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Fab Ø



Dernière mise à jour : 25/01/2010

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Sexe : Male
Zodiaque: Taureau

Région : Rio de Janeiro
Pays: BR

Archive du blog
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mercredi, septembre 30, 2009 
Os braços de Iemanjá confirmam a verdade que não quis calar: faço mil oferendas para vê-la no ar sob um céu estrelado. A noite sopra vento forte e com espírito de velejador, minha vista rasga o mar.

Não tolero longa ausência mas o amor me contraria... Quem diria, tal capricho do destino nos alcançar dessa forma. Quanto tempo mais até vislumbrarmos o mesmo horizonte? Pelo menos agora é quase um instante.

Estou numa ilha de labor e ilusão, aguardando que de outra ilha venha ela para atingir meu coração. Direto, sem papas na língua. Sinto a brisa do mar acalmar minhas têmporas, há responsabilidade nessa cidade e vontade de encontrar nos teus olhos a sinceridade do sentimento.
 
Aqui, fico engessado e ilhado em um mundo de conjecturas. Clamo por tua ternura, teu abraço confortante e beijo excitante. Encontro novamente o mar e peço a Iemanjá...
dimanche, septembre 06, 2009 
- Shh! Fala baixo porque senão vão te escutar...

- Eu, hein. Desde quando isso é problema? Não tem ninguém aqui.

- Sei lá! São as paredes, essa alvenaria é sem vergonha.

- Você tomou o quê? Não tô em casa, se esqueceu? E porra, valeu por achar que eu moro num barraco de papelão... Tô chegando no churrasco. Você vem, né?

- Pô, não sei...  Acho que vou parar de comer carne, é muita maldade com os bichinhos. Além do que, tem muita coisa pra fazer aqui. Meu chefe mandou trabalho pra mais de metro.

- Caraca, você definitivamente tomou alguma coisa. Foi o que isso? Ecstasy não foi, porque senão esse papo de velório não estaria rolando. E vê se larga a mão desse discurso de vegetariano porque isso não é você. Nada contra quem prefere só os vegetais, sobra mais carninha gostosa pra mim! Heheh

- Tsc, eu tomei no rabo com tanta coisa pra fazer. Tô te falando... Depois a gente arma alguma coisa. Foi mal, mas dessa vez eu passo.

- OK, não vou insistir. Só digo que o Sr. Jaegermeister estará lá.

- Sério?!

- Vou ficar de palhaçada com a tua cara? E você nessa de falar baixo... Leva o beck, PORRA!

- Hahah, te vejo lá em meia-hora então. Onde é o lance mesmo?

- Puta que pariu. Lá vamos nós outra vez...
lundi, août 24, 2009 
Pois é, o tufão das notícias continua a me assombrar; mal chego ao Rio e já estou terminando de ajeitar as malas para uma nova missão. Dessa vez meu destino é Vitória, capital do Espírito Santo.
Não faço idéia do que me aguarda, tenho somente um endereço para alcançar e somente lá saberei onde ficarei hospedado para a empreitada que começa a se desdobrar no horizonte dos meus dias. Em pouco mais de dois meses estarei de volta ao Rio, assim espero. Quem sentir vontade de me visitar, por favor o faça.
Confesso que no peito sinto falta de alguém especial que muito me ajudaria nesse momento, como já me alegrou em tantos outros.
"A noite passada eu sonhei com você..."
mercredi, août 19, 2009 
Não é sempre que recebemos boas notícias. E quando elas chegam, vêm logo assim, de sopetão, no susto! Dessa vez a queda foi dolorida; surpreendido ainda não sei reagir direito ao que aconteceu.
Em poucas palavras: eu estou indo embora. Tinha quase certo a prorrogação até o final do mês de setembro, porém tive notícias indicando que é hora de partir pois a operação já encontra-se em momentos derradeiros.
Antes de tudo e todos, sentirei muito a falta de você, docinho. Do momento em que nos encontramos por acaso, dos sorrisos tontos e bestas que eu te lancei até as primeiras palavras e olhares trocados... Gata, gatíssima, o teu carinho e afeto eu nunca me esquecerei. Vou curtir cada momento que tiver contigo até o momento que tiver de ir. Você é especial.
Conversei com a Penélope, acho que ela recebeu bem a notícia. Ganhou afagos e eu recebi aquela carinha de dengo que ela tem. Cuide bem dela que ela cuidará de ti.
Fico na torcida para que logo eu possa retornar para cá, seja a trabalho ou a passeio, mas ficarei felicíssimo se puder te rever. Saiba que as portas da minha casa estão abertas esperando a tua visita.
Ó vida, ó céus! É verdade o que dizem: tudo que é bom, dura pouco...
vendredi, juillet 24, 2009 
Com mil trovões, será possível!? Toda a ira de Poseidon fez o mar tornar-se agitado e traiçoeiro. Seria eu capaz de estornar as flores oferecidas à Iemanjá? Com quantas rosas faço um barco para navegar nesse mar? Quando penso no Mar de Rosas, imagino na beleza, porém logo me recordo dos espinhos... eles também irão boiar.

