Status: Single
City: Sorocaba
State: São Paulo
Country: BR
Signup Date: 6/3/2006
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Tuesday, September 30, 2008
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Category: Music
Video Entrevista do site INHAMIS
http://www.inhamis.com
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Tuesday, September 30, 2008
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Category: Music
 Entrevista respondida por: Flávia 1. PRA COMERÇAR, PORQUE O NOME BIGGS FOI DADO A BANDA E O QUE SIGNIFICA PRA VOCÊS? Estavamos procurando um nome pra banda e tal, foi no ano em que o Sex Pistols veio tocar no Brasil, se nao me engano em 96, eu e jana baixista original da banda, estavamos lendo o jornal, ai tinha uma reportagem com os Pistols e sobre Ronald Biggs, assaltante do trem pagador, q fez participacoes nos discos deles, que veio para o Brasil fugitivo, viveu por aqui durante muitos anos…a gente queria um nome tipo sobrenome como Ramones, Smiths achamos legal, era punk, era locao, tinha uma relacao com o Brasil e tal, entao a gente adotou o sobrenome, familia rock marginal rsrsrs isso ae.
2. VOCÊS JÁ TEM DEZ ANOS DE BANDA. A QUE VOCÊS ATRIBUEM ESSE "SUCESSO"?
Na verdade tocamos ha mais de 10 anos porque sentimos prazer no que fazemos, fazer rock, tocar num bar, curtir o role com a galera que tambem curte rock, como a gente, tomar uma ceva, fazer amigos e tal, e isso vem acontecendo naturalmente com a gente, nem parece que passou tanto tempo, estamos com pique total, acabamos de lancar disco novo, estamos pensando no proximo, ano passado fomos em turne pra Argentina, estamos fazendo uns videos, tocando em festivais, e bares, curtindo as baladas, estamos ai na vida do rock e felizmente tem uma galera que curte e prestigia o nosso som, assim como adoramos diversas bandas e expressoes artisticas a nossa volta e do mundo todo, se se pode chamar de sucesso entao seria'e isso, poder ter o prazer se ser convidado pra mostrar a sua espressao artistica e a galera curtir. Estes dias fiquei sabendo que estamos concorrendo ao premio dynamite de musica independente http://www.premiodynamite.com.br/ entre bandas fodas como nacao zumbi e tal, isso e' um reconhecimento muito firmeza pra gente, tamo ae, ate qdo a gente curtir o role todo. 3. A CONVIVÊNCIA ENTRE VOCÊS DEVE SER INTENSA. COMO LIDAM COM ISSO?
Rsrsrs nem me fale, demais! uma prova disso foi nossa turne pra Argentina ficamos 30 dias juntos todos os dias, o dia inteiro dirigindo, comendo, bebendo, tocando, teve de um tudo: stress, amor, foi uma prova de amizade intensa e a gente passou, rsrsrs! Somos tipo melhores amigos, saimos juntos, curtimos as mesmas coisas, entao e perfeito. Gosto muito de tocar com o Brown e Mayra, rola uma energia otima qdo a gente toca junto. 4. COMO FOI PRA BANDA A MUDANÇA DE TRABALHAR A DIVULAGAÇÃO COM FITAS ("See Stars" DE 97 E "Kind-Hearted" DE 99) E TRABALHAR COM SEU PRIMEIRO CD EM 2001 "Wishful Thinking" (Gig Records) ATÉ O MAIS RECENTE TRABALHO "The Roll Call"(2007)?
