Status: Single
Country: PT
Signup Date: 9/23/2005
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Thursday, April 03, 2008
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Current mood:  crazy Category: Music
Green Machine "arruinaram" o Subscuta! Os Green Machine fecharam o Ciclo do Subscuta para o mês de Junho, apresentaram o seu primeiro álbum "Themes for the Hidebounds" e lançaram o caos! Com o Auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos muito bem composto, aqueles que se deslocaram ao local deparam-se com um papel em cada lugar da sala, no qual dizia: "RESERVADO. Brincadeira. Os fabulosos Green Machine aconselham o visionamento do concerto em pé. Gratos pela vossa compreensão. Isto é Rock'n'Roll e não vai querer ficar sentado". E foi o que a casa quase toda fez. Apresentaram os novos temas que compõem o álbum de estreia e também alguns mais antigos como "Let's Start The End", que põs muita gente a saltar, a dançar e a cantar. Quem não para, é o vocalista Joca que parece ter pulgas. Ele salta, dança, rasteja, deita-se no chão, introduz a cabeça ( e canta!) dentro do bombo da bateria, desaparece e acaba-se por descobrir que está deitado no chão entre as filas das cadeiras( e continua a cantar!), e não desiste de importunar e inquietar os poucos que insistem em ficar sentados. Resultado provável: alguns arranhões, algumas pisaduras, mas uma energia inesgotável! Energia essa que marcou constantemente a actuação da banda, e que não se fica só pelo vocalista, passando pelo guitarrista(Rato) que toca em cima do bombo, do baixista(Angelo) multi-instrumentista que toca no seu baixo ao mesmo tempo que na bateria, enquanto que o verdadeiro baterista decidiu tocar de pé e de frente para a bateria. Hilariante e só visto! Provavelmente um dos melhores concertos do Ciclo Subscuta, que fez esquecer os presentes que estavam em Barcelos, e por momentos pensar que estavam num concerto tipico em Londres ou Nova Iorque. E era onde os Green Machine mereciam estar com um concerto destes. Os blues e o rock'n'roll en doses massivas, marcam o novo som da banda. Por incrível que pareça, foi a primeira vez que esta banda tocou na cidade de Barcelos, dando um excelente e brutal concerto, que se reflectiu em longos aplausos e que fez com que o público presente não se fosse embora no final, exigindo convictamente mais alguns temas da banda. Os Green Machine estão aí e prometem dar que falar num futuro muito próximo. Green Machine - Bar Galeria Santa Clara (Coimbra) - 12/07/06  Muito calor. Suor pelas paredes. Só rock. Derivado do blues. A piscar o olho aos anos 50. Tudo isto saído da garage. Vocalista frenético a provocar o público. Banda a conseguir acompanhar na perfeição os devaneios do homem da frente. Máquina verde bem oleada. Muita energia. Sem parar. Pouco tempo para respirar. São de Barcelos e estão apostados em conquistar todas as almas. Som cru como convém. Verdadeiro murro no estômago. Só faltou as gentes dançarem. This is rock, and I like it crítica em santosdacasa.blogspot.com Green Machine em S.Pedro de Moel Realizaram-se no Café da Praia (S.Pedro de Moel) mais dois concertos cuja a organização esteve a cargo da CISCO Seguiram-se então os Green Machine, depois de, em Fevereiro passado, terem cancelado o concerto. Surgiram em grande força no Café da Praia. Apresentaram músicas do EP Themes for the Hidebounds, sem esquecer as músicas do primeiro EP, cujo o nome é Green Machine. Um som poderoso e que nos vicia mais, após cada acorde e batida. Puro garage/punk/rock com 100e energia e com uma notável prestação em palco de João Pimenta (vocalista), e que prestação. Durante todo o concerto não parou, rebolou no chão, esteve no meio do público, dançou, gritou e saltou com uma energia que parecia inesgotável. Definitivamente uma banda a não esquecer, pois de certo iremos ouvir falar muito deles num futuro próximo.
Filipe Batista/Miguel Marques in Vinyl Magazine Musical Barreiro Rocks Para o público que não os conhecia, esta foi uma boa oportunidade de o fazer. Os Green Machine, deram uma grande actuação, num espaço tão cheio e limitado. Tiveram genica, tiveram força, fizeram música. Quem já vinha do festival com rock a transbordar no corpo, delirou ainda mais com a actuação de João Pimenta, Bruno Costa, Angelo Sousa e Pedro Oliveira...:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />....