Na velocidade do pensamento, atiro meu corpo ao mar sem ao menos raciocinar e conjugar o substantivo. Foi-se o tempo do verbo conjugado e verso rasgado, o pensamento é barrado pelas emoções que emanam de mim. Exaspero as palavras, exalto o nome e insulto a indiferença daquele que conhece a vaidade mas ignora a ficção.

Diga-me: há conjunto de palavras devidamente arranjadas capazes de expressar o sentido? Talvez... Mas e o sentimento? Ele é doce como a baunilha, vivo como a chama que arde e pleno como o encontro do céu e mar. A luz da Lua me disse, mas só fui capaz de uivar minha saudade por ela. Minha bailarina gira e rodopia na minha imaginação e já agora não consigo distinguir as ondas de seu cabelo das ondas do mar. Ela é única e singular.
jeudi, juillet 16, 2009 


Falei pra ti que por lá as coisas são diferentes. O som oco do assovio das tardes de ventania me corrói causando uma estranheza de um lugar tão familiar. Apesar de aparente apatia, sinto minha energia fluindo novamente... Talvez em tom mais áspero, sem a mesma vivacidade de outrora, porém ela continua intensa.
Na leveza do teu olhar sinto a letargia de um domingo quente mas que passa num piscar de olhos. Não me sinto cansado, somente o peso das horas agora transformam-se em dias.

O tempo que não regressa me fez olhar com acuidade pra onde não se deve deixar de ver: o agora. Essa fração de segundo a todo instante perdida e reconquistada precisa de minha atenção. Eu ilumino o caminho para que possa caminhar sem grande transtorno, olha à frente procurando compreender o que me faz ser o que sou. Eu faço ser o que é para mim vital, atribuindo valores e destituindo terrores de antepassados tenebrosos.

O futuro espanta e encanta ao mesmo tempo, mas é somente uma projeção de nossas mentes. Vivamos o agora.
lundi, juin 15, 2009 
Longe de mim, senti teu calor através do vento... A brisa morna e úmida anunciava naquele instante o teu chamado. Na lembrança, um sorriso azulejado onde cada dente perfilado um ao outro, formava um lindo arco marfim.
De forma curvilínea, desejo à flor da pele e beijos alucinantes como fogos a estourar no céu em época junina, aquela vontade louca se fundia ao meu desejo de celebrar os bons momentos da vida. Na foz do rio, nas ondas do mar, fui ao teu encontro. A colisão de duas mentes advindas de constelações de longínquas galáxias suspendia corpos no ar, tornando a respiração mais fluida, ora ofegante, numa linda canção de outono.
Festejo a energia que irradia do teu peito se estendendo em todas as direções da bússola. Aponto ao norte enquanto te vejo dançar ao som de melodia capaz de transformar a noite em dia, os gritos mudos em fagulhas de eletricidade e toda a felicidade que agora mergulha em ti.
Sou refém dos teus gostos, da doçura traduzida em olhar casual e brilhante. Sinto toda a riqueza de um diamante perto da montanha que resguarda o doce mel de um vale secreto. Vejo as gotas de chuva após aurora turva e opaca. Para onde fostes com minha alegria? Talvez tenhas escondido junto a minha fantasia...
Chamarei teu nome através do vento, e dos céus cairão gotas ao teu encontro para que te lembres do fogo que temos queimado ao longo dos dias. Encontra-te, de pés descalços, com a terra e recorda-te da paz que sentes ao abraçar o mundo sabendo que agora, eu também faço parte dele.
mercredi, juin 10, 2009 
Não obstante o tempo nebuloso
Reparei entre conversas e risos
Algo de belo, olhar misterioso
Fitando meus olhos. Senti sisos

Latejando como se estivessem ali.
Mas Deus bom sabe meu caminho
Diante da cidade boêmia me perdi
Quando dela emanou tanto carinho.

