MySpace
MySpace Musique


vendredi, janvier 29, 2010 
dimanche, septembre 20, 2009 


http://sonhodelirante.blogspot.com/

I think you'll find this site interesting...

mercredi, juin 03, 2009 

Humeur actuelle :  fabuleux
TRECHO DE “TÃO MENOS DOLOROSA”
“Sim, meus velhos comparsas de escrivismo deformado, pensamentos sórdidos, atos deploráveis, conduta desaprovável e prosa narro-depravadas. Cúmplices da Garoa indomável e travessias de nirvana afora. Vim trazer-lhes a maldita odisséia do paradoxo!. O puro creme dos becos de fulos e seu dinheiro sujo. O cataclismo do arrebol e essas encruzilhadas urbanas. Preparem a repulsa, salguem a gordura de suas pipocas e avisem os futriqueiros: Meu showzinho de merda agora vai começar!…” MaicknucleaR
Quem: MaicknucleaR e o Sarau Portátil Clipe: Estretiche (feat. Samantha Abreu) [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=rGLJ26lUrSM] ..
 
TRECHO DE "MEU ATOL DE VÍCIOS LÚDICOS"
infernodownload 
Clipe: "MESTRANDO JONES" DE MAICKNUCLEAR
.
.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=tccXHttLzZk] no videolog é bem melhor!: www.videolog.tv/fronteirafilmes
"Vim de mitos antigos, becos, muros-fulos. Mal-quisto, mal-visto, impetuoso e impuro. Sacana, bacana, um mago douto: inculto. Um surto lírico maldito em curto-circuito. Que narra o Nada em prosa falada. É a caixa da sua razão jogada em sua privada. Que nada, Pandora, Pandora que nada. Abre as pernas da percepção, Dorothy e caga... { Boom, surgindo from la calle. Sabe?! sou Maick, aquele, do Edú Chaves. "Nuclear", cientista louco, no ocus-pocus, me dê caneta e dois reais que desfaço destroços e nunca perco o foco, pois sou el criador, o condor nativo-louco-elucubrador. Sou de Casa, do bairro, da cidade, literato das ruas com sua radioatividade nuclear } Da baleia pro mundo, pro vasto cu do mundo, do terno ao absurdo: um salto, dois pulos. Do sample que criei em um quarto imundo, nem vem querer mal dizer "TÔ COM TUDO". E agora segura, lambe, alisa, me engole e olha só quem criou isso aqui e vê se pode: Maick Thiago Lênin, agora tremem, agora se rendem, quando estou no leme" MaicknucleaR
TRECHOS DE "TUDO PELOS DONUTS" "Luz. Tão austral quanto aurora, aquilo ali não é Las Vegas. São meras, simplórias e hologramáticas reações químicas ao ato de se jogar desarmado no decaptório dessa vida extrema e violenta. Doce na língua de quem chupa tetas que balançam e se desnorteiam na face do desavergonhado, alimentam frágeis imortais e nutrem a putaria alada de sabor atômico.*** On the rocks. Malucos no sereno. Olhos forasteiros brilham assim como mentem uns aos outros. Vermes da noite circundando espécies raras, ameaçadas. Prováveis sobreviventes e bobos da corte. Nada melhor que outra pedra de gelo. Outros olhos e enredos. Outro dub na rádio de rocksteady" MaicknucleaR
*ESPECIAL: Verbos Curtos(MaicknucleaR + Humberto Fonseca) - A Política do Arregaço em Espaço Nossa Terra
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=ggymF_GBKIc]
..
"Metropólico úrico. Maldito paradoxo. Hoochie Coochie Man da casa do caralho. Eu. MaicknucleaR, o louco que vos habla. Into the noche a la um kamikaze festeiro e quebrado que anda ferido e incólume sobre escombros familiares e propósitos deformados, mortos, estagnados no chão. São amigos, mulheres, crianças e semelhantes despedaçados, inanimados e estertorantes, mas eu não posso perder meu tempo com vítimas, cadáveres e futuros presuntos, preciso me salvar em trampo solo, pois aqui, na areia movediça, nem Deus enxerga nossos afundantes passos. E caso um dia eu desatole... bem, é como diz o blues: "I never will come back to Alabama".Sim, já fui ferido e sangrei muito. Chorei feito um bebê cagão cheio de merda por culpa das dores e Dolores, mas até então foda-se, pois pressionei o ferimento, respirei devagar para diminuir a pulsação e conseqüentemente diminuir a vazão do sangue, e estanquei o dilúvio seco de nhénhénhé falado porque é assim que Jack Bauer faria... Quase me tornei um fraco... baby, mas se a lei nessa selva de pedras fúteis e superficiais é ser filho da puta: hold your guns, boys. E que deitem os frescos e deprimidos.De onde venho não podemos nos dar ao luxo de cometer erros, de perder seja lá qual oportunidade for. E eu andei vacilando pra caralho, acreditando ser um desses cabisbaixos da vida. Preciso reaver meu conceito nas ruas e focar o X do mapa, mesmo que a vereda seja em um lugar onde Buda veste camisa florida e carrega uma glock; onde Gandhi vende bagulho na porta do jardim-de-infância; onde imbecis confundem suas impressões torpes com a subjetividade alheia e sua linda amada te rouba, foge com outro e te deixa pelado e de pau mole em um quarto de hotel. E eu?: Eu acabo de tatuar "Against the fuckin' frouxos", na testa. Tatuei com tinta fosforescente porque um dos principais fatores que influíram para essa minha fase de "moleza", além dos prédios que caíram sobre meus pés, é o fato de tanto lidar com gente mole.Plácido como néon pra cego. Dinamite no ronco do injusto. Superadas minhas quedas de humanidade e recuperado dos demais desastres inerentes a essa vidinha de merda, agora sou como aquele cara da Discovery channel que "arrisca sua vida, toda semana, para que eu saiba como salvar a minha", andando sobre as savanas urbanas, matando leão com um canivete suíço para depois comer o fígado com um suculento molho de larvas que chafurdavam na putrefação. Sou um maldito super sayadin que fica mais forte a cada convalescência..." MaicknucleaR Escute a Mixtape "Inferno Lírico" agora: [caption id="attachment_1444" align="aligncenter" width="300" caption="http://www.radarcultura.com.br/node/34127"]http://www.radarcultura.com.br/node/34127[
/caption] [audio http://www.archive.org/download/SarauPorttilMixtape/InfernoLricoMixtapemaicknuclearEOSarauPorttil.mp3] ..
Inferno Lírico Mixtape (MaicknucleaR e o Sarau Portátil) FREE DOWNLOAD
"O clima tá feio e o túnel se afunila no adiante. O ar é rarefeito e não há planos de contingência. O tempo está acabando e preciso começar do zero. Murphy tem suas leis, mas eu tenho minhas regras. E acredito que é no medo que a pessoa realmente aparece, o (falso) herói ou o frouxo. No meu caso a situação está mais fechada que corpo de quem vende a alma. Tô diante de um monstro gigante que acha antropofagia legal. Mas algo me deixou em êxtase e percebi que é mesmo guerra, nada aqui é de mentirinha e que deus nem pra fazer uma presença e jogar um graveto para que eu me defenda desse monstro.Mas foda-se, eu assistia G.I.Joe e sou como aquele cara da Discovery Channel "que toda semana arrisca sua vida para que eu saiba como salvar a minha" e tô nesse lugar onde Buda veste camisa florida e carrega uma glock... Aí: Segura minha blusa. Se eu não voltar em quinze minutos, não venham atrás de mim. Queimem minhas coisas e sustentem meus sites. Au revoir, muchachos. "G.I.Joe" pra quem fica, por que agora a filosofia é outra, cabron, agora é tudo pelos donuts." MaicknucleaR
"Consuma minhas tristezas e seja feliz por R$ 1.99. Trezentos e cinqüenta nós na coluna. Três dedos atolados em ninfeta maluquete. Duas doses de mil motivos para não querer mais seguir. A vida pentatônica foi irrefutável com suas provas cabais, cheias de traumas e complexos de toda a sorte, quando disse, com voz aguda como agulha na retina, que eu não deveria ser assim tão legal. Para que escondesse essa merda de humanidade que me infla e transborda orelhas afora, caso eu quisesse ser sedado nos sentimentos, mas tudo o que consigo é ser expulso de retiros espirituais, com o louvor de ser o único na festa a ter quarenta centavos de sensatez no bolso furado e não ser dominado pela histeria coletiva de idolatrar o vácuo-JPG. E nisso guardo todas minhas agruras, quase dejavus eternos, no núcleo de uma célula aspirante a um câncer cheio de mágoas e vídeos de skate... Liso. Mais que liso. Nem toda obra tem fim, mas a gente tenta por ser teimoso. Eu não quero emagrecer dormindo, nem sentir saudades de lembranças imaginárias, já que tudo que aprendi na vida me faz mal, como a abstinência que trinca minh'alma neste exato momento. Liso. Muito mais que liso. Tem um buraco negro embaixo da cama engolindo minhas meias. Sei que muita gente não entende o que está entrando em seus olhos neste exato momento, mas há algo de tubarão neste peixinho idiota. E entre mais uma e outras: entenda-me quem for capaz!..." MaicknucleaR
Fronteira Shots: MaicknucleaR & O Sarau Portátil em Madame Livro na TVOrkut
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=eKKcz2r9pFA]
.
.
"Desrespeito seria olhar-te sem malícia. Sem me imaginar flanando em seu ventre de algodão. Agasalhado em sua lã de cor não lembrável. Ou punhetando o dedo em sua boca mística enquanto enrrabo sua consciência de literata. Don't let me fucking dow, bitch. Há cinco gramas de enfermidade entre meu espírito (de lhe querer) e sua carne (esquentando a minha) que corrompem toda a explosão do atrito. E sem atrito, sem fogo. Só o frio das quatro e meia, seus cigarros cansativos e minhas velhas veleidades nada sóbrias." MaicknucleaR
TRECHO DE "MEU DOCE VALIUM STARLIGHT" livro de MaicknucleaR (editora Dulcinéia Catadora = nov 2007 * dulcineia.catadora@gmail.com ) l_2f935c73c16af12f1aedace6f03e0d11
Um ósculo de latrocínio. De uma puta depravada. Deito sonhos em cigarros e anéis com câncer. Deixo florais em valas sem jarra. Nem as putas nos compreendem a anestesia! Nem Freud explicaria esta fuleiragem sitcom de não saber que após exorcizar mil demônios cada um traria mais sete amigos bandoleiros para resolver a treta... Mas firmeza. Profissionais não podem ser atingidos........
Meu Hot Valium - Áudio by Sarau Portátil [audio http://files1.mailboxdrive.com/mp3s-new/m/maicknuclear@hotmail.com/862591.mp3]
......A edição romântica de uma vida cheia promessas falidas e sonhos furados. Um espetáculo sem platéia, um show sem público, um camarim sem artistas, uma van sem groupies para lamber-nos a virilha, um blog sem comments onde vou lapidando-me a base de frustrações dilacerantes, violência exacerbada e um frio desespero por mais um gole cortante de vida. Sem leme. Em um dos sete mares de Cabaços e Descabaçadas que levam-me pelo braço, como uma acompanhante profissional, à um niilismo suicida e esperançoso. À mescla de Eu Posso o Que Der na Telha e “Você não pode, pois não se encaixa nos padrões” que excita meu velho, inativo e incomensurável ódio, pois a confirmação de um dia frio para uma raça de sangue quente não é lá a melhor notícia do mundo. Não! Não me incomodo em acender um rojão de doze estrelas pipocantes dentro do elevador que agüenta no máximo oitocentos e cinqüenta quilos, sorrir sardônico pro reflexo ao lado, apontar o artefato para a câmera que tira toda minha segurança e dizer abafado, protegendo os olhos com um dos braços: “Herege, eu?! Culpe a prosa poética, porra, pois juro que sou normal” - ou ao menos acredito piamente nisso. ...”BOOM”. Você já viu estrelas? Pois ultimamente nem tenho olhado pra cima! Em meu mundo não vejo (e só enxergo) meu umbigo. Mas este show de horrores que os outros costumam chamar de vida me obriga a abrir Pandora Box toda madrugada, sem dó nem piedade... ....Parcimônia e serra-elétrica. Láudano e leviandade. Toda a poesia do mundo em um só clique nesses portais recheados de Nada. Antenas que não colaboram com minha sintonia. Mato de coelhas que não caem de boca. Psico na mão de Pata. E a certeza de que os dias nunca serão melhores. Todo dia esquartejo deus com uma faca de plástico de festa de criança. E toda noite encontro meu sossego sísmico, altamente abalado, no fato destruidor de saber que não me encaixo completamente em nada. Esse fato pulverizador, de não ser de laias, que me joga calado nos cantos dos eventos, vendo tudo que é mortal improfícuo sendo confundido com um deus da maioneze, mas não vem ao caso!... Tem gente subindo pedestais de escada rolante e ainda tem a audácia ignóbil de confundir Status com Divino, Amizade com Talento e meu Dom com porra nenhuma. Mas foda-se, pois se Joyce é Deus, eu sou Jim Carey...(Herege, eu?! Culpe a prosa poética, porra). Os que realmente me conhecem sabem que sou ácido por natureza, largado por opção e um maldito paradoxo nato. Mas minhas letras andam sentimentalmente lúgubres e isso é péssimo sinal - pois ando até disparando em alvos civis durante meus surtos psicóticos. Na verdade, não perdôo nem os coelhinhos quando “tô com a gota” -. E assim, do meu jeito, eu vou. E continuo indo. Mas conto com a esperança que jaz baleada no porta-malas e com a capacidade que a vida tem em ser irônica, para amortizar a peçonha alheia quando as coisas começam a ir bem e os garranchos tornam-se cada vez mais potentes enquanto assisto o pica-pau e penso no próximo rabo onde depositarei todas minhas duras derrotas. O amargor de minhas tristezas lúdicas. E as gafes que não cometi. Para depois ganhar a rua, manter o fudismo de meia tigela vivo ao levantar o zíper com asco e voltar para o cúmulo da solidão corrosiva, onde guardo ursinhos sem pelúcia. E ouro sem kilate dentro de um quadrado azul." MaicknucleaR 4- Falei E Tá Falado Áudio [audio http://files1.mailboxdrive.com/mp3s/m/maicknuclear@hotmail.com/862585.mp3]Trecho: "E aí, louca. Acho que a calota virou um disco-voador uns dois quarteirões atrás e não há como voltarmos atrás em nossas decisões sem coerência. Aperte o sinto muito, baby, e, para todos que já magoamos: um brinde enlatado, pois quando casar sara. Se o erro é o caminho do errante, me passe a chave, pois não quero abraçar nenhum poste esta noite. Quero qualquer coisa que me infle o ego, me excite a alma. De riffs pesados à batidas violentas: quero você de quatro. E aí, quer ir pra onde sobre o asfalto? Tocar o chão da terra prometida com o tênis furado? Tudo o que sinto é tão transparente, com limão e gelo. Tão esfiha gordurosamente gostosa. Tão sua mão acariciando minhas bolas embaixo da mesa. E aí, tá feliz? Já fudeu no cemitério, com mais uma alma-penada de assistência. Vamos logo passar na conveniência, calibrar os pneus da noite e comprar seu mundo de marlboro. Preciso tomar uma ducha, suei feito um porco lúbrico; toxinas a dar com o Pau. Ei. Acende este cigarro mágico e me passa o espumante. Meu globo ocular é ressequido por um ódio reprimido, mas comigo tu não corres perigo. A película atmosférica deste asco que deus chama de firmamento, na Garoa Land, queima como aurora. Queima o horizonte cerrado, que ergue seus punhos de concreto contra o velho campeão, e impõem sua falsa credibilidade, na praça da velha cidade, carcomida pelo sustenido ácido da chuva... Hou. Vamos pernoitar com a lua e dormir na capota ou ir la em casa e jogar o colchão no chão?... Sim, Devilicious. Ótima opção, agora que eu tenho donuts!. Mas como o tempo passa e a gente não vê: É 301 ou 307? Faz um, dois, ou ficamos aqui todo o fim de semana?" 6- Sonho Delirante [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=UBNqUHj99js] .
.
Trecho: "Em algumas noites: o chão não está mais lá! E sob o manto escuro, salpicado com lindas luzes azuis, distorcidas e mortas, há uma maré de aromas arábicos e voluptuosos, que são lançados no mar do clima (no) ambiente, como cardumes de feromôneos notífloros, revoltos e flutuantes......Renda-se aos desejos mais extremos, quando as flores tornarem-se borboletas entrevadas e os olhos vermelhos dos muros de áurea roxa, presenciarem histórias que jamais poderão contar... [Quando olhares transmutam-se em espelhos no teto — ou em toalhas em saquinhos lacrados, ou em sabonetes inodoros de 5 g — e taças viram uma cascata de suor alcóolico que deságua sobre um corpo quente, macio e qualquer: Diga que tudo foi apenas uma fraqueza momentânea] Em noites mornas, de ventos frios, da pele gelada e alma em brasa: tudo na paisagem é turvo, pois o mundo fugiu, levando nossa dignidade, embaixo do braço. Às vezes, nos enroscamos no asfalto. Tropeçamos em formigas. Vomitamos porra na boca da castidade que andava de salto e minissaia, pelo sereno de uma vida nada fácil... ...é, e mesmo chafurdando a pica num fast-food que escreve o número errado do telefone, num guardanapo de padaria que logo mais virará uma fraldinha de fumaça, mesmo assim: nem tudo é acessível como lojas de conveniência e mercados 24 hs. Hoje as damas da noite foram presas por porte ilegal de arma enquanto exalavam um acre odor de smirnoff ice, maconha e líquidos amarelos e ácidos que correram de suas bucetas beiçudas e ganharam o mundo. E no banheiro da justiça, o cinco contra um é o entrevêro da frustração carnal. As paredes?! Ah! as paredes. Elas continuam indo e vindo... As legendas amarelas-tremulas, parecem estar em russo... Meu saco está suado... —Merda! Não tem toalha nesta joça
"NAUS E NADA, AS PUTAS QUE NOS DESPERDIÇAM"
"a flexa da mata plástica de cidades nada simpáticas que me poluem a vida com suas luzes lambidas distorcidas da visão que irrita a íris do arco-sem-íris ou flexas de um amor que ceife minha vida sem gotas de salvação enlatada em amantes que nos deixam por uma guitarra enferrujada de um alguém que logo irá sem ao menos ter deixado nada nessa equação maniqueista de uma matemática onde se adiciona a sub-vida do majestoso e viril talento não visto e mal olhado mal amado mal acabado será bom ou mal grado (?) este engradado de veias sem rumo e artérias que rumam à desgraça de um dia lindo feliz cheio de tédio nas árvores esgotadas pela ação da eternidade e do esperma nada douto da falta de posteridade aos que posterizam essa reprise engimáticamente-vida no auto quem sabe auge de meus vinte e cinco anos no topo da linha de costura que não segura minhas pernas bambas e bagos não lambidos por fios liso e as vinte páginas que faltam nesses vinte e cinco anos de folha em branco sujo homeopaticamente lúdico deturpado esquecido e trocado pela idolatração paternal sem pai da buceta mais doce de toda a cidade que fedia a asco e cheirava a ácido e não me lambeu as largas vestes e as bolinhas de cobertor do meu Eu sub-mais-que-urbano lavado em dove e novas doses sem pombas, ora pombas, o que se esperar dos fracos quando se é um leão sem reino na selva dos vermes-interesses e vícios pré-pagos e musas de meia hora na calçada da infâmia onde todos querem ser Londres Livros Chicago ou qualquer uma dessas merdas que nos fode a soberania fálica e racha o muro das rachas que não foram lambidas por um deus azul e desbotado que envergonha-se de querer ser humano e vender maçãs nos faróis da metróple-céu-cinza de um opaco aéreo onde pervago sem vagar e digo: nada de centralizar a condição de querer ter uma "condição humana" pois vim pregar erráticamente que a onda agora é deturpar a arte corromper o ânus da situação fatigante e retalhar o ônus de quem atua o "não-liguismo" e mandar a simpatia forçada de quem só pensa no próprio rabo ir comer tofú na tailândia que ganham mais Mais nada além dessa misericórdia forçada e vizinhanças boas na arte da dialética política do diz-que-me-disse e todas suas groupies (que se dizem algo) de olhos mentolados que só vem a vós por culpa de vosso reino e do papel-contact estralando falsidade na agenda porca desta situação vazia e ululante de sossobrar na Latrina que lhe acolhe as verdades mais verídicamentes enganosas neste estadium onde o leão será morto para que o povo cult ganhe seu pão de fezes e lamba o saco peludo dos incautos sem higiene por não saberem enxergarem o espelho diante a retina e suas adjacências avermelhadas mas foda-se pois só na carne há salvação então vem cá, meu bem, e chupe-me longamente por três horas seguidas querida clementina pois o amor que tú me destes joguei fora junto com a porra-filho em boca de quem não mereçe 20 nem 15 muito menos 10 minutos deste jagunço desalmado que voltou ao agreste pra "fazer a limpa" na cidade matando a todos com um taco de golfe e foder as primogênitas de lado em um banco estofado/emprestado atrás de cortinas-muro nesta vida às margens da marginal tietê e todo seu perfume paulistano de cocô defumado ao molho pardo de joguinhos sexuais onde quem sempre perde o jogo é o brilho paupérrimo de um ser que veio a tona-tônica da vida para chafurdar em mundanices hereditárias e salvar-se através d'um útero que pinta o sete e toca o puteiro desta merda de arte! o martir do nada agora grita da alcova e ganha o mundo se putrefazendo. um condescendente baseado e uma bela benevolente chupada de rosto lindo e rabo grande é o que há lá fora e aqui dentro só fantasmas mudos e um que fala: "Vem da virilha à púbis, lindona-que-mais-à-noite-será-de-outrem; olhos como o seu não se vendem em qualquer esquina, a minha alma se mantém ereta até o momento em que espirito da sua misericórdia carnal lhe desfalacer a vagina por completo aço". pare de sujar o chão com sangue, meu amor, a morte é um rolê de metrô e a única coisa que me faz tremelicar feito vara verde é do distante mar lá embaixo, "Pare de se cortar, você anda me confundindo com a primeira pessoa!", tudo não passa de um post sórdido e suas unhas sem sal vermelho já não podem rasgar minhas costas quentes. se você fosse o que disseste, não sumiria tão fácil como as primas do agouçe correndo cheia de desculpas rumo ao lar do seu medinho e amiguinhos boiolas de roquizinho infantil. deixo-te aqui, oh Frígida-como-só-sabe-ser-comigo, e vou à velha caça, findar a vida alheia por mera fome, pois há em minha ansiedade uma maldita miríade de sede por sangue quente velho'u-novo jorrando do pulso de quem se mata por um impulso demente. um brinde ao nada, oh cordeirinha desbotada. dois tiros ao alto e sem narinas à mostra. devolva meu dinheiro. voltarei à casa-lupanares do mim-mesmo, pois lar mesmo é uma buceta que não se fecha diante oportunidade e abrem-se alargadamente no outono forjado de parede de céu nublado. fodeis e viveis até que a morte nos foda a vida." MaicknucleaR
Sarau do "VERBOS CURTOS" (Humberto Fonseca + MaicknucleaR) no CCJ
Verbos Curtos (Bebeto Cicas & MaicknucleaR)