Fabuloso também, foi a selecção musical que Dj Shimmy nos apresentou após o concerto.
in http://www.jornaldobarreiro.com.pt/?lop=n_artigo&op=9bf31c7ff062936a96d3c8bd1f8f2ff3&id=a91af177d3016ca20e5fc949836a894a
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Green Machine em Murcia
Sábado, 22 de Septiembre de 2005. HELLO CUCA + GREEN MACHINE + VERACRUZ. Súper 8 (Murcia).
El día anterior había terminado por fin el curso de Técnico de Sonido, y no se me ocurrió mejor idea que estrenarme ofreciéndome junto con un compañero del cuso a sonorizar el triple concierto de esta noche, ya que tenían un equipo de sonido prestado, pero nadie que lo manejara, así que... ¿por qué no lanzarse a la aventura cuando encima el cartel te encanta? Al final con el escaso material que había, nos lanzamos a la aventura, e hicimos sonar este triple cartel. Comenzaron HELLO CUCA, con un concierto más bien corto; a ellas les siguió GREEN MACHINE, un grupo de puro rock'n'roll procedentes del norte de Portugal, que nos venían a presentar su homónimo ep de debut en su propio sello, y que musicalmente constituían una fusión entre bandas como JON SPENCER BLUES EXPLOSION, THE STOOGES, LIARS o THE CLASH. Su cantante necesitaba un cable de micro super-largo porque se pasó medio concierto fuera del escenario, abajo, intimidando al público, retorciéndose por los suelos, probando la acústica de diversos puntos de la sala con un par de baquetas, y ondeando el micro cuál cowboy del oeste,... su directo se parecía así al de grupos como LIARS o IT'S NOT NOT, en los que el cantante atrae toda la atención del concierto con su performance. Y ya para terminar, los barceloneses VERACRUZ, que interpretaron canciones de su ep de debut, de su reciente ep autoeditado 'Amore', y de su álbum a punto de publicarse. Se comportaron como niños buenos esta vez. Lo malo de la noche era la falta de público, y lo bueno, la apuesta musical de los 3 grupos, y el sonido, claro, y es que al final nos vinieron los 3 grupos a felicitarnos por haber sacado un sonido más que notable de donde no había. A destacar: La cara de Dani, el dueño de la sala, cuando el cantante de GREEN MACHINE se paseaba por la sala aporreando a baquetazos la barra, entre otras partes del mobiliario de la sala. Barreiro Rocks por um site castellanoTerminado el festival, quedaba la fiesta en la Sala Carvoeira, donde, a pie de pista, actuaban GREEN MACHINE, que en palabras de NICK NICOTINE serán la nueva sensación del país vecino. Pues bien, sangre y huevos no les faltan.  A medio camino entre Tight BROS, Zen Guerrilla o Flaming Sideburns literalmente arrasaron la discoteca. El cantante necesito un exorcismo al terminar la actuación al igual que gran parte del público. High energy con toques soul con propulsión a chorro. Bailongo, divertido y potente con claro marchamo Detroit . Gira por España ya!!  Para gran parte de personal lo mejor del día. crítica em http://www.spacerockheaters.comGreen Machine no Sons de VezComo se convende 30 espectadores, escassos e distantes a vir dançar loucamente para o palco o rock " a abrir ", o garage-punk ou o velhinho blues, e além disso exigir uma terceira música no encore?Abram alas aos Green Machine, que na passada sexta feira deram um concerto de antologia no nobre auditório da Casa das Artes de Arcos de Valdevez, no âmbito do ciclo Sons de Vez-5 mostra de música moderna.Na primeira parte passou o filme " Rockumentário" sobre os conimbricenses Bunnyranch, realizado por Sandra Castiço.João Pimenta,Bruno Costa,Ângelo Sousa e Pedro Oliveira são descomplexados,amam o que fazem e, definitivamente deixam a impressão digital bem carregada por onde passam-de Murcia a Girona,de Barcelona a Lisboa.No Alto Minho,os Green Machine abriram as hostes com o single "A Caligula Complex".A plateia mal reagiu.Ao segundo tema, "The Hidebounds", João lançou a cavalaria.Subiu à primeira fila de cadeiras do auditório vazio para cantar a pé-uma mão a segurar o microfone "old style", ao estilo de revólver pronto a disparar actos e omissões, e a outra mão a atirar a pandeireta ao peito, antes de a mesma ser ritmadamente arremessada às costas dos bancos e até às paredes,sem mimos.Tão técnica como descomprometida, mais ensaio do que actuação, de letras sobre amor e relações, a muralha sonora vestida de jeans coladas e de cinto com balas estilizadas, bolinava entre Robert Johnson, The Kinks ou The Who. João lançou àgua ao publico e galgou cadeiras até à nona fila, ao último espectador.Qual leão, o vocalista revirou os olhos, arcou a coluna,fintou fotografos,pôs dedos dentro das