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Marina de la Riva: cruzamento perfeito entre a música brasileira e cubana
SHOW Brasileira de alma cubana
Marina de la Riva canta pela primeira vez na cidade e é uma das atrações do Belo Horizonte Music Station; a partir deste sábado e nos próximos três, evento transforma em palco algumas estações de metrô
Milton Luiz A partir deste sábado (29) e nos próximos três (6, 13 e 20), as estações de metrô Santa Inês, Minas Shopping e Vilarinho serão palco do Belo Horizonte Music Station. Entre as atrações, nomes como Arnaldo Antunes, Tom Zé, Nação Zumbi, entre outros. Marina de La Riva é um dos destaques. Filha de um cubano e uma brasileira ("minha mãe é mineira, do Triângulo, de Araguari"), ela canta pela primeira vez na cidade. "Estou esperando por isso há muito tempo. Como diz uma amiga minha: minha parte brasileira cantando na terra. Gosto de ver meu trabalho caminhar. São pequenos passos, mas firmes. Tomara que no show que vou fazer aí faça alguém sonhar", conta, sem esconder a expectativa de estrear no Estado natal da mãe.
Como vai se apresentar numa estação de metrô, Marina diz que deve modificar seu repertório usual. Sempre faz um set list imaginando o lugar onde vai cantar. Mas, na hora, se sente livre para mudar. Mesmo promovendo algumas alterações, deve manter a base do álbum de estréia. Nele, promove, com maestria, o cruzamento da música cubana com a brasileira, intercalando pérolas como "Ta-Hi" (sucesso de Carmem Miranda), e "Sonho Meu" (Dona Ivone Lara) a "Te Amare Y Después" (Silvio Rodriguez) e "Ojos Malignos" (bolero do final dos anos 50 que, no CD, teve a participação especial de Chico Buarque).
Cuba
Difícil conversar com a intérprete sem falar de Cuba. Sua história está atrelada àquele país. O pai e os avôs de Marina foram para Miami (EUA), fugindo da revolução cubana, em 1959. Nos Estados Unidos, as coisas não deram certo e o avô decidiu vir para o Brasil, onde possuía terras no Rio de Janeiro, compradas na época que ainda morava em Cuba. Foi no Brasil que o pai Fernando, um exilado cubano, conheceu a mãe da cantora, Margarida. Foram morar em Baixa Grande de Leopoldina, interior flumiense, onde Marina nasceu e morou até os 21 anos. Antes de cantar profissionalmente, Marina estudou direito e criou búfalos.
Ela esteve em Cuba há quatro anos para gravar seu primeiro CD. "Foi a primeira vez que estive lá fisicamente, mas Cuba está na minha vida desde que nasci". Lá, descobriu que as pessoas têm visão fantasiosa do país. "Os turistas chegam a Cuba com aquelas lentes que imaginam. De uma Cuba que tem um ditador por 40 anos, que representou uma rebeldia na época que trouxe novas idéias. Desconhecemos a fibra do cubano, um povo que sofre pra caramba. A imagem que temos é de um povo alegre, que sabe dançar, toma mojito. O cubano é muito parecidos com o brasileiro. Assim como a gente, ele tem uma ginga de quem está acostumado à dificuldade".
Para a cantora, há um lado sério e intenso do país que muitos desconhecem. "É um povo que está há quatro décadas numa situação que ninguém sabe como porque não vive lá. As pessoas costumam pontuar Cuba da revolução pra cá. Cuba é desde os índios. Falta ao turista abrir o olhar e imaginar porque existe uma farmácia lá que é patrimônio universal. Se perguntar o que fez uma família russa morar em Cuba ? Por que havia muita chinês em Cuba na época da revolução? Há uma parte da história anterior à revolução que as pessoas não se ligam muito".
Do período que passou gravando o CD naquele país guarda histórias. Passou 20 dias no estúdio. Trabalho regado a café, um de seus vícios, além da música. No último dia, numa de suas idas a cozinha, aproveitou para se despedir da senhora que trabalhava lá. "Ela disse que tinha se afeiçoado a mim. Falei que voltaria, que ia dar tudo certo. Ela começou a chorar. Fiquei sem saber o que responder. E ela: ..Tudo bem para você que pode vir e ir embora'. Aquilo foi um soco no meu estômago".
PROGRAMAÇÃO
29 de novembro (sábado) Palco Santa Inês 0h15 — Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra Palco Minas Shopping 0h15 — Chico Amaral Palco Vilarinho 0h30 — Nação Zumbi 2h — Clube do Balanço
6 de dezembro (sábado) Palco Santa Inês 0h15 — Fino Coletivo Palco Minas Shopping 0h15 — The Dead Rocks Palco Vilarinho 0h30 — Teatro Mágico 2h — BossaCucaNova
13 de dezembro (sábado) Palco Santa Inês 0h15 — Marina De La Riva Palco Minas Shopping 0h15 — Tattá Spalla Palco Vilarinho 0h30 — Vander Lee e Lokua Kanza 2h — Tom Zé
20 de dezembro (sábado) Palco Santa Inês 0h15 — Marina Machado Palco Minas Shopping 0h15 — Erika Machado Palco Vilarinho 0h30 — Ana Cañas 2h — Móveis Coloniais de Acaju 3h30 — Jack Tequila
Belo Horizonte Music Station .. 29 de novembro; 6, 13 e 20 de dezembro (sábado) Local: Estações do Metrô de Belo Horizonte — Central, Santa Inês, Minas Shopping e Vilarinho. Entrada obrigatória pela Estação Central — praça da Estação, centro Horário dos shows: a partir das 0h15 Portões abertos às 23h30. Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada) — à venda nas lojas Claro do BH Shopping, Loja Claro da Savassi, Shopping Cidade, Itaú Power Shopping e Minas Shopping. Ingressos limitados por noite
Informações: (31) 3264-2423 — www.bhmusicstation.com.br
7:55 AM
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