Ruas de confete com chão de camurça,Escadas de prata e corrimão de ouro,Prédios centenários e elevadores antigos,Apartamentos de mármore e tapetes persas.Bocas hipérboles me transformaram em lenda,Ouvidos aguçados mostraram-me a cidade,Pedestais de cristal me levaram ao alto,Desci bruscamente em um pára-quedas de seda.A psico-atividade me apresentou ao poço,A pílula mágica me mostrou seu fundo,A corda do balde me levou ao topo,A realidade de um triste mundo.Sou um filho do atroz que anda na opulência,Observando o mundo da cobertura da iniqüidade,“Conspícuo largado” e com clarividência,Ostracística incumbência de toda minha probidade.Profanas belezas sugaram-me em camas,Resquícios da opressão jogaram-me contra paredes,As vozes da razão hoje já não me enganam,O Jazz não é Blues, ouço Control Machete.Cantei para um quarto azul e uivei para a amarela lua,Fui admirado pelo egrégio, mas andava com o ébrio,Fui amado pela princesa enquanto eu desejava a puta,Musico frustrado finge ser poeta para matar o tédio. MaicknucleaR
Verbos Curtos, ensaio, no CICAS
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=VYgmV2vipFE]
Hoje eu tropecei nos limites da percepção e quando topei com o dedão do pé na quina da lucidez, senti o traumatizante disparo seco, do raio que criara a fronteira entre a miséria e a glória. Quando estátuas hasteiam bandeiras, no meio fio de um filme mudo, os cubos de gelo separam o certo do errado, como um protocolo à se seguir no mundo. De manhã, as catástrofes brotavam das latas de atum e faziam rachas de rolo compressor, no quintal dos fundos, embaixo dos varais gozados. Indo de coberturas à bancas de jornal. Não há mais esquilos e filmes pornô, nos rejuntes do piso. Só ternos de plástico, verdes e omoplatas sem graça. Pois, hoje, toquei nos seios da justiça, enquanto divagava nas tragadas de uma diva sem olhos e enrabava a liberdade que há na mente dos loucos. MaicknucleaR
E Ae Muy Guapa (MaicknucleaR - Todo Torto e Muito a Pampa - EP) [audio http://files1.mailboxdrive.com/mp3s-new/m/maicknuclear@hotmail.com/876154.mp3]
"Velha e boa. Viva e saudosa: Maldita!!! Uma ninfa que põem a agulha de uma quarenta e cinco, num disco do Marvin Gaye, apaga a luz da sala e come seu coração, à partir da memória. Uma vadia que rói a base dos portões levadiços, dos castelos mais troncudos, gélidos e imponentes. Criando assim, buracos que atravessam toda a extensão das montanhas de nossos prostituídos sentimentos e nos deixam imóveis, sobre os tapetes da nossa falta de fé. Aquela mãe da rua que escava nossas tripas, chupa nossos órgãos e vomita-nos numa privada sem água sanitária e piercing de pinho. A mais linda puta da zona, atirou em seu peito, de dentro para fora, com uma calibre doze, carregada com giletes e sal. Depois, largou-te à esmo, entre lápides, bares e falsos sorrisos que lhe pedem autógrafos higiênicos. Mas... se é isso que Deus me reservou e mandou que você, sua vaca, me trouxesse; diga ao carteiro que este endereço já não existe mais... ...e por favor, pare de apagar minha luz, pois já não há mais pulsos à serem cortados! E as cordas que antes me esganavam, hoje, tornaram-se frágeis linhas de costura e eu juro! juro que cansei de precipitar-me do vigésimo primeiro andar, por culpa de um deserto de solidão." MaicknucleaR
*CURTA-METRAGEM
De MaicknucleaR: A Decadência do céu e a beleza do inferno
Fatos assombrosos, de uma noite decadente paulistana, contados por Mantêga, um escritor qualquer.
 
frontier
 Acesse o canal: videolog.uol.com.br/video.php?id=378679w
Estretiche (MaicknucleaR) Estretiche. Perdida no metro um tanto quântica. Um cálculo infálivel. Soma de um velho título. De uma velha decadência pertencente aos anjos que caem bêbados no chão: a beleza do inferno... Derrama o cósmico mágico no que já é explícito ao sermos nós mesmo! Esparrama essa vital (im)pulsação desesperada. Estratégia!. Vai. Some no retrovisor. O portal derradeiro das coisas inseguras, como fogão em finas placas polares. Milhões de quilômetros a um palmo de distância. Vem. Te espero no lúdico. Aquele com bandeirinhas de países e luzes heinecken...... quem sabe somewhere over the rainbow, quem sabe no frio vazio do estacionamento desbotado-cinza, ei, señor: don' think. -Think Ludic -Tá vendo como você é foda. Já temos o nome do nosso bar - todos são foda com o vento a favor, mas ei, señor: don' think: Think Ludic. Vai. Cintila noite aqüosa como suores de garrafa trincada. Todo seu lúdico raiar iluminando manchas em calçadas, lavando almas artificiais que surgem na vereda de um licor que não desce. Já viu asfalto azul? Coisa boba, mas nada se iguala. Vem. Fetiche. Reverbera a luz do poste em minha rima entrevada. Meu beco favorito é o diabo no corpo das que tocam guitarra. Reluz cabelo ouro bruto, com proposta cênicas, cheiro-cio saindo pela boca. Expelindo conhecimentos profanos e tornando um louco, sultão. Imagens, amostras delas, rabiscadas em sugestões sensuais de panos malucos. -Aqui tá tanto frio. -Então: gruda!!!! -Amo esse seu jeito maloqueiro... Maloqueiro... ...gostei da definição!
MaicknucleaR entrevista a banda VISITANTES
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=HPEJhTs71MA]
A banda UzzmetralhA é uma criação conjunta (e totalmente autoral) dos loucos paulistanos, do Pq.Edu Chaves, MaicknucleaR & Vagau Punani. MaicknucleaR é quem escreve todas letras, canta, compõe e é co-produtor ao lado de Vagau Punani, que compôs todas músicas, produziu-as e tocou (guitarra e baixo) nas gravações.
"UzzmetralhA (esq. Vagau Punani dir. MaicknucleaR)
UzzmetralhA (esq. Vagau Punani dir. MaicknucleaR) [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=lLuQPBNdTVsOriginalmente formada no fim de 1999, a banda Uzzmetralha, desde seu início sempre teve como fator motor a inovação, miscigenação e liberdade de criação totalmente autoral e desfocada de qualquer espécie de rótulo, estilo ou julgamentos à parte. Devido a vários fatores que decorrem da vida a "banda de dois", como diria MaicknucleaR, sempre criou em excesso, mas nunca engatou em shows e derivados, pois sempre havia problemas de falta de baterista, falta de locais para ensaiar, mas mesmo assim a dupla Vagau e Nuclear nunca pararam de acreditar n'UzzmetralhA, ou deixaram de criar novidades.
* Poesia Maloqueirista com Participação de MaicknucleaR
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=0L80uCq5zIk]
mercredi, juin 03, 2009 

Humeur actuelle :  connaisseur
“O Sarau Portátil é a elevação artística concebida com equipamentos rústicos e uma sublimação criativa que joga os velhos e pomposos recitais à vala, através, justamente, dessa mistura inesperada de poesia de altíssima qualidade, com música urbana e elementos cinematográficos performáticos”.
Robério Fumagalho.
Bacharelado em Língua Francesa, Língua Inglesa, Língua Portuguesa; pela UNBR.

Quem: MaicknucleaR e o Sarau Portátil
O quê:
E-Book
.

