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Clã da Matarroa



Last Updated: 6/8/2009

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Status: Single
City: Matarroa
State: Halo World
Country: PT
Signup Date: 9/23/2006
Tuesday, April 17, 2007 
Se havia álbum matarroês cujos ecos remontassem tão atrás no tempo como este, não tenho memória. Se havia álbum matarroês que estivesse tão incerto de data de lançamento, não tenho conhecimento.

Mas se havia álbum matarroês que tivesse fadado para uma revolução temática tão definitiva como este… então nunca foi editado.

Felizmente, um design cativante não é tudo o que CONVERSAS DE CAFÉ tem para mostrar. Este é um álbum, acima de tudo, livre. Livre de responsabilidade social, livre de dogmas, livre de "ter de parecer" Hip Hop, sendo-o sem qualquer esforço. É o mais próximo de indie que temos tido nos últimos tempos, com a sua mistura entre rimas para decifrar e rimas para sentir e instrumentais alternativos com um certo factor de club hit.

Há uma sinceridade quase impossível de não reconhecer que atravessa todo o álbum, sentindo-se o seu ponto alto em "Sobrancelhas".

"Cafeína" é a banda sonora da vida de todos nós. A sério. Quando estiverem no vosso local de trabalho/estudo, a iniciar a vossa actividade com uma fumegante chávena de café à frente, vão dar por vocês a cantarolar "adrenalina, adrenalina líquida – CAFÉ! – energia, energia aditiva – CAFÉ!...". Encham o depósito desta música e inclinem-se para trás.

A faceta mais surreal, recôndita e viciante de CONVERSAS DE CAFÉ divide-se entre a sombria "Fósforos", a fantástica "Maníaco", o orgulho em ser diferente da "Ovelha Negra" e a luz intermitente da megalomania citadina, explosiva em "Néons". Nesta última, podemos rever o Stray de "Oníricos Desterrados" e o Paulo Leitão de "Diagnóstico".

A presença já previsível de Martinêz acontece em "Conversas de Café" e é um insert de rotina entediante, a característica fundamental de qualquer conversa de café, por parte dos três MCs. Como diz o chefe matarroês, é um "suicídio com sabor a inércia" de que qualquer ser com brilho na alma sente quando se afoga no quotidiano.

A despedida está no nome da faixa 14 ("Adeus") mas acontece na música seguinte, "Brilho". E não podia haver melhor despedida que "Brilho". Vão-se descobrir a pensar no sample introdutório desta música a tempo inteiro, pois desde o sample à produção está, completa e indubitavelmente, 'lá'.

Conversas de Café é, na conclusão de uma crítica que nunca poderia deixar de ter um cheirinho muito subjectivo de uma longa espera, um "clássico entre os clássicos".


Por: Joana Nicolau para a IV STREET
Clã da Matarroa

 



Por: Loop Agents para a Dance Club, Maio 2007
 
Posted by Clã da Matarroa on Tuesday, May 01, 2007 - 8:23 PM
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Clã da Matarroa

 
Review H2Hteam

"Matarroa supreende mais do que o costume, com o álbum alternativo mais alternativo até agora.

Quem é fã do trabalho dos MatoZoo, e da originalidade e sonoridade alternativa de CDs como "Patrástoplay No Teu Melão" ou "Funk Matarroês", vai concerteza, amar o "Conversas da Café" do Clã da Matarroa. Se as trompetes vão fazer barulho em 2014, haveram muitos anos de ouro até aí. E 2007 começa bem com esta obra-prima do Clã da Matarroa.

Stray e Paulo Leitão, definem-se como opostos. E a verdade é que é isso que se sente no CD, nenhum se força para ser como o outro, ambos se completam como pessoas diferentes. Neste CD são acompanhado pelo DJ Ovelha Negra, pelos companheiros de longa data, Matozoo (Martinêz, Kiko e Fidbek) e pela incrível voz de Dino. As produções estão a cargo dos próprios Stray e Paulo Leitão, da Hermitage e do Kiko.

Fora do Hip Hop normal a que todos estão habituados, sente-se uma liberdade artística superior como se os artistas não tivessem a preocupação em parecer Hip Hop, embora o sejam, sente-se uma influência enorme de indie rap americano, entre outros estilos mais alternativos. A lírica, como estes dois já nos habituaram, em trabalhos mais antigos, como a compilação "Matarroêses" ou nas suas participações no "Funk Matarroês", é de outro nível, rimas extremamente bem elaboradas, com ideias e pensamentos complexos difíceis de intrepetar a uma primeira escuta, encontram-se espalhadas no CD.

Desde a introdução "Olá" que é d'outro mundo, passando pelo "Cafeína", um tema que nos enche de energia, pelo "Fósforos", um som mesmo estranho, que ficam com ar de "ahm? que é que foi isto?" depois de ouvi-lo, o som "Maníaco", que prova a estranheza de ambos e as diferenças entre si, o "Ovelha Negra", que ainda vinca mais esse ponto, que eles se sentem pessoas diferentes do resto do mundo, até temas mais calmos e melódicos, como o "Gajas" com participação do Fidbek, que basicamente, goza com todas as gajas, até a um tema oposto, o "Sobrancelhas" com participação do Dino, que é muito mais amoroso, e são melodias que uma pessoa sente mesmo. O CD acaba com o tema "Adeus" como despedida, mas em seguida, tem ainda um outro som o "Brilho", que, realmente, merece estar no fim, porque a forma como acaba, dá mesmo vontade de repetir e repetir o CD.

Já é um clássico. Mais que recomendado."
 
Posted by Clã da Matarroa on Friday, June 22, 2007 - 7:30 PM
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