calças,dançou o microfone em iôio,deitou-se nas escadas em espamos violentos."Quem não quer abanar o rabinho mude para a TVI" usgeriu o baterista, que trouxe a tarola para a segunda fila e utilizou as baquetas para solar na guitarra.O público ficou finalmente convencido-era dia de festa.Por isso vieram (quase) todos "abanar o rabinho" para o palco numa "jam session" final de 7 minutos,explosiva e viciosa como convém... Nuno Passosin "Barcelos Popular" http://www.barcelos-popular.pt Green Machine no Barreiro Rocks 2007Começo por arrumar desde já as coisas más. O som no pavilhão dos ferroviários é, quase sempre, uma "ganda jarda", uma torrente de milhares de trajectórias acústicas que afundam o som numa amálgama que roça o imperceptível. Os Black Lips, por exemplo, sofreram com isso, mas também por culpa própria. Não se tivessem atrasado, teriam tido tempo para um sound check e para um som que se entendesse. Mais, aos DJs, tanto os do Wonderland Club como o Shimmy, foi-lhes dado pouco espaço na noite, no meio das atribulações para mudanças de palco para a pós-festa. Como já é hábito, diz-se, o público é essencialmente constituído por barreirenses ou outros margem-sulistas, por espanhóis e pelas entourages das outras bandas. Como se costuma dizer, é mais fácil encontrar por lá um espanhol do que um lisboeta. E o barco demora apenas um quarto de hora a atravessar o rio. E os ferroviários são ali mesmo ao lado. Arrumadas que estão as coisas más, diga-se então que o Barreiro Rocks é muito mais do que estes problemas. É um encontro anual entre amigos que aproveitam ao máximo estas duas noites de deboche até às tantas da manhã. É um clima de festa que só é apreendido por quem já lá foi e, daí, fica com vontade de regressar todos os anos. Em que outro sítio se encontra um simpático senhor de 79 anos, o grande Crooner Vieira (vejam no youtube!), a cantar Tom Jones, Elvis Costello, Frank Sinatra e outros na apresentação das bandas? Houve concertos óptimos, como os de duas das bandas portuguesas em cartaz, os Born a Lion e os Green Machine, ou como o da dupla italiana Mojomatics, houve coisas que fizeram lembrar os festivais de hardcore de escolas secundárias nos anos 80, com os ingleses Hipshakes, cheios de sangue na guelra. Dá vontade de imitar a voz de um qualquer locutor de rádio dos anos 60 e dizer que "foram duas belas noites de róque". Para o ano há mais. in http://www.juramentosembandeira.blogspot.com/  GREEN MACHINE fueron una de las sorpresas del año pasado. Tocaron en la discoteca donde se hicieron los after shows y poco faltó para que dejasen sólo los cimientos. Este año no se quedaro  n muy atrás. Con un vocalista que es un puto atleta y no lo que manda Portugal a las olimpiadas, las huestes "white panthers" de Braça derrocharon sudor y gasolina a litros. Joao Pimienta paseó su cuerpo por toda la cancha a propulsión a chorro: subió a lo alto de las barras del gimnasio, se revolcó, bailó, murió y volvió a nacer, todo sin perder ese chorro de voz tan brutal que Satán le ha dado. Por momentos todos estos gimmicks pudieron desviar la atención de lo que salía por los bafles, que era mucho y  bueno, considerando algunos que todo el derroche del cantante pudiera ser excesivo. Como dato curioso es la inclusión de ciertos ritmos trotones cuasi funk en algún tema que bien podían asemejarse al sonido nueva-olero de moda, eso si, con mucha más guindilla. Para finalizar descargaron un intenso tema a grito de "sou  l power" donde la banda disfrutó cambiándose de instrumentos, a modo de jam infernal. in http://www.spacerockheaters.com Lords of Altamont ( Loss Angeles / California ) + Green Machine ( Minho e Madeira ). Rock motorizado invadiu o Porto-RioOs americanos The Lords of Altamont regressaram ao Porto-Rio para mais um concerto explosivo, em pleno fim-de-tarde de domingo. Os barcelenses Green Machine voltaram a fazer a primeira parte. A Cooperativa dos Otários juntou organizadores do Porto, Coimbra e Lisboa para organizar o espectáculo, no carismático Barco Gandufe.Com um pequeno atraso de uma hora, os Green Machine abriram as hostes. A sala aqueceu em pouco tempo. A banda de Barcelos já nos habituou a bons concertos e este não foi excepção. João Pimenta é o frenético vocalista que provoca o público do início ao fim. Joca, como é habitual, saltou, rastejou, deitou-se no chão, desapareceu no meio do público, com uma energia inesgotável que não deixa ninguém entediado. Mas não é só o vocalista, toda a banda é "dinamite em palco": o guitarrista Bruno Costa, o baixista Ângelo Sousa e o baterista Pedro Oliveira.
