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Monique Barcellos


Last Updated: 11/12/2009

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[29 Sep 2009 | Tuesday] 
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http://moniquebarcellos.blogspot.com/

!! Big Up de Notícias !!
;)

[29 Sep 2009 | Tuesday] 

Olá!
Comunico que minhas poesias poderão ser lidas e comentadas neste novo endereço:

http://moniquebarcellos.blogspot.com/

Toda mudança, que seja para melhor!
Espero todos lá!

Obs.: Vou postar algumas desse Blog antigo também.
Espero que gostem das novidades por lá!

(MNK)
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[21 Sep 2009 | Monday] 
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[13 Aug 2009 | Thursday] 
FILOSOFIA DE SOFÁ...(MAIS PRECISAMENTE O MEU..)

Não é apontando meus defeitos que você irá merecer minhas virtudes. É aceitando fatos que nos fazem ver o melhor e o pior de cada um de nós..
Sou um turbilhão de emoções, paixões e questões mal resolvidas. Talvez porque tenha cansado de tentar mudar o mundo..
Cansada de gente mais ou menos, cansada de menos... Cansada do cansaço impróprio de tantos talentosos que se bastam na vaidade artística de outrora...
Eu quero sempre um pouquinho mais...
Eu não paro, não me conformo, não desespero quase nunca..
E nem tudo me escorre pelas mãos.. E tudo que eu agarro é sincero, não é por cobiça, mas uma ambição nutritiva, de querer transformar o barro em escultura, o bruto em poesia.. A mesmice em mega evento.. O exagero do discurso em vida.. A música em tradução do estado de espírito.. O pulsar das veias em bateria de escola de samba.. As amizades em histórias sem fim..
O amor em lições de vida.. A morte em lições de alma..
Exagerada do jeito que sou, intensa como sempre fui e sutil no meu silêncio estratégico..Que a minha mente hiperativa quase sempre ofusca e acende meu jeito impulsivo.. Que minha retina salva..
Observo quase tudo e a alma de muitas coisas e pessoas.. Estou no mundo para aprender e celebrar tudo.
Aprendi a me calar com um abraço e a silenciar com um beijo e a tolerar menos quando devo.. Aprendi que a melhor parte de mim é a minha divisão intra - uterina, que prova que ninguém é uma coisa só..
Família..
Amo Muito Tudo de que me faço cercar e amo me desorientar as vezes, só por hobby...
Mantendo o Astral Elevado, sem muita sequela..


A vida pra mim é sensatez esbarrando no improvável..
É absorver com simplicidade o complexo das coisas..

(MNK)

[27 Jun 2009 | Saturday] 
A GRAÇA DA HISTÓRIA...

(*)Homenagem pelos 3 anos da partida de meu Pai..


Uma breve Biografia...

Por Monique Barcellos

       Costureira neta de xavantes, tímida, reservada e carinhosa, Dona Almerinda era dona de fala mansa e vida simples, sem vaidades: assim Osvaldo Barcellos Filho nasceu no bairro do Humaitá, no Rio de Janeiro em 05 de março de 1943. A típica “Amélia” não suportaria as saídas e noitadas do marido, Seu Osvaldo, até que “Dinho” completasse 13 anos de idade. Com a irmã Dida (Elis) 3 anos mais velha e a mãe, o filho caçula, desde cedo passava a colaborar com o sustendo da família. Seu Osvaldo, pai rebelde, logo se tornara  ovelha negra, o renegado da esposa e por muito tempo também dos filhos. Não seria tão fácil nem tão difícil para eles, se desligarem do pai e marido boêmio, motoqueiro, mulherengo.

