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Smartini - Sugar Train
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.::Ano: 2007
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.::Lista de Músicas:
1 - Intro 2 - Sugar Train 3 - Idiotic Sense 4 - Bluntness 5 - Free Yourself 6 - Drag Your Place 7 - Glass 8 - April Sky
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Os Smartini nasceram em 2002 na Vila Nova das Taipas, terra minhota do distrito de Braga. Compreender o lugar de nascimento deste colectivo pode ajudar a entender a sua música e o porquê de construírem composições que pretendem descrever paisagens e momentos. Ricardo Costa (baixo), Lourenço Mendes (voz e guitarra), Patrício Ferreira (bateria) e João Duarte (guitarra) são os nomes e os rostos que dão corpo a este projecto que lança agora o primeiro álbum, numa edição própria.
O início é essencialmente forte e enigmático. Mantém-nos atentos à espera do que se seguirá. Sobressai o som de uma locomotiva (a vapor, talvez) e somos projectados para um pequeno apeadeiro, algures numa vila verdejante. Doce ilusão. Ao longo de Sugar Train somos constantemente empurrados para ambientes distintos, entre a melodia suave e o arrebatamento electrónico de qualquer metrópole mais ou menos caótica. Sigamos a viagem.
Qualquer semelhança entre o que se ouvirá a partir de agora e Sonic Youth não é pura coincidência. Estes são, de facto, umas das principais influências da banda e a "Sugar Train" facilmente nos leva até "Sugar Kane" de Dirty (1992) - as semelhanças são notórias desde já, atente-se bem nos nomes. O facto de ter sido esta a faixa escolhida para encabeçar o álbum – e lhe emprestar o nome – não me parece que seja inocente. "Sugar Train" acaba por funcionar como esqueleto de todo o álbum. Nela está contida a essência da música com que estamos prestes a contactar.
Movimentando-se nos domínios do rock alternativo, os Smartini guiam-nos habilmente pelo álbum, com a voz inexpressiva de Lourenço Mendes a servir de cicerone. No entanto, Sugar Train, depois do impacto inicial, não surpreende muito de faixa para faixa. A fórmula reside no que já foi dito – uma calmia melódica interrompida abruptamente por momentos electrizantes. Mas existem excepções.
"Glass" funciona como um preâmbulo para o final e surpreende pela forma pacificadora com que se desenvolve – ou se deixa desenrolar. "April Sky" vem logo a seguir. É também uma excepção, mas pelo motivo inverso, e fecha o álbum de forma rude.
Sugar Train não apaixona à primeira audição, nem pede pelo repeat. Ao princípio estranha-se, mas com a familiaridade vamos encontrando novos sentidos e novas paisagens, acabando por nos cativar com a sua energia característica.
Classificação: 



Autor: Sílvia Dias
.. 2007-04-15
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