Gender: Male
Status: In a Relationship
Age: 34
Sign: Capricorn
State: Lisboa
Country: PT
Signup Date: 2/14/2005
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Thursday, October 15, 2009
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[O texto não é meu. Mas o vídeo é lindo! ..] Este vídeo foi para o ar no programa Saia Justa. A atriz (?) e escritora (?) Maitê Proença estava em Portugal por causa de uma peça teatral e aproveitou os seus momentos de horas vagas (?) para fazer algumas imagens para o quadro do semanal do canal GNT. A pergunta é: como isso foi para o ar? O tema? Aquele mesmo assunto pobre de sempre: gozar com os portugueses. Como isso ainda não basta, ela terminou o vídeo cuspindo. A pergunta é novamente: para quê? Será um laboratório para ela ser “o próximo chafariz” da nova novela da TV Record? Todo o vídeo é uma ofensa a Portugal e aos portugueses. Começa por ir a Sintra para mostrar uma porta de uma casa aparentemente comum com o 3 virado para a direita e, sem perceber o significado esotérico, zoa com os portugueses, pois diz que aquilo demonstra que está em Portugal - os caras nem sabem colocar direito um algarismo numa porta! Só vai a Sintra, que tem imensos monumentos, castelos e palácios, e é Património da Humanidade, para gozar com aquilo. Depois goza com o Tejo ser, para os portugueses, o mar, quando na realidade ela está junto ao Estuário do Tejo, onde o rio desagua no mar e ambos se confundem. Fala também no Salazar, de que ela não sabe nada (Portugal viveu 48 anos em fascismo), imaginando que, por ter sido um ditador, foi igual a Hitler ou a Mussolini. Goza com o túmulo de Camões, com o estilo arquitectónico manuelino, enfatizando o Manuel, nome injuriado no Brasil nas piadas de português e fala também no epísódio no Hotel com o seu PC, quando o Hotel tem áreas de Internet e se tinha problemas com o seu Computador pessoal, deveria usar o equipamento disponível no Hotel para os clientes. O Hotel não tem obrigação de reparar os equipamentos pessoais dos clientes, sejam PC's ou carros ou máquinas de barbear ou sei lá o quê. Eu acho que ela vai ter muita vergonha quando souber das reações dos portugueses ao vídeo e vai pensar duas vezes antes de voltar a falar do país e dos seus habitantes. Infame, só revelou ignorância e rancor, talvez dor de cotovelo. Quem deveria ter acesso a este vídeo eram os milhares de portugueses que gastaram muitos euros para assistir às suas peças de teatro em Portugal. O que lhe vale é que o povo português é o mais simpático e sereno do mundo. Enfim... vejam o vídeo e, por favor, divulguem: http://www.youtube.com/watch?v=1GCAnuZD7bkEssa mulherzinha quando voltar a Portugal para, cinicamente, dizer maravilhas muito simpáticas, terá explicações a dar! É favor fazer circular para que bem conste...
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Wednesday, April 01, 2009
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[english version below]
Daniel Hannan, político, escritor e jornalista inglês, com vasta obra publicada sobre política europeia, debruçou-se agora, com saber e perspicácia, sobre a Questão de Olivença em artigo no Telegraph, cuja tradução para português se transcreve (segue-se o original em inglês).