Naquele momento não foi bastante
Falar de filmes e bebidas alcoólicas.
A mente solta o corpo exultante, que
Dá voltas no ar por ondas parabólicas.

Então, Chuck Norris me foi apresentado
Tipo Comando Delta, aquela cara de mau...
A verdade é que esse herói foi baseado
Em história trágica, quando um vendaval

Esvoaçou seus cabelos na hora do resgate
Tive de arremeter e entrar em combate.
Pela nossa experiência, gatos escaldados,
Contamos nossa aventura bem aliviados.
lundi, mai 11, 2009 

São horas passadas pelo relógio que fazem tremer o esqueleto todo daquele sujeito. O tempo foi veloz com ele, quase fazendo com que suas lembranças mais remotas e obscuras ficassem para trás. Não imaginava o dia em que maldiria sua memória vívida e translúcida.

Naquela tarde, retornava com aquela pressa típica de sexta-feira, não via a hora de chegar em casa, tomar um banho e descansar um pouco. No caminho para casa, subiu o som do carro cantando os pneus no ritmo forte do rock n' roll. Cada curva, cada "retardatário", faziam surgir em suas idéias a impáfia e arrogância de um jogador de videogame. Não há mortes, qualquer acidente é contornado mesmo após um GAME OVER.

Próximo à casa, instaurou-se o caos: pedestres fora de faixa, carros parados irregularmente bloqueando a via, ônibus ferozes... Toda a vontade de chegar logo ao seu destino fez com que tornasse seu espírito ainda mais GTA. Resolveu usar a buzina, forçar o motor e com isso atingiu seu próprio peito. Viu nos olhos ensandecidos de um espelho desforme e sujo a dor de três dias. Apunhalado pelo destino, contraiu-se sem reconhecer em si o sujeito pacato que fora até ali.

Os cães raivosos o perseguiam com fúria e destempero. Queriam sua carne, queriam-no morto e partido. A luz alaranjada refletida no céu parecia alertar o perigo daquelas atitudes. Para ele não bastariam armas, somente as mordidas carniceiras o atormentavam.

Tão logo desperto, percebeu todo o rebuliço anterior e culpou as horas por lhe restarem somente dez minutos de sono. Respirou fundo com os olhos ainda fechados na expectativa de Cronos lhe tornar impassível ao seu maior poder.

dimanche, mai 03, 2009 

Nesse dia tão especial, volto ao meu combalido diário para escrever algumas impressões a respeito dessa cidade que vem me acolhendo desde o princípio de Abril.

Saint Louis of Marayon é uma cidade diferente de outras que conheço em nosso Brasil mas apresenta traços que a definem como brasileira. A beleza natural, o calor humano do povo, as mazelas espalhadas em esquinas esquecidas e o descaso dos governantes diante de problemas que certamente não seriam tão gritantes se houvesse administração pública decente e correta.

Ao contrário do que acontece em outras cidades do Nordeste brasileiro, São Luís tem uma época de monções que compreende os seis meses entre dezembro e maio e um período de seca e muito sol que vai de junho até novembro. Com essas duas estações bem definidas, vejo ainda as enchentes e vazantes do rio-mar que é um fenômeno natural extraordinário.

Feliz pelo novo horizonte, seja quando ele se mostra radiante ou mesmo quando a visibilidade é turva e encharcada. O que importa agora é saber e acreditar que há sempre uma saída. E com ela, uma nova porta de entrada.

Portanto, abraço a bonança e intempéries que porventura venham em minha direção. Sou o vôo de um coração de mil vozes e uma canção de quebra-nozes e esperança.