Clipe: Estretiche (MaicknucleaR e o Sarau Portátil feat Samantha Abreu)

profile:
Criado em dezembro de 2008 por MaicknucleaR (autor de Meu Doce Valium Starlight - Dulcinéia Catadora, 2007) o Sarau Portátil é resultado da miscigenação de literatura independente, marginal, maldita e underground (e seus elementos cênicos, como os recitais) com samples cem por cento brasileiros de rare groove, soul e psicodelia dos anos 1960 e 1970, resultando em um rap-indie dubeado totalmente de vanguarda. Todos samples foram produzidos por MaicknucleaR, em sua casa, com equipamentos precários e todos textos recitados são trechos de textos também de MaicknucleaR ou dos autores convidados como Robson C. Araújo, Ricardo Carlaccio, Mário Bortolotto, Samantha Abreu e Humberto Fonseca (lendo seus respectivos textos)

Sarau%20Portatil

Set List: para baixar e ouvir
(basta clicar em Play)



Escute a Mixtape “Inferno Lírico” agora:
http://www.radarcultura.com.br/node/34127
http://www.radarcultura.com.br/node/34127
..
Clipe: Sonho Delirante (MaicknucleaR e o Sarau Portátil)
..
Release:
O Sarau Portátil traz a vanguarda e uma nova cara aos velhos saraus e recitais
"Após mais de um milhão e seiscentos mil acessos em seus clipes na internet (em menos de três meses), o Sarau Portátil continua polêmico, inovador e com os pés arraigados ao chão” (Tayler Maldonado Souza, semiótico e professor). O Sarau Portátil é um recital poético totalmente de vanguarda que une literatura maldita e prosa-poética de altíssima qualidade com samples de psicodelia brasileira dos anos 1960 e 1970. Criado por MaicknucleaR (autor de Meu Doce Valium Starlight – Dulcinéia Catadora, 2007), este sarau é a elevação artística concebida com equipamentos rústicos e uma sublimação criativa que joga os velhos e pomposos recitais à vala, através justamente dessa mistura inesperada de poesia de altíssima qualidade, com música urbana e elementos cinematográficos performáticos”, segundo Robério Fumagalho, (bacharelado em Língua Francesa, Língua Inglesa, Língua Portuguesa; pela UNBR). As produções músico/literárias contam com participações poéticas de peso como o dramaturgo Mário Bortolotto, o escritor independente Ricardo Carlaccio, o filósofo, escritor e artista plástico Robson C. Araújo, a escritora Samantha Abreu e do diretor do Centro Independente de Cultura Alternativa e Social, Humberto Fonseca. Nenhuma das músicas será vendida mas já começam a serem distribuídas integralmente na web para download e streaming no endereço www.myspace.com/sarauportatil. Os pockets contendo os textos utilizados, arte da capa e mais poderão ser encontrados em eventos, shows e futuramente pelo correio ou através do email maicknuclear@gmail.com.
lundi, juin 01, 2009 
Nessas noites sem aurora (*na íntegra)
(MaicknucleaR)