http://blogs.telegraph.co.uk/daniel_hannan/blog/2009/03/13/if_spain_wants_gi braltar_when_is_it_planning_to_give_up_olivena
«SE A ESPANHA QUER GIBRALTAR, QUANDO TENCIONA DEVOLVER OLIVENÇA? Daniel Hanan
E se tivesse sido ao contrário? E se a Espanha tivesse tomado um pedaço de território de alguém, forçado a nação derrotada a cedê-lo num tratado subsequente, e o mantivesse ligado a si? Comportar-se-ia Madrid como quer que a Grã-Bretanha se comporte em relação a Gibraltar? Ni pensarlo! Como é que eu posso estar tão certo disso? Exactamente porque existe um caso assim. Em 1801, a França e a Espanha, então aliadas, exigiram que Portugal abandonasse a sua amizade tradicional com a Inglaterra e fechasse os seus portos aos navios britânicos. Os portugueses recusaram firmemente, na sequência do que Bonaparte e os seus confederados espanhóis marcharam sobre o pequeno reino. Portugal foi vencido, e, pelo Tratado de Badajoz, obrigado a abandonar a cidade de Olivença, na margem esquerda do Guadiana. Quando Bonaparte foi finalmente vencido, as Potências europeias reuniram-se no Congresso de Viena de Áustria para estabelecer um mapa lógico das fronteiras europeias. O Tratado daí saído exigiu um regresso à fronteira hispano-portuguesa (ou, se se preferir, Luso-espanhola) anterior a 1801. A Espanha, após alguma hesitação, finalmente assinou o mesmo em 1817. Mas nada fez para devolver Olivença. Pelo contrário, trabalhou arduamente para extirpar a cultura portuguesa na região, primeiro proibindo o ensino do Português, depois banindo abertamente o uso da língua. Portugal nunca deixou de reclamar Olivença, apesar de não se ter movimentado para forçar esse resultado (ameaçou hipoteticamente com a ideia de ocupar a cidade durante a Guerra Civil de Espanha, mas finalmente recuou). Embora os mapas portugueses continuem a mostrar uma fronteira por marcar em Olivença, a disputa não tem sido colocada na ordem do dia no contexto das excelentes relações entre Lisboa e Madrid. Agora vamos analisar os paralelismos com Gibraltar. Gibraltar foi cedida à Grã-Bretanha pelo Tratado de Utrecht (1713), tal como Olivença foi cedida à Espanha pelo Tratado de Badajoz (1801). Em ambos os casos, o país derrotado pode reclamar com razões que assinou debaixo de coacção, mas é isto que acontece sempre em acordos de paz. A Espanha protesta que algumas das disposições do Tratado de Utrecht foram violadas; que a Grã-Bretanha expandiu a fronteira para além do que fora estipulado primitivamente; que implementou uma legislação de auto-determinação local em Gibraltar que abertamente é incompatível com a jurisdição britânica especificada pelo Tratado; e (ainda que este aspecto seja raramente citado) que fracassou por não conseguir evitar a instalação de Judeus e Muçulmanos no Rochedo. Com quanta muito mais força pode Portugal argumentar que o Tratado de Badajoz foi derrogado. Foi anulado em 1807 quando, em violação do que nele se estipulava, as tropas francesas e espanholas marcharam por Portugal adentro na Guerra Peninsular. Alguns anos mais tarde, foi ultrapassado pelo Tratado de Viena. Certamente, a Espanha pode razoavelmente objectar que, apesar dos pequenos detalhes legais, a população de Olivença é leal à Coroa Espanhola. Ainda que o problema nunca tenha passado pelo teste de um referendo, parece com certeza que a maioria dos residentes se sente feliz como está. A língua portuguesa quase morreu excepto entre os mais velhos. A cidade (Olivenza em espanhol) é a sede de um dos mais importantes festivais tauromáquicos da época, atrai castas e matadores muito para além dos sonhos de qualquer pueblo de tamanho similar. A lei portuguesa significaria o fim da tourada de estilo espanhol e um regresso à obscuridade provinciana. Tenho a certeza que os meus leitores entendem aonde tudo isto vai levar. Este "blog" sempre fez da causa da auto-determinação a sua própria causa. A reclamação do direito a Olivença (e a Ceuta e Melilla), por parte de Espanha, assenta no argumento rudimentar de que as populações lá residentes querem ser espanholas. Mas o mesmo princípio certamente se aplica a Gibraltar, cujos habitantes, em 2002, votaram (17 900 votos contra 187!!!) no sentido de permanecer debaixo de soberania britânica. A Grã-Bretanha, a propósito, tem todo o direito de estabelecer conexões entre os dois litígios. A única razão por que os portugueses perderam Olivença foi porque honraram os termos da sua aliança connosco. Eles são os nossos mais antigos e confiáveis aliados, tendo lutado ao nosso lado durante 700 anos - mais recentemente, com custos terríveis, quando entraram na Primeira Guerra Mundial por causa da nossa segurança. O nosso Tratado de aliança e amizade de 1810 explicitamente compromete a Grã-Bretamha no sentido de trabalhar para a devolução de Olivença a Portugal. A minha verdadeira intenção, todavia, é a de defender que estes problemas não devem prejudicar as boas relações entre os litigantes rivais. Enquanto Portugal não mostra intenção de renunciar à sua reclamação formal em relação a Olivença, aceita que, enquanto as populações locais quiserem permanecer espanholas, não há forma de colocar o tema na ordem do dia. Não será muito de esperar que a Espanha tome um atitude semelhante vis-a-vis Gibraltar. Uma vez que este texto certamente atrairá alguns comentários algo excêntricos de espanhóis, devo clarificar previamente, para que fique registado, que não é provável que estes encontrem facilmente um hispanófilo mais convicto de que eu. Eu gosto de tudo o que respeita ao vosso país: o seu povo, as suas festas, a sua cozinha, a sua música, a sua literatura, a sua fiesta nacional. Amanhã à noite, encontrar-me-ão no Sadler..s Wells, elevado até um lugar mais nobre e mais sublime pela voz de Estrlla Morente. Acreditem em mim, señores, nada tenho de pessoal contra vós: o problema é que não podem pretender ter uma coisa e o seu contrário.
