de verão, como VooV Experience na Alemanha ou Glade's Festival na Inglaterra (por volta de 20.000), e são festas de 3 dias. No resto do ano é muito frio, não rolam festas open air e os eventos indoor não comportam tanta gente. Porém é uma cena bem sólida, rola muita informação, revistas, fanzines, workshops, coisas que façam com que as pessoas se sintam parte de algo que vai além do gosto musical. Acho que iniciativas como a revista da Union, de Curitiba, por exemplo, são muito válidas e podem ajudar a trazer informação às pessoas que fazem parte da cena.

05-) Atualmente estão vinculando todo tipo de drogas e prisões com o psytrance e com as festas do gênero, você acredita que os artistas que dão nome de drogas para suas músicas tem alguma influência nisso? Conhecendo diferentes países e suas festas, isso é um problema nacional ou global? VOR: Não sei se o nome das músicas é um problema. Se você pensar por aí, poderia encontrar até uma ligação entre Eric Clapton e o Cartel de Medellin, algo assim meio Teoria da Conspiração. Particularmente acho meio besteira esse lance de colocar nome de droga na musica, ou é falta de criatividade ou é algo querendo chamar a atenção. Claro que existem exceções, como a musica Cocaine de Eric Clapton, que é uma baita musica, mas de modo geral, não acho legal. Cada artista também é livre para intitular sua obra como bem entender e não acho que isso deveria ser problema em lugar nenhum.
06-) Além do seu projeto com o Daniel(Vibra), chamado 2Hi, você tem investido em algum outro tipo de produção? VOR: Alem do 2Hi tenho trabalhado com o Gabe (Wrecked Machines), estamos com um novo projeto, algo meio progressive house, meio electro, não sei bem definir o estilo. São varias influências, mas é música dançante, na casa dos 125, 127 bpm. Não decidimos quanto ao nome do projeto ainda, mas podem esperar por coisas bem interessantes.
07-) O que você acha dessa nova onda electrohouse que vem "invadindo" as festas de psytrance, seja com djs que tocam tradicionalmente fullon ou com artistas gringos e até nomes de peso? VOR: Eu acho que é uma busca do público, dos organizadores e até mesmo dos djs por algo diferente. Uma festa psytrance open air, como muitas que vêm rolando nos finais de semana em São Paulo, por exemplo, chega a durar 24 horas, então acho que tem bastante tempo para que rolem vários tipos de som. Full on 145 bpm por 24 horas acaba ficando bem enjoativo.
08-) E sua antiga festa, Freak*a*Delic? Desistiu de produzir festas desse porte? VOR: Eu produzi quatro edições da Freak*a*Delic em Londres, durante o tempo em que fiquei por lá. No começo deste ano também rolou uma em Santos, em parceria com o Noronha e com o Cassiano (Soundshop). Estou pensando em armar uma com a galera brasileira que vai estar pela Europa em agosto, mas ainda nada certo. Na real produzir eventos requer muita energia, tem que ficar em cima, e eu estou numa fase em que prefiro colocar minha energia nas produções. Não dá pra ficar enfurnado no estúdio tendo que se preocupar com mil coisas para a festa, mas não significa que não possam rolar outras Freak*a*Delics no Brasil mais pra frente.
09-) Você tem ouvido novos produtores? Fora os nomes conhecidos você acredita que alguém possa se destacar em 2006? VOR: Gostei de coisas que ouvi do Panick e do PTX, numa linha mais full on. Numa pegada mais progressiva, curti Allaby e Even 11 e também achei interessante algumas coisas que ouvi do Glocal, projeto carioca.

10-) Fale sobre sua nova tour pela Europa, onde você vai tocar e se já tem data marcada para a volta. VOR: Estou indo dia 24 de Maio, toco 26, 27 e 28 no Liquid Time Festival, na Alemanha. Também no festival Sonica, em julho, na Itália alem de festas na Françaa, Holanda, Áustria e Inglaterra. Principalmente Londres, onde tem festas quase todos os finais de semana se eu quiser (Squat parties), além dos clubs já confirmados. Minha volta ao Brasil será do meio para o final de agosto, sem data definida. Provavelmente para o meu aniversário, que é no dia 21.
Para BOOKAR 2HI entre em contato com a In Trance Djs: www.intrance.art.br Fone: (19)9239.0961 Email: bookings@intrance.art.br
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Wednesday, June 07, 2006
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Welcome to a world , of digital sensations ; A new religion is in here , look i can do ; I`m the real icon of thiz freak generation ; Now the human race , have a god cpu .
God made man ; Man made god ; This is a terrible shock !!!
Man made me ; I restart you ; I am the god cpu.

Model: Großrechenanlage Zuse Z11 mit Zubehör
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Manufacturer: Zuse KG |
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Dating: 1956 |
Measures: Höhe: 105 cm, Breite: 200 cm, Tiefe: 105 cm |
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Saturday, June 03, 2006
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Current mood:  excited
MySpace - Glocal´s first Post.