Qdo comecamos a divulgar nossas K7s era tudo por carta, recebiamos os cartazes de shows, enviavamos as fitas, tudo pelo correio, pra tocar a gente marcava por telefone, e tal, haviam muitos fanzines que ajudavam bastante na divulgacao das bandas e cenas de diversas cidades entre si, era maior dificuldade, so que ao mesmo tempo, gratificante, como qdo chegava uma carta do nordeste, do sul, dizendo que adoravam a banda e tal era muito legal, ai comecou a internet, os emails primeiramente, as listas de discussao os contatos ficaram mais faceis, ate chegar ao msn, myspace, atual, mil coisas rolaram e modificaram, Qdo lancamos nosso primeiro CD comprava-se mais cds, hoje CD ta meio caido, so compra cd quem quer colecionar e o MP3 dominou geral, com isso penso que a relacao da maioria das pessoas com a musica mudou completamente, antes vc conhecia uma banda, tentava comprar os cds/vinis daquela banda pra curtir, era dificil, tinha q importar, hoje pela facilidade tudo parece menos importante, mais descartavel, humm, mas ao mesmo tempo ta mais democratica, vixiii….a conversa vai longe rsrsrs… 5. QUAL A VISÃO DA BANDA DO MERCADO ATUAL PARA GRUPOS INDEPENDENTES? O PROCESSO EM GERAL ESTA MAIS SIMPLES, MAIS EXECUTÁVEL? Estamos falando muito nesse tema ultimamante, existe uma grande diferenca entre o underground e o independente, o underground sempre foi independente como no nosso caso, porque geralmente e' um estilo de musica, tipo de viagem que nao e' facilmente agradavel para o grande publico, acho que as coisas andam meio misturadas por ai atualmente, antes as bandas pops nao tinham uma cena, pois ou era mainstream, ou cover, mas me parece que com as novas tecnologias e informacoes houve uma popularizacao do estilo, entao hoje vc acaba muitas vezes tocando num mesmo show de bandas que almejam o programa do faustao, ou seja, outra viagem, completamente diferente do fazer alternativamente independente e underground como postura politica ate. Com a popularizacao do rock nas radio e tal muitas bandas estao no independente mas desejam sair o mais rapido possivel. Cabe a cada um decidir se prefere o verdadeiro ou o pasteurizado. Falando em gravacao, denovo devido as novas tecnologias qq um consegue tirar qualidade fudida de gracacoes em casa, e a divulgacao esta muito mais facilitada com a internet. Facilitada e misturada, aiaiai rsrsrs… 6. O QUANTO VOCÊS ACHAM QUE A BANDA DOMINATRIX INFLUÊNCIOU A BIGGS, AFINAL A FLÁVIA E A MAYRA FIZERAM PARTE DO GRUPO?A Biggs ja existia antes, de eu e mayra tocarmos juntas no Dominatrix. As bandas sao mesma epoca, apesar de sermos de cenas diferentes, o Dominatrix era mais da cena hardcore/straight edge da epoca, ja o Biggs mais da cena Indie rock/grunge que tava rolando no interior e na capital, nos anos 90. Toquei durante 7 anos no Dominatrix e toco ha 13 anos no Biggs, Mayra toca com a gente no Biggs ha uns 7 anos tambem, entao tendo duas pessoas nas mesmas bandas por tanto tempo com certeza rolou uma troca. 7. VOCÊS TEM VIAJADO O BRASIL TODO FAZENDO O QUE A BANDA FAZ MELHOR, SHOWS. COMO TEM SIDO ESSA EXPERIÊNCIA NO DECORRER DESSES ANOS, DÁ PRA CONHECER OS LUGARES VISITADOS?
Tocar em cidades diferentes, fazer novos amigos, estabelecer novos contatos, novas parcerias, e sempre otimo e tem sido assim, as vezes nao da conhecer muito bem as cidades, qdo as datas sao muito proximas, mas conhecer o caminho ate o local, em volta do pico que a gente toca e o povo que cola na balada ja 'e massa, viver a vida do local um dia pode ser mais legal do que visitar pontos turisticos pra tirar fotos, esperamos viajar muito mais, ja conhecemos quase todo o sul do pais, nordeste, argentina, uruguai, interiorzao aqui e em breve europa e eua. Ui adoroo.