Introsia
Tão menos dolorosa, suas noites de veludo. Sudário celeste das ninfas Bi, abóbada degenerescente de um sortilégio de absurdos.
Como beijar o céu sem levar pipoco na cara? Como viver se a vida é o próprio trauma?, e esse trauma não passa de uma falsa ideologia alheia. Esse atentado teológico de: “Vá, filosofe, procrie e se mate”. A maratona da vida sobre estes campos minados. Sobre estes Elísios das piores entidades mundanas…
A mágica do velho atroz não morre, por isso estou de volta. Subo ao topo das ruínas carregando meus cânceres. Cânceres amargos que diluo nas gargantas em volta.
Nem tudo está perdido, Jack!. Segure essa misantropia no bolso por mais alguns segundos. Limpe os estilhaços das minas de outrora. Pois nem a morte cala a insolência de seus pensamentos doentios. Seus fios sem pavio que jogam corpos em rios, decapitados, sem o menor arrepio.
Sei que já percebeu a regra do jogo - você e você mais você -… Há quem desacredite dos planos, sim. Há quem suma duvidosa. Mas porque se trancar na baleia, mestre Jonas, se tudo não passa de interatividade noturna?… noturna e fogosa.
O resto é oco, meu caro. E você uma almondega em um rio de merda.
Cafeína Jones
Lá estava eu. Com mais uma folha sulfite na pasta. Adentrando o casarão em reformas na rua coronel Júlio Marcondes Salgado, São Paulo.
Madame Bovary, mais uma vez, rechaçou o link para minha casa, mas, desta vez, minha retaliação será o mais límpido e puro creme do desprezo - aliás, promulgo aqui uma nova lei: “Aos meia boca, o corte” -… Porque se preocupar se todos sabem que os coronéis da arte tem pincel, tintas de qualidade; e nós temos a merda do talento (e o abraço da sarjeta)? Meu caro, se o mundo não percebe que és foda, então o mundo que se foda, right?! - deve ser -.
Mas eu. Eu sou da turma do jogral, my brother Charlie. Não me vêem com bons olhos!. Eu quero mais é fugir do rótulo, meu bem. Já saiba, adiantado, que quem me rotula não manja nada, de porra nenhuma!.
- Você tem o recibinho?
Recibinho é foda. Se fosse eu diria: “Senhor, preciso do recibo”, mas fazer o que? Ele não sabe nada, imagina se vai saber que desde que comecei a escrever tenho esse medo patológico de que minha casa pegue fogo e queime toda a merda que já escrevi. Tudo que criei é meio inútil, pois como diz aquele som “A gente fuma e eles fama” - e pior que isso é mó legal -.
[Oh merdinha de assunto recorrente!!!!]
- Desculpa, achei que estava na pasta. Oh.
Tá vendo?! Eu sei interagir. Eu sou um maldito gentleman. É; mas na escala de maldade nada supera meus lindos pensamentos. Digamos que o que escrevo é uma espécie de “meio-termo narrado-lírico entre fala e pensamento”. E nem assim minha retórica hablada deixa de beirar o péssimo!.
Meu silêncio é um holocausto, acredite nisso – às vezes pode ser amuação -. Mas eu sou um maldito gentleman. Minha criação foi ótima. A diferença é que a geografia me fez nascer no epicentro do fundo da bacia demográfica de um circo romano (com leões de concreto armados e revoltados) pegando fogo, tocado pelos neros da opressão psicológica.
Sobre as luzes borradas
Tudo correu ótimo. Sitcom, tacinha e tiradinhas sarcásticas no time. Inclusive foi a primeira vez na vida que ouvi: “Na minha casa ou na sua”, sem ter sido na Tv.
Não sei que merda eu tenho, mas algo em mim faz as pessoas se confessarem como se eu fosse um maldito padre. Talvez sejam os drinques coloridos. Talvez saibam que em dois minutos eu nem vou mais lembrar da história simplesmente por que percebem que eu não estou nem aí pra relativamente nada. Mas após todo aquele papo de James Bond de calça larga, não havia como esquecer daquela celebre frase (ou o que veio depois dela).
Saca a cena:
[Interior. Noite casa dela. Sala. "Brincadeiras" orais, vez dela].
Confisssões vem à tona.
Eu mereço. Eu mereço…
- Eu mereço…
- Hum?
- Nada, tá muito bom, muito foda, não pára.
Aquela mulher me dava umas mamadas em um ponto onde a sensação é como se estivesse disparando um rojão contra meu próprio rosto, de emoção.
- É aqui que você disse que gosta, né?
- É, hmmmmmmmm, Santa califórnia… – eu mereço!.
Ela parou. Ficou ali com aquela cara de “Sou uma vadia satisfeita, independente e toda essa produção não é insegurança, juro”, batendo uma pra mim e disse:
- Sabe, eu adoro ser submissa!
- E eu tô adorando essa submetida.
- Minha maior vontade é ser escrava…
Um sorriso demoníaco rutilou em meu rosto como um holofote ganha o céu de uma noite nublada.
- Escrava, escrava???
- É! B.D.S.M. mesmo – ela disse com aquele jeito de “Dondoca achando ser inteligente” que acho style, quando elas fazem isso nuas.
- Então você quer ser escrava, é isso?
- Muito!
Ah, meu depravado leitor. Tive de perder a sutileza e forçar meu caralho goela adentro da danada, empurrando a cabeça dela para baixo e segurando impiedosamente, só para denotar, subliminarmente, que a história havia mudado.
- Levanta.
- O quê?
- LEVANTA. – estendi a mão e recebi aquela mãozinha linda e bem cuidada de presente. E, porra, que estouro ela só de calcinha!.
- Onde fica o banheiro?
- Por aqui… – me indicou e foi me seguindo, de mãos dadas, com a cumplicidade que só tem aqueles que vão se foder pelados de madrugada na garagem.
Abri a porta. Puxei-a pela mão indicando que entrasse e:
- Ajoelha… escrava.
Ela arregalou os aqueles olhões dignos da minha mais tenra porra matinal e disse:
- Sim, meu senhor – e minha cadelinha ajoelhou bonitinho (né, cadelinha?).
No campo de visão só havia uma toalha, mas não era o que queria. Abri o gabinete da pia e achei um secador de cabelo.
- Perfecto!… Minha cadela, escrava, coloque as mão para trás e segure os tornozelos – amarrei pés e mãos – O plano é o seguinte escrava. Eu vou até a sala relaxar, aquecer o cerebelo e já volto pra abusar de você. Qualquer eventualidade você grita “joga a chave”, pois se gritar socorro, com essa cara que eu tenho, eu tô fudido.
- Sim, meu senhor.
Apaguei a luz. Fechei a porta. E abri a porta.
- Tem algum álcool bebível nessa casa?
- Na geladeira, na parte do freezer, meu senhor.
- Valeu – tranquei.
É style ser chamado de senhor por uma dessas madames donas de franchise que são chamadas de senhora por seus vassalos mentalmente proletariados.
Rumei à geladeira peguei duas latas com a mão esquerda. Voltei à sala. coloquei as brejas sobre a mesinha de centro e me acomodei. Abri uma das latas e deixei lá em cima. Peguei a paranga no bolso da camisa (tirei um belo camarão) e joguei em cima da mesinha. Dei uma golada na breja e a devolvi à mesa. Peguei o controle, liguei a Tv.
-Legal: natgeo.
“…na terceira cerveja eu volto”. Sem querer cochilei.
Lords of underground
Da hora! Hoje mandei estampar uma camiseta com a cara do Wando, com uma coroa grafitada na jaca. Ficou stylish.
Esqueletos no oceano
Abissal que só a porra. Aquele ano foi um antro de irrelevância histórica. Um relicário de personagens vazios que atravessaram minha louca vereda. E a única coisa boa (a anja do sul), consegui estragar em dois dias (com outra).
Mais tarde, novamente fui ao fundo. Mas sei lá, o fundo estava sem graça. O fundo já vi, cavei e rolei abaixo de seus sete palmos. Lambi o chão (e dancei valsa nos salões do) inferno e nem sequer fiquei com sede. E tudo na história que me deixaria com um grande asco, tudo que seria como a última instância para se tornar um homem amargo, tudo transmutou. Tudo virou um enorme poster da Karina Bach de quatro com um M tatuado na banda esquerda daquele enorme traseiro e N no outro lado da vil iguaria. Consegui atingir o nirvana, a iluminação e o sublime em uma só tacada neurologica.
Não sei se isso é bem novidade, mas agora vejo todos como animais… Quando começo a reparar com o “ao redor” com os olhos clínicos que trago em um estojinho, fico com a impressão de que nem todos chegaram no Humano. Basta reparar a selvageria que rola nesta selva de concreto. Neste emaranhado urbano de pessoas-capa que buscam um padrão estigmatizado sem caráter, alma ou sequer um pingo de personalidade. Essas cópias das cópias xerocadas de ideologias furadas e estilinho separatista. Pra mim essa corja dos que buscam cada vez mais motivos para segregação é a escória da sociedade brasileira.Mas tudo bem. Não há nada mais contundente que esta folha jogada neste quarto azul nesta merda de cidade dos nomes sem mito, os meritocratas.
E mesmo tendo culhões dourados e pica de ouro, talvez, escrever, não seja a melhor forma de carburar os demônios de outrora. Talvez eu deva largar caneta, microfone e design, pois minha encruzilhada é forte, não preciso fazer meus textos de arma. Talvez eu deva mesmo poupar!…
Outro dub na rádio de rocksteady
(som: As Flores do Mal – Legião Urbana)
POUPAR É O CARALHO!!!… Em nome de minha literatura, em nome da não morte das minhas rimas do cão e prosas da gota serena, e, pelo poder a mim cedido pelo estado paulistano das coisas, preciso sim, quebrar alguns lindos pescocinhos. E é como dizem: “Um homem deve fazer o que precisa ser feito, por piores que sejam as conseqüências”. Então, lá vamos nós. E como dizem os mafiosos dos filmes, B quando estão prestes a levar um sapeco de chumbo: “Você sabe que a partir de sua atitude tudo vai mudar, Poly”.
Tudo começou quando aquela… me confessou, no msn, que era amante de um tiozinho rockeiro que tem duas mulheres e quarenta e sete filhos, um carro para viagens, dois cachorros e uma chinchila. Aliás, tudo começou bem antes. E mais aliás ainda, paralelo a essa história, ocorreram milhares de coisas bem legais, “outros olhos e enredos”, como diz meu livro, mas, meu amigo, se você quer a vida fofinha como na novela das oito, vá ler o blog da Madame Bovary ou de um dos seus amiguinhos de oficina. Pois se veio até aqui atrás de “estilinho literário” ou pra corrigir minha gramática, ao invés de ter a sapiente clarividência de sacar o que quero passar com toda essa merda de conteúdo, então saia daqui antes que eu lhe arrebente a insolência, pois você não é digno de ler nem meu sinal de porcentagem – cansei da meritocracia da artelite desbotada. E agora que tô no “independente”, só a morte ou a debilidade mental me param, muchachos. O resto é nome e se resumem a algumas “Boas sacadas”.
Mas, como eu ia dizendo, tudo que veio na mente após esta “confissão” foi: “Caramba, essa lobista estava em minha cama ontem e eu inventei de ‘respeitar’. QUE BURRO!”. Porra, cara, sem maldade, mas amantes só tem utilidade pra quem come; quem não come fica chorando as pitangas porque inventou de dar uma de rapaz respeitador e não pode derramar seu leita na cara da safada – é, mas todos sabem que eu não passava de um lobo-cafetão em pele de ovelha-vítima (por culpa da porcelana) -. Porra, novamente porra, mas amantes só tem utilidade pra quem come mesmo! quem não come fica chorando porque foi inventar de respeitar (mesmo). Aliás, que merda de respeitar foi essa? Ah, lembrei, foi porque certa vez fui beijá-la a força e a puta ficou puta, disse que odiava ser pega a força. Mas naquela noite que fechava o “melhor dia de sua vida”, senti que deveria ter dado uma forçadinha. Mas sei lá, tem coisas que me deixam puto. E como bom libriano que sou, me dê um tiro na coxa, depois chute minha cara, cague em minha mesinha de centro e mije em minha sopa, mas cuidado com as palavras perto de mim… E na hora em que fui chupar sua buceta, ou ao menos acreditava pia e hipoteticamente que iria, ela disse: “Vai acabar acontecendo o que não era pra acontecer”.
Porra cara, sem chance, nem teve como minha mente não mandar ir se foder. Vou traduzir o que minha mente pensou. Foi algo tipo: “Como assim não é pra acontecer? Você comentou em meu blog, comentou de novo, não satisfeita foi lá novamente, entrou em contato, manteve contato, continuou mantendo contato, trocou mil emails, duas mil idéias, três mil perguntas que odeio responder, agiu como uma vaca em certos momentos deste contato, mas relevei. Fez com que eu deixasse de ir pra rua ver minhas coisas pra ficar tcendo com você. VOCÊ marcou um encontro, disse que ia ter de te aturar a madrugada toda, aturei, e me perdoe se eu não era um tiozão rocknroll que poderia te levar de carro pra ver um show de uma banda feminina em Ubatuba, comer seu cu num motel e te deixar de lado pra ir ver minha família. Após o beijo continuou vindo atrás, teve ataque de ciúmes por culpa de uns scraps de uma mina do meu passado. Continuou mantendo contato, continuou com aquela história de querer me ver. Eu joguei limpo em todo momento, respondi as merdas de suas perguntinhas, marcou outro encontro, ficou de novo e chega na hora, depois de todo aquele cu doce, você diz pra mim que não é pra acontecer? Ora, vai se fuder!!! Tem noção da mobilidade mental que tive que despejar na lata por sua culpa? Sabe o tempo que perdi acreditando em sua infantilidade?”.
Deitei ao lado dela após essa reflexão de uma fração de segundo e fiquei imaginando que diabos eu havia feito para estar vivendo a situação mais ridícula de toda a merda da minha história inútil. No tempo que me fez perder, que desviou meus pensamentos do meu foco, e me fez agir como idiota (pois eu não queria lhe assustar com minhas loucuras ou com o que sou realmente). Pensei na gostosa do Guançã que dispensei de comer, no mesmo dia, porque você ia vim aqui, byiatch. E essa foi retribuição ao “melhor dia da sua vida”, né? “… Mas agora decidi matá-la.
Tudo bem. Fraquejei ao receber mais um convite daquela puta – aliás, mais respeito às putas -. E mais uma vez só gastei meu tempo com sua inutilidade cheia de medos e considerações finanço-fodásticas.
Sei lá, talvez isso seja o prenuncio do final dos tempos, um preságio de mau agouro, ou talvez essa merda seja algum tipo de apocalipse-literatura que irá julgar esses loucos que escrevem.
Até o talo das nuances vitais
Levi virou um mito ao subir nas torres de energia do terminal de cargas após ter levado quatro tiros da polícia. Era o fim do último malaco vivo. Levou mais três e caiu dos oito metros de altura direto no entulho que havia embaixo. Foi algemado e o laudo diz que a causa do “apresuntado” foi “Asfixia por enforcamento”!.
O Pirata, lá do Brás foi o décimo sétimo a penetrar aquela ninfa novinha e ainda teve coragem de perguntar pra mina: “Por que você faz isso?”.
Seu funério comeu a mulher do pedreiro da rua oito e apanhou da mulher, na rua, em horário nobre.
Eu, por outro lado, não tive maiores problemas com a lei e andei comendo uma publicitária pelas ruas da capital. Ah, saudade de tu cuerpo magrito, mamasita. Que priquitones.
Sobre vagabas que rendem livros
A cigana do terminal acertou até na data. Dia um de novembro foi lançado um livrinho meu. Se tudo for como ela disse, vou me tornar um velho famoso que estragou sua carreira devido a surtos psicóticos e amantes tresloucadas. [Até me deu um gélido arrepio agora].
Velinhas???
Legal não ser lembrado! Se eu tivesse aparecido no Faustão em 2007 pode ter certeza que teria um milhão de fulanos por aí me parabenizando. Meus vizinhos iriam colocar uma faixa dizendo o quanto me amavam, meus parentes iriam estampar camisetas com fotos minha e os conhecidos mais próximos iriam contratar algumas strippers para sairem do bolo.
A única coisa que aconteceu foi uma doida que apareceu no meu scrap dizendo que meus textos mudaram sua vida. Foi style.
Nesta longa estrada da vida
Não lembro a cronologia, pois nem quero. Só sei que tem esse meu amigo, que vou chamar aqui de Johnny Rivers, que é um cara pelo qual tenho uma puta consideração astronômica, chegou me dizendo que queria fazer não sei o que, um espetáculo, sei lá, mas envolvia justamente… Adivinha…
E lá vamos nós. Queria voltar cedo, mas logo descobri que haveria uma longa jornada até a casa dela. Fomos. Tudo que vinha a mente era: “Por que deus, esse cuzão, insiste em me jogar sempre nos lugares onde não quero estar e com quem não quero estar?”.
Acabou como previ: Demorou pra caralho. Puta tédio: ficar diante alguém que você acha que lhe aplicou um belo 171 somado a um chá de cadeira, e está querendo matar da memória, é uma merda. Mas tudo deu certo! E acabou que na na volta voltamos enchendo a cara e ao invés de voltar pra onde deveríamos voltar, acabamos voltando para o lugar de onde estávamos voltando. Mas tudo bem.
Tudo bem. Foi legal, quer dizer, foi legal ficar bêbado. Foda é dormir na beirada… Johnny Rivers ficou em lugar privilegiado, entre duas belas moçoilas. Eu em um canto, minha piéride láááá na outra. Mas tudo bem, sobrou uma bundinha virada pro meu lado e eu estava são suficiente pra manter a sutileza lúdica. E já que quem é de fora – ou seja: quem não come ninguém da casa – não tem direito a escolher o lugar na cama, então sobram as bolinações na encolha!.
Tudo bem. Dei aquela ralada maldosa e cheia de vontade, para verificar o nível de hostilidade desses campos desconhecidos e recebi uma rebolada para trás, indicando que as tropas eram bem amistosas. Tentei lhe retirar calça e calcinha em uma só puxada, mas ela percebeu que Johnny Rivers admirava a cena com certo voyeurismo amador, puxou a calça pra cima, jogou o braço esquerdo pra trás e pegou meu pau como se dissesse “Só assim esse leão acalma”. Johnny disfarçou um sono muito mal disfarçado. Voltei aos ataques sadios e ouvi um “Não posso”, sussurrado. Perguntei: “Vermelho?”. Ela disse “É que eu namoro há quatro anos” . Aí me perguntei: “Se namora há quatro anos, por que está masturbando meu caralho embaixo do cobertor há muito mais que quatro minutos?”.
E, por Jim Carey, sempre protejo o Alexandre Magno, mas se Johnny tivesse se tocado que ficar quieto iria me render uma foda, eu iria comer aquela minha, em prato frio, sem camisinha nem nada e não estaria nem aí. É Johnny, pensando bem, você me salvou.
Que caia a porcelana, agora é “tudo pelos donuts”
Jingle bell, jingle bell, jingle bells rock. O aquecimento no setor is commin’ back arround again. Muita coisa rolou, muito sangue desceu, muita fumaça subiu, muitas periquitas foram babadas. Aquela doida do scrap queria que eu fosse “vê-la” em Curitiba. Sua foto mostrando barriguinha, lindo capô de fusca por baixo de um lindo biquininho e a piscina ao fundo eram grandes motivadores de minha ida. Mas não rolou.
Tudo bem. Eu havia planejado passar natal e ano novo sozinho, revendo erros e fingindo que ia mudar…
Várias loucas começaram a surgir desde novembro. Teve uma imbecil que me disse exatamente assim: “Se você agisse um pouco mais como escritor eu até daria pra você”, só respondi: “O dia em que eu começar a agir feito um imbecil pomposo eu corto meu pau com uma serra-elétrica” e já deletei da minha vida.
A maioria vem com essas promessas furadas de “vou te ver” e fica embaçando, trocando idéinha furada – dessas que elas acham inteligente quando contam em bares e os caras dão a maior razão, sabe? – pra tentar se convencer se deve aparecer ou não. Mas, sinceramente, eu funciono pelo meu tempo, que é basicamente “Ou agora ou jamais” e não posso mais perder meu tempo com medinho de branquela rica metida a loucona porque fuma maconha, toma cachaça, lê livrinhos “marginais” – o interessante é que é só marginal de classe média alta -, anda com os punks de citröen e vomita na Augusta. Outras vem com aquele papo de “Vem me ver”, mas, porra, se eu quisesse ir em algum lugar só pra “ver” uma fêmea, eu iria na merda do zoológico.
Chega de duvidosas com medinho tosco e gente que acha que, pelo que escrevo, sou um Lobão da vida que curte greenday e anda de saveiro zero, mas quando vêem que tô mais prum latino desempregado que limpa a piscina dos artistas, como bico, tudo que sobra é abracinho com auto teor de falsidade… Hum. Teve até uma mina que acho que achava que eu era traficante, pois vivia me dizendo “Quando vier dar um rolê no centro traz uma baseado pra gente fumar?”. Pô, dar quer é bom nada…
Style mesmo foi a nórdica. Mandou uma foto nua, do nada, de costas, sem ao menos respirar. Não teve nem como não sacar o cacete pra fora e homenagear a atitude daquela mina. Era o mínimo que poderia fazer por ela, mas deixei-a como fundo de tela no meu Pc por alguns dias. E, porra, parabéns pela atitude. Além do olho arco-íris, que delícia te pegar de quatro, que delícia esbofetear seu rabo. Só me desculpa por ter gozado na sua garganta sem avisar, mas é que ando diluindo o câncer!.
Djs rock the house partys
Os caras do coletivo de Barijo meio que se revoltaram após o primeiro evento ter sido adiado. Para dali um mês. E o motim foi armado em forma de sumiço. Todos evaporaram.
Naquela semana antes do natal e algumas outras depois dela, Barijo e eu passamos várias madrugadas na rua, trocando idéias (e expulsando os nóias do centro cultural, no soco). Ele falando sem parar um segundo. Falava de seus planos, projetos e muita idéia. O tempo me mostrou qual era a real sobre Barijo, mas não é disso que vim falar. Só sei que enquanto ele falava eu não conseguia ouvir muita coisa, uma porque era a mesma conversa todo dia – parece até eu, pô – e outra porque só conseguia pensar: “O que fode minha vida é o fato de não saber o que quero pra ela, justamente porque a gama das coisas que sei fazer, ou que posso vim a fazer bem feito é muito ampla, muito abrangente, quase ilimitado, e isso me deixa em uma eterna indecisão. Me deixa sem um foco principal”.
Avenida do poeta
Foi a primeira virada que me senti realmente bem!. Talvez por ter passado sozinho, com meus planos (que geralmente são furados pelos alfinetes da falta de infra-estrutura). Parecia que eu tinha alguns.
Estávamos na Fronteira queimando um jones. Barijo saiu fora e decidi ver o céu pipocando suas estrelas de ascensão meteórica e rápida duração. Faltava uns quarenta minutos pra começar aquele showzinho universal de falsidade, decepções e filmes criados em um mundo onde as crianças não têm gripe, não passam fome, nem arrancam catota com o dedo. Decidi ir embora também.
Encontrei uns malucos que sempre vejo rondando o centro cultural e que sempre me cumprimentam, fervorosamente, como seu eu fosse alguém de ouro. Os caras disseram que tinham roubado não sei o que lá, não sei aonde e me chamaram pra fazer não sei o que, ali na Fronteira. Lembro que perguntei: “Vai rolar umas vagabundas”. Não entendi a resposta, entendi como um não e continuei meu rumo.
Um bilhão de pensamentos na cabeça do narrador-poético. Um enxame lírico atentava-me os neurônios como se fossem meus sonhos, depostos, de adolescência, renascendo após o grande soco da verdade. Um bilhão de pensamentos sobre o futuro (pela primeira vez). Só é pena que comigo esse tipo de pensamento não dure mais que uma semana…
Mais fogos estouraram na cidade das pessoas de artifício quando decidi procurar, meticulosamente e com cuidados arqueológicos, o primeiro som do ano. Nem precisei. A televisão estava ligada na Tv Cultura e ao invés de ouvir o primeiro som do ano, ouvi a primeira trilha sonora. Foi meio inacreditável, pois eu havia sampleado aquela música não havia nem dois meses. Barijo estava no messenger quando eu disse: “Liga aí na Cultura”. Ele respondeu: “Ô. Não é a música original do seu sample?”. “É ela mesmo, muchacho, ela mesmo!”. O filme era “Durval Discos” e a música é “Mestre Jonas” na versão da banda “Os mulheres negras”. [Será que enfim o universo decidiu conspirar ao meu favor?... Já estava na hora! Mas a essa altura eu já havia assimilado que o universo só conspira ao meu favor quando quero que esse filho da mãe conspire].
Às três e meia da matina, após a quarta caipirinha mal feita, pensei em ir à Fronteira queimar um jones e cometer um vinhocídio.
Faltava um quarto de vinho para secar a garrafa quando ouvi a Moska Wheels, atritando no asfalto, se aproximando. De repente ouvi: “E aí, lôco. É você mêmo!”. Pensei: “Pode matar logo, pois já tô no clima de ir pro céu”. Era um cara que me odiava, desde uns tempos atrás, sei lá porque. E de repente ele senta, completamente bêbado e cheirado, ao meu lado e diz: “Tem caneta aí, ô seu cuzão?”. “Lógico, porra!”. “Então assina essa porra aí porque te admiro pra caralho, seu filho da puta” e me jogou um livrinho de edição limitada, que fiz para vender na feira do dia vinte e seis. Nem pensei em nada, só saquei a bic azul toda mordida e escrevi: “Este aqui é sobre vagabas que rendem livros… Mas aí, valeu por não mais me odiar”. Ele nem leu, apenas disse: “Porra, mano, antes de ver seus trampos eu achava você um puta dum cuzão metido a besta, mas percebo que você é um puta dum cuzão talentoso que não é metido a besta, mas que deveria ser porque você é digno!”. “Valeu”. “Falou aí, mano, vou me jogar”. Subiu no skate e saiu remando, fazendo aquele atrito no asfalto que faz um som parecido ao do metrô chegando (na estação Tucuruvi).