- Glocal fez sua estréia no Festival Universo Paralello #6, que aconteceu em Pratigi, Bahia... entre os dias 28 de Dezembro de 2005 e 04 de Janeiro de 2006. É comum entre os membros do projeto uma lembrança maravilhosa desta estréia bem sucedida. Graças há muito trabalho e dedicação, pudemos apresentar um Live que certamente vai ficar na memória de grande parte dos presentes. Momento único, inesquecível.
- Segue abaixo o REVIEW do PSYTE, site paulista especializado.

Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo
Esta citação de Walter Franco, extraída de música perfeitamente introduzida pelo dj brasileiro Solymar, sintetiza o espírito do Universo Paralello, festival que aconteceu entre os dias 28/12/05 e 04/01/06 na bela praia de Pratigi/BA, distante aproximadamente 160 km da capital baiana Salvador.
Diversidade étnica, cultural, religiosa e principalmente artística foi marca registrada do evento que, aliada a calorosa recepção do povo da Bahia, deu o tom especial pra que pessoas do mundo inteiro pudessem se conduzir a um verdadeiro mundo paralelo, sentindo-se únicos e privilegiados pelo paraíso que habitavam durante aquele tempo. Logo na chegada, a impressão que se tinha era a melhor possível, mesmo com o sol teimando em não aparecer. A excelente estrutura do evento era facilmente notada a medida em que era reconhecido o ambiente do festival: uma imensa propriedade voltada à plantação de coqueiros.
Questionava-se a respeito da infra-estrutura de campings, banheiros, chuveiros e alimentação devido à localização da festa, o que, no seu decorrer, virou motivo de elogios e satisfação por parte da maioria que lá esteve, ficando comprovado que este festival já não deixa a desejar aos maiores encontros de trance do globo. Mesmo com a água tendo um odor desagradável, brasileiros e gringos mantiveram-se sorrindo por todo o evento, sem enfrentar filas para banhos ou para usar os banheiros. O que impressionava era a limpeza do local, que além de contar com inúmeros catadores de lixo e 220 latões espalhados por toda parte, teve a necessária cooperação do homem.
Outro ponto a destacar foi a decoração, principalmente da pista de dança, onde no palco encontravam-se dispostos lado a lado os rostos de Bob Marley, Jim Morrison, Jimi Hendrix, John Lennon, Janis Joplin e o representante brazuca Chico Science. Incrível!! Estes astros pareciam abençoar o dance floor, criando uma atmosfera bastante favorável às performances dos artistas nacionais e internacionais que passariam por ali no decorrer desta celebração psicodélica. E o que dizer da magia da pista alternativa, que propiciou o perfeito alinhamento de diferentes estilos de música eletrônica com ritmos, sons e atividades tribais e indígenas de diversas regiões do país e do mundo. Localizada literalmente à beira-mar, proporcionou momentos inesquecíveis àqueles que procuravam descanso, meditação e relaxamento, ou que apenas transitavam pela área, visto que esta situava-se no meio do festival, separando o imenso camping da praça de alimentação e pista principal.
Grande destaque também foi a Zona de Preservação das Culturas (Circo-Lou), que durante toda a semana levou os participantes à uma viagem dentro da cultura alternativa, com mostras de filmes, manifestações regionais, cozinha comunitária e até um inédito espaço para crianças, o Circulinho, onde em grande número eram vistas brincando, pintando e se lambuzando, criando uma aurora ainda mais colorida e verdadeira no festival.
O som teve início no dia 28/12, uma quarta-feira, com a abertura da pista alternativa. Durante a madrugada de quarta para quinta, enquanto muita gente chegava na festa, o que não parou de acontecer até o dia 31, uma forte chuva caía sem parar, quando os djs do DF Wash e Uver se responsabilizavam pelo primeiro nascer do sol no UP, onde misturando electro/freaky/funk e breaks emocionaram os presentes naquele inesquecível momento.
 A pista principal teve seu começo na manha da quinta-feira, 29/12, com a performance do também brasiliense Cairy que, com um mix interessante de progressive house/trance e electro, botou a pista pra chacoalhar. Na seqüência, os cariocas do Glocal promoveram a primeira apresentação ao vivo do evento, e em grande estilo. Tocando pela primeira vez em festivais do gênero, numa linha experimental abrangendo diversos estilos eletrônicos e influenciados pela música dos anos 80, constituíram uma grata surpresa para aqueles que dançavam na pista, com som muito bem produzido e presença de palco marcante.
