Música moçambicana tradicional e contemporânea com uma instrumentação revolucionária. O resultado é o som enérgico de “Afro/Pop/Jazz”, um género tão improvável como aliciante.
Nascido em Cuamba, uma pequena vila na província moçambicana de Niassa, Sukuma ganhou a sua primeira guitarra num evento de caridade. Em 1997, cinco anos após o fim da guerra civil no país, gravou o seu primeiro álbum, “Afrikiti”, abrindo caminho a que muitos artistas seus conterrâneos enveredassem pelo mesmo caminho.
Desde então, realizou digressões pela Europa, África, Estados Unidos e Caraíbas, apresentando-se em festivais importantes como “Beat Apartheid!” ou “Houston International Festival”, ao lado de lendas como Miriam Makeba, Hugh Masekela, Abdullah Ibrahim, Gilberto Gil, Jimmy Dludlu, Mike Del Ferro, entre outros.
A qualidade do seu trabalho foi de tal forma consensual, que a revista “Bilboard” de 7 de Junho de 1997 não hesitaria em considerá-lo ao mesmo nível de Papa Wemba e de outros músicos africanos consagrados.
Em Novembro de 2007, lançou seu último CD, “Nkhuvu”, que significa “Celebração”. Um título em tudo indicado a um trabalho que contou com a colaboração de grandes músicos, como Lokua Kanza, Jimmy Dludlu, Bonga, Artur Maia e Elizah, para além de muitos outros. Neste álbum, Sukuma canta em português, inglês, shitswa, ekoti, shangana, gitonga, ciyao e shimakonde – idiomas que, na sua maioria, nunca haviam estado presentes num disco moçambicano. Inspirando-se nas línguas bantu, provenientes de várias partes de Moçambique, Angola e Guiné-Bissau, captou de forma fascinante a voz da Luso-África.
Do seu percurso musical contam-se os Prémios de “Melhor Perfomance/EME/1982”; “Imprensa/Ngoma Mocambique” 1992; “Canção Mais Popular/Ngoma Mocambique”, em 1994, 1996 e 1998;”Mozart/UNESCO/Melhor Musico 1997”; e “Personalidade Cultural 2008/Jornal Notícias”. Foi ainda nomeado para “Melhor Vídeo Masculino Channel O Awards 2005”.
Projectos Sociais
A sua música está também profundamente ligada a aspectos sociais, através do trabalho que desenvolve com as campanhas nacionais de luta contra o VIH/SIDA, com a Comissão Nacional de Eleições, a UNICEF e outras organizações de ajuda humanitária. Sukuma é membro do Comité Africano de Avaliação e Consulta do “African Scholars Program”, da Berklee College of Music (EUA/Boston/Mass), ao qual pertencem outros grandes nomes da música africana, como Angelique Kidjo, Richard Bona, Bakiti Kumalo ou Lionel Loueke.