Os Green Machine lançam em Abril o novo álbum "Green Machine plays Ghost" pela Rastilho Records e até Junho espalham o seu rock aliado aos blues numa nova tour que começa na Galiza e percorre Portugal. A verdade é que os Green Machine prometem continuar a dar que falar.
A viagem no barco prosseguiu com os The Lords Of Altamont, que se apresentaram com o seu rock directo, alto, rápido, fora de controlo. A atitude é de rock sem grandes pretensões. Das cinzas dos Fuzztones, Cramps ou The Bomboras, nasceraram os LOA, contando, desde Agosto de 2007, com a participação do baixista Michael Davis dos memoráveis MC5. A banda formada em Detroit revolucionou o mundo do rock no final dos anos 60. A rebeldia gritava-lhes a plenos pulmões: "Kick out the jams, motherfuckers". Michael Davis, apesar dos seus 64 anos, ainda recentemente andava em alta velocidade na sua Harley Davidson. por Sara Santos Silva em http://www.fragmentosculturais.wordpress.com Crítica ao concerto no Enterro da Gata 2006 ..TR>..TR>..TR>..TR>..TR>..TR> ..TR> ..
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A montanha que «pariu» um "gato" Braga,entre sexta-feira, 12-05-2006 e sábado, 20-05-2006
Esperava-se mais das bandas que passaram no "Gatódromo". É caso para dizer que no palco da "Quinta dos Peões" passaram alguns grupos que acabaram por defraudar os críticos. Também não se pode ir tão longe para afirmar que a "montanha pariu um rato", mas antes, um animal de dimensões um pouco maiores, um gato. | ..TABLE>..TABLE>..TABLE>..TABLE>..TABLE>..TABLE>..TABLE> .. ..TR height=15>..TR>..TR>..TR>..TR>..TR> ..TR> ..
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Mesmo assim "Squeeze Theeze Pleeze", "Wraygunn" e "Green Machine" foram, na opinião da redacção do «UMdicas» as melhores bandas que estiveram no palco do "Gatódromo". Os Squeeze fizeram o "Pleeze" favor, ao Pedro Abrunhosa, de aquecer o público. Já os Wraygunn, através da irreverência do vocalista Paulo Furtado, trouxeram sonoridades de puro "Rock" e os "Green Machine" sublinharam aquilo que podem vir a ser, uma grande banda prestes a revelar-se.
As restantes bandas estiveram longe de grandes concertos. Pedro Abrunhosa provou, mais uma vez, que é o político dos músicos e não é o mesmo quando toca ao vivo. "The Rasmus?, de quem se esperava um mais, estiveram muito "pro". Melo D. travou uma luta constante para conquistar o público, bem ao contrário de Boss AC. O "Mandachuva" não precisou de se esforçar muito face à popularidade que goza no Minho.
Os "Fonzie" tiveram uma noite para esquecer. Problemas técnicos e quinze minutos à deriva, com direito a silêncio, só podiam ter acabado no pior concerto do "Enterro". Os "Blasted" tiveram ao seu nível e não defraudaram os fãs, mas, mesmo assim o factor surpresa derivado da imagem e sons já não resulta. Por sua vez os "Xutos" resolveram dar um concerto mais intimista, palco encurtado, e levaram ao rubro, como é tradição, milhares de estudantes. Foi na noite de "Xutos" que os "Sinai" deram "Sinai" de vida após terem vencido o UMplugged, um pouco nervosos mas com um vocalista a tentar ganhar espaço em palco.
Para terminar, Jaimão e Quim. O primeiro sem comentários e o segundo pode-se dizer que é "catedrático" na arte de animar semanas académicas. Fica aqui o dia-a-dia balanceado por Vasco Enes.