(trad. C. Luna)
IF SPAIN WANTS GIBRALTAR, WHEN IS IT PLANNING TO GIVE UP OLIVENÇA? Daniel Hannan 13-Mar-2009
What if it had been the other way around? What if Spain had helped itself to a slice of someone else's territory, forced the defeated nation to cede it in a subsequent treaty, and hung on to it? Would Madrid behave as it wants Britain to behave over Gibraltar? ¡Ni pensarlo! How can I be so sure? Because there is precisely such a case. In 1801, France and Spain, then allies, demanded that Portugal abandon her ancient friendship with England and close her ports to British ships. The Portuguese staunchly refused, whereupon Bonaparte and his Spanish confederates marched on the little kingdom. Portugal was overrun and, by the Treaty of Badajoz, forced to give up the town of Olivença, on the left bank of the Guadiana. When Boney was eventually defeated, the European powers met at the Congress of Vienna to produce a comprehensive settlement of Europe's borders. The ensuing treaty urged a return to the pre-1801 Hispano-Portuguese (or, if you prefer, Luso-Spanish) frontier. Spain, after some hesitation, eventually signed up in 1817. But it made no move to return Olivença. On the contrary, it worked vigorously to extirpate Portuguese culture in the province, first prohibiting teaching in Portuguese, then banning the language outright. Portugal has never dropped its claim to Olivença, though it has made no move to force the issue (it toyed with the idea of snatching the town during the Spanish Civil War, but eventually backed off). Although Portuguese maps continue to show an undemarcated frontier at Olivença, the dispute has not been allowed to stand in the way of excellent relations between Lisbon and Madrid. Now let's consider the parallels with Gib. Gibraltar was ceded to Great Britain by the Treaty of Utrecht (1713), just as Olivença was ceded to Spain by the Treaty of Badajoz (1801). In both cases, the defeated power might reasonably claim that it signed under duress, but this is what happens in all peace settlements. Spain complains that some of the provisions of the Treaty of Utrecht have been violated: that Britain has extended the frontier beyond that originally laid down; that it has bestowed a measure of self-government on Gibraltar incompatible with the outright British jurisdiction specified by the Treaty; and (although this point is rarely pressed) that it has failed to prevent Jewish and Muslim settlement on the Rock. With how much more force, though, might Portugal argue that the Treaty of Badajoz has been abrogated. It was annulled in 1807 when, in violation of its terms, French and Spanish troops marched on Portugal in the Peninsular War. A few years later, it was superseded by the Treaty of Vienna. Of course, the Spanish might reasonably retort that, whatever the legal niceties, the population of Olivença is loyal to the Spanish Crown. While the issue has never been tested in a referendum, it certainly seems that most residents are happy as they are. The Portuguese language has all but died out except among the very elderly. The town (Olivenza in Spanish) hosts one of the most important bullfighting ferias of the season, attracting breeds and matadors beyond the dreams of any similarly sized pueblo. Portuguese rule would mean an end to Spanish-style bullfighting, and a return to provincial obscurity. I'm sure you can see where this is going. This blog has always made the cause of national self-determination its own cause. Spain's claim to Olivença (and Ceuta and Melilla) rests on the knock-down argument that the people living there want to be Spanish. But the same principle surely applies to Gibraltar, whose inhabitants, in 2002, voted by 17,900 to 187 to remain under British sovereignty. Britain, by the way, has every right to link the two issues. The only reason the Portuguese lost Olivença is that they were honouring the terms of their league with us. They are our oldest and most reliable allies, having fought alongside us for 700 years - most recently, and at terrible cost, when they joined the First World War for our sake. Our 1810 treaty of alliance and friendship explicitly commits Britain to work for the restoration of Olivença to Portugal. My real point, though, is that these issues ought not to prejudice good relations between the rival claimants. While Portugal has no intention of renouncing its formal claim to Olivença, it accepts that, as long as the people there want to remain Spanish, there is no point in pushing the issue. It is surely not too much to expect Spain to take a similar line vis-à-vis Gibraltar. Since this post is likely to attract some crotchety comments from Spaniards, I ought to place on the record that you're not likely to find a more convinced Hispanophile than me. I like everything about your country: its people, its festivals, its cuisine, its music, its literature, its fiesta nacional. Tomorrow night, you will find me in Sadler's Wells, transported to a nobler and more sublime place by the voice of Estrella Morente. Believe me, señores, it's nothing personal: it's just that you can't have it both ways.