8. A BANDA JÁ PARTICIPOU DE FESTIVAIS. O QUANTO ACHAM POSITIVO E NECESSÁRIO PARA AS BANDAS ESSE TIPO DE EVENTO?Acredito que festivais sempre sao muito importantes, tanto para as bandas, qto para o publico e pra todo mundo que curte um momento de confluencia de pessoas e ideias, antes durante e depois de festivais sempre rola um clima legal, surgem bandas novas, novos contatos, rola divulgacao legal do seu trabalho para um numero maior de pessoas, para outras bandas de outros lugares, e' positivo pra todo mundo, a gente adora. 9. PARA QUEM NÃO CONHECE A BANDA, COMO VOCÊS DESCREVERIAM O SHOW DA "BIGGS"? Humm, Rock Pesado!! rsrsrs
10. POR FIM, O QUE ACHAM DO BLOG "MENINAS NO ROCK" E DO "MENINAS NO ROCK ENTREVISTA"? Acho otima a iniciativa do blog parabens! Obrigada por convidar a gente pra esta entrevista e qq coisa tamos ae, tamo junto. Quem quiser trocar uma ideia com a gente fazer amizade, rockar ou tomar uma ceva e' so entrar em contato. Beijos a todos. Rock On!! Flavia Biggs. www.myspace.com/thebiggsrock Postado por ( OLUYIÁ ) às 12:18
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Wednesday, February 21, 2007
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AI - Nos conte como e porque surgiu essa idéia?
Flávia Biggs - Então...eu já era voluntária no ano passado ensinando inglês aos sábados na escola, e em julho passado eu fui para os EUA, participar do RRC4G, e voltei cheia de idéias pra fazer algo do tipo por aqui, resolvi falar com a direção da escola expliquei tudo, eles gostaram e aprovaram. Desde então tenho ensinado guitarra para meninas, na escola em que leciono sociologia, uma escola publica aqui em Sorocaba.
AI - E como é cada aula? Desde o que você passa para as meninas até a recepção e esforço delas...
Flávia Biggs - Eu ensino noções básicas de guitarra, cifras, pedais, equalizações, diferenças entre timbres, sons e tal...Tudo de uma forma bem funcional e prática. Elas adoram, principalmente as distorções !!!
AI - Então podemos dizer que o futuro do rock em Sorocaba está garantido...?
Flávia Biggs - Se está garantido não posso dizer, espero que sim, estou fazendo o que acredito ser certo e positivo, enquanto feminista e roqueira do independente, se a gente não fizer quem vai fazer?
AI - E qual foi a reação dos alunos ao verem a professora de sociologia deles dando aulas de guitarra?
Flávia Biggs - Eles já gostam e se identificam comigo por ser a professora jovem roqueira, então acho que elas não se surpreenderam, elas sabem que eu tenho banda, algumas/alguns vão aos shows e tal.
AI - Fale um pouco sobre o "rock n´roll camp for girls", que rola nos EUA, o que é? Como funciona? 
Flávia Biggs - O "RRC4G", é um trabalho maravilhoso, já realizado ha 6 anos pelas meninas lá de Portland -OR, é um acampamento rock de férias, para meninas, imagine só. lá elas aprendem guitarra, baixo, bateria, teclado e voz além de workshops como de fanzine entre outros, o esquema é: elas montam uma banda, fazem uma música e apresentam no último dia do acampamento, para os pais e a comunidade, é a coisa mais linda do mundo só estando lá pra saber.Tenho uma coluna no site, www.quiteria.com.br, "metendo a colher", lá eu conto com detalhes como foi a experiência.
AI - Você já ensinou meninas por lá também, não é? Como rolou esse convite? 
Flávia Biggs - Conheci o RRC4G na primeira turnê do dmx nos EUA, fizemos contatos bem legais com as organizadoras de lá, tanto de amizade quanto de articulação político-feminista, rolou o convite e eu fui na hora!!!Minhas alunas lá tinham eram 8 e 9 anos, rockando de verdade, adoro, foi muito gratificante espero voltar em breve.
AI - Agora sobre o biggs, uma pergunta que quero fazer há muito tempo. Quando sai o disco novo?