Nuno Cerqueira
Nunca me identifiquei muito com as explicações científicas da criação do Mundo, nem tão pouco com as religiosas. No primeiro caso não se trata de uma descrença nas capacidades dos cientistas, só acho que têm seguido o caminho errado, que têm orientado as investigações na direcção errada. Quanto às segundas, às crenças em deuses e perfeição, acho-as um absurdo.
Sempre me identifiquei mais com as explicações primitivas. As dos selvagens, dos índios, a questão das energias, a confluência de "forças" diferentes que chocam, mas que se complementam. De não sermos o que achamos que somos e podermos ser uma outra coisa, um outro ser, um outro objecto, dos quais contemos a mesma energia.
Para não correr o risco de me colocarem dentro de um colete de forças e me atirarem para um hospital psiquiátrico, como fizeram com alguns iluminados que poderiam ter feito desta treta um mundo bastante melhor, fico-me por aqui. Não sem antes vos aconselhar a observarem algumas imagens dos nossos ancestrais, bastante anteriores à invenção da escrita, de forma a que tenham contacto com um tipo de pensamento, de conhecimento que se perdeu no tempo e que só chega a alguns graças ao esforço de alguns antropólogos menos egoístas.
O que é que isto tem a ver com música? Tem tudo. Não só com música, mas com arte. Com o facto de me ter apercebido que podemos abanar, de diferentes formas e ao mesmo tempo, as consciências arrumadinhas e racionais, dos habitantes deste planeta azulinho.
Passo a explicar. Enquanto via, ouvia e me deliciava com Sean Riley & The Slowriders, sentado confortavelmente numa cadeira do Auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos, alguém ouvia a minha voz gravada através de um funil a anunciar a reunião dos The Mummies, emitida a partir de uma emissora pirata com sede em Moscovo.
Ao mesmo tempo que eu me deixava encantar e apreciava o show intimista feito a dois por Sean Riley e Bruno Simões, melhores do que nunca, em formato acústico e em reinvenções constantes das músicas, já bastante cantaroladas por aí, que arrancam sorrisinhos a meninas acabadas de entrar na adolescência, alguém do outro lado do mundo perguntava "Fuck! Who's this guy with russian accent and who tha fuck are The Mummies?".
Mais tarde a cena repetiu-se num cenário e num emissor diferente. O meu corpo abanava ao som do explosivo espectáculo de apresentação do novo disco, de Green Machine no Plano B, enquanto a minha voz ecoava novamente nos retransmissores de quem, de ouvido atento, ouvia uma série de disparates meus sobre a infância, séries infantis e one bands, gravados dias antes e emitidos naquele momento para o maior concelho do país e área circundante.
Como veem Deus, em comparação comigo, não é nada, mas eu sou muito menos do que qualquer um daqueles senhores que vi actuar tanto em Barcelos como, mais tarde, no Porto. Sou muito menos do que qualquer um que já gravou um disco, um mp3 ou uma k7 e se fez ouvir. Sou menos ainda do que qualquer um de vocês que escreveu um livro, pintou um quadro, fez um poema, criou um blogue…muito menos do que alguém que conseguiu que outro ouvisse, lesse ou observasse os seus pensamentos, de forma mais ou menos abstracta, mais ou menos surreal.
Que tal perderem a vergonha, mostrarem o vosso eu, o que pensam dos outros eus…Arrisquem! Magoem-se! Sujem-se! Vão ver que vão gostar. por Hugo Ferro em http://microfone.wordpress.com/ Green Machine no Plano B ( Porto ) Eu devia ter escrito este post ontem... (que estava com a pica toda :D) mas... vem hoje... :) Ontem fui ao planob ver Green Machine... Depois de me perder pela zona de Matosinhos, para não variar muito, chego ao panob por volta as 00.30. Entro, e espero um pouco... o concerto estava marcado para as 00h, mas como sempre atrasa (ainda bem... se não, não os via!!!)... Enquanto se esperava ouvia se Queens of the stone age (oh que chatice!!!! lol) Ora... segundo concerto que fui ver deles.... e com toda a sinceridade ADORO As musicas sao muito porreiras, dançáveis... E eles no palco sao 4 bombas... (Pedro Oliveira -bateria , Ângelo Sousa- baixo, Bruno Costa- guitarra e João Pimenta- voz ) Enquanto a banda se mexe e abana ao som do seu som, o vocalista é um "touro/sexy" em palco. Ele rasteja, ele enfia-se no meio do publico a cantar, deita se no chão, toca pandeireta com ela enfiada na cabeça, cospe, mete se em cima das colunas, atira com o tripé, gira o fio do micro, enrola o fio do micro na garganta e canta assim, dança de forma MUITO sexy... etc etc etc... abana-se muito muito bem ;) O segurança estava com cara de quem diz "mas eu venho tomar conta do publico ou da banda?!" Eu e a Mónica fomos atingidas na mama e na mão por 2 bisgas bem grandinhas... acho que vou ver se vejo na rua quem me cuspiu para lhe dar a t-shirt para lavar...