Acabou o vinho. Decidi ir embora pela própria Avenida do Poeta, que é a rua que atravessa a Fronteira. [A Fronteira é como se fosse uma mini-pracinha que fica em frente aos “predinhos” (e ao terminal de cargas da zona norte de são paulo) e corta a Avenida do Poeta, impedindo a passagem de carros. Onde malacos, viciados, músicos locais e prostitutas, confraternizam a vida fumando cigarros da paz]. E foi uma idéia não muito boa, pois no caminho encontrei o Chocotone e um burburinho em frente aos prédinhos. Ele me viu e veio até mim, disse que estava indo matar um moleque idiota por motivos que só os bêbados realmente muito bêbados compreendem. Eu disse tanta merda pra ele, mas tanta, que no final ele começou a chorar, descarregou o canhão jogando as balas no chão, depois chutou-as para a boca de lobo, me abraçou, disse que ia vender aquela merda de revolver e que eu era foda.
O moleque foi encontrado morto em outro bairro. Outro cara fez o trabalho no lugar do Chocotone… Bem vindo à 2008.
Fronteira Hits
À noite iríamos começar a divulgação do evento. O que incluía: lambe-lambe colados em postes, política de boa vizinhança no meio do caos, idas à eventos alheios, foda com velhas ricas e aliciamento de ideais alheios. Barijo e eu na incumbência solitária das piores partes. Eu meio como voluntário, pois não posso seguir o sonho dos outros, por mais foda que seja esse sonho, muito menos posso me envolver em pequenos começos de aristocracia periférica. E, talvez, hoje, Barijo não lembre, mas o que dei ali não foi (só) sangue, foi um puta exemplo de amizade na hora em que todos seus amigos sumiram decepcionados pela adiamento do evento. Mas firmeza, todos esquecem o que acham não ter valor; é assim mesmo.
Mas pra fechar este trecho, exercite sua mente aí um pouco. Use sua imaginação (ou ao menos tente usar essa porra). Coloque “All along the watch tower” do “Jimi Hendrix” e imagine dois mal acabados andando pelas madrugadas com mochilas cheias de flyers, lambe-lambe, informativos e garrafas pet cheias de cola de farinha, andando dentre os becos que ficam abaixo das torres de energia que cortam o bairro lado à lado. Muitos becos, raros bulevares.
Cerrado eletrônico
Nosbor, grande amigo meu lá de Brasília apareceu na Garoa Land. Pouco tempo antes veio um cachorro azul, professor, que uivou, bêbado, a noite toda, com Barijo e eu em um bar sitcom. Um barzinho de merda que tem num bairro aí onde a população é formada por languidos de todas as espécies, metidos a “artistas” – mas tudo bem, lá conheci uma gatinha das quinquilharias, coisa assim -. E, junto com os caras, surgiu o assunto “Putas”.
Sei lá, cara. Acho que é porque todas mulheres que tiveram a dádiva de dar pra mim eu consegui ter intimidade suficiente pra chamá-las de puta (e fazer de puta), putinha, devassa e outras cositas. Porque, na verdade, saí apenas com três putas na vida. A primeira foi mó merda porque a vadia nem manjava da arte da foda insana e depravada em meros trinta minutos e mal mamaou na bilola. A segunda não era bem uma puta, era a ex-mulher de um cara que tocava não sei o que lá em não sei que merda de banda punk dos anos oitenta, uma puta gata estilosa que me deu o cu – detalhe: só o cu – em troca – detalhe: em troca – de uma garrafa de licor de menta (R$ 15,00). Foi bem mais barato, fiquei umas quatro horas comendo aquela cachorrona, só parava pra limpar o suor e só parou devido a interrupções invasivas de terceiros no quarto. A terceira foi cortesia de um amigo escritor, que anda dizendo que precisa tomar jeito na vida.
Esses escritores (os coitados acham que um dia vão tomar jeito, kkk)…
Cwba
Ana tornou-se não só uma futura foda gostosa, mas uma espécie de companhia do meu eu eletrônico. Às vezes ela fazia uma perguntas estranhas, mas isso é bom, significa que do outro lado tem alguém com um cérebro cheio de questões sem saída, e não alguém que queria apenas matar duvidas. Legal.
Ela estava cogitando cair pra São Paulo – sampa é a mãe -. E, se essa cidade queria retribuir as bilhões de odes, epopéias e outros classificações imbecis de formas de escrita que lhe dediquei, esse seria o presente, bem ao meu estilo. Long dick style of rhyming. E o mais legal é que quando a cidade finalmente decidiu retribuir presentes, foi bem no dia de seu próprio aniversário.
Fui buscá-la na rodoviária Tietê e percebi que aquela loirinha dos olhos de mel era bem mais gata que nas fotos. Yeah, i fuck like a river.
Ali, na Cruzeiro do Sul, esperamos quase uma hora por um ônibus que nos levasse ao centro, sendo que geralmente eles passam de dez em dez minutos, mas quando finalmente chegou, fomos ao hotel. A cidade estava em festa. Havia comemorações em vários pontos da cidade. Saímos pra assistir algum show e percebemos que atração mesmo era nós pelados na cama, mandando ver, quebrando tudo.
No outro dia pegamos o ônibus sentido Edu Chaves. Tive que deixá-la por algumas horas no hotel (esse ficava na rua do evento), pois não queria que ela participasse da burocracia que eu teria de encarar antes da festa (ou seja, não queria que os outros dessem em cima dela). Ela, foda demais, compreendeu antes mesmo de tentar explicar. “Eu sei que sua vida é assim mesmo e eu não quero me tornar um empecilho aos seus planos, pode ir lá fazer o que tem que fazer, eu vou pedir uma smirnoff, só não me deixa aqui sozinha senão me perco. Se por acaso você estiver ficando com alguém e não quiser que eu vá, não tem problemas…”. Que mina demais. Fui até o pico, arrumei meu standezinho e só, pois tudo já estava adiantado, adoro isso.
Barijo pediu para que eu espalhasse os flyers que sobraram pela avenida ali perto e me pediu pra esperar. Esperei e me apareceu um puta maluco estranho, montado em pernas de pau. Até então eu estava cagando para aquela companhia inusitada, mas já nos primeiros cem metros ficou claro como o dia no Alasca que o cara era um puta dum mala. Sabe: mala universitário?, os piores!
Minha intenção era pegar os dois lados da avenida, ida e volta, rápido e eficiente, pegando o público alvo do evento; jovens em geral. Só flyers em mãos certas. Mas aquele imbecil da perna de pau viu uma praça cheio de aposentados jogando aqueles jogos que os aposentados jogam e desembestou pra lá. Expliquei para ele qual era meu plano, o porque eu tinha que ser rápido (tinha um último ensaio em meia hora) e o porque não podíamos convidar senhores e/ou crianças, mas não adiantou. Aquela besta correu até um playground onde estavam um monte dessas mães solteiras gostosonas e ficou dizendo pra levarem as crianças pro evento, e, pra piorar, disse pra levar dinheiro, justamente na parte grátis do evento, que seriam os espetáculos teatrais. Porra, cara, é um evento artístico, mas não um veneto artístico infantil,, e só de ter minha participação no evento, deveria ser proibido a entrada de crianças, idosos, cardíacos, menores de vinte e um e comediantes vestidos de foca.
Desisti daquela besta e sai andando pra fazer o que eu tinha que fazer. Aquela anta me seguiu, chutou a bunda de um segurança de uma loja, ficou implorando chocolate pro dono de outra e por uns dois minutos pensei em passar a banda nele só pra ver sua jaca explodindo no chão.
Fui embora e a besta veio novamente atrás. Nem tinha como eu esperar as micagens de terceiros. Mas em respeito ao alguém de dentro que convidou o fulano eu nem disse a ninguém sobre nada que aconteceu. Aliás, eu disse à Ana quando voltei ao hotel. E quando cheguei na porta do pico trombei o Barijo e voltamos ao centro cultural pra fazer a prévia do logo mais.
No ensaio o Barijo recebeu um telefonema dos caras que ficaram cuidando do pico do evento. Escutei os caras dizendo que o maluco da perna de pau estava na porta do evento, cobrando entrada de uma coisa que seria grátis e tive um puta ataque de riso. Mais tarde o Barijo enxotou o fulano e, cara, esse mano não tem noção de como a morte rondou seu pescoço no tempo em que Barijo e eu não estávamos perto. Esse bairro aqui é foda, na hora das tretas tem nego que liga pra própria mãe e diz: “Traz uma enxada e os vizinhos que é nós”.
Voltei ao hotel duas horas mais tarde que o combinado. Culpa do mala e da bike que me emprestaram pra ir ao centro cultural e depois foram lá pegar de volta. Ana compreendeu, sendo a grande mulher que estava sendo. “Pensei que fosse me deixar aqui”. “Não você, Ana; não você”.
Tomei um belo banho, fumando um, após uma rápida boqueta – odeio rapidez em fodas mesmo que sejam orais, mas teve que ser assim -, uma boqueta que descabelou as horas que Ana passou arrumando o cabelo. Reparei que da janela do banheiro podia ver as velhas torres de energia com toda sua imponência elétrica. Terminei, me troquei com a calma que nunca tive. “Não estamos atrasados?”. “Sim, mas não. Vou pedir uma cerva e já vamos”.
Bebi pra caralho! Vi a apresentação dos maloqueiros da poesia e pirei, muito bom, quebraram tudo, merecidamente. E assim que eles terminaram o show Barijo me chamou ao palco e disse: “O que você acha, vamos cancelar a apresentação e já jogar as bandas?”. Eu nem disse nada. Só sei que um cara da produção se revoltou e disse: “Vai tomar no cu, vocês ensaiaram tanto agora tem que rolar”. E eu nem disse nada, pois como já disse em algum ponto deste texto, eu estava ali voluntariamente. Nunca fiz parte do coletivo dos caras e tenho uma leve – leve como uma baleia azul – impressão de que (os sectários de Barijo) nem me querem por perto. E como já disse a Barijo, eu não concordo com muita atitude e com muita gente que virou “diretoria” do negócio, me ausento por questões ideológicas e por acreditar no que acredito e só, no mais a amizade é a mesma, a não ser que alguém queira guerra. O estranho é que depois de deixar claro por que minha saída teve nego que ainda tentou fazer as coisas parecerem como se eu tivesse sido limado, normal. E essa foi mais uma prova cabal às convicções que só dizem respeito a mim. Se muito nego nesta megalópole achou que eu era um dos “organizadores” é porque viram o sangue que dei pela idéia que nem era minha (o que vai contra todo meu conceito de religião), mas lamento informar aos fãs de bancas, coletivos e essas coisas que envolve uma união que tende ser hipócrita: que só trabalho sozinho!.
Enfim começamos a apresentação. De cara me deram uma guitarra muito estranha, com braço antigão e pesado e sem a mizinha, normal. Tinha gente que nunca vi na vida andando pelo palco como se fosse uma praia em miami, uns fulaninhos afinando instrumentos, enfim, tudo errado, como se explodissem todo e qualquer protocolo, normal. Mas tudo bem. Foi legal.
A coisa que me deixou verdadeiramente puto foi o fator “atravessadores”. Porra, cara, tem coisa pior que estar tocando e vem um debilóide e atropela seu som com outro som nada a ver; geralmente são aqueles punkzinhos ridículos em bicordes desafinados. Porra, acho isso foda tocando na calçada, imagina em uma apresentação. E pra piorar teve um fulano que começou a tocar bateria, do nada, sem nem fazer parte ou ser convidado, num compasso que não fazia sentido nem em marte. Pra mim isso foi o fim, mas fechei os olhos, voltei ao começo do fim e me tranquei em um mundo de notas musicais (sem retorno).
Maldito voluntário
Não me peça cerveja, conterrâneo, pois neste salão meu poder é nulo. Sou um mero voluntário que fora limado pelas chacinas de caim. Você tá viajando, meu poder é nulo.
Tv a cabo
(som: Mans world – James Brown)
Ao descer do palco Ana me disse que havia exagerado na pinga com mel. Perguntei se queria voltar ao hotel e ela disse que sim. “Mas você pode ficar, só me leva lá, depois volta”, “Não, gata. O que eu tinha pra fazer eu já fiz. Meu trabalho is over. Já divulguei e me apresentei, agora sou obsoleto. Esse negócio de ir em pico pra pegar “contato” não é da minha laia. Isso é o cúmulo. É maquinalmente torpe”.
Na saída um cara veio marcar minha mão com um carimbo, um gato pingado que não fez porra nenhuma, mas alguém decidiu dar autoridade pra ele ficar na porta. Algo me fez parar no tempo, relembrar tudo que fiz pra que aquilo que estava rolando funcionasse e quando voltei a realidade, me senti como um gado sendo marcado por um funcionário qualquer da fazenda. Voltamos ao hotel.
Café da manhã: drinques e fodas no espelho. Lembrei que na festa Barijo havia me dado a chave do centro cultural e decidi que ao final do pernoite iríamos pra minha casa, para caso os caras precisassem da chave e pra não gastar com mais uma diária.
No final da tarde liguei pra Barijo… “Mano, cê num acredita: fui preso”. E pra poupar minha tendinite e encurtar a história (que já foi dizimada pelos cortes), o que aconteceu foi que durante a tarde os caras foram ao centro cultural guardar as tranqueiras que estavam na festa e, ao invés de me ligarem (pois sabiam que estava acompanhado e não quiseram me incomodar), decidiram quebrar o cadeado e entrar lá. Na saída, depois que tudo estava guardado, bem na hora em que foram colocar o cadeado de engana-trouxa e fechar com um barbante, passou duas motos da rocam, que pararam na hora e acusaram os caras de “invadir a escolinha”. Nem adiantou dizer qual era a real, que ali era um centro cultural e eles são os “donos”, pois chamaram mais seis viaturas. Encontraram o dinheiro da festa com Barijo e o policial que achou a grana, pelo que Barijo disse, começou a babar pelo dinheiro como se fosse um lobo olhando um porco e dizendo: “Bacooon” – como no episódio do pica-pau faminto -. Ele chamou Barijo de canto e disse: “Vai embora, mano”. Barijo perguntou: “Cadê meu dinheiro?”. “Mano, eu já disse pra deixar como tá, vai embora”. Barijo insistiu: “Cade meu dinheiro? Trabalhei por dois meses pra levantar essa grana que é pra pagar as cervejas da festa que demos ontem”. O policial virou a própria besta nesse momento: “Ah é, você quer seu dinheiro? Vem cá”. O milico levou Barijo até a esquina da Avenida do Poeta, onde fica o centro e mandou ele ajoelhar. Fizeram lá toda aquela ceninha inútil que a polícia faz quando enquadra um pobre, e depois o tal policial disse ao Barijo: “Você quer seu dinheiro, então vai ter que assumir toda aquela droga que achei ali atrás. Vai ficar uns doze anos no X antes de ver seu dinheiro de volta. E aí, vai assumir”. “Eu sou trabalhador, se você quer que eu assuma o que não é meu, eu assumo. Mas é você que tá mandando”. Detalhe: não havia droga nenhuma, pois ali não rola nada disso, só tinha livros lá dentro. Algemaram Barijo e um outro cara e os levaram. Chegando na porta do não sei quanto DP o policial voltou a insitir: “Vai assumir mesmo por essa mereca?”. “Eu vou”. O gambé devolveu o dinheiro ao Barijo e disse: “Vaza”. E nessa hora eu me pergunto: cade a maldita comissão de direitos humanos? Cade a porra da ONU, Unesco, cade a merda do jornal nacional e suas tendências ditadúricas? [Cade as oficinas de literatura?].
Por outro lado, sei lá, fiquei admirado por Barijo ter ficado tão impressionado com esse acontecimento. Pela história de vida dele isso não deveria ter impressionado tanto. Talvez eu esteja calejado às merdas que ocorrem, nessa cidade. Talvez por ver isso como apenas mais uma história de enquadro. Tenho as minhas pra contar, mas nem quero. E tudo que tenho a dizer sobre ter ouvido esta história é: “Barijo, após dois anos de sua estadia nessa joça, finalmente: Bem vindo ao Edu Chaves”.
Barijo disse que nos acompanharia até a rodoviária. Desliguei.
Ana foi demais em tudo. Puta dum companheirismo, cumplicidade depravada e desbravadora. “Lado a a lado” como dizem os moleques metidos a malaco.
Recebi a última devassidão oral de Ana e fomos encontrar Barijo no ponto. O busão dela partiria às vinte pra meia noite. Desci a rua sentindo a baba de Ana congelando meu saco por culpa do ar frio que arremetia. Da hora.
E não me venha com putas lânguidas
Me acostumei muito rápido com Ana. Talvez porque ela não colocasse obstáculos para nenhuma de minhas mobilidades, nem me obrigasse a tentar agir como uma dessas pessoas normais e mesmificadas que você encontra na Paulista ou descendo a Augusta ou na Vila Madalena. O que fudeu 2007 foram os excessos dessas loucas meia-boca que me obrigavam subliminarmente a me retrair para não assustá-las com o que sou realmente: um puta dum louco depravado que tem excesso de hormônios. Parecia que eu era obrigado a ser como um desses lânguidos aviadados de camisa de flanela que aparecem no entrelinhas opinando sobre os cuzões clássicos da literatura de merda.
Barijo e eu, após sair do terminal, íamos atravessar a ponte Cruzeiro do Sul para pegar o busão em frente ao center norte. Paramos no meio da ponte para fumar um jones e ficamos observando aquele rio de merda lá embaixo.
Muita coisa havia se passado e eu ainda carregava a velha sensação de que “nada acontece nunca”. Sempre esquartejando deus com navalhas de afirmações maldosas devido a esta vida de merda. Não por duvidas e “porquezinhos existenciais”, mas por excesso de consciência, por saber que tudo que fiz é muito mais do que andam fazendo, mas mesmo assim ainda acho que tudo que fiz é pouco, mesmo tendo feito coisa pra caralho, com conteúdo delgado a cada linha de criação. Tudo que vocês lêem é o resto de mim, deus não permitiu que o mundo visse minhas mágicas quando as fazia por pura questão geo-local-financeira. E, hoje, raros vêem, pois meu brilho virou ódio dessa corja de iguais… Santa ambigüidade.
Culpados não morrem
Noite impiedosa. Sereno desumano. Nada mais perverso que a insensatez das esquinas. Nada mais em desamparo que os outros.
Com luz sobrou aurora, mas meu palco verdadeiro é noturno. Com noites ficaram escárnio, carnificina e o brilho melado das boites.
Por hora fica esta opera do malandro culto. Este tiro no asfalto que efetiva o som do ricochete lírico. Faroeste de palavras onde quem tem mais verdade em sua niquilada de aspectos vence.
Losers win (ou superstar d.j.s)
(som: No Regrets – Delinquent Habits)
Puta duma gata… Tanto que nunca usei este termo pra definir gostosura feminina, mas: Filé. Um puta dum filézáço. Cavalinha daquelas que nenhum homem em sã consciência negaria-lhe o pau. Dona da festa (seu “níver”), não da casa. E não vou dizer que algumas semanas antes não havia rolado um certo clima, aliás, não foi bem um “Clima”, só recebi uma daquelas olhadas pausadas e brilhantes que as minas dão quando estão pensando: “Este carinha é tão legal que preciso dar pra ele no banheiro”, depois que fiz algumas, digamos que fiz algumas mágicas. Alias, tem dias em que estou prestidigitando cabulosamente bem.
Foi lindo. Na frente de “todo mundo”. Muito legal. Inclusive na frente de uns cuzões miseráveis que precisavam mesmo receber uma lição em forma de “Vitória de quem detestam”. Foi style. Perguntei alto, grosso e seco, fazendo com que todos que tentavam impressionar se calassem e voltavam-se sua animosa atenção para mim: “E hoje? Tá com Clima psicológico?”. Ela virou aqueles putas olhões que pareciam aqueles faróis verdes de chevette antigo, abriu um sorriso a lá monalisa e disse: “E todo mundo?”. Respondi: “Ah, todo mundo que se foda! Vambóra logo”. E digamos que a festa se tornou mais privativa, aconchegante e foi movida para o quarto de cima. O mesmo onde Jack San Diego descobriu que um amigo era fruta. [Me chamem de hauli agora, otários].
Lá pras quatro horas ela disse que precisava ir embora, saiu do quarto, demorou um pouco e voltou. “Me leva lá?”, perguntou. “Vamos sim”. Chegando na garagem a dona da casa me deu a chave do ford K e disse: “Vê se na volta não canta pneu nem dá cavalo de pau”, virou as costas e entrou.
Que cena linda. Em um segundo eu estava imaginado a gulosa que iria receber ao volante e em um minuto eu dirigia apenas com a mão esquerda e o banco quase deitado. Achei um cd meu que havia emprestado e coloquei, aí tudo ficou no clima do from la calle street music. “A cidade é nossa!, “Humrum” ela respondeu de boca cheia – amo ouvir humrum -.
Na volta passei nos canteiros do terminal por um saudosismo infantil. Fui ao lugar onde enterrei meu violão que foi quebrado por um meganha desgraçado. Espetei um incenso que encontrei pulando no painel do carro, na grama que havia crescido sobre os resto mortais do violão.
Este é pra você, campeão.
Retirei o fino que a pomba-gira me deu após limpar a porra da cara, lamber a que voou em minha barriga e antes de entrar em casa.
Este é pra mim, como não?
Acendi o incenso.
Faça as honras, meu caro. Daqui a três dias é natal.
Depois explico sobre o “clima psicológico”.
Sobre o peso das madrugadas
[Assim que vi os raios do leste surgindo no horizonte do terminal, entrei no carro, coloquei este som: Take Money – Buckshot & 9Th Wonder e sai cantando pneu...].
Calvário indolor da besta. Eufemismo condensado em latas sobre rodas. Cai essa fina e serrada chuva e nem todo toldo da terra protege o male que nos corrói, da água. Nem toda chuva guarda letras de verdades ácidas como as minhas em suas gotas. Nem todas gotas atingem o alvo que temos estampado na testa, ou precipitam-se caindo em calos dolorosos.
O panorama é califórnico, mas nesta terra agaroada a pegada é outra. Outros frutos se colhem deste asfalto sem lei. Outro tipo de calo se adquire.
Na cidade de pessoas de artifício, Garoa Land em minha própria definição, os sentimentos dessa humanidade solitária são como lindas call-girls interioranas. As relações nesta cidade são prostituídas, então não valem se não pesam em euro e talvez por isso eu nunca me encontre nessa demografia, mas tenho livre acesso sobre suas depressões e colinas. Eu jogo com um alto grau de verdade (mas lembre-se que sou apenas um humano – e que vi muitos filmes de máfia), e tudo que atravessa minha vida é no sentido de me tornar cada vez mais amargo neste dopegame. Até pensei que após a última grande queda eu fosse enfim retirar a misantropia do bolso, subir no pedestal do “eu sou foda, imbecil é quem não percebe” ou cair nos grilhões da morte. Mas não. Posso dizer que o milagre de ano novo foi da água da geladeira ao vinho do mercado instantaneamente. Graças as conclusões de ano novo descobri que minha vida se resume em três grandes erros: não ter sido ambicioso, ter sido legal demais e sempre ter jogado meio limpo.
Pensei em ser como o filho da puta que habita minha mente, mas, calma lá, esse negócio de “Una-se a eles” é coisa de sectário e eu sou criador, não posso seguir terceiros nem fudendo.
E no grande mais, agora apenas mudei a forma de enxergar algumas coisa e me tornei clinteastwoodmente imperdoável para outras. Sinto mais meu peso no chão, não por obesidade, mas por ter convivido com tanta gente vazia, eu fui ficando cheio… Tô cagando pro ouro do alheio, queridas. E pra vida eu dedico essa: “Seu público, seu aplausos, por pior que você seja”, como diria mister San Diego… Tão menos dolorosa foram bocas de veludo!… Tem um feto de um anti-cristo na privada daquele hotel, onde deixei todo o resto do que me fez mal. Matei muita gente que era do meu convívio, exorcizei um demônio atrás de outro, neste texto, que me incomodava, e suspirei Alívio (como um bom caça-fantasmas). Mas a única coisa que mudou realmente é que já não espero nada de nenhum humano, quer dizer, nada que seja bom, quem dirá imprevisível.
A mágica do atroz não morre, vê a fauna fecundando novos mortos-vivos. Cheguei ao campo do niilismo e novamente não me vi em nenhum daqueles rostos forasteiros. Mas adquiri certo distanciamento político para com os outros desde que cai neste campo, dotado apenas de para-quedas e granadas sem pino. E já não ligo pra São Paulo ostentando e sustentando suas vadias mal educadas, seus bares sitcom (que no fundo até gosto) – na real um dia quero ter um – e sua cara blazé – mas sem neguinho blazé, sem cara bazé ou etc’s-blazés -.
Ei, futuro morto, eu sou mais que o vazio, só não encontrei meu lugar no espaço. E, infelizmente, para o meu completo desespero, vou morrer assim!. E mesmo que toda noite eu encontre meu sossego sísmico altamente abalado pelo simples fato de saber que não me encaixo completamente em nada, como já disse antes, decidi ser filho da puta, sim, mas sempre sendo o que sou. Um cara que odeia manhãs, gosta de ouvir Sublime às tardes, indie-hip-hop à noite não passa de um porco lúbrico.
É… Tão menos desgraçadas suas noites sem aurora. A lua me espera e outro palco, sem nenhum holofote (ou groopies no camarim), me chama. Que deus perdoe os resto mesmificado, pois como já lhe disseram, senhor: “Eles não sabem diabos da merda que andam fazendo”.
.postado por: © 2008 MaicknucleaR/AltacasA. All Donuts Reserveds.
vendredi, avril 10, 2009 