       O tempo passou e Osvaldinho também seguia criado pela mãe, pela tia, cercado de primos, trabalhando como podia. Estudou na Escola México, em Botafogo, quando criança. Jovem conheceu a estudante Lina, com quem flertava da calçada sempre que passava pelo Largo dos Leões. Fazia curso técnico em eletrônica e namorava “um brotinho” em cada vila. Mas foi a professora e estudante do Pedro II crescida nos arredores quem chamou sua atenção. De personalidade forte, bom humor, determinação e independência era feita a “Lininha”. Não era novidade que aos 16 anos ela estivesse se formando no ginásio e namorando aquele charmoso rapaz de 17 do Humaitá, criado em Vila Isabel e frequentador de Lapa e Botafogo. Passadas as turbulências de namoro de 3 anos, ficaram noivos outros 9 anos. Início da década de 60, Osvaldo com seus 20 e poucos anos já tinha iniciado como jornalista e Lina, a faculdade de Letras.

       Passaram pela Ditadura juntos, ela líder do movimento estudantil e ele jornalista recém-chegado ao Diário de Notícias. Casaram no dia do AI-5, às voltas de uma batalha e refugiaram-se em Minas Gerais, para passarem a lua-de-mel. (Imaginem uma cena da noiva sendo revistada antes de subir no altar, e as caras pálidas dos convidados durante a cerimônia). Lembram do pai boêmio?? Apareceu para cumprimentar os noivos a convite da nora, com os parceiros de Samba da Lapa, vindos do Nordeste há 10 anos, o amigo Jackson do Pandeiro com a esposa Almira. O padre desapareceu depois da cerimônia e reza a lenda que foi seqüestrado pelos milicos. Estariam de volta semanas depois, casados, ela com suas poesias e ele com suas reportagens.

       No ano seguinte nasce o primeiro filho, Marcus Vinicius e dois anos depois o então caçula Claudius Valerius. Os anos 70 foram inspiradores para o pai jornalista, que prosperava  participando como jurado em programas de calouros de Flavio Cavalcante, ao lado de Elke Maravilha e Araci de Almeida. A família passava fins de semana em Araruama, na Região dos Lagos, na casa dos pais da professora Lina, Seu Antonio, legítimo português e Dona Galdina. Osvaldo ganhava destaque como jornalista na área de Educação, mas não escondia seu hobby por futebol e o interesse por política.

       Os anos 80 renderam os verões e finais de semana na nova casa de Saquarema, que poucos anos depois foi berço da maior surpresa: a chegada das gêmeas. Aos 40 anos de idade Lina era Diretora de uma Escola e assim seguiu grávida. Aos 41 anos Osvaldo tinha fundado a Rádio Serramar e um jornal local. Cobria as sessões da Câmara Municipal e comentava os jogos do Barreira F.C. (Hoje Boa Vista F.C.) e do Saquarema F.C. Regados a churrascos em casa com o time todo. Dona Lina que não ficava lá muito contente..

       Seguiram com vários trabalhos até o final dos anos 90, quando Osvaldo se viu baqueado pelo Diabetes. Passou a contar com o trabalho da filha Monique, então com 16 anos, que entre o colégio e o escritório começava a colaborar com Direção de Arte. O filho Marcus, cursava Engenharia Química e comentava na coluna esportiva.. Os próximos anos seguiram com mais sacrifício e turbulência familiar, mas também com muita garra e pouca grana.

       Os filhos sempre tiveram aulas de Letras com a professora Lina, durante boa parte dos estudos, cada um na sua época de ginásio. Se a família ousava se dispersar o patriarca vinha com o discurso de aliança. Desde que as funções se subdividiram entre a família, já era difícil saber quem cuidaria de quem, mas fato é que a Dona Lina mostrava muitas vezes, por anos, toda sua força e liderança, até com certo autoritarismo. As brigas aconteciam, fruto de várias personalidades fortes no mesmo convívio. Um filho engenheiro, o outro advogado, duas universitárias. A típica família perfeita? Nada disso.

       Aprendemos a viver tendo que conviver com momentos caóticos e dramáticos. O que posso deixar aqui, na primeira pessoa, é que minha maior herança foi o ensino de meus pais, não só com o dom das palavras, mas com o amor diante das dificuldades. Com a amizade gerada da dor, com o elo de compaixão entre pai e filha que juntos superaram choques de gerações, adornos sociais, sermões acalorados. E deu licença ao lúdico, ao rotineiro e indispensável, a uma ciência de resignação com afeto...

