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Menstruação Anárquika



Last Updated: 7/15/2009

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Status: Single
Country: BR
Signup Date: 3/23/2007
Monday, August 06, 2007 

Category: Music

No final de 1992, quatro garotas se conheceram indo ao ensaio da banda DZK e resolveram montar uma banda.

No início, a formação era Cuca – baixo, Edwiges – guitarra e Meiling – bateria. (Duda também fazia parte do projeto inicial, mas nunca aparecia para ensaiar e a deixamos de lado.)

Ficávamos pedindo pro Makarrão (DZK) deixar nós ensaiarmos e ele acabava deixando, né?! Nós enchíamos tanto o saco dele.

Nós éramos terríveis, cada uma de nós tocava num tempo diferente (hoje acho tudo engraçado) nós precisávamos de uma vocalista e Meiling que era doida importou a Cebolinha lá de Sorocaba... Ensaiamos uma três vezes.

E um dia, o Makarrão (DZK) me falou: - Marquei a estréia de vocês! Nós vamos tocar em Ferraz Alvim e vocês vão também.
Eu disse: - Makarrão, nós só temos três músicas.
Ele falou:- Não faz mal vocês tocam as três, depois repetem de novo.
Eu disse: - Então tá bom.

Quando chegamos lá o som estava cheio. O DZK tocou, depois era a gente. Tocamos, foi maravilhoso, todo mundo agitando o som da gente. Só que no meio da segunda música o som começou a encher de carecas. Eles chegaram com tacos de baseball na mão, correntes e machados e os "Punks" foram saindo. Eu sei que quando terminamos a terceira música só restaram eles, o DZK e nós.

Eles fazendo aquela pressão "toca aí".

Eu disse: - Nós só temos três músicas, já acabou. Eles não acreditavam, mas era verdade. E até parece que a gente ia continuar tocando para eles. Pra completar a Cebolinha ainda foi dar uns beijos em um deles, lá. Já a mandamos embora no primeiro show.

Eu arrumei outra menina, Elaine lá de Diadema onde moro.
Deixamos de encher o saco do Makarrão e fomos ensaiar na casa de um amigo nosso, o João Marcelo.

M
as dessa vez foi a Meiling que resolveu pirar na vida. Ela não aparecia para ensaiar e nós ensaiávamos com uma outra garota, a Érika uma menina gente boa pra caramba.

Ela arrumou um som na Zona Sul onde morava.
Quando fomos tocar e o pessoal viu a gente cantando "Políticos vão se foder" e "Policiais são todos bastardos filhos da puta".
Aí já foram logo puxando as tomadas.

Ela morria de culpa por ter levado a gente pra tocar num lugar tão idiota. Eu e a Cuca não estávamos nem aí saímos de lá xingando todo mundo.

Ela ia ser a nova baterista, mas por incrível que pareça ela tinha 18 anos, tinha asma e fumava, teve um ataque cardíaco, tentou se recuperar durante um mês, mas teve outro e morreu. Nós ficamos muito tristes eu me lembro dela até hoje.

Colocamos a Luciana, outra de Diadema. Nessa época deu uma melhoradinha, ensaiamos bastante e fomos tocar no Rio de Janeiro em Jacarepaguá. O som foi legal pra caramba. 

Então nossa vocalista resolve arrumar um namorado e virar crente. Não dava mais, né?! 

Colocamos a Indaira, menina gente boa (eu gosto muito dela até hoje), mas ela era muito tímida.  Chegou a tocar com a gente no Rio, em Macaé. Depois sumiu, nós não ligamos mais e ela também não. Eu acho que nós erramos com ela, mas ela podia ter nos procurado.

Logo depois a Luciana também saiu. Ficou com a cabeça virada por causa do namorado e saiu da banda.

L
á vamos nós de novo: Cuca e eu.

O Ariel (Invasores de Cérebro) e o Zorro (Invasores de Cérebro) ligaram na casa do Makarrão falando pra gente entrar na coletânea "SP Punk Vol. I".

Nós queríamos, mas como íamos somente eu e a Cuca?!

Lá fomos nós, atrás do pai de novo: - Makarrão, você grava com a gente também? Dá grana aí pra ajudar a gente pagar? Depois a gente te dá uns Cds.

Ele como sempre: - Tá bom vai...
Só ele mesmo capaz de dar essa força.

Fomos... Gravamos... Foi maravilhoso gravar nossas músicas com uma estréia boa. O CD foi divulgado no Brasil todo. Foi da hora.

Então, o Makarrão arrumou mais duas minas para tocarem com a gente: a Penélope e a Tocha. Acho que ele as tirou do bolso. Não é possível, o Makarrão é foda.

A Penélope até que era boa. A Tocha era ruim, mas não durou muito, apenas um som no Rio Grande do Sul em Porto Alegre.

A Cuca resolveu tocar bateria por não agüentar mais tanto entra e sai de baterista.

Então chamamos a Leine pro baixo.

Meu! O som ficou bom pra caramba nós já estávamos melhorando musicalmente ela tocava legal, ficou da hora. Ensaiamos bastante e fomos tocar no Rio de Janeiro em um som que ela mesma arrumou, mas no dia antes de ir, ela não foi porque a filha caiu e quebrou os dentinhos. Nós fomos e tocamos sem ela.