Flávia Biggs - Ae! disco novo do Biggs tá estorando por aí em breve, no mais tardar segundo semestre deste ano, eu espero... neste ano a gente(biggs) faz 10 anos de rock estamos super sintonizados, total na vibe, eu, mayra e brown e nada melhor do que um disquinho novo pra comemorar tudo isso, né?
AI - O que a galera pode esperar desse novo disco?
Flávia Biggs - Galera galera, pode esperar um disco massa, que ta saindo direto do coração, rock rock, rock punk, garagerockgrungemetal, a gente ta fazendo um sonzão modéstia a parte, estamos na pegada, a energia ta rolando pesado e mais pesado como diz a mari nossa roadieamiga "tijolada na cara".
AI - O que você anda ouvindo?
Flávia Biggs - To ouvindo sem parar, inteiro depois repito, o disco novo do Sonic Youth que ainda não saiu, mas o Brown já pegou na net, e com certeza é mais uma obra prima dos caras, lindo!
AI - Quais bandas nacionais você recomenda e porque?
Flávia Biggs - Como sempre digo o Brasil tem bandas maravilhosas no underground, criativas gosto do Dealers a outra banda da mayra, o Boom Boom Chicks da Debby ordinary é tudo, tem uns meninos em sampa o Vincebuz, Os migalhas... Daqui de sorocity tem o Pugna que tá com disco novo no forno, com participação dos maguerbes...tá cheio de coisa boa por aí, é só procurar.
AI - Hoje em dia a Pitty é a roqueira que está em maior evidência no Brasil, qual sua opinião sobre ela?
Flávia Biggs - Não gosto do som da Pitty, mas ao mesmo tempo tenho uma aluninha que se interessou por guitarra porque gosta dela, então assim tá beleza pra mim, pois agora eu estou mostrando pra ela outras bandas e referências mais legais. Acredito que outras meninas que estão ouvindo Pitty hoje, acabem procurando outras bandas com meninas, neste sentido então é até legal.
AI - Bom, Flavia, esse é o fim da entrevista, muito obrigado e parabéns pelo projeto, fica o espaço pra você falar mais sobre o que quiser, biggs, dominatrix, aulas de guitarra, rock, feminismo... é isso. Obrigado.
Flávia Biggs - Muito obrigada pelo espaço e apoio, espero estar por aqui de novo quando sair o disco novo, viu! queria aproveitar pra agradecer a nossa amiga Decka que dá uma puta força cuidando do fotolog e demais biggadas, tem uns vídeos ao vivo do biggs na net, acho que é só! muito amor, rock e felicidade pra todo mundo.paz.
contato: - www.tramavirtual.com.br/biggs
www.fotolog.net/biggs
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Wednesday, February 21, 2007
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Uma turnê por diversas cidades do sul do país, além de Argentina e Uruguai marca o pré-lançamento do mais novo trabalho da banda sorocabana Biggs: "The Roll Call". Passando por Curitiba (PR), dia 14; Florianópolis (SC), dia 18; Porto Alegre (RS), dia 19; São Leopoldo (RS), dia 20; e Bento Gonçalves (RS), no dia 21, além de Buenos Aires na Argentina e Montevidéu, no Uruguai, a banda consolida seu trabalho mostrando uma mistura de muito punk rock e riot grrl com rock e grunge.
Influenciada por nomes que vão de Stooges a Bikinni Kill, de T-Rex a Babes in Toyland e de MC5 a Sonic Youth, a banda já soma mais de 10 anos de estrada fazendo seu som barulhento, sujo e melódico, no melhor estilo para sacudir a cabeça nos shows. Formado por Brown Biggs (bateria), Mayra Biggs (baixo) e Flávia Biggs (guitarra e vocal), o trio se transforma numa banda gigante quando sobe ao palco.