       Hoje eles têm uma filha DJ e a outra, como já era de se esperar, seguiu seus passos: Jornalista e Poeta. A presença ou ausência de nossos pais por conta de trabalho nos lembra que nada ficaria por dizer, e certa vez ele me disse o quanto ficou feliz com essa notícia de herança profissional em pelo menos uma da prole. Como é bom poder dizer tudo e mostrar tudo o que se sente para quem amamos.. Não é fácil dizer tudo sem precisar dizer TE AMO.

       Aprendemos que a lembrança de um fatídico dia até dói, mas não deve apagar a lição de anos. Os sambinhas, as histórias, as frases de afeto, as brigas, o sentido de base de caráter em família, apesar de todas as falhas pessoais. O amigo, confidente, o que se deixou amar e saber o que é o amor sem hierarquia, sem gênero, porém com toda entidade de Pai ciumento, que deixava eu perguntar qual filho deu mais trabalho... Qual trabalho deu mais frutos...

Tudo quase ingênuo de tão lúdico. Quase sereno de tão certo.. Teve escolhas e falhas. Teve e sempre terá nosso Amor. Terá seu nome e lições passadas adiante com a mesma intensidade, com a mesma paixão com que nos foi mostrado. A cada doce no par ou impar. A cada diagramação e transmissão da cabine do estádio.. A cada cafezinho na rede. Jogo do Vasco, praia sem mergulho de cabeça.. Por cada vez que deixava eu vê-lo aparar a barba, dobrar os lenços, brincar com as roupas bregas, ou quando ele pedia pra eu colher as flores para presentear Dona Lina, até o 37° aniversário de casamento.
      Em 27 de junho de 2006, aos 63 anos, Osvaldo Barcellos Filho teve uma complicação no quadro de Diabetes e deixou esposa e 4 filhos, muitas histórias e emoções...

       Eu tenho saudade de uma época que o Sr. marcou. Dos valores, de paciência, de eu ter sido uma criança feliz por ser de uma família que você e nossa mãe construíram. De hoje ser uma mulher de verdade. Todo dia agradeço e reconheço. Saudade do Sr., também, mas talvez menos, porque está e ficará sempre em minha vida. Por isso mesmo, essa história não acabou por aqui, porque uma árvore tem seus ramos além da raiz.. E também floresce.. A GRAÇA DA BELA HISTÓRIA É TER INÍCIO E NÃO TER FIM.



(MEUS PAIS: Formatura da Professora Lina, minha mãe)





(Meados de 60)


 (Casamento no dia do AI-5)




(Meu primeiro pedaço de vida e de bolo - 7 anos meu e da Dri)





(Irmãos e a sobrinha - Filha do Marcus)



Poesia SAUDOSA CADÊNCIA feita ano passado..

(MNK)

[27 May 2009 | Wednesday] 


Penso que o que penso...
Ou é só o que penso, ou é só
Sinto que o que sinto...
Ou é só o que sinto, ou é só
Descubro que o que descubro...
Ou é só o que descubro, ou é só
Invento que o que invento...
Ou é so o que invento, ou é só
Acredito que o que acredito...
Ou é só o que acredito, ou é só
Desconfio que o que desconfio...
Ou é só o que desconfio, ou é só
Suponho que o que suponho...
Ou é só o que suponho, ou é só
Critico que o que critico...
Ou é só o que critico, ou é só
Calo que o que calo...
Ou é só o que calo, ou é só
Discuto que o que discuto...
Ou é só o que discuto, ou é só
Sonho que o que sonho...
Ou é só o que sonho, ou é só
Amo que o que amo...
Ou é só o que amo, ou é só
Vivo que o que vivo...
Ou é só o que vivo, ou é só
Observo que o que observo...
Ou é só o que observo, ou é só
Encerro que o que encerro...
Ou é só o que encerro, ou é só.

(MNK)

[04 May 2009 | Monday] 
NO TRUST

I gotta put myself first
When you go away
And there's only dust
I gotta put myself first
When you come along
And there's no trust...

(MNK)