GOSTO GOSTO, e volto a repetir na primeira fila sem medo ;) Sendo assim... até dia 3 de Maio ás 22h na Casa da Musica :D
in http://estacao-mais-que-espacial-ou-especial.blogspot.com/
O festival Barreiro Rocks é uma daquelas coisas indescritíveis, uma experiência ímpar que só pode ser entendida por quem a vive por dentro e cujas palavras que se possam escrever sobre ele serão sempre redutoras. No entanto, como me estão a pagar a peso de ouro para o fazer, eu vou tentar. Brincadeirinha. Vou fazê-lo como forma de agradecer à organização do festival, a Hey! Pachuco, que merecem que toda a gente de bem vá ao certame.
O Barreiro Rocks é então o maior festival de garage-rock da Península Ibérica. Durante dois dias, o Barreiro enche-se de espanhóis e portugueses com vários gostos em comum: ténis All-Star, poupas e patilhas bem cuidadas e uma crença inabalável de que o rock'n'roll nunca irá morrer. E depois, durante dois dias, festeja-se com cerveja, música e muito convívio.
O Barreiro Rocks é o último festival do país, na clara acepção da palavra. Um festival que tem como principal objectivo celebrar a música e que vive esse ambiente com todas as forças, ainda virgem aos avanços do capitalismo e do globalismo. Até há pouco tempo, compartilhava esse espírito com o FMM, mas este tem perdido essa boa onda com o seu (inevitável) crescimento dos últimos anos. É inevitável e a lei da vida…
Este ano o Barreiro Rocks dividia-se claramente em duas partes. O primeiro dia; e o dia dos Black Lips, a banda que anda na boca do Mundo. Talvez por isso, devido ao facto das expectativas não estarem muito altas, o primeiro dia de festival foi uma grande surpresa e uma festa incrível. Por comodidade, passarei a alongar-me sobre o festival por breves parágrafos, dedicando cada um a uma das bandas presentes.
Born A Lion - depois de Coimbra, parece que andam a pôr alguma coisa na água da Marinha Grande, onde tem nascido nos últimos tempos uma grande cena rock. E os pontas-de-lança deste recém-movimento são os Born A Lion, um power-trio com apetência pelo hard-rock dos Danko Jones ou dos Motorhead, e com um vocalista-baterista com um vozeirão parecido ao de Johnny Cash. E se o álbum de estreia soa a country-rock-americana, ao vivo os Born A Lion são puro rock'n'roll, com mais distorção do que se esperava. Excelente maneira de iniciar o fim-de-semana…
The Hipshakes - se há algo de que se pode acusar os Hipshakes é de serem barulhentos. Três miúdos de Sheffield, provavelmente ainda sem idade para votar, mas já com grande atitude e capacidade de destruição do rock'n'roll mais cru e visceral. Curtos, directos e concisos, como quem nos manda foder, os Hipshakes tocaram inegralmente o seu álbum de estreia, Shake The Hips, bolas de energia que nunca ultrapassaram os dois minutos. Problemas técnicos fizeram, no entanto, com que as pausas entre temas durassem uma eternidade, provocando uma indesejada letargia durante certas fases do concerto.
Samesugas - o Barreiro Rocks costuma ter sempre várias bandas espanholas e, muitas delas, destacam-se muito mais pela atitude do que pela capacidade musical. Os Samesugas, que já cá tinham tocado o ano passado, ficam-se pelo equilíbrio entre os dois. Malhas garageiras que não ofendem ninguém e uma pose em palco hedonista e inquieta, foram um apelo sério ao headbanging e ao mosh.