Flávia e Mayra (que também são integrantes da banda paulistana Dominatrix) e Brown (que já participou ao lado de grandes bandas do cenário independente como Pin Ups e Wry) já participaram juntos de festivais como Votobandas e Araraquara Rock, Festival Circadélica, Goiânia Noise, Programa Lado B Especial MTV (1999), Programa Musikaos na TV Cultura (2001), além de serem citados no Livro 'O que é punk?' de Antonio Bivar, como referência punk rock no Brasil.
Entre os seus trabalhos estão os K7s "See Stars" (1997) e 'Kind-Hearted' (1999), o primeiro CD em 2001 'Wishful Thinking' (Gig Records) e o single "I'll Walk You Up" (2002). Quatro das dozes músicas do novo CD "The Roll Call" estão disponíveis para download no site myspace pelo endereço http://www.myspace.com/thebiggsrock.
Fonte:Cruzeiro do Sul[/quote]
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Wednesday, February 21, 2007
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América Latina, aqui vamos nós! Banda Biggs completa 10 anos e lança o 5º trabalho com turnê na Argentina e Uruguai |
| 24/1/2007 - Fonte: www.bomdiasorocaba.com.br |
Foi encarando o lema punk do "do it yourself" (faça você mesmo), que a banda sorocabana Biggs chegou ao seu décimo ano de existência com uma grande empreitada: uma turnê pelo sul do Brasil, que se estende para Argentina e Uruguai.
"Essa é nossa primeira apresentação fora do país", comemora a vocalista Flávia Biggs.
Mesmo depois de conquistas como participar de programa na MTV e na Tv Cultura, a filosofia rock´n´roll do grupo continua a mesma: a banda vai rodar cerca de cinco mil quilômetros de carro. "Isso se a gente não esticar e for para o Chile, onde também temos propostas para fazer shows. Mas isso vai depender se a grana dos cachês vai dar para colocar gasolina e continuar na estrada", comenta o baterista Brown.
A banda, que ontem estava em Chuí (RS), está apresentando seu quinto trabalho "The Roll Call", que traz um som bem ao estilo Biggs: pesado e barulhento com o vocal visceral (com direito a gritinhos energéticos) de Flávia. Músicas que inspiram qualquer um a "se jogar na pista de dança".
Na cena Tradicional no cenário underground da cidade, a banda é formada atualmente por Mayra (baixo), Flávia (voz e guitarra) e Brown (bateria). Entre as referências estão grupos como Stooges, MC5, Babes in Toyland e Ramones.
Segundo Flávia, no começo a aceitação do estilo da banda era mais difícil. "Hoje as coisas estão mais brandas e o punk rock mais difundido. O rock está na moda. Nem é mais tido como um estilo de contravenção. No início, a gente também enfrentou preconceito por ser uma banda com mulheres", comenta Flávia. Ela destaca com orgulho a citação da banda no livro "O que é punk?", de Antônio Bivar – grande referência sobre o movimento no país – que destaca a Biggs quando fala de banda de mulheres no cenário punk do Brasil.
Biggs: desde os tempos dos cassetes... Dormir em rodoviárias depois do show, contar com a sorte de arranjar caronas para chegar até a cidade onde se realizaria a apresentação, e levar os instrumentos em ônibus coletivos, são alguns dos "perrengues" enfrentados pela banda desde 1996. "Uma vez batemos um carro emprestado de um parente. O dinheiro do cachê teve que ir todo para o conserto", relembra Flávia. Brown acrescenta: "A gente ia sem saber muito bem onde iríamos dormir e tal. Era muita aventura".
Pré e pós-internet A banda destaca que, em meados da década de 90, quando tudo começou, uma das grandes dificuldades enfrentadas era encontrar uma forma de viabilizar a divulgação do trabalho.
Bem diferente de hoje em dia – quando as bandas independentes podem contar com a internet para divulgar o som – para mostrar o trabalho e fazer contatos para show era preciso mandar o material gravado em fita cassete via correio. "Para conseguir um contato era por carta mesmo. A gente escrevia, mandava a fita e esperava a resposta para ver se ia ou não rolar de fazer um show fora da cidade. Era mais difícil, mas isso tornava as coisas mais legais", observa Flávia.