Até que o som foi bom, foi da hora. Quando voltamos queríamos que ela continuasse a tocar, mas ela estava toda enrolada... Acabamos deixando para lá.

Arrumamos a Verônica, uma mina lá da Zona Sul não sabia tocar lá essas coisas, mas dava pro gasto... depois foi melhorando.

Essa formação durou uns 4 anos: Cuca, Edwiges, Penélope e Verônica. Foi legal! Tocamos em vários lugares.

Íamos entrar em outra coletânea organizada pelo Tel.

Chegamos a gravar tudo, mas ele era um enrolado.
Não deu certo, a coletânea nem saiu.

Tocamos em muitos lugares pelo interior de São Paulo (Limeira, Arthur Nogueira, Santa Bárbara do Oeste, Campinas, Sorocaba, etc.).

Só que aí, a Penélope também já estava com a cabeça virada por causa de namorado não queria tocar em lugar nenhum, para ensaiar era uma dificuldade. E a Verônica também estava relaxada, não tinha nem corda no baixo para tocar.

Fomos tocar na Vila Madalena e a Penélope queria me deixar falando com o "ampli" lá no som porque ela tinha que ir embora com o namorado. Já mandei à merda. A Verônica veio tentar "por panos quentes" e, a mandei à merda também.

Então sobramos eu e a Cuca de novo. Fomos tentar com a Leine novamente, só que as minas ainda estavam querendo o nome da banda e enchendo a Cuca, pra que eu não sei só se fosse pra pregar na geladeira, as minas não faziam porra nenhuma.

Mas como a Cuca era uma besta, falava: - Vamos fazer uma banda nova aí...
Concordei, né? Fazer o que, não estava contente com aquilo, mas era o que eu tinha na mão.

Fomos tocar no bar do Ball e o pessoal quando viu eu e a Cuca já pediram sons do Menstruação. A Leine quase apanhou porque não sabia tocar "Punk até Morrer".
Nós tocamos e a Leine enrolou, claro. Então percebi que o Menstruação tinha que continuar. Não ia deixar isso morrer de jeito nenhum...

Para ajudar, dessa vez foi a Cuca que resolveu pisar na bola... Arrumou um doido e foi ficar mais doida ainda.

Nessa época foi um puta baque para mim, ela sempre tinha resistido junto comigo durante 9 anos, mas pensei: não desisto.

Fiquei mal durante um tempo, mas não desisti. Comecei pelo mais fácil, arrumei a minha irmã Elida para tocar baixo. E o Isaias para quebrar um galho na batera até eu arrumar uma mina.

Fomos tocar no Pontal. Nesse som apareceu gente de tudo que era lado, até do interior para ver a volta do Menstruação.

Foi Maravilhoso!

E o pessoal perguntava: - Vocês vão voltar a tocar? 
Eu dizia: - Já voltamos, mas tenho que arrumar mais uma mina, né?! Voltamos à ativa nesse som mesmo.

O Makarrão (DZK) me falou da Fabiana, eu fui atrás dela.
Ela concordou morrendo de medo porque não sabia tocar, mas aprendeu e está com a gente até hoje.

O Ariel e a Tina chamaram a gente para tocar no fim do mundo, um festival organizado por eles. Foi lindo com bandas de tudo quanto era lugar, uma semana de som. Tinha mais ou menos 8 mil punks, com exposição de "zines", revistas, fotos, discos, Cds, etc.

Mas precisávamos de uma vocalista. Conhecemos a Jacy.
Quando eu a ouvi cantar a música do Action Pack lá em casa, falei:
- Essa é a mina!
Ela também está com a gente até hoje.

Então participamos da coletânea Pragas dos Arralbaldes, organizada pelo Waldemar (Carne Moída). Foi legal pra caramba, participamos com 5 faixas.

Depois, eu vi a Carol cantando num som da Tribe House, deu vontade de chamá-la para tocar, íamos ter duas guitarras. Falei com as meninas que concordaram, então a chamamos e ela também está conosco até hoje.

O som ficou bom, mas como a história não muda a Elidia ficou doida, virou a cabeça por causa de homem e pulou fora.

Então colocamos no Fotolog: - Procura-se baixista.

Apareceu uma garota que até hoje eu custo a acreditar que é verdade, a Psonha, gente boa pra caramba, dedicada com propósito de correr atrás para branda, nós adoramos ela.

Vamos gravar nosso CD em agosto até que enfim, continuamos sempre tocando, levando a todos nossa mensagem da qual nunca vou desistir:

Punk um dia, Punk até morrer.

(Acredito não ter deixado ninguém de fora, mas a história é grande, muito grande e continuará crescendo.)

Obrigada ao nosso público que nunca nos deixou, vocês são o máximo e o resto é resto.

Edwiges

25/04/2007

Cida
Cida Giusti

 
Puxa Diva, que historia mais complicada, meu!
É muito interessante, a gente descobrir o outro lado da vida das pessoas com quem trabalha.
Vc deve atualizar esta história, pois, tenho certeza que tem mais coisas bacanas pra contar.
Estou orgulhosa de conhecer este outro lado seu, e de ser sua amiga.
GRANDE BEIJO
Cida Giusti

 
Posted by Cida on Saturday, June 20, 2009 - 2:07 PM
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