____________ SI/GAO - 02-03-2009. www.olivenca.org olivenca@olivenca.org Tlm. 96 743 17 69 - Fax. 21 259 05 77
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Thursday, December 04, 2008
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A ti, da criação Princípio imenso Matéria e espírito Razão e senso Enquanto no cálice O vinho cintila Como a alma Na pupila Enquanto sorriem A terra e o sol em clamor Vão trocando Palavras de amor E corre um arrepio Do seu secreto abraço Da montanha e planície Brota vida no regaço; A ti, desafiador Verso ousado, Invoco-te, Satan Monarca do banquete anunciado Coloca de parte o teu hissope Padre, e as tuas litanias! Não, padre, Satan Não se retira das cercanias! Vede! A ferrugem Corrói de Miguel A espada mística E o fiel Arcanjo, depenado Cai na vasta imensidão Relâmpagos jazem congelados De Jeová na sua mão Como meteoros pálidos, Mundos extintos num momento, Os anjos caem Do firmamento Na matéria Que nunca dorme Rei dos fenómenos Monarca conforme Satan vive só. Mantendo-se seguro No relampejo trémulo De um olho escuro, Ou cuja languidez Foge e persiste, Ardente e húmido Provoca, insiste. Que brilhe em cacho E no sangue prazenteiro pingue, Por quem a rápida Alegria não se extingue, Cuja efémera Vida preserva, Que a dor prolonga E o amor inspira e conserva Respiras, Satan Em versos meus Irrompendo em mim Um desafio ao deus De perversos pontífices E reis sanguinários; Como um relâmpago tu Chocas os seus imaginários. Para ti Arimane, Adonis, Astarte Vive o mármore, a tela, O pergaminho e a arte Quando os jónicos arcos De serena aura sem limite São abençoados por Venus E Afrodite Para ti do Líbano Abana o arvoredo verdejante, Da alma Cipriota Ressuscitado amante: Para ti danças e coros, São dedicados com fervor, A ti as virgens oferecem O seu cândido amor, Entre as perfumadas Palmeiras dos Edomitas Onde dos Cipriotas mares A espuma fitas Porque razão esse bárbaro Do Nazareno Fúria exacerbada Do ritual obsceno Com a sagrada tocha Os teus templos incinera E as tuas estátuas Dispersa pela cratera? Acolho-te, refugiado No seio do lar O povo zeloso No seu domínio secular Assim um feminino Coração palpitante Transbordante, férvido Deus e amante, A bruxa pálida Do incessante questionamento Dirige o seu socorro À natureza em sofrimento Tu, para o olhar fixo Do alquimista E para o desobediente Mago à tua vista Do claustro lânguido Para além da sua portada, Revela o brilho De uma nova alvorada. No deserto de Tebas Onde em tudo tu resides Fugindo, o monge infeliz Se esconde dessas lides Através da tua Alma marcante e divisa, Satan é benigno; Eis Heloísa. Flagelas-te sem propósito No teu invólucro amargo e ácido: Enquanto Satan te murmura versos De Virgílio e Horácio Por entre o lúgrebre hino E o monocórdico lamento; As formas divinas São-te oferecidas em chamamento Entre a horrível multidão negra Um tom róseo gera, Dado por Lycoris, E por Glycera Mas outras imagens De uma época mais grandiosa São mais apropriadas A esta insonolenta cela preciosa Satan, das páginas De Lívio, conjura fervente Tribunos, cônsules, Multidão fremente O perspicaz, e fantástico Orgulho Italiano pioneiro Empala-te, ó monge No Capitólio altaneiro E a vós, que a furiosa Pira destruir não conseguisse, Vozes fatídicas, Huss e Wycliffe Aos ventos o grito De aviso envias: Uma nova