Apesar dos 10 anos de história, dedicação e muitos "perrengues", os integrantes do Biggs não conseguem "viver da música", como gostariam: Flávia é professora de inglês e socióloga, Brown é auxiliar administrativo e Mayra é designer. Mas mesmo tendo que, muitas vezes, "colocar dinheiro do bolso para manter a banda", isso não desanima os jovens.
"Quando montamos a banda e até hoje, nunca ambicionamos ser famosos. As vezes me perguntam porque a gente não pára, já que tudo isso não deu em nada. Daí eu questiono: como assim 'não deu em nada'? Pode não der dado dinheiro e nem ter nos tornado celebridades (risos). Mas com a banda faço o que mais gosto e isso é o importante".
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Wednesday, February 21, 2007
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| 14/01/2007 |
| Biggs dá início à turnê pela Argentina e sul do Brasil |
A banda de Sorocaba Biggs inicia turnê de pré-lançamento do disco "The Roll Call" pelo sul do Brasil, Argentina e Uruguai neste domingo, dia 14. Serão sete shows partindo de Curitiba até Buenos Aires.
O trio, formado em 1996, conta atualmente com Flavia Biggs (guitarra e vocal), Mayra Biggs (baixo) e Brown Biggs (bateria). Apesar de ter shows por todo o Brasil em seu currículo, essa será a estréia do grupo em território estrangeiro.
"Esperamos fazer novos amigos, rever os antigos e curtir ao máximo possível essas coisas legais que só o rock nos proporciona!", contou a guitarrista e vocalista Flavia Biggs em entrevista ao Banana Mecânica. Ao longo da turnê, o trio será acompanhado por bandas locais, como Walverdes (RS), Supervox (SC) e She Devils (ARG).
O novo álbum, previsto para sair em abril, apresenta a banda com mais influências grunge, em músicas marcadas por guitarras sujas e batida rápida. "A gente está fazendo um som mais pesado e sisudo do que nos trabalhos anteriores", disse Flavia.
Ao final da turnê, o trio levará o rock barulhento de "The Roll Call" para outras regiões do Brasil, com shows de divulgação que se estenderão durante o ano.
Baixe aqui a faixa "I Know It", do novo disco do Biggs (clique com o botão direito e selecione Salvar destino como...)
Confira a entrevista com a guitarrista e vocalista Flavia Biggs.
Banana Mecânica: Como surgiu a turnê? Flavia Biggs: A gente já estava com essa idéia de fazer uma turnê pelo Brasil para divulgar o disco. A gente nunca tinha ido para o Sul com o Biggs e pensamos: "se vamos para lá, por que não dar uma esticadinha até os países hermanos, já que temos uns contatos legais por lá". Caiu que todo mundo adorou a idéia, principalmente a Mari [Marianne Crestani, do Dealers], nossa manager da turnê. Pretendemos também fazer outros percursos, tipo nordeste e tal em breve.
A turnê passará por onde? Começa dia 14 em Curitiba, depois Floripa, Porto Alegre, São Leopoldo, Bento Gonçalves, Uruguai até a Argentina. Mas estaremos em turnê de divulgação do nosso trabalho novo o ano todo em diversas cidades do Brasil. Essa primeira parte acaba na Argentina, isso se a gente não resolver fazer alguns show na volta.
Serão shows apenas do Biggs ou a banda será acompanhada por outros artistas? Todos os shows são com bandas locais muito legais, como Walverdes em Porto Alegre, Supervox em Floripa, e She Devils na Argentina, mas estaremos viajando só com o Biggs.
Quais são as expectativas para a turnê? Esperamos fazer novos amigos, rever os antigos e curtir ao máximo possível essas coisas legais que só o rock nos proporciona!
Será a primeira vez que o Biggs toca no exterior? Será sim. Já estamos no rock há mais de 10 anos, tocando por todo Brasil, mas essa é a primeira vez que vamos para fora. E, se tudo der certo, já estamos planejando mais por aí.