The Maharajas - os suecos The Maharajas são uns senhores. Quando Jens, o guitarrista,soube que eu era de Setúbal, esteve quarenta minutos a explicar-me o quanto gostava de Moscatel, como um respeitável enófilo. Com muita classe uma pose muito british, os "beatles da suécia" deram uma lição de grandes canções, assentes nos standards melódicos da pop dos anos 60, com guitarras solarengas, la-la-las e muitos uh-uhs em segundas vozes. Custou fazer a transição do rock suado dos Samesugas para a filigrana dos Maharajas, mas assim que o corpo se habituou, a noite estava ganha.
Tracy Lee Summer - são três miúdos do Barreiro, bem fardados (lembrando os The Hives) e com ar de nerds. Nerds-punk, entenda-se. Para quem viu o seu concerto de estreia há poucas semanas atrás (e eu vi, por isso sei do que estou a falar), os miúdos cresceram para caraças. Com um punk urgente e ruidoso, lembrando gente como os Parkinsons (também não é por acaso que se ouviu uma das suas músicas), os Tracy Lee Summer abriram o after-hours num palco montado bem no meio do público, o que também ajudou à festa.
Rob K & Uncle Butcher - vamos directos ao assunto: Rob K & Uncle Butcher foi o concerto do festival! Não por ter sido melhor que os outros, mas pela supresa que foi. Eu pelo menos não o esperava. Uncle Butcher é um one-man band brasileiro que não traz nada de novo ao formato, mas ao lado de Rob K a coisa ganha outra dimensão: Rob K, figura seminal do underground norte-americano, é um velhote em grande forma, um pregador do amor que faz lembrar um James Brown branco. Ao som da guitarra e do bombo de Uncle Butcher, Rob K pregou o evangelho do rock'n'roll, das mulheres e da boa vida, por entre o público e em cima (literalmente) do público. E pelo meio ainda deu tempo para um (muito) bem ensaiado número de strip com a bela Gogo Mirelle, ao som de Take It Off. Eles andam por aí em digressão nacional até ao próximo sábado. Façam um favor a vocês próprios e vão vê-los.
Capitan Entrejisos - corpos doridos, bocas secas e muitas dores de cabeça: era este o principal cenário do público do Barreiro Rocks no segundo dia de festival, depois de muita cerveja Cintra e rock do dia anterior. Por isso, os Capitan Entrejisos não tinham tarefa fácil ao abrir o segundo dia de festividades. Nas colunas do recinto ouvia-se Morphine e não era por acaso: os Capitan Entrejitos eram um duo com o saxofonista dos Los Chicos, que fazia lembrar a banda de Mark Sandman. Mas a forma como o Capitan tocava o baixo também fazia lembrar os Death From Above 1979. No fundo, tanta demência acabou por resultar no concerto menos bom do festival. Ou foi isso, ou foram as dores de cabeça. Ou então o facto de haver um tema chamado Campeon de Natacion.
Green Machine - como no ano passado deram um dos concertos do festiva durante o after-hours, os Green Machine foram promovidos ao palco principal na edição deste ano. E quem ganhou com essa recompensa foi o público. De facto, os Green Machine são uma grande banda e estão cada vez melhor. São uma espécie de Vicious 5, mas em bom (em melhor?), trocando o hard-rock destes últimos pelo blues e pelo garage, fazendo por vezes lembrar os melhores momentos dos Gories. Mas o destaque vai inteirinho para o vocalista João Pimenta: um verdadeiro animal de palco que passa mais tempo no meio do público, deitado no chão, ou em cima dos espaldares do recinto, do que propriamente no palco.
The Mojomatics - atitude e feeling são duas das principais características que fazem de uma boa banda rock, uma grande banda rock. Mas no fundo no fundo, o que interessa são as canções. E nisto, os italianos The Mojomatics foram claramente os melhores. Disputando com os Maharajas o prémio de banda com mais classe, os Mojomatics trouxeram ao Barreiro uma hora de grande música, em formato duo, que lhes valeu as inevitáveis comparações com os White Stripes, apesar de soarem muito mais aos Two Gallants, por exemplo. Fiéis ao evangelho do Mississipi em versão garage, os Mojomatics foram uma das bandas do festival.
The Black Lips - há dois anos atrás, os Black Lips tocaram no Barreiro e pouca gente deu por isso. Agora, voltaram como cabeças de cartaz, e pouca gente não os quis deixar de ver. Segundo consta, problemas logísticos fizeram-nos aterrar no Barreiro poucos minutos antes do concerto, mas nem o jet-lag os fez desanimar. O recinto estava cheio, naquela que deve ter sido a maior enchente de sempre do Barreiro Rocks. Os Black Lips são quatro miúdos completamente irresponsáveis e ingénuos, que se estão a cagar para a sua imagem, o que é logo uma lufada de ar fresco na indústria musical hermeticamente controlada de hoje em dia, e preocupam-se apenas com a tríade sexo, drogas e rock'n'roll (com ênfase na segunda e terceira parte da equação). Os Black Lips estão a reescrever quatro décadas de rock, como se ele estivesse nascido há poucos dias, só que desta vez é estimulado a alucinogéneos e não a anfetaminas. Os Dave Clark Five, os Beach Boys, os Beatles… esqueçam tudo isto e atentem aos Black Lips.