era se inicia Completa-se a espera dos dias E já tremem Mitra e coroa: Dos claustros A rebelião ecoa, Pregando a provocação Sob a estola De Girolamo Savonarola Assim como Martinho Lutero Se livrou do seu hábito Liberta-te das tuas grilhetas Que tolham teu pensamento, Com Relâmpagos e trovões Rodeado de chamas; Matéria, ergue-te: Satan venceu suas batalhas. Um belo e horrível Monstro se liberta, Percorrendo os oceanos Percorrendo a terra aberta: Incandescente e fumegante Como um vulcão à superfície, Supera a montanha, Devora a planície; Sobrevoa o abismo; Para depois se esconder do mundo Em caverna incógnita, Através de caminho profundo; E regressa, indomável De ponta a ponta Como um furacão O seu grito desponta, Como um furacão Alastra o seu sopro terrífico: Eis que passa, ó povo, Satan o magnífico Passa benemérito De local em local Na sua imparável Carruagem de fogo infernal Saúdo-te, Satan Rebelião, Força vingadora Da razão! A ti dedico os sagrados Votos, incenso e dotes! Conquistaste o Jeová Dos sacerdotes. - Giosuè Carducci (1835-1907) [adaptação portuguesa por Lurker, Vº Satan's HellOutro] -- "Não conheço nem verdade de Deus nem paz com o Vaticano ou qualquer padre. Eles são os verdadeiros e imutáveis inimigos de Itália"
"Respiras, Satan, nos meus versos, quando do meu coração explode um desafio ao deus de perversos pontífices e reis sanguinários; como um relâmpago tu chocas as mentes dos homens"

Giosue Carducci Winner of the 1906 Nobel Prize in Literature
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Tuesday, September 23, 2008
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Monday, September 22, 2008
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Acabo de regressar do Vietname. Saí de lá a ver o castelo já quase todo desmontado por uma equipa de produção formidável, num tempo surpreendente. É com entusiasmo e sensação de dever cumprido que estou agora a saborear o fecho de mais um capítulo da minha jornada profissional/ existencial. O banho de multidão pode ter este efeito. :) O Tattoo & Rock IV no Atlântico conseguiu ser ainda mais poderoso do que o III em Oeiras no ano passado. O risco era imenso, a força e a vontade tornaram possível não só resolver no fio da navalha o que chegou a parecer impossível de concretizar, mas superar as melhores expectativas. Será deselegante estar a revelar números por esta via, mas quem esteve viu e sentiu: AVASSALADOR ! Claro que falarei do Anuário Tattoo & Piercing. Apesar de algumas falhas técnicas (nunca estarei 100% satisfeito, é capaz de ser feitio - ahaha!), a maioria dos comentários foram "favoráveis". Já não é um projecto bebé, cresceu, e em termos numéricos espero que isso também se faça sentir. Para já, na Convenção, foi dobrada a meta de 2007 com o novo Anuário, tendo o acréscimo de ainda irem algumas dezenas de cópias da edição anterior por companhia. Novas pessoas lidarem com o universo da tatuagem, e o sector estar hoje mais sólido e dignificado que nunca. Agora vamos ver como o país o recebe. Já anda por aí pelas bancas e até já recebi telefonemas (nem todos "interessantes", mas enfim, há que ter paciência e ser cordial). Obrigado pelo apoio! Em 2009 vou ver se não passo tantas horas a ser tatuado e consigo privar com tod@s no Tattoo & Rock – ou pelo menos com um ar menos sofredor, hahaha!! Cheers! 