Humeur actuelle :  satisfait

No Ar:

"[ATOMICRADIO BY MAICKNUCLEAR] - Núcleo Got The Divas mixtapex)" - Com apresentação de MaicknucleaR
Barbara Lynn - I'm a Good Woman Carla Whitney - War Orgone feat. Fanny Franklin - Who Knows Who Linda lyndell - what a man Mary Love - Born to Live With Heartache
The Trinikas - Remember Me
Sugar Pie Desanto - Straighten it Out With Yo Man
Ann Peebles - I Can't Stand the Rain

Camille Yardbrough - take yo' praise
Patti Jo - Make Me Believe in you
Erma Franklin - (Take A Little) Piece Of My Heart
Lyn Collins - Ain't no sunshine when he's gone

Marie Queenie Lyons - Your Thing Ain't No Good Without my Thing
sharon_jones_and_the_dap_kings-just_dropped_in_(to_see_what_condition_my_condition_was_in)
Carrie Riley & The Fascinations - Super Cool
Kathleen Emery - Sometimes I Feel Like a Motherless Child

Ann Peebles - Trouble, Heartaches & Sadness
Diplomats of Solid Sound feat. The Diplomettes - Lights Out!
meshell_ndegeocello - water
Alice Russell - Hurry on Now
www.onlineatomicradio.bravehost.com
.. ..
lundi, septembre 22, 2008 
Stoned Cholas (MaicknucleaR)

Elfos. Delphinus. Miragens introcefálicas e o fim dessa dor que conduz o triste vôo deste sopro de vida. Carruagem tola de escolhas fúteis. Flúida onda do estorpor do pôr-do-sol que precipita-se dos pilares com fundações em "cataclismos à luz da lua" e tropeça em minha retórica cigana. Meu grego em polvorosa lactante que carrega o peso da madrugada na mochila abarrotada. E fita esta grande mentira panorâmica, que me encara no horizonte mundano… sempre me amolam quando digo estar olhando pro nada, eles vêm com aquela história de "Ou tudo que você pode ver", mas sei lá, se tudo que eles podem ver é o que está diante seus olhos, então eles devem ter sérios problemas de caráter subjetivo. Problemas de raciocínio mastigado. Papinha de bebê na caixola. O elixir da bruxa má. Homeopatas da destruição da pátria. Âmbar de óleo diesel que amarela a ponta dos dedos. Segredos de sabor fantasmagórico. Que eles continuem a ver diante de suas fuças os malabarismos que executo com caneta-sobre-folha e que continuem sem enxergar nada, pois isto é tudo que eles podem ver: o maldito óbvio!… Enfim: são apenas letrinhas. A velha mágica de azes marcados, bancas de meganhas do condado que sempre ganham e seguranças que quebram dedos de forasteiros mal-vestidos. [Aplausos]. Segura no puta merda, baby. Nesse mundo indigno de chupar meu pau é a colina do concomitante que revela a tatuagem. Revela o que dizem que não deve ser. Lambe a pele em lugares incríveis com a disposição de um posto de conveniência. Morde as vísceras esmigalhadas da simbiose. Carrega fluídos nojentos, orgulhosos e reminiscentes, sob a roupa colocada às pressas. Estampa um sorriso bobo na fuça… Todavia [odeio escrever "todavia"] não quero nenhuma bela efígie desconhecida carregando uma maleta cheia de curiosidades e imagens distorcidas pré-esboçadas, nas coxas, adentrando minha "gestão política para com o mundo lá fora (de mim)". Nada de cerveja e conversinha furada. Ou se joga ou vá, com toda a propriedade à mim cedida por minha bic flamejante, se foder, com seus "novos amigos", pra lá!. Fui claro, ou devo prosar poeticamente de novo? Mas cá entre nós do quintal dos fundos, sob o velho orvalho que corroe a lata, neste bolero desconcertante, sob o firmamento cambaleante e sobre o lençol da imprudência, neste impacto combinado desses corpos que transpiram o vapor do vinho filtrado pela carne: sua amiga é muito mais lambível!. E não há como se ofender com detalhes, pois quem te diz isso é um boneco de massinha que as pessoas moldam conforme a torpidão de seus neurônios atrofiados. Volte à sua marca, querida, o quinto movimento da felação-feminina-sobre-macho. Bailando sobre Falo: eleva. Deixe sua amiga rebolar em minha cara, mesmo; sou Chancho Man, a chanchada do novo milênio, o boêmio que não boemia. O Rocco "periférico" no centro do maldito universo, no topo da cadeia alimentar destroçada durante a semana, all night long. Qual o problema em esperar vocês na chuva? Tudo é doce com vocês na língua, mesmo a vida me deixando ácido!. Às vezes meu quadrado de cara amarrada deixa a megalopole pequena e suportável, exatamente como ela é quando estou por cima de alguma situação, com meu boot na cara de algum pilantra. E em cenas de garoa forte revelando-se a cada carro que passa sobre o naco de malha viária, tramo em minha trama de neurônios as coisas que não lembrarei dentro de alguns minutos… Espero, sim. De óculos escuros e sem esperança nenhuma!. Psicotropical. Quadro irreversível de todos os pecados cometidos por outros músicos-poeta-cinematografos como eu. A insensatez é pecado dos tolos. Aqui o exagero maestral é orquestrado pelo produtor que assume um xilofone que tilinta estrelado. O cúmulo lírico de filmar os atos degenerados cometidos sem trepidações. E assume que isto não é uma busca por nada, trata-se apenas de negócios, prazer, escrever enquanto o mundo está se divertindo numa noite de sexta. Safo. Lesbos. Uma boca de belos contornos e benevolência literária em cada bola e eu já ouvia um anjo tocando Sublime enquanto tropeçava e caía diante a porta do céu. Via um arco-íris satânico borrado na telha de amianto, mas não vem ao caso falar sobre percepções marcianas. - E aí, como vai ser plano? - Então, eu desço aqui. Você entra já nessa primeira ruinha à direita, vai até perto do fundo e estaciona perto da máquina de encher pneus. Ali você vai ver a portinha logo de cara que é o banheiro. Aí você vai até o frentista, pede a chave do banheiro, entra no banheiro e deixa a porta aberta, que eu entro logo depois. - Nossa, mas por que eu? É mais fácil você que é homem, vai lá. - Minha linda, pensa comigo: se eu for até o cara pedir a chave do banheiro e demoro meia-hora lá dentro. Das duas uma, ou ele vai pensar que caguei no chão e estou escrevendo poesias nas paredes, com bosta, ou vai pensar que estou cheirando oito "papél". Você não, depois de uns quarenta minutos ele vai pensar que você ainda está dando uma maneira de não encostar na privada. - Nossa… - Então, o plano é esse! Prático e eficaz. - Tá bom, então, vamos. - Perfecto! *** - Então, acho melhor você nem relar nessas paredes. - Como você quer fazer então? - Bota a mão no joelho, dá uma abaixadinha, levanta a saia, calcinha volver. - È axé, agora, senhor prático? - Se quiser chamar assim, sem problemas… - Isso… Duro é sair brilhante do banheiro, dar de cara com o frentista enchendo o pneu da bicleta de uma criança inocente, devidamente segura com seu capacete azul e olhões arregalados. Ela vai até o frentista, devolve a chave e agradece, volta ao carro, coloca sua chave na porta: - Vamos? Prendo o sorriso. - Vamos. *** - Eu vou abastecer. - Aqui? - É. Ele já pegou mesmo. Vai contar pros tontos dos amigos dele do mesmo jeito - deu de ombros. - …E depois eu que sou o mister prático. Stoned cholas. Moldeletes da smirnoff ice caem do céu como outrora, trazendo suas madrugadas, marcadas literalmente na pele, consigo. Confissões de atos que deus duvída, mas sei que é verdade, mesmo sabendo que minhas verdades são quase tão torpes quanto essas noites contadas por ela. Trago um quarto de punhado de mim e é muito. Há tempos ando despedaçado. Não em encontro meus rastros no chão dessas esquinas. Tudo deveria ser apenas negócios. Areia no ventilador. - …já está tudo combinado, vai ser na casa dela, mas tem que ser terça porque o marido dela vai trabalhar à noite. - Hã. - (blá, blá, blá) …tem mais uma coisa que preciso te dizer. - Pode falar. - Não sei se você vai ficar nervoso por não ter te contado, mas eu também sou casada! - Putz!!! - Que foi? Você não quer mais sair comigo? Fala logo. - Não. É que a palavra marido, não sei porque, me lembra a palavra "arma". E tendo dois maridos na história, logo teremos duas armas neste enredo fúnebre. - Pára, desencana. O único problema é se chover, você vai ter que esperar na chuva que nem hoje, né? - Hã… - "E eu que falava sobre amantes". - Hâ, por que? - Qual o problema em esperar vocês na chuva? - sabor raro e palpitante das decisões incompetentemente boas. Ela, chapada, indiferente e de óculos escuro estilo mosca, me apalpava os bagos, enquanto o frentista, incrédulo, separava notas diante aquela anarquia teatral. - Ele viu tudo, você viu? - É. Eu vi. Eu estava presente durante o acontecimento dos fatos. - É que errei de câmbio, gato. - Também vi isso!… Vam'aí. Tascou-me um beijo. - Vamos. MaicknucleaR Publicado no Recanto das Letras em 18/05/2008 Código do texto: T995103
lundi, septembre 22, 2008 
Tão menos dolorosa
(MaicknucleaR)…a filarmônica herege dos ídolos socados no rabo retumbou ecoando entre as paredes daquele pedaço particular de inferno…Cena 1
Corta-picas filosófica (O arregaço)

Vodka e xeque-mate. Volúpia drink's & Vale da luxúria. Festinha em que satã vai à forra tende a acabar em merda!.

