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Gosta de vitamina? Mas gosta daquelas fortes? Misture, então, Beastie Boys,Clash, Lee Perry, Sex Pistols, Black Alien, Planet Hemp, Racionais, Steel Pulse, Ramones, Police, Sly & Robbie, Paralamas, Jacob Miller,King Tubby, Nação Zumbi, Rappa, Jorge Ben, Tim Maia e Asian Dub Foundation. Misture bastante, use o botão "triturar", sacuda mais um pouco e, pronto, o Nayah está prontinho Nayah é um grupo, mas pode tomar como uma vitamina musical, que vai ficando cada vez mais apurada a cada nova batida. No dialeto iorubá, Nayah quer dizer "alma". No dialeto inglês, alma quer dizer "soul". E isso o Nayah tem de sobra.Pra começar, o grupo tem alma carioca, mais precisamente de Niterói, do outro lado da baía, um lugar perto o suficiente para fazer todas as conexões musicais com o Rio e distante o bastante para observá-las com senso crítico. Foi ali que a banda nasceu, no final do século passado, em 1998, no mesmo ano em que Zidane, pela primeira vez, ganhava do Brasil numa Copa do Mundo. O Nayah, porém, batia sua bola em outro campo: o fértil cenário musical de Niterói, onde, naquele período, surgiram diversas bandas de reggae, ska e hip hop. Seu primeiro disco, independente, veio dar na praia em 2001. Produzido por Wallace Cardia, ele ganhou o reforço luxuoso do irmão deste, o designer Gringo Cardia, que fez todas as artes do disco. Ficou bonito por fora. Por dentro também, já que contou com a participação do imprevisível rapper/MC Gustavo Black Alien, também natural de Niterói, na faixa "Previsível". Irônico. Daí formou. Na época, começava a crescer um circuito alternativo de divulgação, ligando as banda locais com o mercado reggae do sul do país. O primeiro disco do Nayah abriu as portas desse universo paralelo para o grupo. E não teve mais volta. Foi lá, no extremo do país, que o Nayah começou a triturar seu som, a aprender a manejar suas diversas influências, em shows em bares, teatros e campeonatos de surfe. Puxado por faixas como "Felicidade" e "Por você", que entraram na programação de rádios como a Atlântida e Ipanema, o disco vendeu cerca de cinco mil cópias. Nada mal para um debut independente. Nada mal mesmo, já que isso serviu como plataforma para o Nayah tocar no festival Planeta Atlântida e também no Fórum Mundial de 2002 e 2003. Cada vez mais independente, no melhor sentido da palavra, o Nayah resolveu mexer no time que estava ganhando. Os integrantes originais – Guga Freire (bateria), Felipe Escovedo (baixo) e Kid Mumu (vocais) – chamaram os MCs Renzo e J Punk para entrar na banda. E eles entraram com tudo, dando uma onda diferente ao Nayah, puxando o som mais para o ragga, o rap e até mesmo a eletrônica, via drum and bass. O segundo disco, "Foge pra lua", veio com essa carta de intenções – seguir jogando ingredientes musicais no liquidificador. Produzido pelo tecladista e fera de estúdio, Hiroshi Mizutani (ocasional parceiro de Lulu Santos), ele foi lançado em 2005 e manteve a tradição de um convidado especial, de Niterói. Dessa vez, foi Cláudio Zoli, praticamente seqüestrado após um show na cidade e levado para dentro do estúdio. Lá, ele emprestou sua voz soul à música "Sinta a energia". A noite foi boa. E os frutos continuaram saborosos para o Nayah. O segundo disco manteve a banda em alta no circuito do sul, abrindo espaço para shows no Rio e, lar doce lar, em Niterói. Músicas como "É isso" e "Hipocrisia" mostraram que a banda não havia perdido o contato com as ruas. Já no mar, tudo azul: a conexão com a comunidade do surfe se fortaleceu, com músicas como "Surfo pela vida" e uma apresentação naabertura da etapa brasileira do circuito mundial de surfe, em Florianópolis. Em 2006, no ano em que Zidane, mais uma vez, despachou o Brasil de uma Copa do Mundo, o Nayah segue firme e forte em campo, fazendo shows, compondo novas músicas e preparando um novo disco. E jogando para frente. Está no sangue. Esta na alma. Nayah, como dizem na África.
Fonte: www.myspace.com/nayahmusic
2:57 PM
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