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Thursday, September 18, 2008
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Sucesso.Por isso começar por renovar agradecimentos a todos os que tornaram possível existir a revista portuguesa de tatuagem (e piercing). Nunca é demais lembrar o conceito do Anuário: uma produção conjunta com os estúdios. Um objecto de beleza acessível a todos por um preço justo. Prestigiando e defendendo o sector, sendo por isso mesmo também a sua voz. Depois da criação, a evolução – a par de um sector mais produtivo que nunca, em mais um ano que passa. Prova disso é, por exemplo, o crescimento da nossa Convenção. Um evento que começou humilde numa discoteca da capital, em 2007 mudou-se para a ampla Fundição de Oeiras, e não constitui agora surpresa para alguém atento que o próximo Tattoo & Rock vá ter lugar no Pavilhão Atântico. Igual sinal da força da tatuagem nacional é o crescente número de profissionais portugueses em convenções internacionais, atentos ao que se passa noutros cenários, viajando ou fazendo guest-spots noutros cantos do mundo. O português Marco Serio salienta-nos isso adiante nestas páginas. Uma presença que nos honra e uma voz construtiva com conhecimento global e local do mundo da tatuagem. Também interagimos com C.W. Eldridge (Tattoo Archive, revista Skin & Ink, etc.) que é uma das maiores autoridades neste universo. C.W. agraciou-nos com uma sua peça de cariz histórico mas também um traço futurista, uma vez que lida com uma alternativa pouco difundida: as máquinas de tatuar pneumáticas. Neste Anuário abordamos também a nova técnica no campo do body-piercing: o microdermal. Já pela negativa, 2008 será lembrado pelo rocambolesco de uma proposta de Decreto-lei inconsistente. Porque possui omissões elementares ao nível da higiene e segurança e porque arrancou com a bandeira do moralismo radical, tido como impopular e rapidamente forçado a uma correcção. Durante uns dias assistimos quase estupefactos a um ping-pong de uma só raquete, media-food levado à exaustão, egocentrismo-circense televisivo, e ameaços de histeria colectiva porque, infelizmente, ainda há ausência de uma representação associativa consistente neste sector. Em 30 de Julho de 1999 a Secretaria de Estado da Saúde emitiu a portaria CVS-12. Nela constam "providencias correlatas sobre os estabelecimentos de interesse à saúde denominados Gabinetes de Tatuagem e Piercing". Será que o executivo politico considerou a anulação desta normativa em pról de uma "nova" alternativa, minuciosa no campo da química e incompleta no campo da saúde? Em 14 de Novembro de 2007 foi emitida no Diário da República a portaria 381, que consta de uma revisão do CAE, de acordo com o Regulamento (CE) n.º 1893/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de Dezembro de 2006. Nesta revisão é criado o código 96091 que corresponde a "actividades de tatuagem e similares". Informamos, caso haja quem também o desconheça. A ASAE tem tido oportunidade de analisar a actividade económica e sanitária de vários estúdios. Por que critérios se estará a reger? Os mesmos que nós? Trabalhar de forma positiva, e sempre na defesa da saúde pública e do consumidor, mas é fundamental ouvir e compreender as realidades com que se lida! Já agora fica a sugestão... A verdade é elementar: qualquer estúdio digno informa devidamente o seu cliente quanto a riscos e procedimentos. Simplesmente é mau negócio a insatisfação ou resultado nefasto decorrente de uma prática indevida. A conversa vai longa e argumentativa. Mais adiante beleza e arte com fartura. Fiquem por aí. E já agora continuem a enviar feedback espontâneo. Um mail com uma critica, sugestão ou pergunta é sempre apreciado. Abraços a tod@s. JP 
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Friday, August 15, 2008
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Caros Amigos,
É com pesar que nos dirigimos a todos para comunicar que o Underworld – Entulho Informativo vai suspender as suas actividades por tempo indeterminado.
Foi uma decisão difícil mas inevitável no contexto de crise que atravessamos, pelo que entendemos preferível parar a baixar o nível qualitativo que sempre procurámos elevar a cada nova edição.
Não adianta dissecar todos os motivos que nos levaram a tomar esta decisão, apenas referir que a intenção passa somente por deixar a porta encostada, não a fechando completamente. "Melhores dias virão."
O Underworld sempre foi um trabalho de paixão, a partir do qual nunca retirámos qualquer dividendo que não fosse o prazer que nos deu fazê-lo ao longo destes anos. Apesar de todos os altos e baixos, olhamos para trás com orgulho por tudo o que alcançámos (desde 1994) apenas com o nosso esforço e sem cedências de qualquer espécie.
Resta-nos agradecer o apoio de todos os que tornaram possível este sonho, e criaram a identidade muito própria que é o UW, delineado em toalhas de papel manchadas de cerveja por vários restaurantes em Lisboa, desde bandas, editoras, anunciantes, promotores, ilustradores, nunca esquecendo todos aqueles que, de forma abnegada, nos ajudaram a fazer chegar revistas aos locais mais recônditos do país.
Fica a faltar uma palavra especial para a nossa equipa de colaboradores mas, para esses, já nos faltam as palavras. Muito obrigado a todos.
Um abraço e até sempre!
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As palavras são do coração do Amorim, Editor do Underworld – Entulho Informativo, subscritas por mim.
Em 2000 o Underworld teve a sua primeira morte. Na décima edição. Regressou em 2003 para uma jornada de mais 16 revistas e cinco CDs. Fizemos acontecer coisas praticamente inacreditáveis aos nossos olhos, voltando ao ponto de partida com a mesma humildade com que começámos. Privámos com criaturas realmente excepcionais, aprendemos imenso a nível humano e profissional, vivemos experiências inqualificáveis. Sempre com suor no rosto, por vezes sangue. E fez sentido – apesar de em alturas mais difíceis por vezes não parecer.