Cena 2
Templário das serenas ninfas (panteão do absurdo)

Mais uma vez ela acordou só de meias, com lembranças vestidas de copos descartáveis. Agora sangra pelo rabo acende um cigarro e pensa que seus "amigos são foda mesmo". Nem liga!.: Lava-se, linda como é nada lhe afeta, vai embora.
Passado dois meses, o horizonte menstruado da velha cidade não via que dentro daquela banheira encardida ela enfiava um garfo de churrasco em sua larga e beiçuda buceta adentro, buscando algo que ela não queria…
…sangrava.

E aí: quer tingir a morte de ruge, ô, sua mula?!… Não a sua!.

[eu não vi nada]

Corta!

Sim, meus velhos comparsas de escrivismo deformado, pensamentos sórdidos, atos deploráveis, conduta desaprovável e prosa narro-depravadas. Cúmplices da Garoa indomável e travessias de nirvana afora. Vim trazer-lhes a maldita odisséia do paradoxo!. O puro creme dos becos de fulos e seu dinheiro sujo. O cataclismo do arrebol e essas encruzilhadas urbanas.
Preparem a repulsa, salguem a gordura de suas pipocas e avisem os futriqueiros: Meu showzinho de merda agora vai começar!…
lundi, septembre 22, 2008 
Meu Doce Valium Starlight (texto do livro homônimo)

(MaicknucleaR)

Intro.

Um ósculo de latrocínio. De uma puta depravada. Deito sonhos em cigarros e anéis com câncer. Deixo florais em valas sem jarra.
Nem as putas nos compreendem a anestesia! Nem Freud explicaria esta fuleiragem sitcom de não saber que após exorcizar mil demônios cada um traria mais sete amigos bandoleiros para resolver a treta…
Mas firmeza. Profissionais não podem ser atingidos.

Tacada 1: Sardônia

A edição romântica de uma vida cheia promessas falidas e sonhos furados. Um espetáculo sem platéia, um show sem público, um camarim sem artistas, uma van sem groupies para lamber-nos a virilha, um blog sem comments onde vou lapidando-me a base de frustrações dilacerantes, violência exacerbada e um frio desespero por mais um gole cortante de vida. Sem leme. Em um dos sete mares de Cabaços e Descabaçadas que levam-me pelo braço, como uma acompanhante profissional, à um niilismo suicida e esperançoso. À mescla de Eu Posso o Que Der na Telha e "Você não pode, pois não se encaixa nos padrões" que excita meu velho, inativo e incomensurável ódio, pois a confirmação de um dia frio para uma raça de sangue quente não é lá a melhor notícia do mundo.
Não! Não me incomodo em acender um rojão de doze estrelas pipocantes dentro do elevador que agüenta no máximo oitocentos e cinqüenta quilos, sorrir sardônico pro reflexo ao lado, apontar o artefato para a câmera que tira toda minha segurança e dizer abafado, protegendo os olhos com um dos braços: "Herege, eu?! Culpe a prosa poética, porra, pois juro que sou normal" - ou ao menos acredito piamente nisso.
…"BOOM". Você já viu estrelas? Pois ultimamente nem tenho olhado pra cima! Em meu mundo não vejo (e só enxergo) meu umbigo. Mas este show de horrores que os outros costumam chamar de vida me obriga a abrir Pandora Box toda madrugada, sem dó nem piedade…

Parcimônia e serra-elétrica. Láudano e leviandade. Toda a poesia do mundo em um só clique nesses portais recheados de Nada. Antenas que não colaboram com minha sintonia. Mato de coelhas que não caem de boca. Psico na mão de Pata. E a certeza de que os dias nunca serão melhores.
Todo dia esquartejo deus com uma faca de plástico de festa de criança. E toda noite encontro meu sossego sísmico, altamente abalado, no fato destruidor de saber que não me encaixo completamente em nada. Esse fato pulverizador, de não ser de laias, que me joga calado nos cantos dos eventos, vendo tudo que é mortal improfícuo sendo confundido com um deus da maioneze, mas não vem ao caso!… Tem gente subindo pedestais de escada rolante e ainda tem a audácia ignóbil de confundir Status com Divino, Amizade com Talento e meu Dom com porra nenhuma. Mas foda-se, pois se Joyce é Deus, eu sou Jim Carey…
(Herege, eu?! Culpe a prosa poética, porra).

Os que realmente me conhecem sabem que sou ácido por natureza, largado por opção e um maldito paradoxo nato. Mas minhas letras andam sentimentalmente lúgubres e isso é péssimo sinal - pois ando até disparando em alvos civis durante meus surtos psicóticos. Na verdade, não perdôo nem os coelhinhos quando "tô com a gota" -. E assim, do meu jeito, eu vou. E continuo indo. Mas conto com a esperança que jaz baleada no porta-malas e com a capacidade que a vida tem em ser irônica, para amortizar a peçonha alheia quando as coisas começam a ir bem e os garranchos tornam-se cada vez mais potentes enquanto assisto o pica-pau e penso no próximo rabo onde depositarei todas minhas duras derrotas. O amargor de minhas tristezas lúdicas. E as gafes que não cometi. Para depois ganhar a rua, manter o fudismo de meia tigela vivo ao levantar o zíper com asco e voltar para o cúmulo da solidão corrosiva, onde guardo ursinhos sem pelúcia. E ouro sem kilate dentro de um quadrado azul.
Juro!, juro que não gastarei mais meu tempo com tentativas que sei estarem previamente fadadas ao fracasso - caso eu extraordinariamente consiga fazer isso! -. Juro que o cu do Masp cagou em minha face de Quasímodo e que isso bastou para que eu caísse na real e percebesse que Amar é pra quem não pensa, pros fãs de Belle e Sebastian e pra quem nunca teve uma só espinha na cara durante a imbecil adolescência… Amar?!, meu ovo!!!. Vou é lustrar as balas de diamante que descolei para alvejar qualquer porra de musa que inventar de surgir na reta dos meus amores inventados. Meus exageros Cazuzianos mais que extrapolados. Pois se mulheres só amam o que podem ostentar, eu busco apenas alguém que, se um dia eu subir na vida - pois é óbvio que fôdidos não tem vez (e eu estou atualmente fôdido) -, não me "ame" só pra "mostrar" às amigas invejosas… E que chupe gostoso, lógico!.
"Nas bolas, amor. Nas bolas", pois baixaria mesmo é nascer brasileiro. E pra quem AINDA não sabe, o sonho de todo Homem é possuir sua própria puta, ou retirar freira uma freira da zona. O resto é tudo uma grande viadagem lírica. Prosa pra boi dormir. Máquina de encher lingüiça com links vazios.

Tacada 2: Pandora's Open para o submundo

-Chupti, chupt, chup, slupt, glupt…
"Ontem (dia 1 de maio) um policial quebrou meu violão em mais uma daquelas "batidas rotineiras onde quebram seu violão porque um de seus amigos foi pego com drogas e você não estava no melhor dia e começou a discutir com a lei fake", tá ligado?!. E hoje, antes do amanhecer, fizemos as honrarias Edu Chavenses. Com duas pás que trouxemos no velho dodge barulhento, Barata e eu cavamos um buraco em um dos canteiros centrais, dentro do terminal de cargas da zona norte de São Paulo, perto de onde ficam as putas feias e os viciados em crack. O farol quadrado iluminava o chão arenoso-lamoso. Solange entornava um resto de vinho azedo, a Dri carburava uma ponta e Mister Z deitado, entrevado, na calçada (completamente possesso pelo álcool)… Peguei o Violão Atômico no banco traseiro. Primeiro alguns de seus mil pedaços, depois o que sobrou intacto… "É estranho lembrar durante o ato de receber um b…". Ninguém disse nada. Apenas pedi para que me deixassem só (ou seja: que calassem a boca)… O sol, como sempre, nasceu nasceu na hora errada".
-Chupti, chupt, chup, slupt, glupt…
"Odeio quando vou registrar uma folha de sulfite apenas. E digo que registro, não pelo registro em si, nem pela 'memória ', nem porque amo a Biblioteca Nacional, mas porque tenho medo de que minha casa pegue fogo e queime tudo o que escrevi em vida. E eles riem de mim, achando que eu tô brincando. Queria poder matá-los, pois juro que estou sentindo cheiro de queimado, cheiro de enxofre na casa toda".
-Chupti, chupt, chup, slupt, glupt…
"O bom foi que descobri logo cedo que esse negócio de fazer tipinho não funciona. Da mesma forma que descobri, logo aos cinco anos de idade, que eu nunca seria um daqueles moleques mongóis que estrelavam comerciais infantis como minha mãe queria. E que esse negócio de gastar a megalografia da minha bic quebrada na tentativa de colocar o pau na buceta alheia não dá certo".
-Chupti, chupt, chup, slupt, glupt…
[Retrovisor].
"Odeio olhar no espelho quando estou fora de mim - diapasão, diazepam, conhaque, maconha, colchão e tetas; tem nego que mal consegue falar na loucura! -. Odeio olhar no espelho quando 'perco os olhos' (de tanto ódio), como disse-me uma Anja a quem amei sincera e ocultamente por dois anos, mas fiz um mal da porra em dois dias… Mas firmeza. Minha parte conservadora pede para que eu saia daqui, urgente. Não sou nenhum angelicida".
-Vamo aê? - fiz a intervenção.
-Nããão!!! Por que??? Espera. Deix'eu terminar antes – the bitch sayd.
-Meu amor, você não vai terminar nunca!
-Lógico que vou, olha só (chupti, chupt, chup, slupt, glupt).
-Cê não me conhece (uhh). Se deixar (uhh) eu fico aqui até seu maxilar afinar em dois (uhh) centímetros.
-Nooossa… Maaas: você não vai gozar?
-Não meu amor.
-Por que?
-Não posso te dar esse prazer!

Tacada 3: O Nuclear Show: Consuma minhas tristezas e seja feliz por R$ 1.99.

Trezentos e cinqüenta nós na coluna. Três dedos atolados em ninfeta maluquete. Duas doses de mil motivos para não querer mais seguir.
A vida pentatônica foi irrefutável com suas provas cabais, cheias de traumas e complexos de toda a sorte, quando disse, com voz aguda como agulha na retina, que eu não deveria ser assim tão legal. Para que escondesse essa merda de humanidade que me infla e transborda orelhas afora, caso eu quisesse ser sedado nos sentimentos, mas tudo o que consigo é ser expulso de retiros espirituais, com o louvor de ser o único na festa a ter quarenta centavos de sensatez no bolso furado e não ser dominado pela histeria coletiva de idolatrar o vácuo-JPG.

E nisso guardo todas minhas agruras, quase dejavus eternos, no núcleo de uma célula aspirante a um câncer cheio de mágoas e vídeos de skate…
Liso. Mais que liso. Nem toda obra tem fim, mas a gente tenta por ser teimoso. Eu não quero emagrecer dormindo, nem sentir saudades de lembranças imaginárias, já que tudo que aprendi na vida me faz mal, como a abstinência que trinca minh'alma neste exato momento.
Liso. Muito mais que liso. Tem um buraco negro embaixo da cama engolindo minhas meias. Sei que muita gente não entende o que está entrando em seus olhos neste exato momento, mas há algo de tubarão neste peixinho idiota. E entre mais uma e outras: entenda-me quem for capaz!…



Tacada 4: Pixote's síndrome

Praça Luiza Marilac. A mesma que está em meu livro Dançando Valsa nos Salões do Inferno, que nunca será lido (publicado e afins), pois – pois é foda - segundo alguns amigos "É preciso influência e lamber sacos", ou seja: FORA DE COGITAÇÃO, pois prefiro viver na merda a "subir pelas costa dos outros". Deixa isso pros "Boy-êmios" da Vila ou para todo o resto que faz porque acha bonito. Pr'aquele otário dos três livros publicados que nem faz idéia de que perdeu uma bela cadeirada nas costas só porque deus tem essa mania feia de proteger os ignorantes e os americanos. Graças a deus, buda ou a Mara Maravilha, todos livros que estão hoje em minha estante são apenas de pessoas que gosto (e gosto de ler), conheço (meio de longe, mas conheço) e admiro pra caralho!!! Mas não vem ao caso. Mas então: a praça, né?, pode crer. Porra, me perdi. Esquece.

Tacada 5: Mordendo a língua

Desrespeito seria olhar-te sem malícia. Sem me imaginar flanando em seu ventre de algodão. Agasalhado em sua lã de cor não lembrável. Ou punhetando o dedo em sua boca mística enquanto enrrabo sua consciência de literata.
Don't let me fucking dow, bitch. Há cinco gramas de enfermidade entre meu espírito (de lhe querer) e sua carne (esquentando a minha) que corrompem toda a explosão do atrito. E sem atrito, sem fogo. Só o frio das quatro e meia, seus cigarros cansativos e minhas velhas veleidades nada sóbrias.

Tacada 6: Calada trip

Tá. É lógico que não vão me chamar. Também: eu parado chamo mais atenção que uma nave espacial. Aí que ego vai me quer por perto? Mas foda-se. Noventa e oito por cento de minha tecnologia diária é auto-sustentável (ou seja: nada é inatingível e todos são dispensáveis, seja lá quem for). Só peço para que tenha muito cuidado por onde anda, pois todos os loucos de hoje são caretas ricos que não tomam banho ou escovam os dentes.

"A mina mora nos Jardins e sonha em ser uma puta gangueira. Será que só ela não percebeu que a Augusta é pop???".

