320kbps, 49M (qualidade alta)
VBR, 27M (qualidade boa)
128kbps, 22M (qualidade razoável)
1. Computação/Automação
2. velocidade de escape
3. Bem Mais do que Tudo
4. próxima
5. Alpha C
6. 2038
7. Variável Azul
A história de uma viagem desde a Terra até os confins do espaço sideral para testemunhar os últimos dias de
Eta Carinae, uma estrela do tipo
variável luminosa azul. Uma estrela gigante, ultramassiva, mas de vida curta, que desprende sua derradeira luz diante dos olhos de um ser humano.
Esta é a ideia que há por trás das sete faixas de “
2038”, o segundo álbum da banda carioca Fujimo.
“Na verdade, esse conceito surgiu por acaso. No começo, não decidimos que o disco seria sobre uma viagem cósmica”, esclarece Paulo Casaes, responsável pelas programações, teclados e alguns dos vocais do trio. “Entre as músicas que estávamos trabalhando, acabamos escolhendo para entrar no álbum as que tinham temas como estrelas, física quântica e um foguete viajando pelo espaço. Daí veio a ideia de criarmos uma narrativa com as faixas contando a história de uma viagem até uma estrela prestes a morrer.”
O Fujimo é completado pelo irmão de Paulo, João Casaes (vocalista, baixista e responsável pela maioria das letras da banda) e pelo guitarrista Nuno Virgílio Neto.
A trajetória do álbum começa em “Computação/automação” – trilha sonora para um astronauta deixando a gravidade da Terra e indo para o espaço –, passa por “Bem mais do tudo” (sobre a euforia e a serenidade de se estar no espaço), “Alpha C” (uma descrição do sistema Alpha Centauri, composto por três estrelas), e termina em “Variável azul”.
No meio disso tudo, estão ainda “
Velocidade de escape”, “
Próxima” e “
2038”, faixa que dá nome ao disco – e ano para o qual se prevê uma pane nos computadores igual à que se esperava para o
Bug do Milênio; ou, por analogia, um colapso no mundo dos humanos semelhante ao que espera por Eta Carinae em algum lugar a muitos anos-luz de distância daqui.
Show de lançamento nesta sexta, na Lapa
“2038” sai poucos meses depois de “
look feel love”, álbum de estreia do Fujimo, lançado no começo deste ano pela
Transfusão Noise Records. Tanta produção num espaço de tempo tão curto de tempo acabou afastando a banda dos shows em 2009.
Mas a volta do Fujimo ao vivo está marcada para esta sexta-feira, dia 30/11, quando “2038” será tocado na íntegra a partir das 20h no Plano B, na Lapa (Rio de Janeiro), com entrada franca. Este show de lançamento terá a participação de Alexandregucci, da Mos Eisley Collective, fazendo projeções inspiradas nas novas músicas. Alexandregucci é parceiro do Fujimo em alguns dos vídeos da banda, incluindo o mais recente deles, “Bem mais do que tudo”.
O segundo e último show de “2038” em 2009 acontece no dia 11/12, dessa vez no Empório, em Ipanema, ao lado de outras bandas da Transfusão Noise Records. Para 2010, o plano principal é tocar mais ao vivo – e tentar debutar fora do Rio, em cidades como São Paulo e Brasília, lar-doce-lar de alguns fãs da banda, mas onde o Fujimo nunca se apresentou.
Sobre um terceiro disco, já que o Fujimo passa a maior parte do tempo fazendo jams, compondo e gravando no estúdio caseiro dos irmãos Casaes, João antecipa: “Não pensamos num próximo álbum por enquanto. Mas com certeza vamos fazer mais discos nesse formato curto, e é provável que algum outro tema científico apareça nas canções. Talvez não mais cosmologia e física, como em ‘2038’, mas talvez biologia ou química…”
Que ninguém duvide: esses caras podem fazer viagens inteiras na bicicleta livre.