Los Chicos - são a banda rock mais respeitável de Espanha, mas o concerto de há dois anos atrás não me tinha feito perceber porquê. Agora, as condicionantes do after-hours convenceram-me: com o palco montado no meio do público, os Los Chicos deram um novo sentido à palavra festa (não foi por acaso que a actuação terminou ao som de Fiesta, dos Pogues).
Act Ups - e para o fim, a banda da casa. Os The Act-Ups são uma das melhores bandas nacionais e deviam tocar todos os anos no palco principal. No entanto, como isto seria visto como algo presunçoso, a gente contenta-se com as actuações no after-hours, desde que sejam assim: no meio do público. O ambiente era caótico: cerveja pelo ar, muito mosh, muitos gritos e muita gente junto aos microfones. O palco improvisado estava em estado de sítio e isto era o mínimo que se podia pedir para aquele concerto, que arranca ao som de Land Of 1000 Dances, de Wilson Pickett, com um dos Black Lips a cantar ao microfone; lá para o meio, há uma versão dos Los Chicos, e o seu vocalista junta-se ao voclaista Nick Nicotine para mais um dueto; entretanto, via-se um dos Tracy Lee Summer a ajudar nos backing vocals, juntamente com o resto do público. Eram quase sete da manhã e a festa parecia não querer acabar. E quando as guitarras se calaram e o feedback cessou, eis os Hipshakes a agarrarem nos instrumentos e a querer recomeçarem o Barreiro Rocks. E o festival acabou como tinha começado: directo e barulhento!
Crooner Vieira - para terminar, uma menção especial ao apresentador Crooner Vieira, um velhote com 79 anos e com mais energia do que eu. Coube-lhe apresentar as bandas, momentos em que aproveitou para mostrar os seus dotes vocais e para dar verdadeiras lições de linguística. Verdadeira jukebox humana, cantou de tudo um pouco, de Tom Jones a Pavarotti, de Nelson Ned a Tony de Matos. Foi um verdadeiro poliglota, quando no fundo só sabia falar português. Deu novas entoações aos nomes das bandas (os John Matics…), fez flexões, mandou bitaites aos técnicos de som, interagiu com os Maharajas e cantou de cuecas. Crooner Vieira foi o espectáculo dentro do espectáculo. E eu quando tiver oitenta anos também quero ser como ele. in - http://www.mesclasonora.com/ao-vivo-barreiro-rocks-2007/ GREEN MACHINE EM BRAGA ( ALLA SCALLA) Podem colocar todos os adjectivos que quiserem, mas este, vão perceber que é indissociável dos Green Machine, “poderoso”. Sem dúvida uma das melhores actuações no Alla Scala a nível de espectáculo, interacção com o público e à-vontade. O que se escutou pelo espaço foi uma autêntica explosão de orgias que percorriam o cérebro do vocalista João Pimenta na sua actuação. Bruno Costa na guitarra, Ângelo Sousa no baixo e Pedro Oliveira na bateria são os restantes membros dos Green Machine, banda que nos trás um intenso odor entranhado de Rock e Blues. Com muita mestria e intensidade, faziam do público o que queriam. Os maiores culpados por tudo isto (não descurando os restantes membros que também estiveram em excelente plano) foram o João e o Pedro. Saltaram do palco para viver a música junto daqueles que os vieram ouvir. Fizeram com que o público contribuísse para o espectáculo oferecendo a própria bateria para um dos fãs poder improvisar... trouxeram o timbalão para o meio do público para o sentir. Fantástica actuação. Sempre muito enérgicos, nunca comprometeram em algum aspecto. Um concerto a roçar a perfeição. Os Green Machine são de Barcelos e apresentaram-nos o novo álbum Ghost on the Road pela Rastilho Records, editora que tem apostado em grandes valores nacionais tais como aqueles que se ouviram nesta noite.
http://www.myspace.com/greenmachinesucks










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8:04 PM
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