Tacada 7: A tormenta

Nosso romantismo grita dos becos á lua. Das sarjetas aos palcos. Do tormento ao feijão que há no vômito na calçada. Do sofrimento às folhas da caderno. Dos banheiros às luzes. De noites às noites seguintes. Das entranhas aos copos. Dos copos à Marte. De Urano à Saturno. Do nada ao tudo.
Quem realmente tem arte na alma carrega em si o peso da maldição de mil mares de efêmero e eterno. De um triste olhar ante à felicidade. De uma loucura exacerbada em plena área administrativa.
Muitos vão antes de nós. Um dia iremos atrás. Que fiquem aqui apenas os chatos, pois certas juventudes não devem serem ceifadas pela praga da velhice.
Descobri que deus inveja suas crias. E nós, como criadores, invejamos a eternidade dele. Talvez estejamos aqui apenas para "deixar". E, no final, estamos aqui apenas para sermos lembrados mesmo.

Zero Intro

Um ósculo de latrocínio. De uma puta depravada. Deito sonhos em cigarros e anéis com câncer. Deixo florais em valas sem jarra.
Nem as putas nos compreendem a anestesia. Nem minha mãe me conhece. Só eu posso falar por mim nessa terra, já que deus não ouve minhas gritantes preces.
Um ósculo de amoníaco, sob o céu da mesma cidade. Se a vida é sofrer pra ter assunto pr'um blog… Que seja feita vossa vontade.
lundi, septembre 22, 2008 
Estretiche
MaicknucleaR
Estretiche. Perdida no metro um tanto quântica.
Um cálculo infálivel. Soma de um velho título. De uma velha decadência pertencente aos anjos que caem bebados no chão, a beleza do inferno. Derrama o cósmico mágico no que já é explícito ao sermos nós mesmo! Esparrama essa vital (im)pulsação desesperada. Estratégia!.
Vai. Some no retrovisor. O portal derradeiro das coisas inseguras como fogão em finas placas polares. Milhões de quilômetros a um palmo de distância. Vem. Te espero no lúdico. Aquele com bandeirinhas de países e luzes heinecken, quem sabe somewhere over the rainbow, quem sabe no frio vazio do estacionamento desbotado-cinza, ei, señor: don' think.
-Think Ludic
-Tá vendo como você é foda. Já temos o nome do nosso bar - todos são foda com o vento a favor, mas ei, señor: don' think: Think Ludic.
Vai. Cintila noite aqüosa como suores de garrafa trincada. Todo seu lúdico raiar iluminando manchas em calçadas, lavando almas artificiais que surgem na vereda de um licor que não desce.
Já viu asfalto azul? Coisa boba, mas nada se iguala. Vem. Fetiche.
Reverbera a luz do poste em minha rima entrevada. Meu beco favorito é o diabo no corpo das que tocam guitarra. Reluz cabelo ouro bruto, com proposta cênicas, cheiro-cio saindo pela boca. Expelindo conhecimentos profanos e tornando um louco, sultão.
Imagens, amostras delas, rabiscadas em sugestões sensuais de panos malucos.
-Aqui tá tanto frio.
-Então: gruda!!!!
-Amo esse seu jeito maloqueiro...
Maloqueiro...
...gostei da definição!
samedi, août 30, 2008 
Alabama Nunca Mais

(MaicknucleaR)

Foste um sonho morto que ousei sonhar sob o torpor de um coma insalubre. E danças repugnantes de semi-ninfas, na relva asfáltica de longos, de lisos fios de pensamentos em combustão espontânea, de um folguedo sujo e cego; de um fogo apagado com a gélida e asqueirosa baba da interrogação galopante, que galopa sobre os vales decimais de causos, casos e (meus) ocasos. Levando consigo a bestialidade numerológica de minha flamejância criativa. Indo de encontro ao vácuo que tanto lhe oferecia segurança, mas que pouco cagas pra você. Deixando-me sentido o pior dos sentimentos humanos: A dó em Lá maior. Que péssimo sonho!.Já não deixo que invadam minha privacidade informe e informal, com dúvidas infantis, tão esqualidas quão magnificantemente um polo de possibilidades lúbricas. E subo, sem braços, o pedestal da coqueluche psíquica, pondo-me alto, alto como só os ex-pisados por Jesus sabem ser.... E caio... Feito um suicida que jamais quis mesmo morrer...Deus, ontem, enviou-me um e-mail em que dizia: "Oh, demônio-paradoxo-úrico, metropólico rei do engendro. Vá. Pegue seu ódio destilado, leve a tira colo, e devasse sua vingança sobre estes animais falantes, a torto e aa direito".A pantomina da resposta muda!... Se não ouves é porque escrevo. E se escrevo é pra fugir das gírias que tanto assolam minha língua-diária, e aniqüilar palavras como "Realidade" e toda essa "Periferia" à qual os "incultos-(in)cultos" querem me instalar a força (por puro medinhoo do desconhecido-calça-larga que se garante by yourself e não através de cadáveres literariamente chatos e frescurentamente líricos que habitam suas estantes de ego!)... Pois sou além do extraordinário enquanto Guerra. Sou Universo perto destas estrelinhas do passado que irradiam fortemente a sua própria morte: "Não, meu criador que me deste o dom maldito da criação sem rótulos. A vingança que se foda, pois aprendi, com louvores de ermitão, que vim ao mundo pra fazer inverno e atirar toda essa bateria anti-aérea que há em minha Bic, contra essas malditas andorinhas de merda que recendem a cannabis-sem-sativa... - é! é certo que a Lolita que me deste, não chupa lá tão bem, mas dá o cu que é uma beleza! -. O senhor sabe que desde a infância abomino horripilantemente os sectários, seguidores, idólatras e histéricos-coletivos de qualquer espécie. E não necessito de pose para me firmar ao chão, pois não dislumbro nada e só vislumbro frigideiras e omeletes. Sou nato (também sou uma besta quadrada que não sabe de nada). Não preciso gastar meu tempÓcio com "Evidência". Fico aqui com minha falsa e forçosa - pero real - prepotência, pois todo dia ao olhar pra baixo vejo o tamanho da treta que carrego junto às bolas. Todo dia eu crio um mundo novo e eles (os inimigos invisíveis, putas incolor), não entendem nada, pois estão cegos, gozando muito mal, com o pau de defuntos seculares e inspirações By: outrem. Preocupados demais em descobrir o código-fonte que deve ser ceifado para banir o atalho que levaria até a nesga do Eu-(foda-se o)lírico, que disponibilizo".Reparei que toda vez que falo ao alto, dois ou três patos caem mortos do céu. É estranho, pois vim aqui pra matar andorinhas. Mas caem os pintassilgos. Mas vim aqui pra destroçar a panela dessas andorinhas que são alvas demais para compreender o que digo. E caem garças do céu desastrado. E eu insisto que vou tomar o ninho as andorinhas, somente das andorinhas. E os falcões que deveriam me ajudar sentem-se extremamente ameaçados (mas não entendo o por que. Medo? Por que medo se já disse que tô cagando para seus vôos mal alçados e que não quero voar?????! Ao menos enquanto não tiver my own e lindas asas).Talvez eu deva deixar claro aos seres do majestoso espaço aéreo, que eu não vôo, não quero voar, tenho medo de altura e alergia a penas. Que sempre há um sul para se migar. E que avião existe, porra.Já não vou mais sujar esta agenda com minha lepra-moral-conservadora. Macularam minhas virginais folhinhas com desgracentas letras legíveis, arredondadas e com pingos nos Is. E tem esse perfume horripilante que me lateja a dianteira do crânio e ataca a sinusite, que impregnou-se onde outrora só resquícios de alcoonha e bucetas suadas se instalavam... Agora é só Lolita, que mal faria inveja à um Nabocov da vida (por culpa de sua avançada idade), mas deixa qualquer nativo desta joça, ouriçado, decido a seus hemisférios glúteos.A clareza de seu castanho no sabonete-conjunto me faz lembrar que todo aquele começo não passou de um péssimo sonho em pele de cordeiro. De uma perca assassina de tempÓcio, durante a semi-morte em um palco-fantasma. E, depois, acordei com a boca seca, os olhos ressequidos como se chorassem toda a merda da areia do deserto, a testa com suor melado e exausto, o pau latejando, chorando resto porra e a falta de fé no jubilo.Até hoje não compreendo as subliminaridades daquele sonho torpe e sensual. Daquela sórdida aproximação de uma verdade que demonstrou-se a própria falsidade ao fugir de meu cinema ocular....Agora resta o escuro, o vento frio entrando por esta janela azul que jamais fecho, esse lirismo putrefato pós-pastrame e a incumbência insolúvel e nada delicada de mandar Lolita ir passear com sua bicileta motorizada no parque, antes que alguém chegue e nos apanhe totalmente nus.posted by: © CopyRight 2007 MaicknucleaR/AltacasA. Sábado, Novembro 10, 2007 0 comments
MaicknucleaR
Publicado no Recanto das Letras em 10/11/2007Código do texto: T732129
jeudi, août 21, 2008 
Loucuras mil. Combinações demoníacas, um sortilégio delas, surgiram após aquele ilustre dia em que conheci a Devilicious. Aquela vacona deliciosa, de corpo cadillac coupe deville e mexas laranjas, uma devassa que vara noites a base de micropontos e fodas com desconhecidos, que auto denominava-se uma Prostituta de Satã que subiu a esta terra fedorenta para corrigir meus erros (infantis e distraídos) de sintaxe, e lamber seis mil vezes por segundo o ponto exato entre a virilha e as bolas, que faz todo meu hedonismo virar um torpe lirismo ao me fazer virar os olhos e sair do corpo. Deixar todas figurinas de seu corpo à mostra, na posição de vadia-animal, cedendo aos desejos, e apenas ao desejo do ilustre impávido-porra-nenhuma alheio, que dirige um porsche a 320 por hora, em zona escolar, vendado.Perco-me em Devilicious, sua meia pirulito, esqueço das Loucuras Mil e Combinações Demoníacas de que ia falar, e meu taco fica ereto de lembranças!.
mercredi, août 13, 2008 
Mulheres não prestam
(de: MaicknucleaR)
[Lambuza-se com requintes pornográficos. E corta, com mesura britânica, os alvos e tristes pulsos]Vertidos, sobre o estático e desnudo creme da cerâmica, os filetes escarlate/rubro que e tentam provar, dissimuladamente, a meu poço de indiferença (onde por sinal estou atolado) e até à própria pia do banheiro, sua mesmificada "loucurinha" proveniente das desgarradas ovelhas da alta classe média paulistana. E suas afiadas unhas temáticas, livres de tétano. Seus dejavus, viciados e reincidentes, de salto plataforma e barbitúricos de açúcar......fora os clices das forjadas vacas tristes. As pílulas e depressões da moda. China oz e Luzes.Certo, "baby". Cada um está aqui por uma razão. E sei que não estou aqui por mim. Muito menos por você (e é futilmente recíproco). Menos ainda pelas fitas literárias proporcionadas por suas atuações kamikazes de merda. Talvez pelo registro atroz, de uma sublimação carnal, na caderneta do Mickey Mouse. De sua tez endiabrada, vibrando sobre o lençol, enquanto eu solo "I Play The Blues For You", com a língua em seu "G de Urros". Te enrabando com o dedo.Considere isto um elogio, se quiser, pois nem todas as piérides que banharam-se em minha depravada luxuria patológica, deleitaram-se com o que chamo de Labaredas em Serpenteio (só para "minhas putinhas" V.I.P)... É! Nem todas foram (dignas de serem) premiadas. Não mesmo. Mas, se algumas não foram é porque sou um belo dum filho da puta que regula fodas cinematográficas à quem acho não ser merecedora, o que não foi o caso. E tão mentalmente pervertido, que infantilmente regulo alguns garranchos/relatos em folhas arrombadas, por achar qe sou foda demais, "baby", para perder meu ocioso tempo, aliás, nem digo tempo, mas, tinta de caneta. Com mentiras atraentes e chupadas transcedentais. Complacas de Há Gelo e bancos reclináveis. Com suas verdades alcoólicas durante a porra a madrugada e minhas sádicas observações masoquistas.Já perdi (e) muito (saca?!) nessa estilosa vida de merda, mas, após tomar muito prejú sentimental e tapa na cara da vida, minha recém adquirida frialdade, dentre esse processo evolutivo de merda e hidromassagens de luxo, comprovou que eu não estava errado. E, justamente em nome das indiscutíveis provas da natureza que digo: "Lambuze-se, Ajinha. Com minha prole na boca".
MaicknucleaR
Publicado no Recanto das Letras em 09/12/2006Código do texto: T313961
mercredi, juillet 30, 2008 
Navegando impalas no cigarro dos astros
(Autor: MaicknucleaR)
[Como agulha nas unhas]Esse drinque de entusiasmo utópico, desce triangular e cortante, até o âmago ácido que detém todos os nossos superpoderes, e frustrações corrosivas. Estacionando, assim, como agulha na unha, no eterno vácuo do hermético (hoje petrificado) peito.Ridículo e romântico. Como guardando rancores tolos em uma gaveta infestada por incubus, luzes de freio e patinhos de borracha. Lembrando de dias ao vento. E noites que a mãe dos pecados soprava seu lúbrico orvalho na púbis do noctívago ser desmazelado. E cumulus nimbus que não trouxeram isqueiro, mas derramaram, no chão, todo o líquido entorpecedor que nos manteve acesos. Em noites sem vida ou poesia. Quebrando guitarras e comendo as menininhas. Fazendo arte com esmeril nos caninos e cotovelos de inescrupulosos balcões grudentos. Untados com o que um dia foi vida. Hoje: vulto.Tão sádica quanto lírica. Essa nossa busca por um rélis naco de atenção, torna impossível encontrar - talvez no reino da devassidão - espaços no sótão para nossas cotas de platonismo decomposto. E catchup na camiseta. E ursinhos de pelúcia segurando AK's 47 ou segredos de uma intimidade tombada por terra.Decepada no banheiro, a porra da lembrança... O perfume alheio colado arbitrariamente na pele. O sabor vulva na ponta da língua. A musa madruga forjada, servida em uma bandeja de puro 171.(Platonize-se - e leve seu próprio adoçante -, pois) As inspirações que achávamos serem doces, tornar-se-ão amargas ao lambermos o maldito quadro.
MaicknucleaR
Publicado no Recanto das Letras em 09/12/2006Código do texto: T313970
dimanche, juillet 27, 2008 
As nervosas baladas de Jesus da Califórnia
Calma. Não venda seus órgãos, baby. Ainda há tempo de atropelarmos aquela virtude filha da puta com nossas sandices mundanas. Vícios pré-pagos. Ou chaveiros das meninas super-poderosas.Ou você quer ficar em casa?! Mijando vidro. Cagando sopa. Lavando o rejunte do piso com os dentes.Que nada, meu caro. Vou lamber o chão da Consolação três vezes e flertar com as prostituídas calçadas, pois, hoje. Hoje vim para tirar eloqüência da virgem. Rezando para que não grite perante o altar onde cultivo meus vícios. E ressentimentos de merdas.As coisas que aprendi não lavam os meus pecados. Mas após muita fronha que essas loucas que sugam nossas almas deixaram para trás. Junto com seus fios de cabelo. O que nos resta é entregar-nos às escusas esquinas da vida. O maldito habitat. A inspiração à tapa. O pervagar "desrrumado".E que nossa luxúria ultrapasse a alfândega. Que nossa língua jamais tombe perante a devoção. E que a valsa comece nessa joça...
MaicknucleaR
Publicado no Recanto das Letras em 27/12/2006Código do texto: T328867
MaicknucleaR



Dernière mise à jour : 9/02/2010

> Email
> Message instantané
> Partage avec un ami
> Souscrire

Statut : Célibataire
Ville : Pq. Edú Chaves, Garoa Land
Pays: BR

Archive du blog
[Plus ancien      Plus récent]
 /  / 
>