 O primeiro live gringo foi do projeto mexicano Forza, com música de qualidade que também empolgou a galera. No decorrer do dia apresentaram-se basicamente djs nacionais. Na manhã do dia 30/12 alguns artistas brasileiros já conhecidos na cena se apresentaram. Du Serena, Sam Miura e a dupla Flow e Zeo mostraram o alto nível dos djs daqui. A tarde começou com o live do Etic (Israel), com um som característico daquele país, que foi seguido pelas apresentações dos djs canarinhos Pedrão e JP, bem como do projeto sul-africano The Commercial Hippies, que fez a festa dos que gostavam dos bpms lá em cima, como o casal goiano Luís Carlos e Bebel: finalmente o live que tanto esperávamos!!! dizia Luís Carlos, conhecido por sua trupe como Spock. O período noturno se iniciou com a performance aguardada de Aphid Moon, seguida do dj set do reconhecido Marcello Vor e do live do Hyperfrequencies, da França. Para o último dia do ano, a organização preparou uma surpresa aos tranceiros. Durante todo o dia, a pista alternativa foi reservada aos amantes do full on, enquanto que na pista principal apenas dj sets e lives de progressive trance se apresentariam. E que grata surpresa!! A medida que Hyperceptiohm e o inglês Dick Trevor se destacavam na pista secundária, grandes nomes do progressivo se revezavam nas pick-ups do palco principal numa seqüência extasiante, que começou com o carioca Matera, passou pelo mexicano Kore e o português Manoel e culminou com a apresentação do ícone de trance progressivo brasileiro, a dj Tati, que abriu para nada mais nada menos que Atmos, que fechou o ano de 2005 de uma forma que só aqueles que estavam presentes podem descrever. Uma verdadeira obra prima do trance progressivo!! Com a festa inteira sugada por este dia utópico, deu-se uma pausa para o som em ambas as pistas. E por aproximadamente 03 horas um silêncio quase que virtual tomou conta do festival. Nesse período, as energias eram restabelecidas de todas as formas para a virada do ano. 2006 começou com um maravilhoso ritual pataxó no meio da pista de dança, acompanhado por praticamente toda a festa, que se aglomerava em meio aos coqueiros. Uma imensa queima de fogos abrilhantou a passagem de ano, que se concretizou com a enérgica apresentação do também sul-africano Protoculture, uma das mais aguardadas do lineup. Nomes como Dmitri Nakov, um dos mestres do psy trance e Tristan, marcaram a madrugada do dia 1º de Janeiro, que só começava para os psicodélicos. Eram aproximadamente 10:00h quando um dos live acts mais esperados do UP subiu ao palco. E para decepção de muitos, o projeto israelense Lish parecia não muito entusiasmado, tocando de maneira relativamente fria alguns sucessos de seu recente álbum Free Fall, lançado ano passado pela Compact Records. Para o período vespertino, estavam reservadas apresentações memoráveis no Universo Paralello. Primeiro, o português Pena, dono do selo Flow Records, hipnotizou o dance floor com 02 horas do mais fino trance progressivo. Na seqüência, os mexicanos Ulises e Hugo, membros do projeto Xibalba, encantaram e ficaram encantados com a energia da pista de dança. Foi indescritível!, disse Ulises logo após a apresentação. Não esperava uma energia tão positiva do público! Que belo festival!!, completou ofegante o mexicano. Xibalba foi seguido pelo dj set do alemão Beckers, professor na arte de fazer os outros rebolar!! Na segunda-feira, 02/01, uma seqüência de 05 lives foi o que chamou a atenção. Primeiramente e, já no final da manhã, se apresentou o aguardado duo Hydrophonic, com um fullon de respeito, seguido do suíço Freakulizer, que manteve a mesma linha sonora. Logo após, duas das maiores atrações do lineup fariam suas performances. Beckers e D-Nox lançavam mundialmente seu live, com destaque para novo remix de Switch, hino do house progressivo da atualidade. Foi a hora em que a pista esteve mais cheia, assim como na virada do ano. Depois dos alemães, o neozelandês Aran Gallagher(Freq) simplesmente destruiu a pista de dança, com sua linha inigualável de progressive psychedelic trance, num live act cheio de energia, onde aproveitou para lançar novos remixes de pedradas como carbon based lifeforms e dreambody. Prosseguindo, os brasileiros do The First Stone devolveram o fullon à festa, num show de bastante qualidade, aplaudidíssimo pelo público. À noite, rolaram os também aguardados Earthling e Neuromotor. O último dia de música foi marcado pelos live acts Pixel (Israel), Jaia (França), Yotopia, também de Israel, Cosmosis (Reino Unido) e o brasileiro Wrecked Machines, último show do UP. Ênfase à aula de psy trance proporcionada pelo veterano na cena Cosmosis. A baixa do dia foi a ausência do dj Peter Digital, um dos grandes dj sets do lineup, ele que é dono de uma das maiores gravadoras de trance progressivo, a Digital Structures. As caixas de som pararam de bater aproximadamente 03:00h com o dj Swarup no palco dando uma palhinha após o belo set do alemão D-Nox. Era o fim da pista principal. A música continuou rolando na pista alternativa até a manha do dia 04/01. Uma quarta-feira ensolarada, na qual a massa alternativa se despedia cansada, mas com a espinha ereta, a mente quieta e o coração tranqüilo, daquele que foi um dos maiores festivais de música eletrônica do planeta.
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