Foi um trabalho de prazer mas também de sacrifício. Fizemos quase ponto de honra de ser os primeiros a criticar quem se queixa das adversidades (e não valoriza o que tem!), não o vamos estar agora nós a fazer. Que se fodam os coitados do mundo. Foi bom enquanto durou e é isso que importa.
Tornámo-nos demasiado exigentes para o nosso próprio bem? Talvez. No Rock 'n Roll quando o ímpeto esmorece perde-se o feeling. Nós não somos sell-out nem poseurs. Esses sempre ficaram bem nas capas das outras revistas. "It's better to burn out than to fade away." Já dizia o outro de pescoço agrafado. Arder em intensidade, ou não de todo.
Deste lado irá persistir como noutros ciclos um enorme "e se", o mesmo "e se" que um dia fez surgir, e re-emergir o cavalo de batalha chamado Underworld em 2003. A paixão jamais morrerá. É o que nos define.
Façam acontecer coisas. Agora é a vossa vez!
JP, over and out.
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Sunday, July 13, 2008
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Current mood:Nostalgic
Adoro foder-te. És sedosa, aperto-te e sinto-te firme em mim. Atinjo estados autênticos contigo. Penetro-te. Aprofundo-te. Desejas levar comigo neste frenético exercício. Ambicionas por mais, até ao fim... Que nunca o é. Um ciclo interminável. Êxtases múltiplos de infinito a dois.
Já não vivo sem o teu cheiro, sem esse microcosmos, e o teu inebriante toque... Andamos juntos por caminhos que mais ninguém percorre, fazendo da morte vida e da vida morte. Viragens súbitas, esgares insanos, palavras, sons de devassa hipnose... Morde-me agora. Dá-me, mais, mais... Carrega com tudo aquilo de meu que nunca permitirei que deites fora. Sente-me... Vive-me!
Sim, adoro enterrar-me completo dentro de ti, jorrar por toda a parte... Abraçar-te num misto de peganhesa, luxuria e doce. Tacteio-te suavemente para ganhar segurança, e deixo a minha língua percorrer-te... toda! Gemes, chamas-me tudo... e por mim.
E quero mais! Sim... Sentir-te mais uma e outra vez... E nada mais importa, nada mais...! Dentro, mais ainda... Forte, suave, húmido... já arde outra vez... Recebe-me na mesma...
Deita-te a meu lado...
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Tomei-te nos meus braços e senti-te... viva. Olhei nos teus olhos e vi-te... arrependida. Pensei nas tuas acções e julguei-te... morta.
Então deitei-me a teu lado. Não, não eras nada do que sonhara.
Até nunca.
in "Banal000" (97.03.12), publicado sob pseudónimo em Underworld – Entulho Informativo N.º 7, 1998
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Depois de dez anos, resolvi assumir. Fui eu que escrevi. Lembro-me de na altura apreciar o feedback e questões em relação à autoria. Ainda sorrio com isso.
No exercício da palavra damos pela pena a revelar a nossa intuitiva auto-análise, auto-retrato. Há alguma ostentação na intensidade destas palavras. Não o nego. Por isso o publiquei. Talvez também para mostrar a alguém em particular – não o consigo assegurar hoje, por incrível que pareça.
"Vaidade. Tudo vaidade. Vaidade e medo da morte."
1997 foi um ano bastante profícuo em insónias, dilemas, toxicidade e... palavras. Hoje encaro as mesmas insónias e dilemas com uma visão bem diferente, mas a mesma sensibilidade. Nunca deixamos de ser o que realmente somos no nosso âmago. Há quem lhe chame coerência. E, karmico ou não, todos temos aquilo que merecemos – mais cedo ou mais tarde na vida. Ela, a vida, encarrega-se disso.
Fetagun (RIP)
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Friday, July 04, 2008
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Current mood:  argumentative
"Penguins are among those species that show us that we are making fundamental changes to our world," (...). "The fate of all species is to go extinct, but there are some species that go extinct before their time and we are facing that possibility with some penguins." As the world's population continues to explode and more and more people live in coastal areas, the negative effects are growing for both marine and shore-based habitats used by a variety of species. There is an urgent need to begin monitoring those negative impacts, Boersma said.