Fale um pouco sobre o novo disco... O nosso tarbalho novo chama-se "The Roll Call" e está bem legal, com 12 músicas, todas inéditas, só composições próprias. A gente está fazendo um som mais pesado e sisudo do que nos trabalhos anteriores, com influências mais rockão grunge. Nesta tour vamos com um EP que tem seis das 12 músicas. Mas o lançamento do álbum mesmo será em abril mais ou menos. Estamos vendo se será em CD ou um compacto vinyl.
Quer ouvir mais Biggs? Acesse a página da banda no MySpace e TramaVirtual.
Fernanda Schimidt fe@bananamecanica.com.br | ..>
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Thursday, July 06, 2006
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Category: News and Politics
Imagine só! Tipo John Lennon mesmo! [flávia.dos.santos]
Porque será que é sempre tudo tão difícil, esbarro sempre na idéia de ser humano, e duvido do que é ser humano. Os recentes acontecimentos em todo o estado de São Paulo nos dão uma amostra grátis do que está por vir caso a sociedade, e principalmente quem tem a obrigação de fazer alguma coisa que é o Estado, nas suas mais variadas representações, não tomem atitudes eficazes logo. É muito fácil falar de política e questões sociais com distanciamento fazendo análises com mão no queixo, eu quero ver é tá ali com o povão dividindo todos os dias, as angústias da classe trabalhadora. Não é fácil não, bicho. Fico imaginando como pode um deputado destes que temos, corrupto de pai e mãe, colocar a cabeça no travesseiro e dormir na boa, tipo (zzzzz...superfaturei a venda de ambulâncias...haha! zzzzzz), não me conformo...mesmo você que mete a boca no governo mas quando é chamado a se manifestar diz que não adianta nada mesmo, e continua a fechar a janela de seu carro no sinal pro vendedor de bala. Gente o problema é geral, tá tudo errado e o que é que a gente pode fazer? Ai vem alguém e diz, Votar melhor na próxima eleição! ai,ai,ai BULLSHIT!!! Esta democracia representativa que aí está é uma farsa gigantesca cada partido/candidato acaba representando os seus próprios interesses, de seus partidos e só. Povo? iiih, só pra pedir voto, e olhe lá. Mas pergunto de novo o que a gente pode fazer? Tá todo mundo num momento de total descrença em mudanças para melhor, ainda esperançosa, me vem a cabeça a Educação!! Isso! A educação pode mudar alguma coisa, mas será a solução?... chego em uma das escolas que leciono de período integral na periferia tento fazer o máximo que posso, mas é praticamente impossível, não temos recursos pra nada, além da falta de interesse dos alunos. Esse modelo de escola tipo presídio, corredor frio, cheio de salas/celas com gente presa dentro, carteiras enfileiradas, lousa e giz, tipo copía aí! não funciona mais, meu! Quando será que vão perceber isso?(o pior é que já sabem, né?!). As próprias crianças não enxergam um futuro muito promissor em nada. Fiz um trabalho estes dias com uma 5ª série tipo O que você quer ser quando crescer? e sabe o que mais saiu? Vendedora de loja de shopping entre as meninas, e motorista de ônibus e taxista entre os meninos, não que estas profissões sejam menos dignas que outras, mas pelo que me lembro, quando eu estava na escola, o normal era médica, professora, veterinária sei lá. Fazer faculdade não é somente um sonho impossível, é uma hipótese que nem passa pela cabeça deles. Imagine só como seria, um país com educação pública gratuita e de qualidade para todos em todos os níveis, com certeza todo mundo sairia ganhando (e não os que ganham hoje com esta situação)...Imagine se estes ataques todos fossem aos alvos certos, por uma causa realmente justa como o fim da desigualdade social, exigindo melhores condições de vida e trabalho para todos. Imagine se o brasileiro se interessasse tanto por política quanto por futebol. Ai, ai, ai...A nossa história seria outra.
Quitéria - Coluna Metendo a Colher
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