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Como se constrói o sucesso do Life Is a Loop
Em um dos muitos loops que a vida dá, Leozinho, Fabrício Peçanha e Rodrigo Paciornik, se uniram há 10 anos através da paixão pela música eletrônica. Tudo começou como uma apresentação em Curitiba para celebrar a parceria - que até então era diversão - entre o DJ especialista em progressive, Leozinho, e o baterista Paciornik. Mas os bookings foram aumentando e eles decidiram lançar o "Life is a Loop" no mercado. Peçanha adicionou house music no time, que hoje é um dos maiores projetos eletrônicos do Brasil.
Marcada por uma identidade visual, a apresentação do trio é um verdadeiro show. "A idéia é mexer com vários sentidos, a música está de acordo com a luz, com as imagens e os efeitos", explica Peçanha. O show é todo ao vivo e o trio DJ - baterista - DJ nunca ensaiou. O tempero brasileiro vem da percussão. O improviso e o velho clichê de 'sentir a pista' são realmente a base do negócio. "Se o set for programado, fica mecânico", acredita o baterista.
Após rodarem Europa e EUA, com destaque para a melhor gig, no Club Avallon, de Los Angeles – conhecido por ter sido palco de apresentações dos Beatles e cenário do histórico clipe de Michael Jackson, "Thriller" – eles voltam a bombar a agenda de datas nacionais. Mesmo com o fechamento do maior clube de Santa Catarina, o Warung, - de onde eram residentes - eles olham a cena do sul com extrema positividade.
Dia 01 de setembro eles serão a atração principal da reabertura do Sirena, para a temporada 2007/2008. Enquanto não chegam à SP, confira alguns detalhes sobre o trabalho do Life is a Loop:
Sabemos que o show é ao vivo e que vocês não programam o set, mas podem adiantar algo que o público do Sirena presenciará no dia 01?
Peçanha: Pode esperar bastante interação entre show e público. Paciornik: O Life is a Loop tem um set forte e bem para cima, para a galera se divertir bastante, inclusive escutando as antigas no momento 'old school'.
Como é o processo de criação eletrônica do Leozinho e do Fabrício?
Peçanha: Tocamos juntos a muito tempo, por isso a sincronia fica muito mais fácil. Mesmo assim, nos encontramos uma vez por semana pra planejar o que fazer. A música tocada no Life is a Loop é bem diferente do sets que fazemos normalmente no trabalho individual, tentamos manter um padrão, uma personalidade.
E como é que a bateria do Rodrigo entra? É orgânica ou eletrônica?
Paciornik: Entra espontânea. Minha bateria é um mix de acústica e eletrônica. Sempre pesquiso bastante para trazer novidades percussivas.
Antes de se aventurarem no LIAL, qual foi a escola musical de cada um?
Peçanha: Eu vim da escola techno, mas pelo tempo que trabalho com música eletrônica acabei passando por muitos estilos, isso ajudou a "forjar" o que toco hoje.
Paciornik: Acho que os anos 80 têm uma influência muito forte em tudo isso que está acontecendo agora. Como tenho formação de bateria, sempre ouvi muito Rush. Mas Depeche Mode, Marillion, OMD, Oingo Boingo, Siouxies, TSOL e tantas bandas bacanas dessa época me ensinaram bastante.
Como vocês vêem hoje a cena eletrônica no sul do Brasil e principalmente em Santa Catarina, onde vocês moram?
Peçanha: Muito forte e crescendo muito. Tem festas quase todos os dias da semana em Santa Catarina, todas com boa música eletrônica. Poucos lugares no Brasil têm esse privilégio. Além disso os produtores no sul (RS, SC, PR) têm uma certa parceira, isso acaba ajudando a cena a crescer na região.
Paciornik: A cena é incrivelmente consistente, sempre foi assim. Vários tops já apareceram por aqui e ficaram surpresos. A galera do Brasil inteiro vem para cá, seja Foripa ou Balneário Camboriú. Muitos DJs tocam frequentemente por aqui e acho até que eles deveriam pensar nisso quando dão depoimentos bairristas dizendo que aqui e comercial e etc... Pode ser o que for mas é um lugar incrível, com belas praias e muita night bacana.
Qual foi o loop mais marcante de suas vidas?
Peçanha: Com certeza a notícia do meu primeiro filho.
Paciornik: O nascimento da minha filha Marina ano passado
Novidades no projeto, ou nas carreiras individuais de cada um?
Paciornik: Ano que vem Leozinho e Paciornik comemoram 10 anos de carreira da dupla. Esse vai ser nosso alvo para 2008, junto com um forte investimento no Life is a Loop.
Por Nathalia Birkholz
4:05 PM
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