"I don't think we can wait. In 1960 we had 3 billion people in the world. Now it's 6.7 billion and it's expected to be 8 billion by 2025," she said. "We've waited a very long time. It's clear that humans have changed the face of the Earth and we have changed the face of the oceans, but we just can't see it. We've already waited too long.
6,7 billion people trying to achieve an industrial lifestyle where you consume and throw away plastic entertainment every week, is a complete disaster. Dee Boersma is right when she says that we need the penguins in real life and not just on TV. Time to change direction of where we're heading, not just in the West, but in the East as well as in continents like Australia and Africa. We don't have time to sit around and debate whether we should execute carbon farting cows or how many light bulbs each democratic citizen ought to recycle. We need to be fewer people and we can't go on living the lifestyle we're living at the moment. Until we address these two fundamental points, the penguins across the world will continue to suffer, and the oceans with them.
-- Alex Birch, http://www.corrupt.org
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Monday, June 30, 2008
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Deitado no chão da rua com a cabeça em cima de uma mochila, detritos a esvoaçar à minha volta e aves de rapina a grasnar ocasionalmente; lia Sartre (aquele que dizia que o inferno são os outros). Alternando entre o contemplativo e o melodioso, fui remetido para um tema musical que me tocou em dado momento, rodando no leitor digital que disfarçava o burburinho das criaturas em meu redor. Milhafres.
Estas últimas semanas têm sido bastante intensas. Sinto que a vida tem cada vez mais a revelar e oferecer-me – se eu lhe for sobrevivendo. Dentro da minha condição humana transcendo limites que nem sabia haver em mim, e outros que julguei insuperáveis. Aumento o meu capital de amizades. É também isso que por cá deixamos e nos pacifica. Dou prioridade ao que realmente interessa. O futuro sempre me foi incerto. Será sempre esta a minha condição. Mas busco sempre um cume mais alto. Construir outra torre de maior elevação. No processo sinto a vida. Sou.
"Atravessei os mares, deixei cidades ficar para trás, e subi os rios ou penetrei pelas florestas, e buscava sempre outras cidades. Possuí mulheres e joguei à pancada com homens; e nunca podia voltar atrás, como um disco não pode girar ao contrário. E tudo isso levava aonde? A este minuto. A este assento. A esta bolha de claridade, susurrante, de música.
And when you leave me.
Sim, eu, que gostava tanto, em Roma, de me sentar à beira do Tibre; em Barcelona, à noite, de subir e descer muitas vezes as Ramblas; eu, que, perto de Angkor, no ilhéu do Baray de Prah-Kan, vi, à roda da capela dos Nagas, as raízes enterlaçadas duma figueira-da-índia, estou aqui, a viver o mesmo segundo que estes jogadores de manilha, a ouvir uma preta cantar, enquanto lá fora erra a noite indecisa.
O disco parou.
A noite entrou, melíflua, hesitante. Não se vê, mas está presente; turba a luz dos candeeiros. Respira-se no ar qualquer coisa de espesso; é ela. Está frio. (...) Este frio é tão puro, tão pura esta noite; não serei eu próprio uma onda de ar gelado? Não ter sangue, nem linfa, nem carne. Correr como um líquido por este longo canal, direito àquele clarão lá ao fundo. Não ser senão o frio."
in A Náusea. Jean Paul Sartre
Revejo-me no filósofo. No pagão (irlandês) amargurado mas imponente. Penso em voz alta e apeteceu partilhar(me) nas suas palavras. Raro acto a que o devir quase nunca me permite. Estou demasiado ocupado a viver. A fazer. Não estive esta tarde e soube tão bem... ;) *
Primordial: The Soul Must Sleep
"I have crossed the seas, I have left cities behind me, And I have followed the source of rivers towards their Source or plunged into forests, always making for other Cities. I have had women, I have fought with men ; and I could never turn back any more than a record can spin In reverse. And all that was leading me where ? To this very moment..." [Jean Paul Sartre "Nausea"]
I sink below the waves Is this what I've been looking for ? It seems I've found someone to die for Someone to lie for...
I've drunk my fill of misery It's time to move on Restless and forgiving It will lead me to the Grave
Let's leave for other worlds Leave the future behind Here...my will has been spent Let us depart Before the night steals upon us The Wretchedness of another day
"The wish, the want, to stay in the dream state, Can leaving this mortal coil be seen as a new Departure?, or a return to a permanent dream state ? To feel to never want to wake. For here my will has Been spent..."
No iPod a coincidência era a minha. Estava confortável com os costados no chão de cimento rugoso, mais confortável com a minha plenitude interior.
Back to basics.
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